quarta-feira, abril 21, 2010

Tiradentes x Maçonaria

Alferes Tiradentes

O NASCIMENTO
Joaquim José da Silva Xavier nasceu na fazenda do Pombal, comarca do Rio das Mortes, próximo a Vila de são José Del Rei. (Atual Tiradentes) no ano de 1746, não se sabendo, porém o dia de seu nascimento. Era o quarto filho de Domingos da Silva 406 Santos, Português e de Dona Antônia da Encarnação Xavier, e seus irmãos eram: Domingos, Antonio e José, e as irmãs eram Antonia Rita, Maria Vitória, e Eufrásia Maria. Tiradentes foi batizado no dia 12 de novembro de 1746, tendo sido seu padrinho o Dentista Sebastião Ferreira Leitão e como madrinha Nossa Senhora da Ajuda.

INFÂNCIA E JUVENTUDE
Tiradentes foi criado e passou parte de sua infância na fazenda de seu pai, sendo que aos nove anos de idade, morre sua - mãe, e aos doze morre seu pai. A família se desfez. Tiradentes foi morar na casa de seu Padrinho, o dentista Sebastião Ferreira Leitão, que - procurou interessá-lo por sua profissão, incentivando-o a ler livros de medicina e ensinando-lhe noções práticas de cirurgia e odontologia. Bem cedo começou a ajudar o padrinho no trabalho. Fazia curativos e logo aprendeu a tirar dentes e substitui-los por dentaduras e dentes postiços, ficando assim conhecido na Vila de São José Del Rei como o Tiradentes. Trabalhou também como tropeiro e mascate, caminhando pelos garimpos de Minas e fazendo viagens ate a Bahia. Depois tentou a sorte na atividade mineradora, ocasião em que comprou uma pequena porção de terras e quatro escravos, aplicando o que economizou como dentista, porém não deu certo esta sua - tentativa, deixando-lhe apenas muitas dívidas.

O MILITAR
Em lº de Dezembro de 1775 ingressou na carreira militar e alistou-se na 6º Cia. de Dragões da Capitania de Minas Gerais, e por ser - descendente de portugueses cristãos, teve o privilégio de ingressar nas armas já como oficial, sem passar pelos postos subalternos. Tornou-se - Alferes, posto este correspondente ao de 2º tenente. Recebeu missões perigosas, que cumpriu com eficiência, devido ao seu conhecimento do sertão. À frente do destacamento acabou com o banditismo na serra da

Mantiqueira e combateu os contrabandistas de ouro. Comandou a guarda dos armamentos depositados no quartel de Vila Rica. Em 1781, foi nomeado pela rainha de Portugal para chefiar a patrulha do Caminho Novo, estrada que ligava Minas ao Rio de Janeiro, por onde seguiam as Tropas de Mulas trazendo o ouro para ser embarcado no porto do Rio de Janeiro.
Nessa fase de sua vida, Tiradentes fez amizades em todas as vendas e hospedarias da estrada, onde ficou muito popular. Também nessa mesma época - Tiradentes, já aos 35 anos, namorou uma jovem de quem gostou muito, de nome Ana, que morava no Tijuco (atual Diamantina) e era sobrinha do Padre Rolim, seu amigo e, mais tarde, também membro da Conjuração Mineira. Quando Tiradentes pediu-a em casamento, através do Padre, ficou sabendo que - ela já estava prometida a outro.

Tiradentes nunca se casou. Continuava só, porem duas outras mulheres haviam passado em sua vida; ambas de nobre condição social. A primeira, uma mulata, Eugênia Joaquina da Silva, de quem Tiradentes teve um filho de nome João. A outra uma viúva, Antônia Maria do Espírito Santo, vivia nos - arredores de Vila Rica (atual Ouro Preto), e também lhe deu uma criança, uma menina de nome Joaquina.

No ano de 1787, cansado da vida militar, Tiradentes pediu licença no regimento, e foi para o Rio de Janeiro, onde apresentou ao vice-rei Dom Luiz de Vasconcelos alguns projetos de engenharia e hidráulica, para a canalização e captação dos rios Catete e Maracanã, para abastecimento da cidade e edificação de moinhos; e construção de armazéns para o gado a ser exportado. Seus projetos porem ficaram aguardando a aprovação das autoridades de Portugal, e nunca foram executados. Enquanto permanecia no Rio de Janeiro, reuniu-se com o estudante José Álvares Maciel, que acabava de chegar da Inglaterra, com o Padre Rolim e com o Coronel Joaquim Silvério dos Reis, e juntos elaboraram os primeiros planos da revolta contra Portugal. Terminada sua licença Militar, Tiradentes, em Agosto de 1788, volta a Minas comandando a escolta da mulher do Visconde de Barbacena, novo Governador de Minas.

Em Vila Rica se tornou o principal articulador da conspiração para a libertação do país. Organizou um grupo do qual faziam parte pessoas de grande - projeção na capitania. Era ao mesmo tempo, um idealista e um espírito prático. Não hesitava em fantasiar os fatos para atingir seus objetivos. Inventou, por exemplo, que o novo governador trazia instruções para que - as fortunas particulares em Minas, não ultrapassassem dez mil cruzados. Garantiu a todos o apoio de potências estrangeiras à conjuração.

Em fins de 1788, aconteceu a primeira reunião dos conspiradores na casa do Tenente-Coronel Paula Freire. A ele se unira o Padre Carlos Correia de Toledo, vigário de São João Del Rei, homem rico e influente, e a conspiração foi crescendo com a participação do Cônego Luiz Vieira da Silva, do Padre Rolim, Tomás Antonio Gonzaga, Cláudio Manoel da Costa, Alvarenga Peixoto e outros que no decorrer do tempo se juntaram aos primeiros.

A INICIAÇÃO DE TIRADENTES
Naquela época a maçonaria permitia que se fizesse iniciações fora dos templos e às vezes por um irmão com autoridade, o que era denominado de: Iniciação por Comunicação. E assim José Álvares Maciel iniciou Joaquim Jose da Silva Xavier, sendo que este tipo de iniciação foi suprimido em 1907, com a promulgação da constituição

Lauro Sodré. O Coronel Francisco de Paula Freire, não gostava do Alferes Tiradentes, com o qual mantinha fria distância. Esse tratamento mudou completamente quando Tiradentes de volta do Rio de Janeiro, participou-lhe que havia si do iniciado nos mistérios da Maçonaria.

A DELAÇÃO
0s planos foram traçados, na ocasião da derrama, Tiradentes depois de prender o governador, despertaria Vila Rica aos gritos de Liberdade. A pretexto de restaurar a ordem, Paula Freire e suas tropas ocupariam a cidade e, com Vila Rica sob controle, declararia sua Adesão à Inconfidência. Tiradentes resolve passar em todos os conjurados e verificar se cada um estava cônscio de sua responsabilidade, obtendo um sim de cada um deles e em Março de 1789, segue para o Rio com desculpa de ver como iam os seus requerimentos de obras públicas, porém sua verdadeira missão era conseguir o "apoio da guarnição do Rio de Janeiro e durante sua viagem ia divulgando suas idéias, sem maiores cautelas, pelas hospedarias e vilas do Caminho Novo e durante sua viagem a conspiração foi denunciada em uma carta dirigida ao Governador Visconde de Barbacena e assinado pelo traidor Joaquim Silvério dos Reis do seguinte teor:
“Existe um movimento contra a Coroa e automaticamente contra V. Excia. no sentido de derruba-lo por ocasião da derrama e em seguida sublevar o povo e a tropa, para logo após, partirem com adesão do povo de outras províncias, para uma louca independência. Para isso contam com as maiores inteligências desta terra e pessoas de destaque do vosso governo, tendo como principal chefe o Alferes Joaquim José da Silva Xavier, um dos mais inflamados oradores, acompanhado de perto por homens com ideais impregnados pelos últimos acontecimentos de independência da América Inglesa. Se V. Excia. der crédito a esta missiva, gostaria de ser chamado sigilosamente ao vosso gabinete, onde declinaria pessoalmente o nome de todos os que tramam contra nossa Augusta e Soberana Rainha. Ponha todos estes importantes participantes na presença de V. Excia. pela obrigação de felicidade, não por meu intento, nem vontade, sejam de ver a ruína de pessoa alguma, o que espero em Deus que, com o bom discurso de V. Excia. há de acontecer tudo e dar as providências, sem a perdição dos vassalos. O prêmio que peço tão somente a v. Excia. é o de rogar-lhe que pelo amor de Deus se não perca ninguém”.

A PRISÃO E MORTE
Todos os inconfidentes foram presos, porém Tiradentes encontrava-se na casa de seu amigo Domingos Fernandes da Cruz, na cidade do Rio de Janeiro, onde no dia 10 de maio de 1789, foi preso e ficou incomunicável cerca, de três anos e nesse período só foi visitado por seu - confessor, o Padre Raimundo Penaforte. No dia 18 de abril de 1792, foi proferida a sentença dos cinco réus padres, e no dia 19, dos demais conjurados. A Tiradentes foi proferida a seguinte sentença:

"Portanto condenam ao réu Joaquim José da Silva Xavier, por alcunha o Tiradentes, alferes que foi da tropa paga da capitania de Minas, a que com baraço e pregão, seja conduzido pelas ruas públicas ao lugar da forca e nela morra morte natural para sempre, e que depois de morto lhe seja cortada a cabeça e levada a Vila Rica, onde em lugar mais publico dela, será pregada, em um poste alto até que o tempo a consuma; e o seu corpo será dividido em quatro Quartos, e pregado em postes pelo caminho de Minas, no sítio da Varginha e das Cebolas, onde o réu teve suas infames práticas, e os mais, nos sítios de maiores povoações, até que o tempo também os consuma; Declaram o réu infame, e seus filhos e netos, tendo os seus bens aplicados para o Fisco e Câmara Real, e a casa em que vivia em Vila Rica, será arrasada e salgada, para que nunca mais no chão se edifique."

No dia 21 de abril de 1792, as 9.00 H, inicia o triste cortejo: À frente uma Cia. de Soldados, depois os frades dizendo orações e em seguida Tiradentes, o laço da forca no pescoço e a ponta da corda segura pelo carrasco, e quase abraçado ao condenado, Frei Penaforte reza com ele. Descalço, com o cabelo todo raspado e sem barba, vestido com uma camisola branca, Tiradentes seguia de Cabeça erguida, porte erecto, e passo firme a marcha para a forca, construída no Lago da Lampadosa (Atual Praça Tiradentes) onde às 11:20 hs Tiradentes foi enforcado.

Frei Raimundo Penaforte, o confessor, escreveu o seguinte sobre Tiradentes: "Foi um daqueles indivíduos da espécie humana, que põem em espanto a própria natureza. Entusiasta, empreendedor com o fogo de um D. Quixote, habilidoso com um desinteresse filosófico, afoito e destemido, sem prudência às vezes, em outras temeroso ao cair de uma folha; mas o seu coração era sensível ao bem. A Coroa quisera, com o espetáculo do enforcamento, afirmar o seu domínio sobre a colônia brasileira. Tiradentes tentara, com o sacrifício, salvar os companheiros e abrir ao povo o caminho da emancipação política." Um espírito inquieto, um homem leal, esse Alferes Joaquim José da Silva Xavier, por alcunha TIRADENTES.
Herói sem medo de todo um povo”.

Ir:. Ir de Almeida Gomes

Fonte: http://www.pael.com.br/tiradentes.html

sábado, abril 17, 2010

A Maçonaria do Ora Pois….

Maçons de todo o mundo reúnem-se sábado em Lisboa

por LusaOntem

Maçons de todo o mundo reúnem-se sábado em Lisboa

Maçons de todo o mundo reúnem-se sábado em Lisboa num encontro promovido pelo Grande Oriente Lusitano (GOL) e aberto ao "mundo profano", com a atualidade dos valores republicanos como tema.

Trata-se do quarto encontro do gênero - sucedendo a outros em Estrasburgo, Atenas e Istambul - e que aproveita o facto de se assinalar este ano o centenário da implantação da República em Portugal para debater os valores republicanos.

"Há uma enorme convergência entre os valores maçônicos e os republicanos, de igualdade, liberdade, cidadania e laicidade, além da fraternidade", disse à agência Lusa o grão mestre do GOL, António Reis.

O encontro, que decorre num hotel em Lisboa e é aberto ao mundo profano (não maçons), deverá abordar estes valores, na perspectiva de que "estão nos tempos de hoje ameaçados".

"Há uma enorme crise ética que grassa em todo o mundo e esteve, aliás, na origem da atual crise econômica e financeira", sublinhou.

Para António Reis, "os maçons têm obrigação de serem uma vanguarda ética e cívica destes valores, como o foram no passado, em que estiveram sempre na primeira linha da salvaguarda destes valores".

O grão mestre do GOL revelou que no encontro "haverá certamente da parte das obediências maçônicas presentes um maior empenhamento dos respectivos países, para que estes valores não sejam letra morta, bem pelo contrário".

A propósito do centenário da implantação da República em Portugal, a organização do evento espera encontrar respostas a questões como qual o papel que cabe à maçonaria na difusão dos valores republicanos no mundo.

"Que acrescentam estes valores aos valores simplesmente democráticos e liberais? Haverá uma visão republicana da liberdade, da igualdade, da laicidade e da cidadania que nos permita aprofundá-las e desenvolvê-las? Qual o significado de juntarmos a este conjunto de valores o valor da fraternidade?", são questões a levantar neste encontro internacional.

FONTE: LUSA ONTEM

Link: http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1545508&seccao=Sul

sábado, abril 10, 2010

Humor Maçonico

Siempre a laorden

O ANCIÃO

Justo no momento de inicio dos trabalhos, um ancião disse ao 2º Vigilante: “Tenho vindo hoje a receber meu 2º grau”…

Bom. Todos olharam ao homem e pedem uma explicação.

“Fui iniciado em 4 de julho de 1922. Já estou pronto para meu 2º grau”.

Procuram nos registros da Loja e encontram seu nome. Realmente foi iniciado mesmo em 4 de Julho de 1922.

“E por onde hás estado todo este tempo”. “Que tens demorado tanto para receber teu 2º grau?”

E ele responde: “Tenho estado apreendendo a dominar minhas paixões!

Dica /Livro – A Chave de Hiram

http://www.literatalivros.com.br/literata/imagem/upload/capa/6f51115473.jpg

  No dia 7, aniversário do meu compadre, irmão Humberto Souza, fomos ao shopping Iguatemi em Porto Alegre, e ja estava namorando este livro a um bom tempo. No final do ano passado um grande amigo, irmão Edson Couto, me mandou esta peça em pdf, mas sou mais de pegar o livro na mao, mesmo ja tendo lido-a, resolvi lê-la agora do meu jeito…

É uma obra maravilhosa, vale a pena dedicar ao menos uma semana a ela… é uma literatura de ensinamentos, próprios aos maçons.

Esta é a dica de hoje… vale a pena… da Editora Landmarks

by Gabriela Laboulaye

quarta-feira, abril 07, 2010

Aos místicos de plantão…

pentagazul

Aos místicos, ou que se acham góticos, emos… ou qualquer outra denominação cultural, que vem no ocultismo a beleza… Como não aprensentei nada de musica até agora…vou mostrar a voces um estilo de música que vem dominando os rádios de bruxos, alquimistas e afins…no mundo de hoje…

Uma banda chamada E Nomine, cantando Alemão/Latim – Ingles/Latim, é maravilhoso, vale a pena uma espiadinha…

Musica Padre Nuestro – Vater Unser – E Nomine, cenas da vida de Cristo