quinta-feira, junho 30, 2011

O Poder e a Venerança

O Poder e a Venerança















Quando nossa Ordem preconiza, em seus regulamentos, a necessidade de três anos de mestrado, para que um mestre Maçom possa candidatar-se ao Trono de Salomão, está agindo com absoluta prudência e muita sabedoria.
Ser Venerável Mestre de uma Loja vai muito além das funções supostamente administrativas e burocráticas, como erroneamente se poderia pensar. Para suportar o peso do primeiro Malhete é necessário, antes de tudo, despojar-se da dependência e das limitações da mente, algumas vezes embalsamadas por exclusivismos, vaidades, e orgulho. O trono a sabedoria requer de seu ocupante muita preparação, muito discernimento e muita sapiência.
Ao ser escolhido para ocupar o cargo de Venerável, de uma Loja Maçônica, por mais tranquilo e experiente que seja o Irmão acaba se deparando com uma sensação que não imaginara. O frio percorre a espinha dorsal ao escalar a escada que conduz ao Trono de Salomão, o assento ao trono, a abertura dos trabalhos e a impaciência dos irmãos, querendo ajudar, são fatores que acabam influindo na condução dos trabalhos.
O Venerável que assume se constitui no alvo das atenções e qualquer deslize, por mais insignificante que seja se torna motivo de observações. Por isso é importante um preparo prévio.
O Venerável que não tiver a mínima tendência para a liderança acaba sendo dominado e transformado em uma figura apenas decorativa, se deparando daí, com outra situação, talvez a mais insólita e angustiante: o isolamento!
O desejo do “poder” tão-somente “pelo poder”, normalmente nasce, com muita força, no coração do despreparado, invariavelmente despertado pelo sinete do orgulho. Querer ocupar o maior cargo em Loja simbólica não é censurável, muito pelo contrário, faz parte da ascensão ao topo da Escada de Jacó.
O desafio é iminente. Por isso a Maçonaria é tida como uma verdadeira escola da vida, de aprimoramento, de crescimento, de dinâmica de grupo, de formação de líderes. Quem estiver disposto a assumir esse desafio, aprendendo com ele, será um vencedor que conquistará o coração de todos os irmãos do quadro.
É importante ter em mente que, embora seja a Maçonaria uma Instituição alicerçada nos princípios da espiritualidade, fraternidade, solidariedade e amor ao próximo, existem em seus quadros irmãos que, conscientes ou não, se mantém, sempre em desarmonia diante das regras adrede estabelecidas, com argumentos prolongados que muitas vezes não se coadunam com os assuntos em questão.
A experiência que se adquire ao assumir o malhete é muito enriquecedora. É nessa posição que melhor se visualizam e se sentem as pulsações comportamentais dos obreiros.
Não se trata aqui de uma preparação apenas cultural antes de tudo o conteúdo fundamental será humano e espiritual. Ninguém está em condições de prejulgar quem quer que seja, mas todo aspirante ao principal Malhete deve estar cônscio do seu apostolado junto à tão grandiosa missão.
Os irmãos que aspiram ao cargo de venerável precisam, em primeiro lugar, refrear o instinto de vaidade. Devem se preparar, não com relação á ritualística dos trabalhos, fundamental sobre todos os aspectos, mas também, com relação à administração, não negligenciando a importância do controle do fluxo de caixa, balancetes, organização dos arquivos, com os dados históricos dos obreiros, trabalhos realizados e apresentados, enfim, uma loja maçônica deve ser administrada com o mesmo espírito com se administra uma empresa, com colaboração de todos os irmãos que lhe insuflem energia e sabedoria.
A loja é um organismo que pulsa e que se manifesta no espaço e no tempo, constituindo-se em uma expressão ativa em constante evolução. Ela é comunidade e, assim, terá de relacionar-se com outras comunidades, sem deixar de lado um detalhe muito importante, que muitas vezes passa despercebido: a comunicação entre todos os irmãos do quadro, independente da simpatia ou da possível antipatia que possa existir com alguns deles. Esse espírito de fraternidade e de solidariedade deve existir também com relação às cunhadas viúvas e com os irmãos, que, por motivo de idade ou doença, já não frequentam mais a oficina, ficando em melancólica solidão, sem um manifestar fraterno, sem um alô de saudade e de amizade, chegando mesmo a partirem para o Oriente Eterno sem que ninguém fique sabendo.
A Hospitalaria de uma Loja Maçônica é muito importante, pois a missão do seu ocupante é a de comunicar-se assiduamente com todos os irmãos, principalmente com os ausentes e com os doentes. Se o irmão hospitalário não tiver disponibilidade de tempo, disposição, paciência para o relacionamento público, não deverá nem aceitar a indicação para o cargo.
Essa atividade é um exercício de doação e de solidariedade.
Já o ocupante do cargo de Venerável deve irradiar segurança, desprendimento, ter muita paciência, tolerância e certa vocação para o comando. Ele deve ser autêntico, pacificador, aglutinador, e evitar, com sabedoria, as possíveis manipulações que possam ofuscar o brilho da gestão. O cargo propicia ao seu ocupante um rico aprendizado e uma condição primorosa para os mais atentos, que é a de se analisar. O Irmão, como Venerável, deve se autoanalisar e examinar como está se comportando sentado no Trono de Salomão e empunhando o Malhete que, em dados momentos, pode tornar-se mais pesado do que aparenta.
Atento a esses pontos fica mais fácil compreender que, no recinto sagrado de uma Loja Maçônica, todos os irmãos são iguais. Merecem ser respeitados sejam aqueles que ainda se encontram na categoria de Aprendiz e,  que, pela circunstância do próprio grau, se posicionam de maneira indecisa e pouco afinada com a sistemática dos trabalhos, sejam os irmãos do grau de Companheiro, que se encontra em meio á jornada, trazendo a insegurança do grau de Aprendiz e a ansiedade para galgar o grau de Mestre que se vislumbra à sua frente. Esses irmãos já estão prontos para uma participação mais efetiva nos trabalhos, na expectativa de sua almejada exaltação.
Entre os Mestres encontramos o amadurecimento e o equilíbrio da Loja. Dentre eles estão os irmãos abnegados, laboriosos, assíduos, muitos dos quais, embora antigos, nunca se preocuparam ou não tiveram de se sentarem no Trono de Salomão e, nem por isso, se sentem diminuídos e menos Maçom.
Esses irmãos que dão a medida exata de tudo àquilo que se aprende quando ainda se está no grau de Aprendiz.
Ainda entre os mestres existem os Past-Masters que, como é natural, trazem no íntimo o orgulho de sua gestão. Esse sentimento merece todo o respeito e consideração, pois, de cada gestão, sempre ficam marcas importantes e diferentes que enriquecem a história da Loja.
O Venerável que sai deixa, para sempre, uma marca, uma lembrança e, ao mesmo tempo, acaba levando uma sensação agradável das experiências vividas, dos desafios enfrentados e do dever cumprido.
Cada um dos obreiros é uma personalidade, é uma identidade. Tem seus anseios e desejos. Tem necessidade de consideração, de reconhecimento e de estima. Quando essas tendências são percebidas e respeitadas, o ambiente se transforma no calor que dá a energia que, por sua vez, impulsiona o grupo para frente em uma loja sempre viva e dinâmica.
Todos os componentes de uma loja maçônica possuem muito valor e potencial e todos se dispõem a colaborar quando chamados. Estamos, portanto, diante do princípio maçônico: união, compreensão, força, companheirismo, lealdade, solidariedade, paciência, prudência, modéstia, respeito e humildade!
Assim, ao Venerável é transferido o malhete para ser usado com sabedoria e coerência, não se alterando diante de possíveis contrariedades que possam ocorrer, pois é na diversidade de pensamentos que um grupo ganha maturidade e crescimento.
Lamentavelmente é deixar de lado o amor fraternal e provocar disputas infecundas dentro de nossas Lojas! O verdadeiro poder é o moral, aquele conquistado através da humildade e da nobreza das ações, do consenso de opiniões e da harmonia entre todos os irmãos.
É mais comum do que podemos imaginar os antagonismos provocados pelas disputas de poder, que quase sempre acabam se transformando em focos de divisões entre irmãos. Esta triste situação é típica quando o egoísmo e o orgulho suplantam a tolerância e a humildade. Esta postura não está coerente com todos os princípios basilares da Maçonaria.
Sedentos de poder, alguns irmãos perdem a consciência da realidade, ficando subjugados às paixões trazidas do mundo profano!
A correção desses desequilíbrios compete aos Mestres Instalados, cuja experiência e a serenidade deverão prevalecer sempre. Divergências de opiniões, sempre existirão por isso a sabedoria daqueles que já ocuparam o trono principal, ser o fiel da balança nessas situações.
Quando se alcança a presidência de uma Loja através da atração fraternal de todos os pares, este amor transcenderá as portas do Templo, causando em todos uma sensação de igualdade, alegria e felicidade. A Loja e todos os obreiros que a compõem progredirão muito mais e atrairão para o seu círculo outros irmãos afins.
As energias positivas, fruto da harmonia e da concórdia entre os irmãos não ficarão circunscritas ao ambiente da Loja, elas fluirão para todo o universo.
Sentimentos contrários também afetarão a Loja e todos os seus obreiros, pois a mente coletiva é a responsável direta pela formação e manutenção da egrégora. Um ambiente onde a ambição e o apego ao poder são predominantes cria uma atmosfera desagradável e negativa.
Nas associações, instituições e empresas do mundo profano, até compreendemos certa tendência de seus integrantes para a formação de facções sem qualquer comprometimento com o grupo. Dentro de nossas Lojas, porém, esse tipo de atitude está totalmente equivocado e muito distante do amor fraternal e da tolerância. É reprovável toda iniciativa na direção separatista.
São enriquecedoras as discussões construtivas, nascidas das diferenças de opinião entre os irmãos, afinal somos diferentes uns dos outros. O grande mérito reside em harmonizá-las. O quadro não perde quando os irmãos trabalham com desprendimento e humildade em torno do consenso de opiniões, ao contrário, ele sempre se fortalecerá.
Por outro lado, ninguém sai vitorioso quando prevalecem as vaidades, o orgulho e a sede pelo poder.
De forma inteligente, como aspirante a Veneraria deve contornar as querelas entre obreiros, visando em primeiro lugar e acima de tudo, garantir a paz e a harmonia dentro da Loja.
Aquele que pretende ocupar o trono principal de nossas lojas necessitará ter como qualidade principal a humildade, pois sem ela dificilmente conseguirá administrar as diferenças oriundas do mundo profano. Nenhum obreiro, por mais iluminado e culto que seja jamais será o senhor absoluto da verdade.
Ao futuro ocupante do Trono de Salomão, é conveniente lembrar o que ele, o próprio Salomão, pediu a Deus quando se tornou rei:
“… Agora, pois, ó Senhor, meu Deus, tu fizeste reinar teu servo, em lugar de Davi, meu pai; não passo de uma criança, não sei como conduzir-me.” 1-Reis 3.7

“… Teu servo está no meio do teu povo que elegeste povo grande, tão numeroso, que se não pode contar”. 1-Reis 3.8

“… Dá, pois, ao teu servo coração compreensivo para julgar a teu povo, para que prudentemente possa discernir entre o bem e o mal; pois quem poderia julgar a este grande povo?”. 1-Reis 3.9
Salomão, nos três versículos acima mencionados, dá prova cabal de sua “Humildade” – Reconhece sua fraqueza humana, não é orgulhoso (“não passo de uma criança, não sei como conduzir-me”), pede segundo sua vontade divina e segundo suas necessidades.
Coração compreensivo quer dizer “coração dócil, pronto a ouvir” – nas entrelinhas pede antes de qualquer outra coisa a “Sabedoria”, pois sabe de sua grande responsabilidade (“povo grande, tão numeroso, que não se pode contar”).
Nunca é demais lembrar:
“… A SABEDORIA deve orientar-nos no caminho da vida; a FORÇA, animar e sustentar-nos em todas as dificuldades; e a BELEZA, adornar todas as nossas ações, nosso caráter e nosso espírito”.
“… porque a SABEDORIA exige sacrifícios que só podem ser realizados pela FORÇA; mas ser SÁBIO com FORÇA, sem ter BELEZA, é triste, porque é a Beleza que abre o mundo inteiro à nossa sensibilidade”.
Mais uma vez, de forma inteligente e sábia, nossa Ordem recomenda-nos a consonância necessária entre os ocupantes das três principais Colunas que sustentam nossas Lojas. Não é por acaso que para as três exige-se o mesmo tempo de experiência e mestrado.
Conscientes dos nossos deveres e de nossas responsabilidades como Mestre Maçom durante a escolha do futuro Venerável Mestre, que todos reflitamos muito antes de emitirmos nossos juízos e pensamentos.
Que as nossas palavras e as nossas atitudes estejam sempre revestidas de ternura, amor e concórdia, que elas jamais sejam focos de cizânias e desarmonias.
Não podemos em circunstância alguma, colocar nossos interesses e a nossa vontade pessoal acima da Maçonaria, contrariando “nossos próprios princípios e rituais” “Intransigências” e “Paixões” estão exclusas da ordem do dia!
Meditemos sobre a alegoria do pavimento Mosaico:
“O Pavimento Mosaico, com seus quadrados brancos e pretos, nos mostra que, apesar da diversidade, do antagonismo, de todas as coisas da natureza, em tudo reside a mais perfeita harmonia…”
“… pois toda a Humanidade foi criada par viver na mais perfeita harmonia, na mais íntima Fraternidade”.
Reflexão sobre o cargo de Venerável
A Maçonaria, através de sua história, muito tem contribuído para o engrandecimento do país. Ela é o celeiro de homens valorosos que se projetaram no cenário nacional e internacional, deixando registrados seus feitos e realizações. A Maçonaria é o berço e o nascedouro de muitas ideias que ganharam repercussão e que serviram para modificar comportamentos e situações adversas. Ideias que forjaram o progresso!
As nuances que acompanham a história da humanidade estiveram sempre ligadas ao comportamento das lideranças existentes em suas respectivas épocas. No caso da Maçonaria, os líderes nascem no seio da própria loja. É na oficina que se forja o homem que deverá zelar pelos destinos maiores da Instituição, quiçá alçando voos mais altos na iniciativa privada e ou pública.
Quando a têmpera é boa, o líder se mantém, sem imposição, sem forçar nada. Seu valor será medido pelo grau de apoio e de oposição que recebe. Sua respeitabilidade torna-se inabalada, sua conduta retilínea. Os lampejos de frustração e de desilusão transformam-se em momentos de fé e de esperança. O homem mantém-se e cresce n medida da força interior que possui.
O tempo passa, o mundo se transforma. A Maçonaria transforma-se em função da renovação dos obreiros. Muitos se projetam e se matem na humildade e na proporção de sua formação maçônica e espiritual, tornando-se afáveis, conselheiros, mestres por excelência, respeitabilíssimos acima de tudo. E para concluir,  nada mais oportuno do que deixar uma mensagem aos futuros ocupantes do cargo de Venerável que é a de gravarem em suas mentes um pouco do espírito contido na carta do Apóstolo Paulo a Timóteo, o que recomendava, na exaltação final, fugir das disputas levianas que a nada levam, mas recomendando pelejar uma boa peleja, com toda a força e todo o ardor, não esmorecendo e não temendo nada, em momento algum, irradiando sempre uma expectativa de esperança e de fé, pois a disciplina dá a convicção e a confiança para a realização de um trabalho de coalisão com a participação e cooperação de todos os irmãos do quadro.

Comportamento do novo Venerável Mestre
Por mais que você sofra de perfeccionismo, todos nós temos defeitos. Afinal, somos seres humanos
Mesmo experimentando incompreensões e dificuldades, o Venerável Mestre é amigo de todos, como um sol que se irradia a todos que o recebem.
Por mais que você sofra de perfeccionismo, todos nós temos defeitos. Afinal, somos seres humanos. O erro é não admiti-los e, pior, não tentar corrigi-los.
O cargo de Venerável é temporário, e o exercício dignifica seu ocupante, por ter sido escolhido entre seus pares para a distinção de representá-los e conduzi-los à continuidade da Loja, visto, pois, como iluminado para a direção dos trabalhos, e tudo fará com sabedoria precisa para a orientação dos obreiros do quadro. Poderá até ser impecável no quesito administrativo, mas deverá evitar esbarrar em problemas como: falta de tato nas relações com os obreiros; acomodação; individualismo e até ausência de ética.
Siga alguns conselhos para não cometer nenhum desses pecados.
Na essência, o Venerável Mestre é um coordenador, um instrumento gerador de frequência, de vibração, um modelo organizador, mediador, aglutinador, preceptor, e não um mandante, decisor, chefe ou ditador, mesmo porque lhe cabe manter a união do grupo, a harmonia do todo, o exemplo da conduta maçônica.
Desinteresse – Desinteressados são os que não vão atrás de soluções para os problemas. Presos à rotina, eles não buscam novos desafios. Para não ficar na acomodação, o Venerável deve trabalhar, como se a Loja fosse uma empresa de sua propriedade, assumindo os riscos e se responsabilizando pelo que resultar, certo ou errado. Muitos Irmãos que passaram pelo trono Salomônico contam que é preferível o ocupante de um cargo,  que erra a aquele que nada faz que não “veste a camisa”, que é omisso.

Individualismo – O dirigente da Loja não deve ter a ideia errônea de que só a informação é suficientemente poderosa para o bom desempenho das atividades. O que importa é o espírito de equipe. Chama os Irmãos pelo nome, presta atenção e não começa outra pauta sem concluir a que está em discussão. A questão da estrutura muito rígida está desaparecendo. A hierarquização orgânica é necessária para a distribuição de deveres e responsabilidades, proporcionais e limitadas à importância dos cargos.
Uma Loja não é um quartel onde prevalece a hierarquia sobre a democracia. Hoje a Loja trabalha por planejamento e precisa de um time coeso para bem administrá-la. Sempre que possível é bom repartir com os irmãos assuntos que tenham despertado interesse e que tenham, de alguma forma, pertinência com a vida da Oficina em particular ou maçônica em geral.
O titular de um cargo da administração da Loja que não tiver o perfil de colaborador deve ser substituído de imediato. Para corrigir essa falha, fica mais fácil sermos conscientes, enxergarmos que sempre precisamos de ajuda espontânea e consciente. Desenvolve-se uma visão de conjunto, assimilando as atividades de forma mais ampla e realista. Aprende-se, acima de tudo, a respeitar o outro.
Falhas de comunicação – O Venerável pode ser extremamente competente, mas, se não souber se expressar, como vai mostrar seus resultados? O poder da oratória inclui também o marketing pessoal e a negociação. Vale tudo para se aperfeiçoar, estudar, informar-se, ler, não fazer nada de improviso para poder falar com convicção sobre qualquer tema.
Formas procedimentais – Embora não seja muito frequente, ocasiões existem no dia a dia, especificamente em Sessões de Câmara do Meio, que reclamam intervenção rápida e fundamentada do Venerável, diante de uma situação de anormalidade, por fatos inesperados. Às vezes, surgem discussões ásperas, não havendo condições de os Trabalhos prosseguirem.
De nada resultará o dirigente fazer valer a sua autoridade e se pôr a golpear com o “malhete”. Deve acabar com as disputas rapidamente. Um dos tributos do Venerável eficiente é a habilidade de ser pacificador, de ser o catalisador da reconciliação.

O que deve fazer o Venerável?
Usar do meio ao seu alcance. Comandará o “de pé e a ordem”. E pedirá a “exclamação” e a “bateria”.
Esses “sons” neutralizarão as vibrações contrárias e a serenidade voltará a reinar.
Poderá acontecer se houver a necessidade, para benefício dos próprios Trabalhos, contornarem alguma “crise”, seja da Loja em si, seja de um membro do Quadro, que o Venerável se veja obrigado a lançar mão de outros remédios para que os resultados se façam sentir.
Se as formas procedimentais não surtirem o resultado desejado, então não haverá como deixar de utilizar o recurso jurídico-maçônico posto à disposição do Venerável: suspender os Trabalhos ou levantar a Sessão.

Sindicância Maçônica – A Maçonaria, assim como outras instituições profanas, utiliza a sindicância como instrumento de coleta de dados relevantes sobre um Profano proposto à iniciação maçônica. Trata-se, portanto, de um procedimento sério, que, não raro, é desvirtuado pela falta de perfeito cuidado do Venerável e de compreensão, dos sindicantes, quanto à sua correta extensão maçônica.
Não obstante, convém não confundir a sindicância maçônica com a sindicância profana, uma vez que, apesar dos inúmeros pontos de contato, elas têm algo diferente: a sindicância maçônica tem por escopo maior oferecer dados à Loja sobre o profano proposto à iniciação, a fim de que ela possa deliberar sobre o pedido, acolhendo-o ou rejeitando-o.
Os sindicantes deverão investigar cuidadosamente e com o máximo critério, toda a vida passada e presente do Candidato, principalmente quanto às suas qualidades morais, sociais e econômico-financeiras
- O Venerável nomeará particularmente três Mestres para realizarem, independentemente, a sindicância, trabalho esse que não poderá ser recusado, salvo por razões de impedimentos justificáveis.
- Portanto, para que se tenha uma atuação satisfatória dos sindicantes é necessário que a designação recaia em mestres qualificados para o trabalho. É aconselhável indicar sindicantes que estejam próximos do candidato em relação à profissão, idade, estado civil, cultura etc., um médico conhece melhor pormenores da profissão de um colega do que um militar, industrial ou fazendeiro, e vice-versa. Supondo-se que essa qualificação exista, pode-se assegurar que a atuação dos sindicantes deverá ser norteada pelos critérios seguintes:
- Seriedade: Exaustividade – O relatório deverá abranger o suficiente para fornecer as informações que realmente interessam á Loja e não a cunhada que às vezes acompanha manter sigilo absoluto.

- Imparcialidade; Criticidade – O relatório deverá conter, de modo fundamentado, a visão do sindicante no que diz respeito com a possibilidade de o Profano afinar-se com a filosofia maçônica. Nunca esquecendo que os valores espirituais e morais são mais importantes porque, sendo perenes, sobrevivem à existência material.
Um mestre recém-Exaltado ainda não tem traquejo maçônico suficiente – e muitas vezes não tem mesmo conhecimento adequado, para ser sindicante. Poderá ser autor de desatinos danosos para o Profano e para a Maçonaria.
Talvez esteja na hora de as Lojas iniciarem a responsabilização daqueles sindicantes desidiosos, autores de sindicâncias maçônicas que merecem essa qualificação. Isso deveria acontecer todas as vezes que se puder provar que os sindicantes, de caso pensado, fizeram sindicâncias imperfeitas para favorecer ou prejudicar o Profano proposto à Iniciação.
Considerando a diversidade de aptidões para a compreensão da parte filosófica da Maçonaria, é necessário admirar a sua moral antes de tudo – mas praticá-la.
Os que não se limitam em apenas extasiar-se diante da moral maçônica, que a praticam e a transformam no sentido mais abrangente, na regra de proceder a que obedecem, são os verdadeiros maçons, ou melhor, os
Veneráveis que a Loja precisa.
Os princípios que a Maçonaria revela passam a ter por meta, em seu veneralato, a conquista ou manutenção de valores morais e espirituais, fundamentados nos ensinos dos Rituais.
Saberá que não conseguirá uma alteração imediata de comportamento do conjunto por força dos hábitos (usos e costumes), mas trabalhará, a partir daí, no sentido da busca permanente da renovação de sua Oficina, caracterizada pela conquista de novos e melhores hábitos e só iniciarão homens realmente “livres e de bons costumes”.
Por isso é que se diz: “Reconhece-se a Loja pelo Venerável que a dirige”. Ou, ainda: “Reconhece-se o verdadeiro Venerável pela transformação moral e pelos esforços que emprega par domar as inclinações deturpadas ou más de sua Oficina.
Texto; Ir. Gabriel Campos de Oliveira

quarta-feira, junho 29, 2011

Os Símbolos, os Mitos e o Aprendiz

Os Símbolos, os Mitos e o Aprendiz

Meus Irmãos:
Ao fim de mais de ano e meio como Aprendiz, ao fazer a minha primeira prancha e logo no Solstício de Verão, sinto a responsabilidade de demonstrar tudo aquilo que deveria ter, não só aprendido, como introjectado, do conhecimento esotérico do Maçon que quero ser, na Maçonaria a que quero pertencer. Poderei assim construir o meu templo tal como construistes os vossos e formar a Cidade que é a nossa Irmandade.
Pensei que seria fácil. Oh santa ingenuidade!
Pensei, como semi-profano que ainda era, que me sentia "Maçon Operativo", pois devido à minha profissão, ao gostar de manusear os utensílios ou "ferramentas" que utilizava para reconstruir "cirurgicamente" os Templos "corpóreos" dos meus semelhantes, era como que uma identificação com os primitivos Maçons Operativos que construiam ou reconstruiam Catedrais e Igrejas com o seu saber, o seu aperfeiçoamento na lide com as ferramentas do seu ofício e na entreajuda com a sua equipa de construtores ou operários. Tal como eu fazia com a minha equipa cirúrgica.
Nada disto era ser Maçon, como hoje é concebido.
Actualmente baseamo-nos especulativamente nestas equipas medievais "Operativas" da contrução dos Templos, como Símbolos para efectuar uma construção muito mais especial que é tentar descobrir e erigir o nosso Templo espiritual, o nosso Eu verdadeiro. Tarefa dificil, se não impossível. Para isso baseamo.nos nos conhecimentos ANTIGOS, SECRETOS e PASSADOS, que nos foram transmitidos de boca em boca, de símbolo em símbolo, nessa língua secreta que alguns ainda "possivelmente" conhecem e transmitem, para que alguns a apreendam e a possam transmitir a quem provar compreendê la.
Serei eu um dos possíveis escolhidos? Merecerei eu tal escolha?

Terei eu a potencialidade, hombridade e inteligência para poder adquirir esse conhecimento para, mais tarde, o poder ensinar a outros?
Bem o desejo, mas deveras duvido.
Penso que poucos serão os escolhidos, pois a responsabilidade é muita e o Conhecimento deverã só passar para aqueles que conseguirem erigir o seu Templo devidamente bem estruturado, para só assim poderem ajudar os que necessitam de APRENDER.
Concebo os símbolos maçónicos ao meu nível de Aprendiz como as letras de um abecedário, para mais tarde os poder aprender a ler. Ao decorar os símbolos, decorarei as Letras e tentarei com elas escrever ou falar os Mitos Maçónicos. Começo assim a introjectar os símbolos para perceber os Ritos das cerimónias Maçónicas, não só das sessões em Loja, como os de todos os passos da Aprendizagem. Parece fácil ao escrever aqui aquilo que aprendemos com o 2.º Vig:. e nos livros da especialidade. Mas não é.
Quem está prático ao estudar cientificamente qualquer matéria baralha-se um pouco ao querer transferir o seu modo de estudar para estes ensinamentos, que, de uma maneira pseudo-prático-científica nos levam aos símbolos espirituais como ferramentas ou utensílios de construção de um Templo Transcendental.
Bem percebo por que nos ensinam que, ao entrarmos no Templo ou Loja, avancemos com os pés em esquadria, marcando o ângulo e sempre com o pé esquerdo em direcção ao Oriente (Conhecimento), sendo o primeiro passo o mais curto (simbolizando o passo mais pequeno e incerto do Aprendiz); o segundo passo um pouco maior e mais firme (o do Companheiro que está mais seguro e identificado) e o terceiro passo maior e mais incisivo (o do Mestre, conhecedor e mais empreendedor). Confirmo na realidade que o meu passo e ainda incerto, curto e titubeante.
Depois, todo o simbolismo aprendido passo a passo, como o Avental que usamos, branco e simples, do Iniciado Aprendiz, que indica o trabalho constante do Maçon na construção do seu Templo, que o protege de influências nocivas. As luvas brancas, símbolo da pureza espiritual e que também evoca que todos os Maçons devem sempre ter as mãos limpas e sem mácula. O fato preto com gravata preta, simbolizando o Luto pela morte de Hiram e portanto o conceito de respeito que se deve ter em Loja.
Depois todos os outros simbolismos Maçónicos dos diversos utensílios ou ferramentas:
  • O esquadro, símbolo estático ou passivo, indicando a rectidão moral, fundamental para nos auxiliar a transformar a pedra bruta, que somos ao iniciar a nossa Aprendizagem, em pedra cúbica, ou seja, em hexaedro perfeito, para se poder construir o nosso Templo com a perfeição desejada.
  • O compasso, símbolo activo, móvel, portanto com uma acção espiritual, que nos dá a indicação do sentido dos limites.
No grau em que estamos, de Aprendiz, como é natural, a Matéria (simbolizada pelo Esquadro) ainda se sobrepõe ao Espírito (simbolizado pelo Compasso) e assim o Esquadro coloca-se sobreposto ao Compasso em todas as sessões da Loja no Grau de Aprendiz.
Temos ainda a considerar o nível consagrado ao 1.º Vigilante e o prumo ao 2.º Vigilante. O nível simbolizará a igualdade social, base do direito natural, ao passo que o prumo indicará que o Maçon deverá possuir uma rectitude no seu julgamento, nunca influenciado por qualquer acção, seja de interesse ou de afectividade.
O nível indica a horizontalidade, mas está ao mesmo tempo integrado com a vertical (prumo). Assim o nível será um instrumento mais completo do que o prumo e, como tal, é o emblema do 1.º Vigilante.

Ao Aprendiz dão-lhe como ferramentas o malhete e o cinzel. O malhete equivale à força controlada para bater no cinzel, que deverá desbastar criteriosamente a pedra bruta até esta ficar na pedra cúbica trabalhada e impecável para se poder encaixar no nosso Templo.
Como é óbvio, a pedra bruta simboliza nós próprios ainda profanos, desconhecedores do saber esotérico, rudes e imperfeitos.
Na pedra cúbica já estaremos aperfeiçoados moral e intelectualmente, talhada pelo nosso constante labor, que nos foi ensinado, por um lado pelos nossos Mestres e, por outro, pela nossa perseverança, auxiliada pelo nosso espírito mais aperfeiçoado. Para atingir a pedra cúbica encimada pela pirâmide, será atingir o impossível da Pedra Filosofal? Poderemos simplificar esta última como que numa união do quadrado com o triângulo que a encima e a cada uma destas figuras geométricas os respectivos simbolos.
Assim, ao triângulo seria o Céu, ao quadrado a Terra. Ao triângulo o Espírito, ao Quadrado a Matéria. Ao triângulo a Alma, ao quadrado o Corpo.
Se de novo transformarmos este modelo geométrico plano em espacial ou tridimensional, consegue se materializar melhor o eixo que seria o prumo baixado do vértice da pirâmide para o meio da base do do cubo. Seria o "Axis Mundi". E onde aparece por vezes enterrada no vértice da pirâmide um machado que simbolizará o que cai do Céu e o que é lançado para o Céu; ou que penetra na Terra. É portanto um sinal que faz a ligação do Céu à Terra. O machado simboliza assim aquilo que é lançado pelo Céu para abrir o conhecimento esotérico pelo "Axis Mundi".
Falemos agora dos Mitos. Para definir o mito este poderá oferecer uma explicação de fenómenos naturais ou evocará episódios supostamente dos nossos ancestrais. Faz parte das religiões e da magia e, como tal, utiliza os símbolos.

Segundo Thomas Moore : Um mito é uma história sagrada, passada num tempo e num espaço exteriores à história, que descreve de uma forma ficcional as verdades fundamentais da natureza e da vida humana. Um dos significados da Mitologia é o modo como ultrapassa as diferenças individuais para atingir os temas fundamentais da experiência humana.
O Mito pode ser uma guia indispensável no processo de auto-conhecimento.
Ele permite aos homens situarem-se no tempo e ligarem-se ao passado e ao futuro. Mas também poderemos afirmar que o mundo mítico está intimamente ligado ao mundo real. Tenta-se como ele explicar a criação do mundo.
Mitos são histórias de valor simbólico, destinadas a representar concretamente as verdades profundas e a explicação de fenómenos naturais e sociais. Do ponto de vista psico-analítico, segundo Jung, que vê a expressão do Mito como de um Inconsciente Colectivo, anterior ao Inconsciente Individual, impondo a este último os seus símbolos mais profundos e mais carregados de emoção.
O Aprendiz, logo na cerimónia da iniciação, se apercebe do valor dos símbolos para criar o Mito do Renascimento, pois começa na morte do profano para o renascer do iniciado com a luz e o conhecimento. Das trevas da caverna, do interior da terra, renasce-se para um novo ser espiritual. A porta do Templo, ladeada pelas duas colunas, também simbolizará a entrada para o renascimento : Será o limite entre a Morte e o Renascimento, entre a vida profana e a vida iniciática.

Também aqui podemos associar ao Mito do Bem e do Mal, do Branco e Preto do mosaico do pavimento da Loja, das Trevas e da Luz, do que é positivo e do que é negativo, do verdadeiro e do falso - enfim, do Mito do Equilíbrio da Natureza. O que está para cima e igual ao que está para baixo, formando um todo - conforme Hermes Trimegisto.
L:. R:. D:. - A:. M:. - R:.L:.M:.A:.D:.

quinta-feira, junho 23, 2011

A SABEDORIA NATURAL DAS CRIANÇAS

                       A SABEDORIA NATURAL DAS CRIANÇAS


               “Quando reencarna na terra, o ser humano traz consigo as sementes da pureza e da bem-aventurança, sendo capaz de despertar a criança imortal que vive em cada um de nós”.




                 Uma expressão de dor, um pequeno gemido e uma dúzia de adultos ao redor entram em pânico. Um sorriso, uma risada, um silaba dita ou uma palavra desajeitadamente, e os que estão por perto são transportados a um estado de alegria, riem encantados, esquecem problemas e preocupações. Um adulto até brinca e fala como uma criança pelo puro prazer de mergulhar no estado primordial de unidade com a vida.
                 Uma criança de um a dois anos de idade confia em todos. Seu amor é universal. Ela sorri para qualquer um e faz amizade em um instante. Não reconheça rixas ou preconceitos e ignora disputas políticas. Não vê separação entre pessoas nem percebe a si mesma como um ser independente. Amiga natural dos animais domésticos, ela inspira devoção aos cachorros e desperta a tolerância dos gatos.
                 È por esses e outros motivos que as crianças pequenas têm uma Aura de Divindade em torno de si. Elas não construíram ainda uma couraça de proteção Psicológica. Vivem a Harmonia Espiritual, e por isso não conhecem os perigos da vida que tem pela frente.
                 O Bem – aventurança só ocorre àqueles que nunca sentiram o peso de uma existência isolada, ou àqueles que aprenderam a esquecer de si mesmos. As crianças pequenas ainda não tiveram tempo para sentir solidão e por isso têm algo da felicidade dos sábios.
                 Na memória Inconsciente da Humanidade, a criança simboliza o estado de pureza Original. Ao mesmo tempo ser criança, é Perigoso; implica uma inocência, um não-saber, uma inadequação para lidar com as coisas do mundo e uma necessidade de ser protegido. O adulto sábio não deixa de ter a sensibilidade e a capacidade de aprender de uma criança. Mas ele defende esse centro infantil com a sabedoria de um velho e com a vigilância de um guerreiro.
                  A criança é Consciência Crística. Para a Filosofia  Esotérica, o Novo Testamento pode ser lido como uma grande parábola. A figura de Jesus Cristo simboliza o Espírito BUDDHI, presente em cada ser Humano. O Deus-Pai que está nos Céus é ATMA o princípio supremo do qual Jesus o espírito imortal – é um veículo e um instrumento.
                  A primeira imagem que temos de Jesus é a do menino recém-nascido na manjedoura, com a pobreza e o despojamento exigidos dos verdadeiros iniciados. Mas essa criança Divina é perseguida pela lógica do mundo egoísta, simbolizada por Herodes que busca destruir a inteligência espiritual. Este é o processo de provação do discípulo e do iniciado, que deve enfrentar não só incompreensões e boicotes da parte de outras pessoas, incapazes de entendê-los, mas também é perseguido pelos próprios hábitos do passado e por seu carma acumulado. O caminho que vai até a ressurreição final da alma (não confundir com espírito) é longo, estreito cheio de espinhos e armadilhas.
                  O iniciado que vive em seu coração a unidade de todas as coisas- é considerado “AQUELE QUE NASCEU PELA SEGUNDA VEZ”. E Jesus ensinou;
“Aquele que não receber o Reino dos Céus como uma criança não entrará nele” (Lucas18: 17) e ainda; ”Deixem as crianças e não as impeçam de vir até mim, pois delas é o Reino dos Céus” (Mateus 19:13)
                   A força Espiritual das crianças e a magia do amor que elas derramam em torno de si não são frutos do acaso. São efeitos  práticos da lei da  evolução  e da reencarnação. O processo reencarnatório nos ensina que na primeira grande etapa da pós-morte o espírito passa uma temporada em KAMA-LOKA (local dos desejos) e ali a uma purificação. No segundo estágio chamado de DEVACHAN, o espírito vive uma exaltação espiritual e uma longa bem-aventurança. Esse estágio é duradouro cronologicamente se atribui a uma eternidade. Daí a idéia Ocidental de que o paraíso é eterno, o Cristianismo bebeu na fonte das religiões mais antigas.
                    Quando o espírito imortal termina seu descanso, deseja ter novas experiências no mundo, então ele decide levar sua evolução a novas etapas, resgata a vontade de viver e provoca o processo (complicado, com escolhas de família, pelo Karmas adquiridos, e acertos a serem feitos) que o leva a uma nova encarnação. Desta forma ele trás nos primeiros anos de vida (reencarnado) nova, grande parte daquela bem-aventurança, bondade e pureza que caracterizam o DEVACHAN (estágios de pós-morte, e pré-nascimento).
                     Uma criança que encanta o espírito das pessoas com seu sorriso estimula nos adultos a capacidade de Amar e de compreender. Recém-chegada do Reino dos Céus, ela trás consigo o perfume sagrado da etapa celestial que há entre uma encarnação e outra. Ela faz acordar a criança imortal dentro de cada um. O sorriso que se abre como um sol cura instantaneamente as feridas do espírito.
                      Ela não é só um símbolo da inteligência espiritual e da compaixão universal. Ela é de fato uma consciência sagrada. Seu corpo, sua alma (que recebeu ao renascer) é um tênue ponto de apoio na Terra. A pesada mão do mundo não teve tempo de descer sobre ela, prendendo-a aos sentidos e as dezenas de ansiedades, escolhas e obrigações pessoais que virão pela frente.
                      Na outra ponta do ciclo, cada jovem grávida deve ser vista com respeito e admiração, porque ao olhar para ela vemos uma fotografia do processo Cósmico pelo qual a vida se reproduz. A criança que cresce dentro do corpo da mãe é como um pequeno templo dentro de um templo maior. A gravidez é um fato divino, porque realiza a manifestação periódica, no mundo, daquilo que é eterno e transcendente.
                     O nascimento, por sua vez, é a passagem por um portal Sagrado. O ser humano recém-nascido (recebe o sopro da vida – Alma) traz consigo em seu Espírito o mistério do Advento, e tem em sua bagagem a memória acumulada das experiências anteriores da humanidade. Assim como o corpo que acabou de ganhar (entre outros presentes que ganhamos ao renascer) deve ser respeitado e apreciado. Ele é o Santuário habitado por um espírito, (uma alma, mortal) imortal.
                    Crianças ensinam e estimulam três coisas essenciais ao coração dos mais velhos; a Sinceridade, a Simplicidade e a Autenticidade. As artimanhas da Astúcia devem ser abandonadas para que possamos ser íntegros como uma criança e inofensivos como uma pomba. È claro que, ao mesmo tempo, devemos ter a prudência de uma serpente. Se ficássemos fixos em uma idade, fosse ela qual fosse, iríamos contra a lei natural da natureza, que é o constante movimento, a transmutação e a evolução. E seriamos felizes? Não totalmente infelizes. Por isso em todos os cada um de nós e simultaneamente criança e adulto, guerreiro, e pajé, lutador e sábio. Cada um tem consigo o presente o passado e o futuro. A criança leva em si a semente de um velho, e o velho tem em seu peito um coração de criança. Na natureza nada se cria nada se perde tudo se recicla Eternamente.




Fonte consulta- Cartas dos Mahatmas para A.P. Sinnet






A.R.L.S. FRATERNIDADE MAÇONICA NR 11
GRANDE LOJA REGULAR DO RIO GRANDE DO SUL
CONFEDERAÇÃO DA MAÇONARIA REGULAR DO BRASIL
ORIENTE DE CRUZ ALTA – RGS
www.glrrs.org
RONALDO H.LIMA – VENERAVEL MESTRE
EHEIH ASCHER EHEIH
OUSAR, QUERER, SABER E CALAR

terça-feira, junho 14, 2011

A Força Invencível do Amor


A Força Invencível do Amor


A Escada Platônica Que Une Céu e Terra

Carlos Cardoso Aveline

O amor é a mais simples e natural das energias, mas também é um mistério. 
Ele é a lei do equilíbrio que guia internamente a evolução do universo. Não há vida sem ele. Cada ser humano é concebido por um ato de amor, nasce imerso na lei da harmonia e é embalado desde o berço até o túmulo por mecanismos de ajuda mútua.
A afinidade entre duas ou mais almas humanas sempre foi considerada um processo sagrado, e  Epicuro ensinava: “De todos os bens que a sabedoria nos proporciona para a felicidade da nossa vida, o da amizade é, de longe, o maior”.
A amizade é uma forma suave de afeto, e se apóia na paz de espírito do ser humano equilibrado.  Para Epicuro, “o homem justo goza de uma perfeita tranqüilidade da alma; mas o injusto está cheio de perturbação.” (1) De fato, os afetos desordenados provocam sofrimento, enquanto a moderação dá durabilidade aos laços afetivos.
O amor é a prática da unidade entre formas diferentes de vida e de existência. Para a filosofia clássica, essa integração dinâmica de todos os seres é uma forma mais ampla de amizade. “Há um parentesco fundamental entre todas as coisas do universo”, afirmavam os pitagóricos.
O amor surge espontaneamente na alma de quem percebe algo que é bom, belo ou verdadeiro. Mas é recomendável ter cuidado: as aparências enganam e as armadilhas são numerosas. O amor, separado da sabedoria, produz ilusão e sofrimento. Há maldades e venenos que se revestem de açúcar, e existem prazeres que só provocam dor.  Aquilo que é agradável pode não ser bom, nem belo, nem verdadeiro. Por outro lado, o trabalho e o sacrifício são aparentemente desagradáveis, mas podem ser parte de algo maior que traz consigo graus supremos de verdade, beleza e bondade. 
É verdade que nem tudo é feito de amor. Também há ódio no mundo, e o ódio pode matar. Ele destrói principalmente aquele que odeia, e só secundariamente prejudica a quem é odiado. Mas todos os rancores e frustrações humanos não passam de formas de amor que não deram certo. “A mentira é uma verdade que esqueceu de acontecer“, escreveu Mário Quintana. A maldade é uma bondade que fracassou. O ódio é apenas o amor – virado do avesso.
Desde o início dos tempos, o imenso poder do amor – a essência da força vital – foi um enigma difícil de decifrar. Não é fácil usar adequadamente essa energia ilimitada. A humanidade vem tentando compreender o desafio do amor há milhares de anos, e ele tem sido um tema absolutamente central nas principais religiões e filosofias. Mas foi na década de 1950 que o pensador russo Pitirim Sorokin fez um dos anúncios mais surpreendentes a esse respeito. Ele começou lembrando que a ciência já havia descoberto o mundo subatômico. Havia iniciado o aproveitamento da energia nuclear. Havia avançado na exploração espacial. E afirmou que estava chegando, afinal, o momento de conhecer – cientificamente – o misterioso reino do amor altruísta.
“Embora esse estudo científico esteja agora no início”, acrescentava Sorokin, “é provável que ele se torne uma área da maior importância para futuras pesquisas: o tópico do amor inegoísta já foi colocado na agenda de hoje da história, e está para transformar-se no seu assunto principal”. (2) 
Poucas décadas depois dessa profecia, descobertas revolucionárias sobre o funcionamento do cérebro humano levaram ao desenvolvimento dos conceitos de inteligência emocional e inteligência múltipla, envolvendo os dois hemisférios cerebrais superiores e também cérebros mais primitivos que o neocórtex. A psicologia abriu portas e janelas para uma nova disciplina que ensina a amar nossos semelhantes. Na área de administração de empresas, por exemplo, ficou claro que a arte de relacionar-se com as pessoas é decisiva para o desempenho profissional. Os médicos reconheceram que a pureza e a qualidade das emoções são instrumentos essenciais para evitar todos os tipos de doença.
Pesquisas científicas comprovaram que o amor a Deus produz efeitos terapêuticos perceptíveis. O médico norte-americano Larry Dossey escreveu que as orações têm poder real de curar e de prevenir doenças. “O corpo parece gostar da prece, e ele responde de modo saudável nos seus sistemas cardiovascular, imunológico e outros”, disse Dossey. “Mas mais interessantes são os estudos que mostram que preces de intercessão ou à distância também surtem efeito, ainda que o indivíduo não saiba que a prece está sendo feita para ele, e se encontre longe do local onde está a pessoa que reza”.(3)
Na Grécia antiga, Platão ensinava que a ligação entre o mundo dos homens e o mundo dos deuses é feita de amor. No Velho Testamento –  Gênesis, 28 –  a escada de Jacó liga céu e terra graças ao amor dos anjos que sobem e descem por ela. Larry Dossey reforça essa imagem ao afirmar que a oração é uma “ponte entre o nível humano e o nível do absoluto”. Diferentes tradições culturais afirmam há milhares de anos que os seres humanos se elevam até os deuses pelos sentimentos de fraternidade, devoção e sinceridade – que são várias expressões de afeto –, enquanto os deuses descem até o reino humano através da compaixão, outra variante do mesmo sentimento de unidade interior.
Em qualquer situação, o verdadeiro amor implica um processo espontâneo de auto-sacrifício. Ele surge do fato de que a satisfação de dar felicidade a outrem é maior que a satisfação de ter felicidade para si mesmo. 
Há maneiras incontáveis de expressar afeto. Amamos as pessoas mais próximas a nós e a humanidade em seu conjunto.  Amamos a terra, as árvores e os animais. Admiramos o vento e o pôr do sol. O amor também pode tomar a forma de uma violenta paixão romântica por uma pessoa cuja beleza nos parece sem limites. Ele pode ser canalizado para a dedicação a uma causa nobre, como um ideal social, e pode mostrar-se pela devoção a um ser divino.
É verdade que o amor queima as asas com que a nossa alma mortal anda pelo mundo da rotina estabelecida.  Ele nos empurra para caminhos perigosos, rompe estruturas, destrói refúgios cômodos e nos coloca diante do desafio do desconhecido. É assim que ele eleva nossa alma em direção ao mundo divino.
Quando falta amor, a vida parece uma comida sem sal ou pimenta, embolorada e com prazo de validade longamente vencido. O amor é um fogo que aquece os corações. Ele mostra a infinita beleza da vida ao nosso redor, e nos dá, pelo menos, três elementos essenciais: coragem para enfrentar as situações de perigo, ânimo para vencer toda e qualquer dificuldade, e paciência para suportar os sofrimentos que são inevitáveis.
O amor é tão puro quanto o olhar de uma criança. Ele pode iluminar o coração de alguém em apenas um décimo de segundo, e tomar o controle da nossa consciência como um relâmpago e um trovão – fazendo com que a vida nunca mais seja a mesma.
O amor pode ser tão duradouro quanto a eternidade. Mas ele também é capaz de desaparecer sem que sejamos capazes sequer de perceber o fato. Depois de muitos anos, ele pode revelar-se, gradual ou repentinamente, como uma coisa amarga e falsa. Mas cuidado: mesmo quando você pensa que o afeto morreu, ele ainda pode voltar de repente –  e com mais força do que nunca.
Na vida tudo flui e nada pode ser imobilizado. Por isso nem sempre dão certo as tentativas de institucionalizar o processo vivo do amor. Heráclito de Éfeso ensinou que “não é possível banhar-se duas vezes no mesmo rio”.  O rio muda a cada instante, assim como nós.  Da mesma forma, por mais bela que seja uma mulher, homem algum pode abraçá-la duas vezes. Entre um abraço e outro, o fluxo da vida causou mudanças, e elas podem ser fundamentais. 
Por esse motivo os afetos devem saber morrer e renascer a cada dia. Um amor de longo prazo é um equilíbrio permanente entre renovação e estabilidade. O amor dura quando anda  junto com o desapego e o respeito, e quando está aberto ao movimento do novo e à evolução interior da alma. Mas para isso é recomendável que o centro de gravidade do sentimento de união esteja instalado nos níveis superiores da nossa consciência, porque é ali que ficam as realidades permanentes.
Na sua obra “O Banquete”, Platão afirma que o amor movimenta todos os níveis da consciência humana, desde o mais inferior até o mais divino. E ele ensina que há uma “escada do amor” por onde nossa capacidade afetiva pode elevar-se, gradualmente, do mundo material para o mundo divino.  Essa escada possui sete grandes degraus:  
1) O primeiro deles é o amor por uma pessoa fisicamente bela. Esse processo vai além da mera atração física e inclui os sentimentos da alma.
2) O segundo degrau da escada é o amor por toda e qualquer beleza física, onde quer que ela esteja.  É o amor pelas pessoas belas em geral, pelos animais, pela natureza, pelas árvores, pelas estrelas no céu noturno e assim sucessivamente. 
3) O terceiro estágio é o amor pela beleza mental e moral, que é independente das formas físicas. Aqui amamos ou admiramos alguém pela beleza da sua alma e de suas idéias.
4) Depois vem o amor pelas ações belas – a ética. Admiramos os gestos de solidariedade e a prática da compaixão. Temos vontade de seguir o exemplo dos santos, dos sábios e dos líderes sociais altruístas. 
5) Em quinto lugar há o compromisso com as instituições coletivas belas. Esse é o amor pela democracia participativa, por um ideal humanitário, pelos movimentos sociais que defendem os direitos humanos e a preservação ambiental. 
6) Há então o amor pela ciência e pelo conhecimento universal. Esse é o amor do aprendiz por aquilo que está estudando e aprendendo. Cada área de conhecimento humano, sem exceção, visa produzir coisas boas, belas e verdadeiras. Para Platão, a medicina é uma forma de amor, porque trata de promover harmonia entre as diferentes partes e energias do corpo humano. A música é a arte de produzir sons harmoniosos que despertam na alma um sentimento de beleza. A agricultura tem como meta promover vida e harmonia no espaço rural. 
7) Em sétimo lugar vem o amor pela beleza absoluta, a bondade abstrata  em si mesma, que está presente ao mesmo tempo na alma do universo e no coração de cada ser humano.  Segundo Platão, esse é o amor que não está sujeito às oscilações da vida. Ele paira acima das “ninharias mortais” e das incertezas do afeto físico.  Esse é o amor real. É o tesouro que está nos céus e que o tempo não pode corroer. 
Buscando o alto da escada, os aprendizes da sabedoria amam sem apegar-se excessivamente a nada. Eles meditam na lição de Heráclito sobre o fluxo universal das coisas.  Abordando a vida dos filósofos, Platão escreveu: “A perda do seu patrimônio e a pobreza não provocam medo, como ocorre com a multidão dos amigos das riquezas materiais. Da mesma forma, uma vida sem honrarias e sem glória, provocada pelo infortúnio, não é capaz de atemorizá-los, como faz com os que amam o poder e as honras. Por isso os filósofos permanecem afastados desse tipo de desejos”. (4)
Como qualquer energia divina, o amor é uma bênção onipresente e está disponível em toda parte. Sempre é possível sintonizar nossa existência individual com a vibração da harmonia. 
Em certos momentos o amor nos ilumina à maneira precária de um relâmpago passageiro no meio da noite, ou como a luz frágil de um fósforo na escuridão. Em outras situações ele brilha como uma luz eterna. Mas nem tudo que a luz do amor revela é lindo. Suas lições podem ser amargas, ou doces, mas são sempre valiosas – e é melhor manter os olhos bem abertos, para garantir que o tempo não passará em vão.

Notas
(1) “Epicuro, as Luzes da Ética”, de João Quartim de Moraes, Ed. Moderna, SP, 110 pp., ver pp 96 e 95, respectivamente.
(2) “A Visão Espiritual da Relação Homem & Mulher”, obra compilada por Scott Miners, Ed. Teosófica, Brasília, 1992, ver p. 89 e seguintes.

(3) Introdução de Larry Dossey à obra “Tudo Começa Com a Prece”, de Madre Teresa de Calcutá, Ed. Teosófica, Brasília, ver p. VIII.

(4) “Platão, Vida e Obra”,  Diálogo Fédon, em Os Pensadores,  Ed. Nova Cultural, SP, 1991, 261 pp., ver p. 87.

quarta-feira, junho 08, 2011

Refletir e Meditar

Baseado em Artigo do Valoroso Ir.'.Valdemar SansãoAdaptação: Ir.'. Denilson Forato
A Maçonaria foi instituída não para separar os homens, mas para uni-los, deixando a cada um a liberdade de pensamento.

 Se a Instituição Maçônica, em sua doutrina – assim como muitos sistemas religiosos e filosóficos – são perfeitos, os homens são apenas perfectíveis (erram pra caramba), ou seja, passíveis de aperfeiçoamento; e para isso que se tornam Maçons. E aí está a grande meta, que é a beleza intrínseca da prática maçônica; aperfeiçoar o Homem, polir a sua mente, o seu intelecto, para que ele alcance a maturidade e a lucidez espiritual que lhe permita vencer as paixões, amar o seu semelhante e fazer com que uma Lei Fundamental não se torne letra morta. Se todos os homens fossem perfeitos, a Maçonaria perderia a sua finalidade.
            A Maçonaria vem praticando essa Lei desde a sua fundação por diversos meios, sendo o principal deles a imposição de uma fraternal convivência, a começar pelo tratamento de “Irmão” entre os seus membros.
A Ética Maçônica - A lei que regula a Ética Maçônica tem sido burlada, postergada, embora esteja claro que as atitudes maçônicas são designadas para as relações dentro da fraternidade, onde os Irmãos têm de tentar todos os remédios antes de procurar o socorro das Cortes. Com Lojas e Obediências sendo arrastadas à Justiça profana, em questões onde a caridade fraternal está ausente e onde imperam as discussões, as discórdias, os propósitos caluniosos e as maledicências. Há inúmeros casos em que a solidariedade maçônica foi esquecida e homens que deveriam ser Irmãos tornaram-se inimigos irreconciliáveis. A cobiça envenenou a alma dos homens, levantou as muralhas do ódio e nos tem feito andar em marcha lenta para a amargura. Nas disputas pelo poder, os interesses particulares, muitas vezes, sobrepujam os gerais, a dano da coletividade maçônica e do princípio de fraternidade. As vaidades pessoais, as paixões de momento, os melindres, têm cavado fossos quase instransponíveis entre homens que se deveriam amar como Irmãos.
 Importante é a recomendação de não se recorrer à justiça profana, para abordar os assuntos internos da Maçonaria; essa recomendação, como mostra a História, tem sido largamente desrespeitada, em todos os tempos, pois, quando entram em jogo interesses pessoais e de grupos, os homens – falíveis e imperfeitos, embora a instituição seja doutrinariamente perfeita - esquecem a lei, a moral e a ética.
            É papel essencial de a Maçonaria exigir esta Ética primeiro de seus membros, tanto dentro quanto fora da Ordem, e depois lutar para que a Ética se torne apanágio de todos os outros, principalmente daqueles que nos afetam com sua desonestidade e falta de lisura.
            A Maçonaria nos ensina a ser ético individualmente, através dos Rituais que nos treinam para o sistema maçônico de pensamento, para que possamos, depois de agir com correção a partir de nossa própria vontade, unir vontades de muitos Irmãos numa luta maior.
            Os Inimigos da Maçonaria (profanos de avental) Alguns ingressam na Ordem certos de poder contar, nas suas dificuldades, com proteção e amparo material. E, não encontrando, como de fato não poderiam, em nenhuma hipótese, favores dessa natureza, afastam-se. E cada afastamento mais um inimigo da Ordem. Inimigo que nós criamos. Inimigo de nossas idéias e de nossos propósitos. Inimigo que nós próprios fomos buscar no mundo profano. Nós trazemos para dentro do Templo, nós deixamos a porta aberta, nós erramos e facilitamos as sindicâncias, nós não fazemos direito as coisas.
            O grande inimigo da Maçonaria é aquele que jamais nela deveria ter ingressado. Nossa imperfeita seleção, escolha e sindicância devem ser revistas (mais rígidas). Os responsáveis pela cegueira e teimosia em pactuar pela omissão ou comodidade, acarretam prejuízos incalculáveis à Instituição.
            O grande inimigo da Maçonaria é aquele que se contenta com o hoje, os imediatistas, aqueles para os quais basta uma Maçonaria contemplativa, “de rótulo” ou “de fachada”, com suas “festas” e fotografias estampadas em dispendiosas revistas sem nenhum testemunho prático, sem nenhum estudo, realização ou participação, levaria, se fosse só, a Maçonaria de nossos tempos a simples sinais, batidas de malhetes, crachás, exibição de adereços, anéis, chaveiros, canetas, gravata, abotoaduras, distintivos, condecorações, sempre com o clássico conjunto de Esquadro, Compasso e letra G usados no peito ou na lapela, com fita no pescoço com comenda,  medalhas de 33 no terno ou com laço para alimentar vaidades. Mas na hora que precisa, nem uma carona para um Irmão se dá, o coitado vai a pé e até corre riscos nas noites negras.
            Contudo, o grande inimigo da fraternidade é aquele que carrega a vaidade dentro de seu coração; que não conhece o seu próprio valor e o valor de seus Irmãos; aquele cujo espírito não admite que os outros sejam líderes porque, na mesquinhez de sua futilidade e ostentação acredita ser melhor do que os demais e único capaz de poder empunhar a bandeira da liderança. são os ditos "pavões" dos rabo colorido.

            O que é preciso mudar – é lamentável constatar que, se a Independência do Brasil, a Abolição da Escravatura e a Proclamação da República dependessem, hoje, de propaganda feita à custa de cotização dos Obreiros, elas jamais seriam feitas. Estas são constatações dolorosas, mas absolutamente verdadeiras, pois o que mais se vê, na atualidade, é inação e uma completa má-vontade – com raras e honrosas exceções, que confirmam a regra. Cotizações para a manutenção de obras assistenciais, de construção de Templos próprios para as Lojas, de ereção de sedes dignas para a Obediência, são sempre motivos de descontentamento e de conseqüente afastamento de Obreiros. E com isso vem o inadimplemento causando sérias conseqüências, com prejuízos para a Maçonaria, de maneira geral e, em particular, para os Obreiros que cumprem os seus compromissos financeiros e que acabam suportando uma carga que deveria ser dividida entre todos. E o montante dessas obrigações é, geralmente, bem pequeno, numa quantia inferior a despendida na “sessão gastronômica” (copo d’água) de que muitos participam, depois da Sessão Maçônica, com mais gastos.
Hoje estar maçom é fácil, agora SER Maçom é difícil e como é! Ser Maçom em Atos, Fatos, Palavras e Comportamento, sem se preocupar se você atingiu o grau 33 do REAA, 13 do York ou 9 do Moderno, quero ver você ser maçom quando um Irmão te ligar e te pedir ajuda, nem tanto material mas sim de uma simples palavra de conforto, para alimentar sua alma faminta de Irmandade.
Pensem nisso!

sexta-feira, junho 03, 2011

Maçonaria e Astrologia



Maçonaria e Astrologia


Carlos Galvão, João Paganelo e Eduardo Gennari,(*)
I - INTRODUÇÃO

A Astrologia (1) era na antiguidade considerada a chave de todas as
ciências humanas e naturais e não é de duvidar que algum dia descubra,
inúmeras razões para que volte a ocupar esta posição. A Astrologia
teve sua origem, por volta do ano 3000 a.C., provavelmente na cidade
de "Ur", supostamente a pátria de Abraão, fundada no 4º milênio a.C.,
por um povo do norte da mesopotâmia, os Sumérios. Este povo tinha um
grande interesse pela observação do céu. Para os Sumérios, este
parecia uma grande abóbada de veludo negro onde as estrelas estavam
fixas como enfeites de brilhantes. Notaram, entretanto que além do Sol
e da Lua, cinco estrelas apresentavam um movimento mais rápido que as
outras; eram os planetas: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno.

Mais tarde foram os Caldeus que introduziram a astrologia como hoje é
conhecida. As estrelas foram agrupadas em constelações, para servirem
como marcadores do movimento dos planetas. O Zodíaco, ou o Caminho de
Anu, era a rota seguida no céu pelo Sol, Lua e planetas, sempre pela
mesma massa de estrelas, as Constelações Zodiacais.
A divisão do Zodíaco em doze partes talvez tenha vindo da divisão em
doze partes de duas horas cada uma do dia dos Caldeus.

A maçonaria, com seus templos onde sempre são representados os signos
do zodíaco e a abóbada celeste, sempre serviram de veículo para a
difusão de ensinamentos da Astrologia e, com certeza, foram em lojas
que a Astrologia deve ter primeiro florescido em nosso país, em
especial no Rio de Janeiro.


I - AS ERAS DA ASTROLOGIA

Grande Ano, em Astrologia, é o período de 25.858 anos que a terra leva
para percorrer todos os signos do zodíaco.
Esse período é constituído por doze Grandes Meses, cada um dos quais
com uma duração aproximadamente de 2.000 anos. Um Grande Mês, assim,
corresponde a uma Era, regida por um dos doze signos, que se seguem,
em sentido decrescente.

ERA DE LEÃO (de 10.000 a.C. a 8.000 a.C)
Era mais antiga da qual é possível ter conhecimento. Governada pelo
signo de Leão, cujo astro regente é o Sol, e marcou um período
dominado pela criação: o homem começou a cultivar as plantas, a criar
os animais e a polir a pedra e adquirindo os meios para um rápido
progresso. Iniciava-se o Período Neolítico da Pré Historia, o inicio
da civilização estratificada.

ERA DE CANCER (de 8.000 a. C a 6.000 a.C)
Com o termino da Idade de Gelo, por volta de 9.000 AC, o homem deixou
as cavernas e começou a construir as suas habitações, abandonando o
nomadismo e tornando-se sedentário. Sob o governo de Câncer, signo da
maternidade e do lar-regido pela Lua, a "mãe universal", o princípio
feminino, que fertiliza todas as coisas – a humanidade começou a se
estruturar socialmente por meio da família.

ERA DE GÊMEOS (de 6.000 a. C a 4.000 a. C)
Esta Era foi caracterizada pelo dinamismo e pela elaboração dos
grandes projetos humanos. Governada por Gêmeos – regido por Mercúrio,
o representante do intelecto – uma Era de grande efervescência
intelectual e de muita curiosidade, um dos seus mais valiosos
tesouros: a escrita. O homem começou a fixar as suas idéias e a
registrar a sua própria memória. Começava, ai, a Historia.

ERA DE TOURO (de 4.000 a. C a 2.000 a. C)
Representando a força criativa de Áries, transformada nos poderes de
fecundação e procriação da natureza, o signo, através de sua
influência na Terra, com sua solidez e riqueza, significou o
florescimento de grandes civilizações humanas – e a egípcia. Período
de grandes progressos materiais, a Era de Touro legou, à humanidade,
cidades importantes, como por exemplo, Tebas e Mênfis, no Egito, onde
era cultuado Àpis, o touro sagrado.

ERA DE ÀRIES (de 2.000 a. C a 0)
Sendo regida por Marte, deus da guerra, na mitologia romana, foi
caracterizada por grande atividade bélica, com muitas invasões e
muitas lutas entre os povos. Um exemplo é o território antigo da
Grécia, que sofreu, durante esse período, diversas invasões; as mais
produtivas delas, foram as dos dórios e dos jônios, já que, dessa
miscigenação de povos, surgiu a magnífica cultura grega, que tanta
influência teve nos destinos da humanidade.

ERA DE PEIXES (de 0 a 2.000 d.C)
Regido por Peixes, signo da fé, da piedade, da compaixão, do espírito
de sacrifício e do misticismo, este período viu surgir o seu fato mais
marcante: o cristianismo, que, como religião, é o típico exemplo da
mentalidade de Peixes. O signo influenciou tanto este período, que o
seu símbolo – dois peixes, dispostos lado a lado, mas em sentindo
inverso, simbolizando o momento final da liberação do espírito das
malhas matérias – acabou se tornando o sinal secreto dos que aderiam à
fé cristã. Este é o período dos "pescadores de homens".

ERA DE AQUÁRIO (de 2.000 d.C a 4.000 d.C)
A Era de Aquário, a se iniciar no ano 2.000, terá, como mensagem
especial, o humanitarismo. Nela ocorrerá uma reconciliação entre a
'ciência e o homem', entre as mais fantásticas descobertas da mente
cientifica e as verdades eternas, que tem sido motor e dínamo da
humanidade. Sendo regido por Aquário – signo da originalidade, da
independência, da lealdade, da ação – à vontade de mudar e de criar,
além de uma grande preocupação com o futuro da humanidade. Nesse
período, os homens terão a oportunidade de transformar o mundo,
tornando-o feliz e próspero. Mas poderão, também, destruí-lo, mesmo
que a prudência seja uma característica de Aquário.


III - A INTERPRETAÇÃO ASTROLÓGICA (2)

A Igualdade é o símbolo de Libra ou Balança. Este signo é o símbolo
universal do equilíbrio, da legalidade e da justiça, concretizado pelo
senso da diplomacia e da cortesia. Libra significa, em última análise,
um caráter afável, um sentido de justiça, harmonia e sociabilidade,
que são todos atributos da igualdade.

A Fraternidade é perfeitamente ilustrada pelo signo de Gêmeos em sua
dualidade, que são os míticos Castor e Pólux, cada um desempenhando
seu papel sem nenhuma proeminência sobre o outro. O signo de Gêmeos é
dual, porque simboliza o momento em que a força criativa de Áries e
Touro dividem-se em duas correntes: uma tem sentido ascensional,
espiritual, e a outra é descendente, no sentido da multiplicidade das
formas e do mundo fenomênico. Considere-se, também que face a Gêmeos
está Sagitário, governado por Júpiter Zeus, Deus do qual todos os
homens emanam, o que os faz irmãos uns dos outros, com cada um
procurando-o, à sua maneira.

A Liberdade é apanágio de Aquário, simbolizado por Ganimedes, pelo
anjo derramando sobre a humanidade o cântaro do saber; saber que, se
for bem utilizado pode ser um meio de acesso à liberdade, com a
condição de que aceite a superioridade do iniciado. Só o iniciado, o
sábio, poderá reconhecer os limites além dos quais não poderá ir, pois
esta é a maneira dele chegar ao conhecimento dos mistérios divinos.
Essa ligação com o divino, da qual Moisés é um símbolo, o respeito às
leis divinas, fundamentais para uma existência pacífica e harmoniosa,
serão também assinalados pelo signo frontal a Aquário: Leão, cujo
símbolo é o Sol, símbolo do UM, símbolo de Deus.

Esses três signos: Libra, Gêmeos e Aquário são os signos do ar do
zodíaco. E os signos do ar são símbolos do espírito, são símbolos do
cosmos, que o iniciado deve procurar conhecer e compreender.


IV - AS PROVAS DOS QUATRO ELEMENTOS.

Uma das primeiras lições que aquele que receberá a Luz recebe é
justamente da simbologia e da importância da depuração pessoal ou
"limpeza" pelos quatro elementos: terra, água, ar e fogo. Estes são os
elementos básicos que formam toda a Criação no estudo da Astrologia.
Compreendendo as características destes elementos pode-se compreender
tudo, pois tudo o que existe foi criado com esta matéria prima básica.
Muitos IIr.'. restringem os estudos dos elementos às lições e
indicações do Ritual e assim deixam de compreender a amplitude deste
conhecimento.

Só para ilustrar, nas antigas tradições iniciáticas, aquele que
dominava os elementos tornava-se igual e semelhante ao Gr.'. Arq.'. do
Un.'. pois dominaria totalmente tudo o que foi criado. O iniciado
deveria dominar o elemento em seu universo particular. Deveria dominar
a terra e o medo do desmoronamento, a melancolia, a avareza, a falta
de horizontes em circunstâncias que elevariam ao máximo estas
tendências como, por exemplo, dentro de um buraco ou caverna estreita,
úmida e profunda. A água deveria ser dominada, por exemplo, dentro de
um rio caudaloso e com correnteza violenta, vencendo-se a incerteza, a
insegurança, a sensação de abandono e da falta de apoio. O elemento ar
deveria ser dominado nas alturas de um precipício ou montanha (hoje
uma montanha russa serviria), vencendo-se a vertigem, o desequilíbrio,
a dificuldade de respiração em função da apreensão. Finalmente o fogo
deveria ser dominado dentro de um salão incendiado, ou com o iniciado
circundado por três enormes fogueiras. Ele deveria controlar suas
reações quanto ao calor, à luz excessiva e à sensação de proximidade
com um poder terrível que pode destruir.


V - OS CARGOS EM LOJA E OS SETE PLANETAS ESOTÉRICOS.

Ven.'. M.'. - assimilado ao planeta Júpiter, (número 6) que no panteão
dos deuses babilônicos, simbolizava a sabedoria. Rege a visão, a
prosperidade, a misericórdia, a liturgia, o sacerdócio, o mestre e a
felicidade.

Ord.'. - está relacionado com Mercúrio (número 2) o planeta que rege a
expressão da Verdade, pois é o "enviado de Deus". Mercúrio tem asas
nos pés e é o porta-voz, aquele que dá as boas vindas e domina os
escritos. Associado ao Sol, pois dele emana a Luz, como guarda da lei
maçônica que é, além de responsável pelas peças de arquitetura.

1o Vig.'. - associado ao planeta Marte, que era o senhor da guerra,
simbolizando a força. Marte rege o início, a coragem, o pioneirismo e
o impulso.

2o Vig.'. - assimilado ao planeta Vênus, feminilizado na mitologia
babilônica e que, sendo a deusa mágica da fertilidade e do amor,
simboliza a beleza. Vênus rege a harmonia, o prazer, a alegria, e a
beleza como reflexo da manifestação do Gr.'. Arq.'. do Un.'..

Secr.'. - relaciona-se com o planeta Saturno (número 7). É ele o
responsável de gravar para a eternidade os fatos de forma fria e
exata. Ele é o controlador rígido da ordem dos processos e cioso pela
documentação dentro das normas. Assimilado à Lua, pois reflete as
conclusões legais do Orador.

Tes.'. associado a Cronos (Saturno, para os romanos), pai de Zeus e
filho de Urano, um dos deuses primordiais, que, com Géia (a Terra)
estava no início de todas as coisas, simboliza a riqueza. Recebe a
simbologia da Lua (número 1) em sua atividade. A atividade de receber
os metais e de organizar o movimento financeiro da Loja é considerada
---por lidar com a frieza dos números --- fria e calculista, além de
inflexível. . A Lua rege a família, a cidade, o lar e o corpo;
portanto rege o Templo.

M.'. de Cer.'. assimilado ao planeta Mercúrio, o deus veloz e astuto.
Está relacionado ao planeta Sol. O Sol (número 4) caminha diariamente
pelo Céu, levando e trazendo a existência, a verdade e a justiça. É
ele que anima a vida e que circula no oriente e no ocidente.

Notas:
(1) A palavra astrologia tem origem grega. É formado a partir de
"aster", astro e "logos", discurso, relato, razão, definição,
faculdade racional, proporção.

(2) A 1a. República conheceu bem a divisa "Liberdade, Igualdade, ou a
Morte", mas tal programa ideológico não foi jamais o da Maçonaria. Foi
somente sob a 2a. República que a "tríplice divisa" surgiu. Mas não
foi a República que tomou emprestada a divisa à Maçonaria, mas, sim, a
Maçonaria é que a tomou emprestada à República (in Dictionnaire de la
Franc-Maçonnerie et des Francs-Maçons" - Belfond - Paris - 1971) .
José Castellani


Bibliografia:
1.Maçonaria e Astrologia/ José Castellani – São Paulo: Landmark, 2002
Brasil 2a. Edição
2.Liturgia e Ritualística do Grau de Aprendiz Maçom – Editora A Gazeta
Maçônica - 1a. edição - 1985 - 2a. Edição 1992.


MM'.MM.'. - A.'.R.'.L.'.S.'. Thomaz Idineu Galera, Gosp - São Paulo- Brasil
n� � e a ��� py� a, a
insegurança, a sensação de abandono e da falta de apoio. O elemento ar
deveria ser dominado nas alturas de um precipício ou montanha (hoje
uma montanha russa serviria), vencendo-se a vertigem, o desequilíbrio,
a dificuldade de respiração em função da apreensão. Finalmente o fogo
deveria ser dominado dentro de um salão incendiado, ou com o iniciado
circundado por três enormes fogueiras. Ele deveria controlar suas
reações quanto ao calor, à luz excessiva e à sensação de proximidade
com um poder terrível que pode destruir.


V - OS CARGOS EM LOJA E OS SETE PLANETAS ESOTÉRICOS.

Ven.'. M.'. - assimilado ao planeta Júpiter, (número 6) que no panteão
dos deuses babilônicos, simbolizava a sabedoria. Rege a visão, a
prosperidade, a misericórdia, a liturgia, o sacerdócio, o mestre e a
felicidade.

Ord.'. - está relacionado com Mercúrio (número 2) o planeta que rege a
expressão da Verdade, pois é o "enviado de Deus". Mercúrio tem asas
nos pés e é o porta-voz, aquele que dá as boas vindas e domina os
escritos. Associado ao Sol, pois dele emana a Luz, como guarda da lei
maçônica que é, além de responsável pelas peças de arquitetura.

1o Vig.'. - associado ao planeta Marte, que era o senhor da guerra,
simbolizando a força. Marte rege o início, a coragem, o pioneirismo e
o impulso.

2o Vig.'. - assimilado ao planeta Vênus, feminilizado na mitologia
babilônica e que, sendo a deusa mágica da fertilidade e do amor,
simboliza a beleza. Vênus rege a harmonia, o prazer, a alegria, e a
beleza como reflexo da manifestação do Gr.'. Arq.'. do Un.'..

Secr.'. - relaciona-se com o planeta Saturno (número 7). É ele o
responsável de gravar para a eternidade os fatos de forma fria e
exata. Ele é o controlador rígido da ordem dos processos e cioso pela
documentação dentro das normas. Assimilado à Lua, pois reflete as
conclusões legais do Orador.

Tes.'. associado a Cronos (Saturno, para os romanos), pai de Zeus e
filho de Urano, um dos deuses primordiais, que, com Géia (a Terra)
estava no início de todas as coisas, simboliza a riqueza. Recebe a
simbologia da Lua (número 1) em sua atividade. A atividade de receber
os metais e de organizar o movimento financeiro da Loja é considerada
---por lidar com a frieza dos números --- fria e calculista, além de
inflexível. . A Lua rege a família, a cidade, o lar e o corpo;
portanto rege o Templo.

M.'. de Cer.'. assimilado ao planeta Mercúrio, o deus veloz e astuto.
Está relacionado ao planeta Sol. O Sol (número 4) caminha diariamente
pelo Céu, levando e trazendo a existência, a verdade e a justiça. É
ele que anima a vida e que circula no oriente e no ocidente.

Notas:
(1) A palavra astrologia tem origem grega. É formado a partir de
"aster", astro e "logos", discurso, relato, razão, definição,
faculdade racional, proporção.

(2) A 1a. República conheceu bem a divisa "Liberdade, Igualdade, ou a
Morte", mas tal programa ideológico não foi jamais o da Maçonaria. Foi
somente sob a 2a. República que a "tríplice divisa" surgiu. Mas não
foi a República que tomou emprestada a divisa à Maçonaria, mas, sim, a
Maçonaria é que a tomou emprestada à República (in Dictionnaire de la
Franc-Maçonnerie et des Francs-Maçons" - Belfond - Paris - 1971) .
José Castellani


Bibliografia:
1.Maçonaria e Astrologia/ José Castellani – São Paulo: Landmark, 2002
Brasil 2a. Edição
2.Liturgia e Ritualística do Grau de Aprendiz Maçom – Editora A Gazeta
Maçônica - 1a. edição - 1985 - 2a. Edição 1992.


MM'.MM.'. - A.'.R.'.L.'.S.'. Thomaz Idineu Galera, Gosp - São Paulo- Brasil