terça-feira, agosto 30, 2011


O peso dos vícios
A sociedade é, em essência, heterogênea.

As pessoas possuem valores e personalidades os mais variados.

Justamente por isso a vida é repleta de embates.

Não é muito simples a vivência harmônica entre seres com visões distintas do mundo.

O convívio pacífico com o diferente pressupõe maturidade espiritual.

Essa maturidade revela-se das mais diferentes e inusitadas formas.

Ela é demonstrada por quem silencia em face de uma ofensa.

Afinal, o ofensor muitas vezes acredita estar agindo de modo correto.

A maturidade também se faz presente quando uma pessoa releva os equívocos de outra.

Em suma, a maturidade espiritual de alguém evidencia-se pelo seu nível de tolerância e compaixão.

O convívio forçado com criaturas de diferentes hábitos possui o condão de desenvolver essas virtudes.

Como é cansativo viver em estado de beligerância, as pessoas gradualmente vão aprendendo a ceder, em nome da própria paz.

Por ser a terra uma escola, somos naturalmente colocados no ambiente mais propício para corrigirmos nossas deficiências.

Do mesmo modo, as lições que nela recebemos guardam relação com nossa necessidade de aprendizado.

Assim, quanto mais defeitos tivermos, tanto mais dificuldades enfrentaremos.

Na verdade, todo vício sempre carrega consigo o sofrimento.

Tome-se por exemplo o orgulho.

Em face da mesma situação vexatória, alguém humilde não experimenta qualquer desconforto, ao passo que um orgulhoso sofre grande tortura moral.

Conclui-se que, quanto maior o orgulho, maior será a ofensa.

E quanto maior a ofensa, maior será o sofrimento.

O mesmo ocorre com a vaidade.

A criatura vaidosa acredita que o mundo lhe deve deferências.

Ela espera ser distinguida em todos os setores de sua vida.

Como isso nem sempre se dá, sofre intensamente com o que considera uma injustiça.

Caso fosse mais simples e despretenciosa, não experimentaria esse desconforto.

As fissuras morais tornam o viver muito pesado.

Perceba-se a energia que o vaidoso e o orgulhoso desperdiçam cuidando para que a própria importância não passe despercebida aos demais.

A simples pretensão desmedida dessa importância já infelicita a criatura e é um peso a ser suportado.

Imagine-se o quanto inevitavelmente sofre alguém muito vaidoso ou orgulhoso.

Isso ocorre com todos os vícios e paixões.

A ganância constitui uma tortura que dificulta o desfrute do que já se possui e muitas vezes é suficiente.

O ciúme também torna a vida penosa, por fomentar a desconfiança e a discórdia.

Repetindo, todo vício carrega consigo o sofrimento.

Como os homens desejam a felicidade, gradualmente eles despertam para a necessidade de burilarem a si mesmos.

Reflita sobre isso e assuma a responsabilidade por seu bem-estar.

Analise o quanto você sofre gratuitamente, em suas relações.

Pense que as circunstâncias que o rodeiam destinam-se a torná-lo melhor. Conscientize-se dessa realidade e torne-se tolerante com os diferentes.

Desenvolva retidão, pureza e simplicidade e a vida lhe será bem mais fácil.

 

sexta-feira, agosto 26, 2011


 INFERNO DA MESQUINHARIA

Os Sub Seres Maçônicos

(Artur da Távola)

Os subseres maçônicos são personagens riquíssimos para literatura e dramaturgia, porque através deles pode-se estudar a vida na sua irrealização. “O erro é uma verdade enlouquecida”, já disse alguém.

O subser maçônico vive de inverdades que o enlouqueceram de tanto serem tentadas sem oportunidade de realização. Insistem tanto na mentira que acabam eles próprios acreditando nelas.

Os subseres maçônicos não são menos inteligentes, ativos ou observadores.  Muitas vezes são Veneráveis Mestres, Vigilantes, Oradores, Grande Secretários, Grandes Dignidades, Mestres Maçons e outros mais. O que eles são é sub!

Tudo o que fizerem trará a marca da amargura, do ressentimento, da frustração de onde provêm e na qual acabam por chafurdar. Existem na dramaturgia como existem na vida.

Os subseres maçônicos não se revelam através de uma percepção imediata, pois não possuem a grandeza trágica dos miseráveis ou dos humilhados e ofendidos, estes sim, objetos da preocupação pictórica, dramatúrgica ou literária.

Eles se auto denunciam pela mesquinharia do dia a dia; pelo comezinho; pelo pequeno egoísmo mal resolvido, pela mofa, pela zombaria, pela acidez na crítica, pelo defender-se sempre, imputando aos outros aquilo que lhes é de responsabilidade, pela incapacidade do gesto audaz ou generoso, pelo reduzir os outros e a vida, sempre, à sua (deles) dimensão, incapazes de um vôo, um suspiro, uma admiração desinteressada ou entrega generosa.

Eles não ousam vencer: vivem de impedir a derrota. Sua atenção às mesquinharias, sua indormida desconfiança, fazem deles uma espécie de pertinazes redutores de tudo ao contexto mofado do inferno astral onde não “vivem”: duram. Comprazem-se com a dor de quem fingem ajudar, até quando, de fato, ajudam.

Em geral são maçons de baixa pulsão erótica, amargas, frustradas, sempre realizando na fantasia, na fofoca ou na pequena maldade disfarçada, o que lhes faltou de vigor interno, decisão d’alma, disposição física ou denodo.

Como são, porém, pertinazes em seu pequeno mundo, por ali ficam beliscando, mordendo, remoendo, debicando, teimando, afastando seus irmãos da informação, dos procedimentos corretos, enganando-os, iludindo-os, mentindo, fazendo-se de inocentes, de coitadinhos, esperando as brechas, espreitando as dores e momentâneas quedas alheias, ocasião em que, organizados aparecem e “brilham” sobre a carniça ou o cansaço dos fortes maçons.

Os sub seres maçônicos só não se atentam para um fato, eles por mais que tentem não abalam as colunas fortes da Mãe Maçonaria, acham que o fazem, mas ela, sempre soberana, sempre alerta, no momento certo e com precisão cirúrgica, os elimina do meio maçônico onde se acham invulneráveis.

Os sub seres maçônicos não percebem e jamais perceberão que a maneira que agem e as atitudes que tomam, por se acharem acima de tudo e de todos jamais passará despercebida de nossos irmãos visíveis e invisíveis, principalmente os invisíveis, que estão sempre alerta  impedindo-os de suas maléficas realizações.

Por serem o que são dificilmente descobrirão que o Inferno Mesquinho em que vivem,  é o resultado de tudo o que fazem.

A questão não é terrena. É de hierarquia espiritual.

quinta-feira, agosto 25, 2011



A HISTÓRIA DOS INCENSOS E AS ESSÊNCIAS PARA CADA SIGNO


Os incensos têm fascinado a humanidade através dos séculos e são muitas as versões para o seu surgimento. Uma coisa, porém, é certa: eles se transformaram em elemento essencial de muitas cerimônias e ritos, em praticamente todas as religiões do planeta.

Para a maioria das pessoas, incenso é toda mistura de componentes aromáticos, incluindo resinas, gomas, madeiras, cascas, raízes, flores e até minerais - desde que sejam utilizados como material básico para ser queimado e liberar perfumes que dêem nova atmosfera aos ambientes (e esta atmosfera pode ser meramente odorífica ou ter conotações espirituais).

De acordo com várias interpretações, os incensos são "misturas de componentes alquímicos que possuem uma função básica: elevação espiritual do ambiente, servindo como agente mediúnico das intenções humanas ao Astral".

É a partir dessa definição que, para a grande maioria das pessoas, surge uma "receita" básica para acender-se um incenso: sempre se deve ter uma intenção, nem que seja o simples relaxamento ou a melhoria do perfume do ambiente em que se está.

"Sob o aspecto espiritual, a fumaça que sobe significa a transmutação da matéria (carvão) em espírito (aroma) e sua elevação a um plano superior. Daí a importância de uma intenção ao ser aceso, pois a forma-pensamento por ela criada é elevada ao Astral, e as conseqüências de um pensamento errado nesta hora podem ser, no mínimo, desagradáveis.

"As tradições religiosas revelam que a utilização de aromas em cerimônias ritualísticas visavam criar um clima propício para a manifestação de determinado estado de espírito. E é dessas mesmas tradições que ainda hoje tiramos as pistas de quais perfumes utilizar para alcançar um estágio de consciência em especial.

"Diversos aromas, amplamente divulgados e estudados na Aromaterapia, desempenham seu papel de coadjuvante facilitando e veiculando a vontade do operador ao Astral." Daí a relação científica entre incenso e alterações favoráveis no organismo das pessoas, o que em muito contribui para a disseminação do uso dos incensos.

A História mostra que o princípio mágico-religioso do incenso marca algumas das crenças mais antigas do Homem, especialmente a partir dos povos orientais, como os chineses, tibetanos, indianos e, principalmente, os egípcios dos tempos das grandes dinastias de faraós.

"Ao queimarmos incensos estamos ativando o plano mental-intelectual, em que se manifesta o poder dos elementais do ar, e intensificando o fluxo de comunicação com o universo e com as pessoas."

Por isso, a maioria dos pesquisadores avisa: "o ritual de queimar incenso não deve ser corriqueiro, principalmente quando envolve pedidos de dinheiro e proteção. Mas se desejar usá-los com freqüência tenha o cuidado de escolher aqueles de características calmantes ou espirituais."

Alguns também recomendam que se observe a fase da Lua e o horário planetário. As chamadas horas místicas são as mais indicadas para acender-se um incenso.




HISTÓRIA

Os incensos são, talvez, tão antigos quanto a cultura humana, mas tudo indica que os egípcios foram, possivelmente, o povo que primeiro dominou a arte da manufatura e do uso de incensos. O mais famoso incenso egípcio é o Kyphi (ou Khyphi), que era produzido dentro de um templo e sob ritual altamente secreto. Era um composto de efeito muito benéfico, e Plutarco o definia assim: "O incenso tem dezesseis (16) ingredientes, número que constitui o quadrado de um quadrado e tais ingredientes são coisas que, à noite, deliciam. Tem o poder de adormecer as pessoas, iluminar os sonhos e relaxar as tensões diárias, trazendo a calma e quietude àqueles que o respiram."

Um dos seus ingredientes é o popular olíbano, árvore considerada sagrada, e durante a poda ou a coleta da resina, os homens deviam se abster de contato sexual ou com a morte.

Plutarco forneceu a lista dos 16 ingredientes usados na preparação desse incenso: mel, vinho, passas, junco doce, resina, mirra, olíbano, séseli, cálamo, betume, labaça, thryon, as duas espécies de arcouthelds, caramum e raiz de Íris.

Já os hindus sempre foram apaixonados por aromas agradáveis e a Índia, nos tempos antigos, sempre foi célebre por seus perfumes. A importação de incenso da Arábia foi uma das primeiras, mas outros materiais aromáticos também eram usados, como o benjoim, resinas, cânfora, sementes, raízes, flores secas e madeiras aromáticas. O sândalo era um dos itens mais populares da época. Esses materiais eram queimados em rituais públicos ou em casa.

Também no Velho testamento encontram-se várias referências ao uso de incensos entre os judeus. Geralmente, os pesquisadores concordam que a queima do incenso só foi introduzida no ritual judaico em torno do século VII a.C.. O primeiro incenso judaico era composto de poucos ingredientes (estoraque, onicha, gálbano e olíbano puro) e sua preparação era semelhante àquela usada pelos sacerdotes egípcios.

Na Grécia, o incenso começou a ser difundido no século VIII a.C., vindo da Fenícia.

Já no Budismo, disseminado por boa parte da Ásia, o incenso começou a ser difundido por volta do século VII a.C.. Junto com os perfumes, constituía uma das sete oferendas sensoriais, que formam um dos sete estágios de adoração.

Na Roma antiga, o incenso foi muito utilizado na Festa do Pastor, junto com ramos de oliveira, louros e ervas, assim com da mirra e açafrão.

Também o Cristianismo incorporou o uso de incensos, mas os cristãos foram os que mais demoraram a introduzí-los em seus ritos. Só após o século V, seu uso foi aumentando lentamente. Por volta do século XIV, tornou-se parte da Missa Solene e de outros serviços.

No Islamismo, não há referência ao seu uso no sentido religioso, mas a tradição nos mostra que o seu perfume pode ser usado como uma referência aos mortos.



Comum a praticamente todas as religiões e seitas do planeta, o incenso é um acessório comum às cerimônias mágicas, usado para neutralizar as energias negativas, por exemplo, ou utilizado nos métodos de encantamentos. As letras do nome da pessoa para qual é feito o encantamento indicam qual o perfume necessário. Os materiais mais usados são o olíbano, benjoim, estoraque, sementes de coentro, aloés (babosa), entre outros.


COMO USAR
Os incensos devem ser usados para energizar e transmutar as energias nos lugares onde são acesos, pois funcionam como purificadores e condutores de vibrações, sejam das pessoas ou dos próprios locais.

Para cada uso, existe um tipo específico e uma essência à ser utilizada.

Podem ser de pastilhas, palitos, pó ou quaisquer outras formas existentes no mercado.

E todas as maneiras de se acender o incenso revelam uma intenção.

Veja:
- Se preferir acender com um isqueiro, é sinal que acredita em sua força mental e em seu pensamento positivo, para a limpeza que será feita.

- Se preferir acender com um fósforo, significa que acredita que os elementos do ar, os silfos e sílfides, estarão ajudando na limpeza de sua casa.



Ao acender o incenso, mentalize uma oração (a que mais lhe agradar). Segure o incenso com a mão esquerda, e em cada canto dos cômodos faça o sinal da cruz com seu dedo mediano ou o sinal que lhe for mais energético e agradável.

Não pare a sua oração mental ou falada, pois tudo o que é negativo está impregnado nos cantos e deve diluir-se o mais rápido possível.

Para preservar por mais tempo essa limpeza, jogue um pouco de sal nos cantos.

Encare o incenso como um primeiro socorro à sua casa, procurando queimar pelo menos um, todos os dias, pois assim manterá o ambiente sempre limpo e bem protegido.

Algumas crenças recomendam que, se você não puder acender um diariamente, faça-o pelo menos de 3 em 3 dias.

E não se aborreça com quem ficar incomodado com o perfume. O que importa é sua tranqüilidade e a boa energia do ambiente em que você vive.



CONHEÇA AS ESSÊNCIAS DOS INCENSOS PARA CADA SIGNO:


 Áries - violeta, flor de laranjeira, almíscar, sândalo, ópium§
 Touro - verbena, canela, rosa, pinho, eucalipto, cravo, canela§
 Gêmeos - benjoin, verbena, rosa, alecrim, jasmim§
 Câncer - rosa, verbena, jasmim, maçã, alfazema, violeta§
 Leão - sândalo, flor de laranjeira, patchouli, almíscar, sândalo, ópium§
 Virgem - benjoin, verbena, rosa, alfazema§
 Libra - rosa, canela, verbena, maçã, cedro§
 Escorpião - violeta, dama da noite, almíscar, ópium, eucalipto§
 Sagitário - jasmim, rosa, almiscar, cravo, canela, rosa§
 Capricórnio - lírio, verbena, lótus, alecrim§
 Aquário - violeta, rosa, jasmim, violeta, rosas, flores do campo§
 Peixes - jasmim, rosa, almíscar, violeta, alecrim, alfazema§


INDICAÇÕES
 Amor - Almíscar, Jasmim, Maçã, Rosa, Lótus, Ópium, Sândalo, Canela, Cravo.§
 Limpeza - Alecrim, Arruda, Eucalipto, Canela, Cravo§
 Espiritualidade - Mirra, Violeta, Rosa§
 Meditação - Violeta, Mirra, Rosa, Verbana§
 Acalmar - Alecrim, Alfazema, Flor de Maçã, Jasmim§
 Atrair os Encantados - Pinho, Eucalipto, Maçã§
 Estudos - Alfazema, Lótus, Jasmim, Rosa§
 Energizar - Canela, Eucalipto, Cravo§



Receitas de Incensos

Para confeccionar incensos, simplesmente moa os ingredientes e misture-os.
Enquanto mistura, sinta suas energias.
Queime em bloquinhos de carvão no incensário durante os rituais.

Incenso do Círculo

4 partes de olíbano
2 partes de mirra
2 partes de benjoim
1 parte de sândalo
1/2 parte de canela
1/2 parte de pétalas de rosa
1/4 de parte de vébena
1/4 de parte de alecrim
1/4 de parte de louro

Queime no círculo para todos os tipos de rituais e encantamentos.
Olíbano, mirra e benjoim devem definitivamente constituir a maior parte da mistura.

Incenso do Altar

3 partes de olíbano
2 partes de mirra
1 parte de canela

Queime como um incenso geral no altar para purificá-lo e promover consciência ritual durante os rituais.

Incenso de Rituais de Lua Cheia

2 partes de sândalo
2 partes de olíbano
1/2 parte de pétalas de gardênia
1/4 de pétalas de rosa
algumas gotas de óleo de âmbar-cinzento

Use durante os Esbats ou simplesmente no período de lua cheia para alinhar-se com a Deusa.

Incenso do Sabbat de Primavera

3 partes de olíbano
2 partes de sândalo
1 parte de benjoim
1 parte de canela
algumas gotas de óleo de patchuli

Queime durante rituais dos Sabbats de primavera e verão.

Incenso do Sabbat de Outono

3 partes de olíbano
2 partes de mirra
1 parte de alecrim
1 parte de cedro
1 parte de zimbro

Queime durante os rituais de Sabbats de outono e inverno
.

quarta-feira, agosto 24, 2011


Os 33 Mandamentos:

1º - Adora o Grande Arquiteto Do Universo;

2º - O verdadeiro culto que se pode tributar ao Grande Arquiteto consiste nas boas obras;

3º - Tem sempre a tua alma em estado de pureza, para que possas aparecer de um momento para outro perante o Grande Arquiteto;

4º - Não sejas fácil em te encolerizar; a ira é sinal de fraqueza;

5º - Escuta sempre a voz de tua consciência;

6º - Detesta a avareza, porque, quem ama demasiado as riquezas, nenhum fruto tirará delas, consistindo isso egoísmo;

7º - Na senda da honra e da justiça está a vida; o caminho extraviado conduz à morte espiritual;

8º - Faz o bem pelo próprio bem;

9º - Evita as questões, previne os insultos e procura sempre ter a razão do teu lado;

10º - Não te envergonhes do teu Destino, pensa que este não te desonra nem te degrada; o modo como desempenhas a tua missão é que enaltece ou amesquinha perante os homens;

11º - Lê e medita, observa e emita o que for bom; reflexiona e trabalha; ocupa-te do bem-estar dos teus irmãos e trabalharás para ti;

12º - Contenta-se com tudo e com todos;

13º - Não julgues superficialmente as ações de teus Irmãos e não censures aereamente. O julgamento pertence ao Grande Arquiteto do Universo, porque só Ele pode sondar o coração das criaturas;

14º - Sê, entre os profanos fracos, sem rudeza, superior sem orgulho; humilde sem baixeza; e, entre Irmãos, firme sem obstinação, severo sem inflexibilidade e submisso sem servilismo;

15º - Justo e valoroso, defende o oprimido e protege a inocência, não exaltando jamais os serviços prestados;

16º - Exato observador dos homens e das cousas, atende unicamente ao mérito pessoal de cada um, seja qual for a camada social, posição e fortuna a que pertence;

17º - Se o Grande Arquiteto te der um filho, agradece, mas cuida sempre do depósito que te confiou. Sê, para essa criança, a imagem da Providência. Faz com que até aos 12 anos tenha temor a ti; até aos 20 te ame e até a morte te respeite. Até aos 12 anos sê o seu mestre; até aos 20 seu pai espiritual e até a morte seu amigo. Pensa mais em dar-lhe bons princípios do que belas maneiras; que te deve retidão esclarecida e não frívola elegância. Esforça-te para que seja um homem honesto, avesso a qualquer astúcia;

18º - Ama o teu próximo como a ti mesmo;

19º - Não faça o mal, embora não espere o bem;

20º - Estima os bons, ama os fracos, atende aos maus e não ofendas a ninguém;

21º - Sê o amparo dos aflitos; cada lamento que tua dureza provocar, são outras tantas maldições que cairão sobre a tua cabeça;

22º - Com o faminto, reparte o teu pão; aos pobre e forasteiros dá hospitalidade;

23º - Dá de vestir aos nus, mesmo com prejuízo do teu conforto;

24º - Respeita o peregrino nacional ou estrangeiro e auxilie sempre;

25º - Não lisonjeies nunca teu Irmão, isso corresponde a uma traição; se te lisonjearem receia que te corrompam;

26º - Respeita a mulher, não abuse jamais de sua debilidade; defende-lhe a inocência e a honra;

27º - Fala modernamente com os pequenos, prudentemente com os grandes; sinceramente com os teus iguais e teus amigos; docemente com os que sofrem, mas sempre de acordo com a tua consciência e princípios de sã moral;

28º - O coração dos justos está onde se pratique a virtude, e o dos tolos, onde festeja a vaidade;

29º - Não prometas nunca sem a intenção de cumprir; ninguém é obrigado a prometer, mas prometendo é responsável;

30º - Dá sempre com satisfação, porque mais vale uma negativa delicada do que uma esmola que humilhe;

31º - Suporte tudo com a resignação e tem sempre confiança no futuro;

32º - Faz do teu corpo um Templo, do teu coração um Altar e do teu espírito um apóstolo do Amor, da Verdade e da Justiça;

33º - Concentra, ao menos uma vez por dia, todas as vibrações da tua alma, no sentido de estares em contato com o Grande Arquiteto do Universo. (que é DEUS)

segunda-feira, agosto 22, 2011


Simbolismo da espada
V.: M.: QQ:. HH.:
"... Essa cruz foi na verdade uma espada realizada até o final de seu currículo ..."
                              (Marcos Aguinis, a cruz invertida)
Em todas as culturas, a espada simboliza o poder e força, e tem sido historicamente um instrumento reservado para o guerreiro, o defensor cavaleiro das forças da Light. Como um símbolo de poder é capaz de tirar a vida, mas também fornecem energia regenerativa, que destrói a ignorância para estabelecer a paz ea justiça, não está associada com um sentido de purificação espiritual.
A espada-e seus equivalentes simbólicos, lança e flecha eixo representantes são armas no mundo, se considerá-los em uma profunda e, embora nem sempre tê-los, podem ser tomadas em geral, duplo fio ou duplo fio .
Na espada de dois gumes, a dualidade é marcada na mesma direção do eixo e se refere aos dois conjuntos de forças resultante da polarização reversa, tendo se originado em uma essência, princípio, determina o mundo manifestado, uma idéia também presente as duas serpentes enroladas em torno do caduceu.
O eixo é o lugar onde as oposições são resolvidas e reconciliados em perfeito equilíbrio. Sua característica essencial é a imutabilidade em torno de si, levar a cabo a revolução de todas as coisas e do qual ele participa. É chamado de "invariavelmente significa" pelo Extremo Oriente.
A dualidade está presente novamente a espada como um símbolo da Palavra ou o Verbo de Deus, com seu poder criativo e destrutivo dupla, segundo a tradição cristã:
"... E sua boca saía uma espada afiada de dois gumes. Eo seu rosto era como o sol, quando resplandece na sua força ... "(Apocalipse 1: 16)
Da mesma forma no Islã, a espada de khatib está associada com o poder da Palavra na pregação, o imã que fez o sermão e cuja função não é guerreiro segurando uma espada na mão, mas neste caso, é uma arma de madeira, um símbolo tradicional de origem muito remota e que também está presente na Índia. Esta espada de madeira, junto com o post sacrificial, o eixo de transporte e flecha, os quatro elementos "nascem do raio de Indra."
"...( Ray) e liberado, foi quatro vezes os brâmanes usar duas dessas quatro maneiras no momento do abate, enquanto o kshatriya eles usam os outros dois na batalha ... Quando a espada de madeira sacrificial wielding é a lança um raio contra o inimigo ... "
Em outro nível de simbolismo, a espada é assimilado na trave, que é a força que produz, nas palavras de René Guénon, "condensações e dissipações ... que se refere à ação alternada princípios complementares", yin e yang, que correspondem os termos herméticos "coagulação" e "solução", respectivamente, ou seja, a geração ea dissolução.
Particularmente, ele é associado com o feixe de energia solar e os relâmpagos ou o derivado deste último, que é tão sensível na lâmina da espada flamejante acenando atributos do V.: M.: Esta espada está relacionado com o fogo e é um símbolo de poder espiritual. Ele é transmitido de V: V: e agarra com a mão esquerda, não é usada como arma de defesa ou de combate, mas como um "instrumento de transmissão", ao contrário dos outros M.: M.: que carregam espadas em linha reta em sua mão direita.
A oração para a consagração da espada dos templários, que transcrevo a seguir resume estas questões que mencionei:
"Senhor, fazei de minha espada
luz, para aqueles que procuram você
força, para os desanimados,
esperança para os oprimidos,
misedicordia para o arrependido
tormento para os ímpios,
justiça para os excluídos.
Senhor, fazei-me digno de minha espada,
ela nunca será exercido
se não for para combater o bom combate;
Eu posso com ela maul diária
o demônio do meu ego
de modo que um dia pode cortar sua garganta
permanentemente e, em seguida,
Senhor, eu posso vê-lo face a face
e pode colocar os pés santos
como um símbolo da vitória sobre mim mesmo
e cantar junto com seus querubins
e serafins, a glória do seu nome.
Kadosh, Kadosh, Kadosh, Adonai, Sabaoth.
Santo, Santo, Santo é o Senhor
Deus do Universo. "
Eu acho que a espada para o maçom é um sinal de que tem que ser lembrado como a metáfora de batalha que tem de salário, quem começou esta pesquisa. Será tanto o fim eo instrumento que servirá para neutralizar as paixões, a sua libertação da escravidão da ignorância, ajudar os seus pares e dirigir para o oeste persistente:
Parafraseando Marcos Aguinis, que a espada era realmente uma cruz ...
                                                                                                            M.: M.: Valeria Aguilar

sábado, agosto 20, 2011

Feliz Dia dos Maçons
A Todos os Maçons
do
Universo
T.'.F.'.A.'.

quinta-feira, agosto 18, 2011


                                  M O R T E

           A MORTE é uma experiência Universal. Ninguém pode pretender escapar-lhe. È apenas uma questão de tempo, até que Ela chegue para nós e para aqueles a quem amamos. No entanto, ela é chamada RAINHA DOS TERRORES e é a suprema ameaça da lei ao malfeitor. Que é que torna um processo natural tão terrível? Será a dor de morrer? Não, porque os anódinos podem amortecê-la. Muitos leitos de morte estão em paz quando à hora de seu ocupante chega, e poucos espíritos se retiram em luta. O que é, então que tememos na morte, que a torna para nós um motivo de pesar e de medo?
          Primeiramente, tememos o Desconhecido.
         
          Quem sabe se virá sonho importuno ainda perturbar da morte o sono.”

          Em segundo lugar, tememos a separação daqueles que amamos. Essas são as coisas que tornam a morte algo terrível. Se nossas mentes estivessem em paz com relação a esses dois pontos, como seria diferente a nossa transposição desse Limiar>.
         Temos registros se que o grande benefício dos Mistérios Gregos era liberar seus iniciados do temor da morte. Diz-se que nenhum iniciado teme a morte. O que era ensinado naqueles ritos que fosse capaz de tirar da morte seus terrores?
         No centro da Grande Pirâmide de Gisé há um ataúde de pedra vazio. Os egiptólogos nos dizem que estava prepara do para um Faraó que nunca chegou a ocupá-lo. Falou-se também que uma medida para o trigo. Não era nenhuma dessas coisas, mas sim o altar da Câmara de Iniciação. Nela deitava-se o candidato enquanto sua alma era despedida na jornada da morte e recuperada, e isso constituía o grau supremo dos Mistérios. Após essa experiência, ele nunca mais tornaria a temer a morte. Ele saberia o que ela é.
          É o conhecimento guardado nos grandes Mistérios.
          Para o homem que tem este conhecimento a morte é como o embarque de um homem rico em um transatlântico. Ele é educado, sabe para onde vai , aquiesce com a jornada compreendendo sua necessidade e vantagens. Seus conhecimentos e recursos o habilitam o habilitam a viajar com conforto e segurança. Ele pode manter contato com os amigos o seu talante. Ele pode voltar para eles sempre que desejar. Para ela não há separação definitiva de sua terra natal.
         Os antigos egípcios depunham em todo ataúde um livro chamado O LIVRO DOS MORTOS (LIVRO EGIPÍCIO DOS MORTOS - EDITOR PENSAMENTO) o ritual de Osíris no Mundo Subterrâneo que instruía a alma em relação à sua jornada pelo reino das sombras deveria chamar-se, com mais propriedade, O LIVRO DOS SEMPRE VIVOS, pois a alma era concebida como passando por certas etapas neste ciclo de vida que transcorre no Invisível.
          Seria bom que fossemos ensinados, desde a infância e pensar na nossa vida como um sobe e desce semelhante ao de um barco que se enche na crista de uma onda. Ora descendo até a matéria pela porta do nascimento: ora tornando a ascender ao mundo invisível pelos portais da morte, para de vez em quando, voltar e afastar-se novamente ao ritmo cíclico do fluxo da vida em evolução.
           Sem a instrução dos Mistérios nossas vidas estão limitadas pelo horror do nascimento e o terror da morte. Quão generosa porém é a dádiva da sabedoria oculta que revela a estrada da evolução da vida a estender-se diante de nossos pés e que dissipa as ondas do invisível. A morte provocada por Deus é um sono profundo enquanto o cordão prateado se desata e a alma é libertada. Deste sono despertamos refeitos, com os problemas terrenos ultrapassados, como as lembranças do dia anterior de uma criancinha, e embarcamos numa fase da existência. È bom nossos amigos nos dêem o adeus e permitam à nossa alma ir livremente para seu devido lugar. Será ruim para nos se a dor dos que deixamos para trás anuviar o brilho desse despertar matutino. Assim como cremos ter o direito de, na enfermidade, contar com o desvelo daqueles que nos é aparentado, assim deveríamos ter o direito de esperar, da parte deles, ânimo na aflição.
           Porque o pesar é deles, não nosso. Por quem nos condoemos num funeral? Pelo Morto Eternamente Vivo, em seu brilhante despertar? Ou por nós mesmos, em nossa solidão? Por certo nos condoemos senão por nós mesmos, pois tudo vai ficar bem com os mortos: eles participam para o seu devido lugar e estão em paz.
           Os que ficam é que sofrem. Que como todo tipo de dor  eles devem ser suportados com bravura, e especialmente neste caso, pois suas reverberações  podem afetar os outros tanto quanto a nós próprios, e podem ser como uma pedra de moinho atada no pescoço do espírito  que está procurando elevar-se nas asas vigorosas da aspiração, desejemo-lhes feliz viagem e boa sorte e aguardemos uma nova reunião.
           E, sobretudo, não esqueçamos nunca que no devido tempo os mortos voltarão, e nunca saberemos, mirando-nos através dos olhos de uma criancinha, uma alma que havíamos conhecido antes. Portanto buscando expressão para o amor que agora já não tem expressão para o amor para a tarefa de tornar o mundo um lugar melhor para o regresso daqueles que amamos.
            Ao menos esse serviço podemos prestar-lhes. Que nenhuma lamentação de nossa  parte lhes amargure a jornada e que, no mundo  sejam, tanto quanto esteja ao nosso alcance, suavizado para o  retorno.



A.R.L.S. Fraternidade Maçônica 11
Grande Loja Regular do Rio Grande do Sul
Confederação da Maçonaria Regular do Brasil
Oriente de Cruz Alta
Ronaldo Lima – venerável Mestre
OUSAR QUERER SABER CALAR 

terça-feira, agosto 16, 2011


Saboreie seu café !

Um grupo de ex-alunos, todos muito bem estabelecidos profissionalmente, se reuniu para visitar um antigo professor da universidade. Em pouco tempo, a conversa girava em torno de queixas de estresse no trabalho e na vida como um todo.
Ao oferecer café aos seus convidados, o professor foi à cozinha e retornou com um grande bule e uma variedade de xícaras - de porcelana, plástico, vidro, cristal; algumas simples, outras caras, outras requintadas; dizendo a todos para se servirem. Quando todos os estudantes estavam de xícaras em punho, o professor disse:
"Se vocês repararem, pegaram todas as xícaras bonitas e caras, e deixaram as simples e baratas para trás.
Uma vez que não é nada anormal que vocês queiram o melhor para si, isto é a fonte dos seus problemas e estresse. Vocês podem ter certeza de que a xícara em si não adiciona qualidade nem sabor ao café.
Na maioria das vezes, são apenas mais caras e, algumas vezes, até ocultam o que estamos bebendo.
O que todos vocês realmente queriam era o café, não as xícaras, mas escolheram, conscientemente, as melhores xícaras... e então ficaram todos de olho nas xícaras uns dos outros.
Agora pensem nisso:
"A Vida é o café, e os empregos, dinheiro e posição social são as xícaras.
Elas são apenas ferramentas para sustentar e conter a Vida... E o tipo de xícara que temos não define, nem altera, a qualidade de Vida que vivemos.
As vezes, ao concentrarmo-nos apenas na xícara, deixamos de saborear o café que Deus nos deu."
Deus côa o café, não as xícaras...

Saboreie seu café!

domingo, agosto 14, 2011

O RITO DE PASSAGEM...

Você conhece a lenda do rito de passagem da juventude dos índios Cherokees?

O pai leva o filho para a floresta durante o final da tarde, venda-lhe
os olhos e deixa-o semi nu, sentado ali por toda a noite. O filho
solitário, não pode sair ou remover a venda até os raios do sol
brilharem no dia seguinte. Ele não pode gritar por socorro para
ninguém.

Se ele conseguir passar a noite toda lá, será considerado um homem e
este é o único modo. Ele também não pode contar a experiência aos
outros meninos porque cada um deve tornar-se homem enfrentando o medo
do desconhecido.

O menino fica, naturalmente, amedrontado.
Ele pode ouvir toda espécie de barulho.
Os animais selvagens podem lógico, estar ao redor dele.
Talvez possa ser ferido. Os insetos e cobras podem vir picá-lo.
Ele poderá ficar com frio, com fome ou sede.
O vento sopra a grama e a terra sacode os tocos, mas ele enfrenta
todos os medos sem remover a venda.

Mas finalmente...
Após a noite horrível, o sol aparece e a venda é removida. Então ele
descobre seu pai, que durante todo o tempo e sem que ele soubesse, ficou sentado ali próximo a ele, protegendo-o de todo e qualquer
perigo!

“Nós também nunca estamos sozinhos"!
Mesmo quando não percebemos,
Deus, o G.'.A.'.D.'.U.'. está olhando para nós, sentado ao nosso lado.
Quando os problemas vêm, tudo que temos a fazer é confiar.
ELE está nos protegendo.

quarta-feira, agosto 10, 2011


 Escrito por Rui Bandeira
À:. G:. D:. G:. A:. D:. U:.
A Maçonaria é uma instituição ancestral e que preza a Tradição. Mas, como todas as instituições ancestrais bem sucedidas, sabe preservar a Tradição, adaptando os seus usos e costumes ao evoluir dos tempos e das sociedades. Só assim evita ser anacrónica e mantém interesse e importância e valor, ao longo da passagem dos anos, décadas e séculos.
O século XXI lançou-nos a todos na voragem da Sociedade da Informação. As chamadas Novas Tecnologias permitem aceder a mananciais de informação que ainda há poucas décadas - há poucos anos... - eram impensáveis. A Maçonaria não pode, não deve, obviamente, ser indiferente às consequências desta evolução. Não deixou de fazer sentido a subsistência do segredo maçónico. Mas a mitificação do mesmo, essa sim, não me parece que seja vantajosa, nem para os maçons, nem para os profanos.
A Maçonaria prossegue objetivos honrosos e louváveis. É frequentemente denegrida por quem, sendo-lhe hostil, a acusa de prosseguir propósitos menos recomendáveis e, sistematicamente, esgrime com o segredo maçónico como alegada prova dos tenebrosos propósitos da Maçonaria. Em época de acelerada circulação da informação, não basta à Maçonaria seguir o seu caminho, não ligando aos cães que ladram à passagem da caravana. Porque tanto ladrido de tanta canzoada acaba por impressionar quem o ouve. A Maçonaria deve continuar a prosseguir o seu caminho, apesar dos rafeiros e seus latidos. Mas, para bem de si própria e elucidação de todos, nestes tempos de abertura de informação, deve mostrar e informar para onde vai, porque vai e como vai. Assim todos verão qual o caminho e não se impressionarão com a barulheira dos canídeos, que todos poderão ver ser vã e sem motivo que a sustente.
O segredo maçónico é um dos objetos dos latidos. Pois bem, é tempo de mostrar, a quem estiver de boa fé, que esse vozear não tem razão de ser. Não abandonando o segredo maçónico ou traindo os compromissos assumidos. Mas explicando os limites, a natureza e as razões do dito segredo. Quem estiver de boa fé perceberá. Os outros... continuarão a ladrar, mas já impressionarão menos...
Na minha opinião, não há um segredo maçónico. Há dois. Um exotérico e outro esotérico. Quero com estes adjetivos significar duas diferentes realidades. No meu entendimento, o segredo maçónico exotérico é aquele que é constituído por matéria ou conhecimento que é suscetível de fácil apropriação por qualquer pessoa, que sem dificuldade de maior pode ser transmitido por quem o sabe a quem não o sabia. Inversamente, o segredo maçónico esotérico não comunga dessa facilidade de apreensão e de transmissão. O segredo maçónico exotérico só existe enquanto e na medida em que for preservado por todos aqueles que o detêm, os maçons, nos seus respetivos graus e qualidades. O segredo maçónico esotérico existe independentemente de qualquer esforço de preservação, porque o seu teor não é suscetível de ser adequada e completamente transmitido por quem atinge o seu conhecimento (apenas alguns, maçons ou não). Tem de ser descoberto, num esforço individual, mediante um percurso de autopreparação para o atingir e reconhecer, em que cada patamar atingido é condição necessária para poder conseguir-se chegar ao seguinte. Este segredo existe independentemente de qualquer propósito de preservação por quem o detém. Direi mesmo que existe apesar dos esforços e das tentativas de partilha por quem o descortinou.
Dito de outro modo: o segredo maçónico é composto por uma parte que não é sequer particularmente importante (o segredo exotérico) e subsiste graças e na medida dos cuidados dos maçons na sua subsistência; e existe também  outra componente (o segredo esotérico) que existe independentemente da vontade dos seus detentores, por impossibilidade de sua adequada e completa transmissão, seja por via oral, seja por escrito. O acesso a este implica vivência, experiência, vontade, esforço. Não basta ouvir ou ler. Portanto, o segredo que se guarda não é especialmente importante e o que importa não se consegue transmitir...
O segredo maçónico exotérico é constituído por quatro aspetos:
1.    Reserva da identidade dos maçons que não se hajam assumido publicamente como tal;
2.    Reserva de divulgação das formas de reconhecimento entre os maçons;
3.    Reserva de divulgação de rituais e de cerimónias;
4.    Reserva de divulgação do teor concreto e específico dos trabalhos de qualquer reunião de Loja ritualmente realizada.
Talvez com exceção da última faceta, o segredo maçónico exotérico é um verdadeiro segredo de Polichinelo: só não o conhece quem não quiser. Basta um pouco de esforço e trabalho para apurar o seu conteúdo. Então com as possibilidades atualmente disponíveis com as Novas Tecnologias de Informação e os potentes motores de busca universalmente disponíveis, aceder a esse conhecimento é uma pura questão de perseverança, trabalho e alguma habilidade. Ao contrário do que vulgarmente se pensa, está tudo publicado. Só é preciso descobrir onde... E - esta será porventura a maior dificuldade - destrinçar entre o que verdadeiramente é e o que é falso ou imitada ou errada ou desajustada ou intempestivamente utilizada.
O objetivo primacial do segredo maçónico exotérico é permitir aos maçons saber, de uma forma exclusivamente a si acessível, quem é e quem não é maçom - e também que grau detém quem é maçon. Nos tempos de antanho, foi essencial. Hoje, nem por isso. Outras formas de saber, rápida e eficazmente, quem é e quem não é maçom existem. Hoje, a facilidade e rapidez das comunicações, particularmente das telecomunicações e da comunicação eletrônica, permitem, em caso de necessidade, fácil e rapidamente verificar junto de uma Grande Loja ou de uma Loja se fulano é seu membro. Antigamente, era diferente. Daí que a importância do conhecimento da forma de obter essa informação, e a sua preservação, fosse nuclear. As realidades da vida, da evolução e do desenvolvimento em muito erodiram a necessidade e importância do segredo.
Sendo assim, porque continuam os maçons a preservar esse já não tão importante segredo? Por duas razões, uma acessória, outra essencial. A acessória é que, embora a necessidade de preservação das reservas de informação tenha diminuído, seja menos importante, não cessou completa e universalmente, não perdeu TODA a importância (ainda há locais onde é perigoso ser maçom). A essencial é que os maçons preservam o segredo maçónico PORQUE SE COMPROMETERAM, POR SUA HONRA, A FAZÊ-LO.
Sendo assim, porque se continua a exigir aos maçons esses compromisso de honra? Não já pela necessidade de antanho. Ou não já essencialmente. Nem também por um cego tributo à Tradição, o continuar a fazer agora assim porque dantes assim se fazia. Antes como um exercício permanente do que é na essência inerente à condição de maçom. Um maçom é um homem livre, apenas escravo da sua palavra; sério, sempre preservando a sua honra; cumpridor dos seus compromissos, apenas porque se obrigou a eles. A palavra de um maçom vale tanto ou mais do que um contrato escrito, é mais duradoura do que se tivesse sido gravada em pedra. Independentemente da importância do assunto. Um homem só é honrado e de confiança se o for nas pequenas como nas grandes coisas. A verdadeira palavra sagrada de um maçom é a sua palavra de honra.
É portanto,  em execução desse princípio inderrogável de que o maçom cumpre sempre a sua palavra, seja-lhe ou não conveniente, seja o assunto importante ou sem destaque particular, que este preserva o segredo maçónico. Porque se comprometeu a fazê-lo. Independentemente de ser ou não ser já importante fazê-lo. Mesmo que, por esse mundo fora, esse segredo, total ou parcialmente, tenha sido centenas ou milhares de vezes exposto. Se o não fizesse, sabia-se merecedor do opróbio e desprezo unânimes dos maçons. E um maçom só o é na medida em que seja reconhecido como tal pelos seus pares...
O maçom preserva o segredo maçónico porque se comprometeu a fazê-lo e esse compromisso continua a ser exigido aos maçons como forma de exercício diário, constante, permanente, dos deveres inerentes a um homem honrado, livre e de bons costumes. Outros existem que, diz-se para aí, pontuam a sua pertença à organização em que buscam a excelência através do cilício, da mortificação do corpo. Os maçons buscam a excelência do caráter, do espírito, e portanto,  exercitam continuamente o caráter e o espírito. Uma das formas de o fazerem é honrando escrupulosamente os seus compromissos. Independentemente de serem importantes. Sem questionar a eficácia ou o interesse desse cumprimento. Sendo-lhes indiferente que outros, mais fracos ou imerecedores, porventura tenham falhado esse cumprimento.
RESERVA DA IDENTIDADE DOS MAÇONS QUE NÃO SE HAJAM ASSUMIDO PUBLICAMENTE COMO TAL
Mesmo nas sociedades mais abertas e com maior inserção social da Maçonaria, mesmo no Brasil, nos Estados Unidos ou em Inglaterra, existem preconceituosos contra a Maçonaria que, se tiverem o poder e a posição para tal, podem subrepticiamente prejudicar um maçom apenas por o ser - embora porventura ocultando o seu preconceito e usando uma qualquer outra desculpa ou justificação... Também nas sociedades mais abertas e com maior inserção social da Maçonaria se continua a justificar uma atitude prudente em relação aos preconceituosos e, portanto, o cumprimento do princípio de não revelar que alguém é maçom, se esse maçom não assumiu publicamente essa condição,.
Uma outra razão justifica ainda o cumprimento deste princípio. A Fraternidade implica o reconhecimento da dignidade do outro em todas as circunstâncias. Implica o respeito pelo outro, pela sua inteligência, pelas suas escolhas. Se um maçom divulgasse que outrem tem essa qualidade, sem que o visado tivesse previamente assumido a mesma publicamente, estaria, sobretudo a desrespeitá-lo, a desrespeitar essa sua escolha. Se o visado não se tinha assumido publicamente como maçom, isso resultava de uma análise do mesmo, de uma escolha sua. Análise e escolha que era seu direito fazer e que só a ele competia fazer. Divulgar que esse que se não assumiu como maçom é maçom corresponde a substituir, a desvalorizar, a desconsiderar, o juízo por ele feito, em favor do juízo (ou da falta de juízo...) do próprio.
A decisão de cada um se assumir publicamente como maçom a cada um pertence. Não pode, não deve, ser apropriada por nenhum outro maçom. E não o é. Em nome do respeito pelo outro, pela sua inteligência, pela sua capacidade de análise, pelas suas escolhas, que é inerente ao elo que une todos os maçons: o elo da Fraternidade. Trair esse elo, mais do que trair o outro seria traição ao próprio e a todos.
RESERVA DE DIVULGAÇÃO DAS FORMAS DE RECONHECIMENTO ENTRE OS MAÇONS
Antigamente era, em muitos locais, perigoso ser maçom. Ainda hoje o é, em várias partes do globo. Os maçons tinham necessidade de se conseguirem reconhecer uns aos outros, sem necessidade de perguntar. Com efeito, se um maçom perguntasse a outrem se também era maçom e esse outrem não só não o fosse como denunciasse quem o inquirira, estava o caldo entornado... Havia, pois, que arranjar maneira de um maçom se poder assegurar que outro homem também tinha essa qualidade, de forma que, se assim fosse, o interrogado soubesse que tal interrogação lhe estava a ser feita e soubesse responder da mesma forma, mas que, se o interrogado não fosse maçom, não se apercebesse sequer da interrogação. Havia que criar uma forma de um maçom se dar a conhecer como tal, de maneira que só os maçons se apercebessem disso e só eles reconhecessem essa forma. Havia que poder testar se alguém que se arrogava de ser maçom efetivamente o era. E, sobretudo, havia que tudo isto fazer de forma discreta, apenas perceptível por quem devesse perceber. E havia, obviamente que guardar segredo dessas formas de reconhecimento.
Antigamente não havia as facilidades e rapidez de comunicações e de deslocação que há hoje. Os agregados populacionais eram fechados, muito mais isolados do que agora e, sobretudo, mais distantes, em termos de tempos de viagem. Ir de Lisboa ao Porto demorava dias. Ir de Lisboa a Londres demorava semanas. Ir da Europa à Ásia, a África ou à América demorava meses. Um viajante que chegava a um qualquer local era um desconhecido e desconhecia todas ou quase todas as pessoas desse local. Se se arrogava qualquer título ou condição, não havia meios de comunicação rápidos que permitissem verificar, em terras distantes, se o afirmado era verdade.
Viajar era demorado e perigoso. Os maçons em viagem podiam beneficiar do auxílio de seus Irmãos. Muitas vezes sendo - viajante e residente - desconhecidos um dos outro. Não bastava ao viajante dizer que era maçom. Tinha de comprovar essa qualidade.
Antigamente era, pois, essencial que existissem formas de reconhecimento discretas, eficazes e de conhecimento restrito aos maçons. Que deviam ser e eram avaramente guardadas em segredo.
Essas formas de reconhecimento eram e são constituídas por determinados sinais, por certas palavras, por específicos toques. Os sinais permitiam que os maçons se reconhecessem como tal no meio de uma multidão, se preciso fosse, sem que mais ninguém se apercebesse. As palavras permitiam confirmar esse reconhecimento, constituindo uma segunda forma de verificação, que confirmaria a identificação ou permitiria desmascarar impostor que, por conhecimento ou sorte, tivesse efetuado corretamente um sinal de identificação. Os toques, discretos, permitiam, além de uma fácil identificação mútua absolutamente discreta e insuscetível de ser detectada por estranhos, também desmascarar impostores, pois não bastava, nem basta, usar  certo toque: é preciso saber quando o usar, para quê e que deve suceder em seguida...
Sempre os sinais de reconhecimento foram objeto de curiosidade profana. Por quem perseguia a Maçonaria e os maçons, por razões evidentes. Por quem, não sendo maçom, gostaria de se infiltrar entre os maçons ou, viajando, beneficiar da ajuda que os maçons residentes davam aos maçons viajantes. Ou, simplesmente, por quem era curioso...
Milhares e milhares de maçons conhecem os sinais de reconhecimento. Ao longo do tempo, milhões de maçons acederam a esse conhecimento, nas quatro partidas do Mundo. Houve zangas. Houve dissensões. Houve abandonos. Houve traições. Houve inconfidências. Um segredo só é verdadeiramente secreto se for conhecido apenas por um - e, mesmo assim, se este não falar a dormir... Era inevitável que as formas de reconhecimento dos maçons fossem expostas. Existem livros. Existem filmes. Existem vídeos. Existem panfletos. Existem, hoje em dia, inúmeros suportes em que estão expostas aos profanos as formas de reconhecimento dos maçons. Mas também existem publicados nos mesmos suportes formas de reconhecimento falsas ou inventadas ou simplesmente ultrapassadas... Quem está de fora tem o magno problema de descobrir o que é verdadeiro e o que é falso, de distinguir o certo do inventado, de descortinar o que se mantém vigente e o que foi ultrapassado...
Por isso, ainda hoje, as formas de reconhecimento vigentes, apesar de conhecidas por milhões, apesar de repetidamente expostas, continuam a ser úteis e eficazes.
Mas, mesmo que algum profano consiga conhecer os sinais, palavras e toques certos e consiga descobrir quando os utilizar e como o fazer corretamente, ainda assim só logrará, quando muito, enganar alguns maçons durante algum tempo e acabará - porventura mais cedo do que mais tarde - por ser desmascarado como impostor. Porque não basta executar o sinal certo na hora precisa, pela forma correta, nem dizer a palavra adequada, pela forma prescrita, a quem deve ouvi-la, nem dar o toque acertado, no momento asado e sabendo o que se deve passar a seguir. Tudo isso já é suficientemente complicado - mas não basta! Tudo isso, ainda que porventura executado de forma atinada, constitui ainda uma determinada informação: que quem o fez tem um determinado nível de conhecimentos,  certa postura e compostura, um exigível comportamento, um específico nível de desenvolvimento pessoal, social e espiritual. Ser maçom e ser reconhecido como maçom não é só conhecer e saber executar sinais, palavras e toques. Isso é o que menos importa. É, sobretudo, saber fazer um percurso, utilizar um método, avançar num caminho.
As formas de reconhecimento são apenas sinais exteriores básicos e nem sequer particularmente importantes. Isso também, mas sobretudo muito mais, é que faz com que um maçom seja reconhecido como tal pelos seus Irmãos.
Reservo o segredo dos sinais, palavras e toques que constituem as formas de reconhecimento dos maçons, porque a isso me comprometi. Mas digo e afirmo: podíamos divulgar, publicar, mostrar, explicar, exemplificar, ensinar, filmar e exibir o filme, executar todos os sinais, palavras e toques de reconhecimento; podíamos ensinar a toda a gente como e quando e por que forma utilizar cada um deles. Ainda assim, pouco tempo e apenas um razoável cuidado bastariam para reconhecer quem efetivamente é maçom e quem, ainda que perfeitamente executasse todos os sinais, palavras e toques, não o é!
Porque ser maçom é muito mais do que saber sinais, palavras e toques. Ser reconhecido como tal implica muito mais do que essas minudências, pois não basta saber sinais, palavras e toques para ser reconhecido maçom. É preciso efetivamente sê-lo e vivê-lo e praticá-lo.
Que nunca ninguém se esqueça disto. Seja profano ou tenha sido iniciado. Especialmente estes!
RESERVA DE DIVULGAÇÃO DE RITUAIS E DE CERIMÓNIAS
Os maçons estruturam o seu trabalho em Loja mediante rituais. A abertura e o encerramento dos trabalhos são sempre executados da mesma forma, a maneira como, durante os trabalhos, cada um fala ou se movimenta em Loja está tipificada, etc.. Os maçons assinalam também diversas situações, individuais ou coletivas, consideradas significativas com Cerimónias meticulosa e ritualmente executadas. Assim sucede com a Iniciação, a Passagem, a Elevação, a Instalação, a Consagração de Loja, etc..
A preservação do segredo sobre os rituais e cerimónias é uma das obrigações dos maçons. Quanto aos rituais, porque são parte integrante da identidade da instituição, que só fazem sentido no âmbito da mesma. A pior coisa que se pode fazer a um conceito, uma informação, uma declaração, é descontextualizá-la. A descontextualização atraiçoa o espírito, o propósito, o aspeto, do conceito, da informação, da declaração. Torna-o, ou pode torná-lo, inentendível. Desvaloriza-o. Quiçá, submete-o a ridículo. No entanto, no seu devido contexto, os rituais maçónicos, não só são entendíveis, como são fonte de estudo e iluminação. Não só têm valor, como são fonte de união. Não só são seriamente tomados e executados, como são fonte de fortalecimento do espírito de grupo e da fraternidade entre os maçons.
Os rituais só fazem plenamente sentido se e quando executados no local e pela forma próprios, por e perante quem está apto a compreendê-los. Expô-los aos olhares profanos seria permitir que juízos turvados pela ignorância, obnubilados pelo preconceito, prejudicados pela distância, extraíssem conclusões erradas, perfunctórias, vãs.
Quanto às cerimónias, acresce ainda  outro motivo para o seu teor e o seu desenrolar ser reservado não apenas aos maçons, mas aos maçons do grau em que são executadas, ou superior. É que é importante preservar o fator surpresa, em relação àquele ou àqueles em benefício de quem cada cerimónia é executada. A Maçonaria destina-se a propiciar um terreno apto para o aperfeiçoamento moral e espiritual dos seus membros. Coloca ensinamentos, princípios, máximas, à disposição destes. Faseadamente. Um pouco de cada vez, para que os ensinamentos, os princípios, possam ser detectados, descobertos e interiorizados pelos interessados. A Maçonaria nada ensina. Apenas possibilita que se aprenda. Mas essa aprendizagem não é efetuada apenas com o recurso à memória e ao elemento racional. Essa aprendizagem, essa melhoria, esse avanço, resulta também da marca deixada em cada um, através da respetiva inteligência emocional e seu desenvolvimento. Daí que as noções obtidas não sejam apenas adquiridas, mas realmente entranhadas. Daí que se dê valor ao tempo, ferramenta indispensável à construção da melhoria de cada um. Todo este processo se desencadeia através da disponibilidade de apreensão de algo que se desconhece. Daí a importância do fator surpresa. Muitas vezes o que se transmite não é novo. Já foi centenas de vezes lido, milhares de vezes visto. Mas nunca foi visto ASSIM, nunca foi contextualizado DESTA forma, nunca tinha sido introduzido COMO tal.
O maçom a quem uma cerimónia é dedicada é sempre o centro da mesma. Para que a viva e não apenas a ela assista. O objetivo é VIVER a cerimónia. Não revivê-la. Por isso a deve desconhecer antes de dela beneficiar. Por isso devem as cerimónias maçónicas permanecer secretas, de conhecimento reservado a quem o deve ter - e só a esses.
Mas há dezenas de versões de rituais publicados. através dos quais se pode ler o texto de diversas cerimónias. Qual então o interesse de continuar a preservar o sigilo sobre rituais e cerimónias? Duas razões avanço: em primeiro lugar, muito do que está publicado não é já atual. Pode ter semelhanças com o que atualmente se pratica, mas também tem diferenças, algumas significativas. Em segundo lugar, um ritual, uma cerimónia, não é - longe disso! - apenas um texto que se lê ou recita. É muito mais que isso. É movimento, é entoação, é gesto, é interpretação. Muito do que ritualmente é executado não está escrito. É aprendido pela observação, aperfeiçoado com o auxílio dos que antes aprenderam a executar. Por isso é importante o trabalho de aperfeiçoamento ritual de uma Loja. Como um meio. Nunca um fim em si mesmo.
Preservar o segredo quanto a rituais e cerimónias é preservar a essencialidade da cultura maçónica, da sua diferença em relação ao mundo profano. É preservar o método de transmissão e apreensão de conhecimentos. É, enfim, proteger o cerne da Maçonaria.
RESERVA DE DIVULGAÇÃO DO TEOR CONCRETO E ESPECÍFICO DOS TRABALHOS DE QUALQUER REUNIÃO DE LOJA RITUALMENTE REALIZADA
Os maçons comprometem-se finalmente a não divulgar o teor concreto dos trabalhos de uma reunião de Loja, ritualmente realizada. À primeira vista, isto parece excessivo. Sobretudo, se tivermos em conta que, de cada reunião, é elaborada uma ata que, depois de aprovada, é conservada na documentação e no arquivo da Loja. Por essa ata se alcança que assuntos foram tratados na reunião, que deliberações foram tomadas. E uma ata existe para ser consultada - senão, para quê fazê-la? Independentemente da delicadeza dos assuntos tratados, a ata é elaborada e preservada. Eu publiquei no blog “A Partir Pedra” um documento histórico, uma ata que registou os trabalhos da sessão de 18 de setembro de 1835 da Loja brasileira Philantropia e Liberdade. Essa ata registou, nada mais, nada menos, do que a preparação e planificação de um movimento revolucionário, a Revolução Farroupilha!
Porque então guardar sigilo sobre os sucessos de uma reunião, ao mesmo tempo que se regista, e se guarda escrupulosamente esse registo, o que se passou, elaborando-se uma ata formal? Se é certo que o acervo documental constituído pelas atas das reuniões das Lojas maçónicas pode constituir - e constitui! - precioso material de investigação histórica, nem sequer é esse o principal objetivo do registo em ata. Como referi, uma ata serve para ser consultada. Cem anos depois ou dois dias depois...
Esta aparente incongruência esclarece-se se tivermos a noção de que uma Loja maçónica é uma organização - que deve registar os seus eventos e deliberações mediante atas, até em obediência às leis civis e em cumprimento dos bons costumes sociais -, mas uma organização com uma característica bem distintiva: é uma fraternidade. Enquanto fraternidade, cultiva e desenvolve especialmente as relações de confiança mútua entre os seus elementos, em estrito espírito de igualdade, sem prejuízo dos graus e qualidades de cada um e dos particulares deveres e meios que cada grau ou qualidade confira a quem os detém.
Enquanto organização, uma Loja maçónica cumpre as regras civis e, portanto regista quem esteve em cada reunião, o que se tratou nela, o que ficou decidido. E guarda e preserva esse registo, que, a qualquer momento, pode ser necessário nos mesmos termos em que qualquer ata de qualquer reunião de qualquer associação ou sociedade pode ser necessária.
Enquanto grupo fraternal, procura-se que cada elemento se sinta, no interior do grupo, completa e absolutamente livre de expressar as suas ideias, opiniões, projetos, preocupações, sem constrangimentos de qualquer espécie. O espaço de uma Loja em reunião ritual é,  um espaço em que todos e cada um podem baixar completamente as suas defesas e guardas, em que não necessitam de manter a sua "máscara social", em que todos e cada um podem ser e comportar-se e aparecer como realmente todos e cada um são, com suas forças e fraquezas, virtudes e defeitos. Porque, neste espaço, todos e cada um sabem que devem aos demais a mesma tolerância que dos demais recebem. Porque todos e cada um sabem que todas as opiniões, ideias, contribuições, são analisadas e consideradas pelo seu valor intrínseco, sem argumentos ad hominem, sem acrescentar ou retirar valia à opinião expressa em função de quem a expressa.
Enquanto grupo fraternal, cultiva-se a absoluta confiança mútua, a cooperação, o auxílio a todos na medida das possibilidades de cada um. Procura-se criar um laço forte e duradouro entre todos. Que por isso se consideram Irmãos. Ao criar-se um laço desta natureza, está-se a criar um espaço onde a crítica é aceite, porque a aceitação existe ainda que haja lugar a crítica. Preserva-se um espaço de cumplicidade imensa, em que cada um está à vontade junto dos demais, porque confia nos demais,  como nele mesmo.
Num espaço assim, de Fraternidade, pode desabrochar sem peias a Liberdade. A Liberdade de opinar, de arriscar testar uma ideia, sem medo de que ela seja apoucada por disparatada. Se o for, assim será considerada. Mas isso não diminui quem a teve. Porque se sabe que ela só foi expressa porque se estava à vontade e porque é em espaços assim que livremente se pode testar a real valia de ideias, opiniões, propósitos. E aperfeiçoar. E limar arestas. E - quantas vezes! - transformar uma balbuciante e hesitante ideia num projeto sólido e com mérito, através do contributo de todos. Um espaço assim é potencialmente um espaço de criatividade e cooperação sem paralelo - porque ninguém teme o juízo, ou a troça, ou o apoucamento, dos demais. Porque todos sabem que ninguém tem só excelentes ideias, que só expondo todas - as péssimas, as sofríveis, as regulares, as boazinhas, enfim, todas - é possível peneirar delas as que têm efetiva valia. Porque todos sabem que um bom projeto só raramente é produto do valor de apenas  qualquer iluminado, antes resulta da concatenação de ideias, que se acumulam e organizam e dão forma, muitas vezes diferente no final do que fora o lampejo inicial.
Num espaço assim não se tem medo de ser ridicularizado, apoucado, magoado. Mesmo que se use o direito ao disparate. Num espaço assim, sabe-se que o juízo sobre o valor de cada um não depende de uma excelente ou uma péssima ideia, antes resulta do Todo que cada um é e que os demais vão conhecendo, cuja evolução vão constatando.
Um espaço assim é um espaço de intimidade intelectual sem paralelo. E só subsiste porque blindado numa confiança mútua absoluta. O que se diz ali, fica ali. Seja a ideia do século, seja o mais profundo disparate. Quer uma, quer outro, são ali vistos na correta perspectiva, de procura de contribuição para a melhor decisão do grupo, de experimentação, de sugestão, sem reservas, sem cuidados, sem temores de ridículo ou de crítica.
Um espaço assim propicia a mais livre da Livre Expressão do Pensamento. Porque livre da necessidade da pior das censuras, a autocensura. Um espaço assim, baseado na confiança, na Fraternidade, só pode subsistir se todos e cada um souberem que o à vontade em que se expressam não é traído por juízos exteriores feitos por quem, descontextualizando o paradigma em que as ideias são expostas, possa vir a apoucar a ideia, o pensamento, a opinião.
É para preservar esse espaço intimista de Liberdade que se preserva o que de concreto se passa numa reunião maçónica. Porque fora julga-se segundo os critérios de fora, não se atendendo às condições que se criam para que todas as contribuições sejam bem-vindas. É preciso garantir que todos e cada um possam, no decorrer de uma reunião ritual de Loja, expressar sem quaisquer constrangimentos, de qualquer natureza, as suas ideias e convicções e opiniões. Para que essa Liberdade absoluta exista, mister é que todos e cada um saibam que o que se passa em Loja fica em Loja. E portanto, cada um guarda cuidadosamente para si o que em Loja se passou. Quem quiser saber e tenha o direito a saber... consulte a ata!
O SEGREDO MAÇÓNICO ESOTÉRICO: O VERDADEIRO SEGREDO MAÇÓNICO
Na minha opinião, já hoje aqui o disse, o verdadeiro segredo maçónico vai muito além da discrição sobre identidades, modos de reconhecimento, rituais, cerimónias e trabalhos efetuados. Na minha opinião, o verdadeiro segredo maçónico, o que importa, o que releva, existe, não porque os maçons o queiram preservar, mas porque não o conseguem revelar. Porque é insuscetível de plena transmissão.
O verdadeiro segredo maçónico, aquilo a que muitos chamam de Palavra Sagrada ou, muito simplesmente, de Luz, é aquilo que o maçom aprende através do contato com seus Irmãos, do convívio e busca de entendimento dos elementos simbólicos que a maçonaria profusamente coloca à disposição dos seus elementos, do método de análise, de trabalho, de esforço, de meditação, de extenuada conquista, passo a passo, degrau a degrau, patamar a patamar, sobre si próprio, a pulso desbastando suas imperfeições, despojando-se do interesse sobre toda a ganga material que obnubila os nossos espíritos, indo-se cada vez mais longe em épica viagem, com começo e fim no fundo de si mesmo e aí descobrindo a resposta que procura.
Esta busca, esta viagem, esta procura, tem um começo e um fim, mas nem um nem outro serão porventura os esperados. O começo será sempre depois do meio dia, a hora a que os maçons iniciam os seus trabalhos, quando cada um está efetivamente apto a começar a trilhar o caminho sem marcos, bordas ou fronteiras, que conduzirá não sabe onde. O fim, esse, tem hora marcada, aquela em que os maçons pousam as suas ferramentas, a meia noite. Como em muito do que tem valor, tão importante é o resultado como o trabalho para  o obter, tão atraente é o destino, como o caminho que a ele conduz. E muito raramente o caminho mais curto entre o ponto de partida e o de chegada será uma reta...
Em bom rigor, duvido mesmo que haja apenas um verdadeiro segredo maçónico, um único segredo esotérico. Nesta altura do meu entendimento, propendo a considerar que cada maçom atinge a sua própria Luz - a deste com mais brilho, a daquele mais baça, a daquele outro, qual bruxuleante chama de longínqua vela, mal se vendo -, cada maçom encontra e resgata a sua própria e individual Palavra Perdida - a de um bela e cristalina, a de outro sonora e estentória, a de um terceiro suave e quase inaudível murmúrio.
Cada um encontra o que procura e o que trabalha e se esforça por encontrar. Cada um encontra Segredos, Luzes, Palavras, diferentes ao longo da sua busca. Porque esta nunca termina. Cada resposta encontrada dá origem a novas perguntas, nascidas de mais lúcida compreensão, em perpétua evolução e aprofundamento de compreensão. É por isso que tenho para mim que eu não posso, não consigo, não sei, partilhar a minha Palavra, com mais ninguém, nem sequer com o meu mais chegado Irmão. Não só porque não consigo descrevê-la em toda a sua extensão e complexidade, como porque o mero enunciar do ponto do caminho em que me encontro me abre novos horizontes de busca, para lá dos quais nem sequer sei se não terei de pôr em causa e de reformular tudo ou parte do que me levou a percorrer esse preciso caminho, quer ainda porque cada viagem, mesmo a do meu mais mais chegado Irmão, seguiu rumos diversos dos meus, levando a linguagens distintas, a conceitos diferentes, a complexas variantes.
Cada um, em cada momento, encontra diferente Palavra, vê diversa Luz, preserva variado Segredo, porque cada um viaja para destinos diferentes: cada um viaja até ao fundo de si mesmo e cada um é todo um Universo diferente do parceiro do lado.
Nessa viagem, nesse trabalho, nessa busca, cada um procura coisa diversa. Eu só posso definir o que neste momento busco. Já me reconciliei - há muito! - com a finitude da vida neste plano de existência, já abandonei, por estulta e estéril, a busca do imenso por que , a mim nunca me interessou particularmente interrogar-me sobre o cósmico como. Por agora, desde há muito e não sei até quando, concentro-me na busca do sentido da Vida e da Criação. Tenho uma ideia rude e imprecisa desse sentido. Busco o melhor ângulo para obter mais Luz. Espero que consiga obter o Brilho suficiente para, através do sentido da Criação, entrever o Criador... E tudo isto eu - neste momento - busco, em fantástica viagem, sem outro veículo que não eu próprio, não consumindo outro combustível senão tudo aquilo de que me interiormente despojo, sem outro destino e caminho senão o fundo de mim mesmo. Porque é o conhecimento de mim mesmo, em todas as complexas vertentes que condicionam o meu Eu, que me habilitará a conhecer o Outro, o Mundo e quem o criou e porquê e para quê e como. Eu sou a pergunta, a pergunta sem resposta, a pergunta buscando a resposta e, simultaneamente, a resposta contida na própria pergunta, que me levará a nova pergunta, que gerará nova resposta, em contínuo alargar de horizontes, que espero me permita entrever o que está para além do horizonte e contém todos os horizontes...
Confuso, não é? Pois é! Eu bem avisei que o segredo maçónico esotérico é aquele que existe porque não se consegue transmitir...

Rui Bandeira - Mestre Maçom