segunda-feira, outubro 31, 2011

A FLOR DE LÓTUS


“A flor de Lótus nasce na água, flutua sobre a água, mas não fica molhada. Você também deve estar no mundo da mesma forma – nele, por ele, para ele, mas não dele. Essa é a característica especial da educação mais elevada (Vidya), prepará-lo para esse papel. Ou seja, com o coração imerso no Divino e as mãos ocupadas no trabalho, você deve viver assim na terra. O Amor não deve degenerar em um artigo de comércio. O Amor preenche a si mesmo com Amor.” (Sai Baba)
“Certo dia, à margem de um tranqüilo lago solitário, a cuja margem se erguiam frondosas árvores com perfumosas flores de mil cores, e coalhadas de ninhos onde aves canoras chilreavam, encontraram-se quatro elementos irmãos: o fogo, o ar, a água e a terra. – Quanto tempo sem nos vermos em nossa nudez primitiva – disso o fogo cheio de entusiasmo, como é de sua natureza. É verdade – disse o ar. – É um destino bem curioso o nosso. À custa de tanto nos prestarmos para construir formas e mais formas, tornamo-nos escravos de nossa obra e perdemos nossa  liberdade. – Não te queixes – disse a água -, pois estamos obedecendo à Lei, e é um Divino Prazer servir à Criação. Por outro lado, não perdemos nossa liberdade; tu corres de um lado para o outro, à tua vontade; o irmão fogo entra e sai por toda parte  servindo a vida e a morte. Eu faço o mesmo. – Em todo o caso, sou em quem deveria me queixar – disse a terra – pois estou sempre imóvel, e mesmo sem minha vontade, dou voltas e mais voltas, sem descansar no mesmo espaço. –Não entristeçais minha felicidade ao ver-nos – tornou a dizer o fogo – com discussões supérfluas. É melhor festejarmos estes momentos em que nos encontramos fora da forma. Regozijemo-nos à sombra destas árvores e à margem deste lago formado pela nossa união. Todos o aplaudiram e se entregaram ao mais feliz companheirismo. Cada um contou o que havia feito durante sua longa ausência, as maravilhas que tinham construído e destruído. Cada um se orgulhou de se haver prestado para que a Vida se manifestasse através de formas sempre mais belas e mais perfeitas. E mais se regozijaram, pensando na multidão de vezes que se uniram fragmentariamente para o seu trabalho. Em meio de tão grande alegria, existia uma nuvem: o homem. Ah! Como ele era ingrato. Haviam-no construído com seus mais perfeitos e puros materiais, e o homem abusava deles, prendendo-os. Tiveram desejo de retirar sua cooperação e privá-lo de realizar suas experiências no plano físico. Porém a nuvem dissipou-se e a alegria voltou a reinar entre os quatro irmãos. Aproximando-se o momento de se separarem, pensaram em deixar uma recordação que perpetuasse através das idades a felicidade de seu encontro. Resolveram criar alguma coisa especial que, composta de fragmentos de cada um deles harmonicamente combinados, fosse também a expressão de suas diferenças e independência, e servisse de símbolo e exemplo para o homem. Houve muitos projetos que foram abandonados por serem incompletos e insuficientes. Por fim, refletindo-se no lago, os quatro disseram: – E se construíssemos uma planta cujas raízes estivessem no fundo do lago, a haste na água e as folhas e flores fora dela? – A Idea pareceu digna de experiência. Eu porei as melhores forças de minhas entranhas – disse a terra – e alimentarei suas raízes. – Eu porei as melhores linfas de meus seios – disse a água- e farei crescer sua haste. – Eu porei minhas melhores brisas – disse o ar – e tonificarei a planta. – Eu porei todo o meu calor – disse o fogo – para dar às suas corolas as mais formosas cores. Dito e feito. Os quatro irmãos começaram a sua obra. Fibra sobre fibra, foram construídas as raízes, a haste, as folhas e as flores. O sol abençoou-a e a planta deu entrada na flora regional, saudada como rainha. Quando os quatro elementos se separaram, a Flor de Lótus brilhava no lago em sua beleza imaculada, e servia para o homem como símbolo da pureza e perfeição humana. Consultaram-se os astros, e foi fixada a data de 8 de maio – quando a Terra está sob a influência da Constelação de Taurus, símbolo do poder Criador – para a comemoração que desde épocas remotas se tem perpetuado através das idades. Foi espalhada esta comemoração por todos os países do Ocidente, e, em 1948, o dia 8 de Maio se tornou também o “Dia da Paz”.”
A FLOR DE LOTUS OU PADMA
A flor de Lótus é o símbolo supremo do Cosmo e do Ser Humano, determinando assim, Pureza e Perfeição Humana.
Mantém sua temperatura em torno de 35 graus, possui um sistema de autorregulação de calor, como os seres humanos e os mamíferos.
Suas folhas são auto-limpantes, tem a capacidade de repelir poeiras e micro-organismos.
Flor de Lótus (botão) – representa as possibilidades infinitas do Ser Humano
Flor de Lótus (aberta) – A criação do Universo.                                                                   Os Chakras que são os Centros de Consciência do Corpo Humano estão representados como Flor de Lótus.
Cada cor determina o seu caráter individual.
O número de pétalas corresponde às suas funções.
A Flor de Lótus cresce e desenvolve-se na escuridão do lodo, emergindo para a superfície, abrindo as suas flores, permanece imaculada da água e da terra.
Raiz – vida material
Talo – vida astral
Flor – vida espiritual
Ela é a síntese viva do mais profundo e do mais elevado:
Incriado – Criado
Material(físico) – Imaterial (Espiritual)
Individualidade – Universalidade
Sansara (ilusão) –Nirvana (Iluminação)
Quando o Ser Humano vibraciona o Mantra OM MANI PADME HUM, os seus Corpos Sensoriais atingem a capacidade de silenciar a si mesmo de todo alarido exterior, é quando Unificado com o Seu Princípio, manifesta-se através do seu Corpo de Luz.
É o som da freqüência da consciência de todos os Budas, de todos os Universos, é o vibracionar dos 84.000 ensinamentos que é a identidade da personalidade dos Samadhis Búdicos.
OM – É o corpo sonoro do Absoluto, o qual tudo criou, do Alfa/omega.
É o Som Primordial de todos os Mantras.
Quando vibracionado gera nos corpos sensoriais a sua limpeza e purificação, interligando-se com o Principio da sua Essência Criadora, atinge a capacidade de manifestar-se através do Seu Corpo de Luz.
MANI – significa jóia.
Simboliza a Senda para alcançar a iluminação, a consciência objetivada pelo reto proceder, determina a Plenitude de Si Mesmo.
PADME- Significa Lótus.
Como o Lótus que nasce da lama e dela não se contamina, o Ser Humano aprende a transcender a si mesmo, gera o discernimento, o vivenciar em consciência.
HUM – A pureza, que é a identidade daquele que atingiu a plenitude de vivenciar o eterno presente, é regida pela sabedoria que a faz manifestar-se através da unidade indivisível do qual tudo originou-se do Macrocosmo ao Microcosmo.
Além da limitação da temporalidade: DEUS O GRANDE ARQUITETO
A flor de lótus tem muitos significados poderosos na religião budista. Por exemplo, um botão de lótus simboliza os seres que não atingiram a iluminação, todavia quando os ensinamentos budistas começam a se consolidar internamente, então a flor abre e um indivíduo se ilumina. Esta é a razão porque Buda senta em uma flor aberta de lótus.
As cores das flores também tem seus significados diferentes.
LÓTUS BRANCA – representa a total pureza da mente e perfeição espiritual. Normalmente tem 8 pétalas que correspondem ao caminho da óctupla senda. Ela é tipicamente associada às flores dos Budas.
LÓTUS VERMELHA – simboliza a natureza original do coração. É a lótus de muitas qualidades do coração, incluindo o amor, compaixão e paixão. Ë a lótus de Avalokitesvara, O Buda da Compaixão.
LÓTUS AZUL – representa a vitória do espírito sobre os sentidos. É a vitória da inteligência, sabedoria e conhecimento. A Lótus azul nunca está totalmente aberta e seu miolo nunca é visto.
LÓTUS ROSA – facilmente confundida com a lótus branca, a lótus rosa é a Lótus de todas as lótus. É suprema e reservada para as mais altas divindades. É a lótus tradicional do Buda Histórico.
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terça-feira, outubro 25, 2011


O Tempo dos Maduros


Mário de Andrade

Sinopse: A objetividade da maioridade.


Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.

Tenho muito mais passado do que futuro.

Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas.

As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.

Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.

Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.

Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.

As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana, que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade...

Só há que caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.

O essencial faz a vida valer a pena.

E para mim, basta o essencial!


Mário de Andrade, contista, crítico, ensaísta, escritor, ficcionista, folclorista, poeta e professor de nacionalidade brasileira. Mário Raul de Morais Andrade. Nasceu em 9 de outubro de 1893, em São Paulo. Faleceu em 25 de fevereiro de 1945, em São Paulo, com 51 anos de idade. Representante fundamental do modernismo.

sábado, outubro 22, 2011


Mullá Nasrudin
Há quem diga que Mullá Nasrudin nasceu e viveu numa pequena cidade da Turquia no séc. XIII.
Simboliza uma corrente do Sufismo que ensina pelo ridículo. 
Mulla Nasrudin surge como contrabandista de burros.
Esperto e sábio, usava o simplismo humorístico para ensinar e não se importava de fazer figura de parvo, para levar os “burros” para lá da fronteira do pensamento condicionado, limitado.
A lógica de "Seja feita a vontade de Deus!"
 
- "Que seja feita a vontade de Deus" - comentou um homem
        religioso no meio de uma conversa.
- "Ela faz-se sempre, qualquer que seja a situação"- disse     
          Nasrudin.
- "Como é que podes prová-lo?"
- "É muito simples. Se a vontade de Deus não se fizesse sempre, seguramente, que de vez em quando, se faria a minha vontade!"

sábado, outubro 15, 2011

Os 48 Caminhos Rumo a Sabedoria: Caminho 10 – Honre a Pessoa Sábia

“Um aprendiz ganha conhecimento de primeira mão observando como um perito trabalha.
Assim é também na sabedoria.
Não leia sobre isso num livro; encontre um perito.”
Por Rav NoachWeinberg

Imagine ser contratado para construir uma ponte no rio Amazonas.
Você é suprido com todas as ferramentas, equipamento e mão-de-obra – e lhe é oferecida uma colossal quantia de $10 milhões.
Mas há uma condição: você é o único engenheiro permitido para fazer o trabalho. Agora, é claro que você não sabe nada sobre construir pontes, e a humanidade levou milhares de anos para dominar essas técnicas.
Então, como você vai realizar essa meta?
“Bom, eu planejo visitar diferentes pontes. Eu vou olhá-las e caminhar por elas. Depois vou utilizar o método 'tentativa e erro' algumas vezes, talvez enfiar umas vigas no chão.”
É claro que é ridículo.
Você passaria os próximos 50 anos experimentando e ainda não iria chegar a lugar algum.
A abordagem mais inteligente seria: “Vou passar o ano no M.I.T. (Massachusetts Institute of Technology). Vou estudar bastante, contratar instrutores particulares e ler cada texto de engenharia que passar pelas minhas mãos. Depois, eu volto e construo aquela ponte”.

Ninguém aceita um projeto importante sem ser treinado.
Então por que nós vamos e escolhemos uma carreira, nos casamos, e criamos crianças – tudo sem treinar?
Nós nos defendemos com frases como: “Eu vou empurrando com a barriga e resolvo quando der”.
Aí, quando as coisas dão errado, lambemos nossas feridas e começamos tudo de novo.
Isso é de alguma forma viver?

A vida é infinitamente mais complicada do que uma ponte.
Se você quer construir uma vida significante, você precisa encontrar pessoas sábias e estar pronto para um curso intensivo de estudo.
O caminho 10 é b'shimush chachamim – literalmente “servindo os sábios”.
Isso significa:
a) aprender dele, e
b) auxiliá-lo.
Para ter sucesso na vida, você tem que desejar a sabedoria, e ir atrás dela com entusiasmo.
Fique perto de pessoas sábias e veja como eles aplicam a sabedoria na vida. Faça um monte de perguntas, e continue perguntando todo o tempo em que eles estiverem dispostos a dar-lhe tempo.
Sabedoria é a coisa mais importante no mundo; a chave para uma vida significativa.
Você nem sonharia usar ‘tentativa e erro’ numa sala de operações.
Então, por que deixar a sua vida para uma adivinhação?

Aprenda sore a vida
Seres humanos gostam de independência.
Nós odiamos admitir que precisamos dos outros.
A maioria das pessoas prefere aprender dos seus próprios erros que aprender dos outros.
Nós imaginamos que vamos simplesmente “resolvê-los” enquanto seguimos vivendo.
“Eu sei que sou inteligente. Eu consigo resolver”.
A vida é muito curta para isso.

Somos compelidos a cometer erros de qualquer forma.
Então por que acrescentar aqueles que poderíamos impedir?
Como o ditado diz:
“O tolo aprende dos seus próprios erros, o sábio aprende dos erros dos outros”.
Mas nós vemos as pessoas fazendo isso o tempo todo.

Estudantes universitários viajam pela Europa para “aprender sobre a vida”.
Eles podem conhecer um monte de pessoas caminhando pelas ruas, mas há maneiras muito mais eficientes de aprender sobre a vida.
Se você for sério, fará um plano e arranjará alguém para ensinar você.
Imagine que você pudesse voltar no tempo 10 anos e se ensinar uma lição importante.
Você teria escutado?
Seria um erro não escutar?
Agora vá falar com alguém 10 anos mais novo que você.
Pergunte: “Você já cometeu algum erro?”
Ele certamente já aprendeu algo sobre a vida.
Isso faz sentido?

Repare que você tem perto de si um recurso de sabedoria: seus pais.
Eles não são os velhos caturras que você pensa que são.
Como Mark Twain costumava dizer, “Quando fui para a universidade, meu pai era um tolo. Quando voltei 4 anos depois, eu fiquei surpreso o quão mais sábio ele se tornou!”
Você quer dar aos seus pais prazer?
Peça por um conselho a eles sobre uma questão importante – casamento, carreira. Isso tornará eles realmente felizes.
E numa escala de sabedoria, você pode alcançar o que demoraria 20 anos se fosse você sozinho.
Como uma maneira de começar com esse processo, pense sobre a seguinte pergunta:
“Se eu pudesse encontrar alguém vivo hoje, quem seria, o que eu perguntaria?”. Agora veja e encontre alguém que possa lhe ajudar a aproximar seu objetivo final. E não pare de buscar sabedoria até que você o encontre.

Auxilie a pessoa sábia
Se o presidente do Brasil viesse visitar, você se levantaria, traria uma bebida, e estaria pronto para ajudar ele de qualquer maneira possível. Você pediria conselhos e escutaria atentamente.
(Mesmo que você tenha votado contra ele - ele ainda é o presidente do Brasil).
Nós devemos fazer o mesmo por uma pessoa sábia.
Levante-se quando ele entrar no quarto, ajude-o, preste atenção nele.
Como os Sábios dizem: “Servir uma pessoa sábia é melhor ainda do que estudar Torá” - mais do que qualquer palestra ou texto.
Seja um aprendiz.
Siga o seu mentor.
Acompanhe ele às reuniões e tarefas.
Observe cada nuance.
Você pode ler sobre isso tudo num livro, mas a melhor educação é observar o perito trabalhar.
Servir o seu mentor torna você mais próximo a ele.
Você estará alerta e ansioso para escutar o seu conselho.
Você terá mais respeito pela sua sabedoria.
Você entenderá o que torna seu mentor acima da média do resto.
Acima de tudo, você vai aprender e você vai crescer.

Esteja preparado para absorver sabedoria
Se você aprendesse tudo de todos, você seria uma das pessoas 5 mais sábias do mundo. Mas isso não é prático, portanto você tem que priorizar suas “necessidades de sabedoria”.
Comece com uma lista de tópicos importantes da vida, como casamento e educar crianças. Aí, adicione mais questões globais.
Agora, vá comprar com a sua lista.
Pergunte às pessoas:
“Você tem especialidade nisso, ou você sabe de alguém que possa me ajudar?” Carregue sua lista com você, aí você sempre estará preparado para perguntar à pessoa sábia.
Aqui estão algumas ideias para você começar:
- O que significa ser uma “boa pessoa”?
- Como posso ser bom com os outros sem tirar nenhuma vantagem?
- Como posso controlar a minha raiva?
- Qual é a chave para a grandeza?
- Como eu posso maximizar o meu tempo?
- O que torna um casamento bem sucedido?
- Como eu uso o meu potencial total?
- Como eu acabo com a preguiça?
- Como eu obtenho mais alegria na minha vida?
- Como eu posso ter mais paciência com meus filhos?
- Como eu posso ser melhor filho/filha?
- Quais são as minhas responsabilidades para minha comunidade?
- Qual é o sentido da existência?
- O que D-us quer de mim?
- Há vida após a morte?
- Como podemos alcançar a paz mundial?

Escolher um professor para a vida
Numa escola de gramática, você tinha um professor a cada ano.
Justo quando você se acostumou com um professor, era hora de mudar de série e encontrar o próximo.
Como adultos, nós precisamos de uma abordagem diferente.
Idealmente, você precisa encontrar um mentor para a sua vida.
Para encontrar o mentor correto, não pegue simplesmente o perito mais próximo, um da esquina.
“Compre” inteligentemente.
Pegue referências.
Confira credenciais.
Veja se ele vive honestamente e consistentemente com seu conhecimento.
Teste sua sabedoria com perguntas.
Descubra quem são os mentores dele.
Tenha certeza de que ele faz parte de uma comunidade respeitada.
A chave para um bom mentor é desenvolver uma confiança forte e comunicação. Criticismo é difícil de engolir, mas é menos amargo quando vem de alguém que você confia, alguém que tem introspecção e sabedoria, alguém que você acredite que é somente para o seu bem.
Escolha alguém que entende você, e alguém que conheça seu histórico e sua história familiar.
Acima de tudo, certifique-se que seu mentor está disponível.
Porque você pode ter o melhor mentor do mundo, mas se você não pode falar com ele/ela, qual é o bem nisso?
Se você não consegue encontrar a pessoa certa, faça um “mentor provisório” para ressaltar ideias e ser responsável por elas.
O Rei Salomão foi a pessoa mais sábia que já viveu, e mesmo assim, ele tinha um mentor.
A tradição nos conta que enquanto o mentor de Salomão vivia, ele nunca cometeu um erro; uma vez que o seu mentor morreu, Salomão errou.
Ter um conselheiro objetivo é tão crucial que mesmo que você escolha uma pessoa
que é “menos sábia” do que você, vale a pena.
Esteja sempre a procura e não desista até que encontre a pessoa certa.

O fator da lealdade
Os seres humanos tendem a se segurar no que “sabem” e defendem sua posição. Sabedoria requer mudança, sair da zona de conforto. Muitas vezes evitamos a dor e largamos a sabedoria completamente.
Resista essa tentação.
Na escolha do mentor, encontre alguém que irá mudar você e encorajá-lo a se tornar grande. Não escolha alguém que permita você manter suas fraquezas e
preconceitos.
Seja leal ao seu mentor.
Você estará menos inclinado a ficar procurando cada vez que ele lhe sugere alguma coisa que você não gosta.
Procurando, você acabará encontrando alguém que desafia menos os seus preconceitos.
Se você tem um bom doutor, você confia na sua opinião.
Se você tem um bom mentor, continue com ele.
Não fique procurando respostas que você quer ouvir.
Diga a ele, “Se você me ver fazendo alguma coisa errada, aponte-a. Eu prometo prestar mais atenção”. Portanto, se ele disser que você está cometendo um certo erro – como por exemplo, ser contra produtivo – você tem que escutar. Mesmo
que você não concorde, você não pode dispensar o que ele diz, como “Você faz do seu jeito que eu faço do meu”.
Você deve respeito ao seu professor.
Você aceitou essa responsabilidade.
Isso não significa seguir o seu mentor cegamente.
Você não tem que concordar, mas você está obrigado a tentar e entender sua
posição.
Resolvam essas questões juntos.
Veja quem está cometendo um erro.
Diga para ele: “Ou me convença ou concorde comigo”.
Esse é o poder de ter um mentor, porque a mensagem eventualmente penetra o seu muro de defesa.
Você superará alguns erros.
Além disso, nós humanos somos muito subjetivos a nós mesmos. Nós distorcemos a realidade e não conseguimos nos enxergar. Um mentor nos dá uma resposta objetiva. Ele reduz a sua capacidade de racionalizar.
Você se sente responsável e pensa duas vezes antes de agir.
“O que o meu mentor diria se eu fizesse isso?”
Se você não obtiver uma boa resposta, não faça.
Para começar, vá perguntar para 3 pessoas:
“O que você me recomendaria fazer nesta situação?”
Pegue alguns conselhos, e se você discordar, argumente com eles, respeitosamente.
Tente.

Por que “honrar a pessoa sábia” é um caminho para a sabedoria?
- Para aprender sobre a vida, você precisa um mentor, alguém que o guie num caminho racional e consistente.
- Seres humanos são subjetivos. Nós precisamos de alguém para nos ajudar objetivamente.
- Independência é uma natureza humana, mas se você não moderá-la, estorvará seu próprio crescimento.
- Seja um estudante da verdade. A doença mais destrutiva é a ignorância – não estar conectado com a realidade.
- Entre em contato com aqueles que entendem da vida e tire deles informação.
- Vá procurar um professor agora.

Por: Noach Weinberg


domingo, outubro 09, 2011


 
A TERCEIRA INTELIGÊNCIA

No início do século 20, o QI era a medida definitiva da inteligência humana. Só em meados da década de 90, a "descoberta da inteligência emocional mostrou que não bastava o sujeito ser um gênio se não
soubesse lidar com as emoções."
A ciência começa o novo milenio com descobertas que apontam para um
terceiro quociente, o da inteligência espiritual.
Drª DanaZohar - Oxford - No livro QS - Inteligência Espiritual, lançado no ano passado, a física e filósofa americana Dana Zohar, 57 anos, aborda um tema tão novo quanto polêmico: a existência de um terceiro tipo de inteligência que aumenta os horizontes das pessoas, torna-as mais criativas e se manifesta em sua necessidade de encontrar um significado para a vida.
Ela baseia seu trabalho sobre Quociente Espiritual (QS) em pesquisas
só há pouco divulgadas de cientistas de várias partes do mundo que
descobriram o que está sendo chamado "Ponto de Deus" no cérebro, uma
área que seria responsável pelas experiências espirituais das pessoas.

O assunto é tão atual que foi abordado em recentes reportagens de capa
pelas revistas americanas Neewsweek e Fortune.
Afirma Dana: "A inteligência espiritual coletiva é baixa na sociedade moderna.Vivemos numa cultura espiritualmente estúpida, mas podemos agir para elevar nosso quociente espiritual".

É autora de outros oito livros, entre eles, O Ser Quântico e A
Sociedade Quântica, já traduzidos para português. QS - Inteligência Espiritual já foi editado em 27 idiomas, incluindo o português (no Brasil, pela Record). Dana tem sido procurada por grandes companhias interessadas em desenvolver o quociente espiritual de seus funcionários e dar mais sentido ao seu trabalho.

Ela falou à EXAME em Porto Alegre durante o 300º Congresso Mundial de
Treinamento e Desenvolvimento da International Federation of Training
and Development Organization (IFTDO), organização fundada na Suécia,
em 1971, que representa 1 milhão de especialistas em treinamento em
todo o mundo.

Eis os principais trechos da entrevista:

O que é inteligência espiritual?

É uma terceira inteligência, que coloca nossos atos e experiências num
contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os mais efetivos. Ter
alto quociente espiritual (QS) implica ser capaz de usar o espiritual
para ter uma vida mais rica e mais cheia de sentido, adequado senso de
finalidade e direção pessoal.
O QS aumenta nossos horizontes e nos torna mais criativos. É uma inteligência que nos impulsiona. É com ela que abordamos e solucionamos problemas de sentido e valor. O QS está ligado à necessidade humana de ter propósito na vida. É ele que usamos para desenvolver valores éticos e crenças que vão nortear nossas ações.*
De que modo essas pesquisas confirmam suas ideias sobre a terceira
inteligência?

Os cientistas descobriram que temos um "Ponto de Deus" no cérebro, uma
área os lobos temporais que nos faz buscar um significado e valores para nossas vidas. É uma área ligada à experência espiritual. Tudo que influencia a inteligência passa pelo cérebro e seus prolongamentos neurais. Um tipo de organização neural permite ao homem realizar um pensamento racional, lógico. Dá a ele seu QI, ou inteligência intelectual.  Outro tipo permite realizar o pensamento associativo, afectado por hábitos, reconhecedor de padrões, emotivo. É o responsável pelo QE, ou inteligência emocional.

Um terceiro tipo permite o pensamento criativo, capaz de insights, formulador e revogador de regras. É o pensamento com que se formulam e se transformam os tipos anteriores de pensamento. Esse tipo lhe dá o QS, ou inteligência espiritual.

Qual a diferença entre QE e QS?

É o poder transformador. A inteligência emocional me permite julgar em
que situação eu me encontro e me comportar apropriadamente dentro dos
limites da situação. A inteligência espiritual me permite perguntar se quero estar nessa situação particular. Implica trabalhar com os limites da situação. Daniel Goleman, o teórico do Quociente Emocional, fala das emoções. Inteligência espiritual fala da alma. O quociente espiritual tem a ver com o que algo significa para mime não apenas como as coisas afectam minhaemoção e como eu reajo a isso. A espiritualidade sempre esteve presente na história da humanidade.

Dana Zohar identificou dez qualidades comuns às pessoas
espiritualmente inteligentes. Segundo ela, essas
pessoas:

1. Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo.

2. São levadas por valores. São idealistas.

3. Têm capacidade de encarar e utilizar a adversidade.

4. São holísticas.

5. Celebram a diversidade.

6. Têm independência.

7. Perguntam sempre "por quê?"

8. Têm capacidade de colocar as coisas num contexto mais amplo.

9. Têm espontaneidade.

10.Têm compaixão.

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segunda-feira, outubro 03, 2011


O Mito da Caverna!

Ilustração da Alegoria da Caverna

O mito da caverna, também chamada de Alegoria da caverna,foi escrita pelo filósofo Platão, e encontra-se na obra intitulada A República (livro VII). Trata-se da exemplificação de como podemos nos libertar da condição de escuridão que nos aprisiona através da luz da verdade.

Alguns ainda chamam de Os prisioneiros da caverna ou menos comumente de A parábola da caverna.

Mito da caverna

Imaginemos um muro bem alto separando o mundo externo e uma caverna. Na caverna existe uma fresta por onde passa um feixe de luz exterior. No interior da caverna permanecem seres humanos, que nasceram e cresceram ali.

Ficam de costas para a entrada, acorrentados, sem poder locomover-se, forçados a olhar somente a parede do fundo da caverna, onde são projetadas sombras de outros homens que, além do muro, mantêm acesa uma fogueira.

Os prisioneiros julgam que essas sombras sejam a realidade.

Um dos prisioneiros decide abandonar essa condição e fabrica um instrumento com o qual quebra os grilhões. Aos poucos vai se movendo e avança na direção do muro e o escala, com dificuldade enfrenta os obstáculos que encontra e sai da caverna, descobrindo não apenas que as sombras eram feitas por homens como eles, e mais além todo o mundo e a natureza.

Platão não buscava as verdadeiras essências da forma física como buscavam Demócrito e seus seguidores. Sob a influência de Sócrates, ele buscava a verdade essencial das coisas.

O diálogo de Sócrates e Glauco

Trata-se de um diálogo metafórico onde as falas na primeira pessoa são de Sócrates, e seus interlocutores, Glauco e Adimanto, são os irmãos mais novos de Platão. No diálogo, é dada ênfase ao processo de conhecimento, mostrando a visão de mundo do ignorante, que vive de senso comum, e do filósofo, na sua eterna busca da verdade.
Sócrates – Agora imagina a maneira como segue o estado da nossa natureza relativamente à instrução e à ignorância. Imagina homens numa morada subterrânea, em forma de caverna, com uma entrada aberta à luz; esses homens estão aí desde a infância, de pernas e pescoços acorrentados, de modo que não podem mexer-se nem ver senão o que está diante deles, pois as correntes os impedem de voltar a cabeça; a luz chega-lhes de uma fogueira acesa numa colina que se ergue por detrás deles; entre o fogo e os prisioneiros passa uma estrada ascendente. Imagina que ao longo dessa estrada está construído um pequeno muro, semelhante às divisórias que os apresentadores de títeres armam diante de si e por cima das quais exibem as suas maravilhas.

Glauco – Estou vendo.

Sócrates – Imagina agora, ao longo desse pequeno muro, homens que transportam objetos de toda espécie, que os transpõem: estatuetas de homens e animais, de pedra, madeira e toda espécie de matéria; naturalmente, entre esses transportadores, uns falam e outros seguem em silêncio.

Glauco - Um quadro estranho e estranhos prisioneiros.

Sócrates - Assemelham-se a nós. E, para começar, achas que, numa tal condição, eles tenham alguma vez visto, de si mesmos e de seus companheiros, mais do que as sombras projetadas pelo fogo na parede da caverna que lhes fica defronte?

Glauco - Como, se são obrigados a ficar de cabeça imóvel durante toda a vida?

Sócrates -
 E com as coisas que desfilam? Não se passa o mesmo?

Glauco - Sem dúvida.

Sócrates - Portanto, se pudessem se comunicar uns com os outros, não achas que tomariam por objetos reais as sombras que veriam?

Glauco - É bem possível.

Sócrates - E se a parede do fundo da prisão provocasse eco sempre que um dos transportadores falasse, não julgariam ouvir a sombra que passasse diante deles?

Glauco - Sim, por Zeus!

Sócrates - Dessa forma, tais homens não atribuirão realidade senão às sombras dos objetos fabricados?

Glauco - Assim terá de ser.

Sócrates - Considera agora o que lhes acontecerá, naturalmente, se forem libertados das suas cadeias e curados da sua ignorância. Que se liberte um desses prisioneiros, que seja ele obrigado a endireitar-se imediatamente, a voltar o pescoço, a caminhar, a erguer os olhos para a luz: ao fazer todos estes movimentos sofrerá, e o deslumbramento impedi-lo-á de distinguir os objetos de que antes via as sombras. Que achas que responderá se alguém lhe vier dizer que não viu até então senão fantasmas, mas que agora, mais perto da realidade e voltado para objetos mais reais, vê com mais justeza? Se, enfim, mostrando-lhe cada uma das coisas que passam, o obrigar, à força de perguntas, a dizer o que é? Não achas que ficará embaraçado e que as sombras que via outrora lhe parecerão mais verdadeiras do que os objetos que lhe mostram agora?

Glauco - Muito mais verdadeiras.

Sócrates - E se o forçarem a fixar a luz, os seus olhos não ficarão magoados? Não desviará ele a vista para voltar às coisas que pode fitar e não acreditará que estas são realmente mais distintas do que as que se lhe mostram?

Glauco - Com toda a certeza.

Sócrates - E se o arrancarem à força da sua caverna, o obrigarem a subir a encosta rude e escarpada e não o largarem antes de o terem arrastado até a luz do Sol, não sofrerá vivamente e não se queixará de tais violências? E, quando tiver chegado à luz, poderá, com os olhos ofuscados pelo seu brilho, distinguir uma só das coisas que ora denominamos verdadeiras?

Glauco - Não o conseguirá, pelo menos de início.

Sócrates - Terá, creio eu, necessidade de se habituar a ver os objetos da região superior. Começará por distinguir mais facilmente as sombras; em seguida, as imagens dos homens e dos outros objetos que se refletem nas águas; por último, os próprios objetos. Depois disso, poderá, enfrentando a claridade dos astros e da Lua, contemplar mais facilmente, durante a noite, os corpos celestes e o próprio céu do que, durante o dia, o Sol e sua luz.

Glauco - Sem dúvida.

Sócrates - Por fim, suponho eu, será o sol, e não as suas imagens refletidas nas águas ou em qualquer outra coisa, mas o próprio Sol, no seu verdadeiro lugar, que poderá ver e contemplar tal qual é.

Glauco - Necessariamente.

Sócrates - Depois disso, poderá concluir, a respeito do Sol, que é ele que faz as estações e os anos, que governa tudo no mundo visível e que, de certa maneira, é a causa de tudo o que ele via com os seus companheiros, na caverna.

Glauco - É evidente que chegará a essa conclusão.

Sócrates - Ora, lembrando-se de sua primeira morada, da sabedoria que aí se professa e daqueles que foram seus companheiros de cativeiro, não achas que se alegrará com a mudança e lamentará os que lá ficaram?

Glauco - Sim, com certeza, Sócrates.

Sócrates - E se então distribuíssem honras e louvores, se tivessem recompensas para aquele que se apercebesse, com o olhar mais vivo, da passagem das sombras, que melhor se recordasse das que costumavam chegar em primeiro ou em último lugar, ou virem juntas, e que por isso era o mais hábil em adivinhar a sua aparição, e que provocasse a inveja daqueles que, entre os prisioneiros, são venerados e poderosos? Ou então, como o herói de Homero, não preferirá mil vezes ser um simples lavrador, e sofrer tudo no mundo, a voltar às antigas ilusões e viver como vivia?

Glauco - Sou de tua opinião. Preferirá sofrer tudo a ter de viver dessa maneira.

Sócrates - Imagina ainda que esse homem volta à caverna e vai sentar-se no seu antigo lugar: Não ficará com os olhos cegos pelas trevas ao se afastar bruscamente da luz do Sol?

Glauco - Por certo que sim.

Sócrates - E se tiver de entrar de novo em competição com os prisioneiros que não se libertaram de suas correntes, para julgar essas sombras, estando ainda sua vista confusa e antes que seus olhos se tenham recomposto, pois habituar-se à escuridão exigirá um tempo bastante longo, não fará que os outros se riam à sua custa e digam que, tendo ido lá acima, voltou com a vista estragada, pelo que não vale a pena tentar subir até lá? E se alguém tentar libertar e conduzir para o alto, esse alguém não o mataria, se pudesse fazê-lo?

Glauco - Sem nenhuma dúvida.

Sócrates - Agora, meu caro Glauco, é preciso aplicar, ponto por ponto, esta imagem ao que dissemos atrás e comparar o mundo que nos cerca com a vida da prisão na caverna, e a luz do fogo que a ilumina com a força do Sol. Quanto à subida à região superior e à contemplação dos seus objetos, se a considerares como a ascensão da alma para a mansão inteligível, não te enganarás quanto à minha idéia, visto que também tu desejas conhecê-la. Só Deus sabe se ela é verdadeira. Quanto a mim, a minha opinião é esta: no mundo inteligível, a idéia do bem é a última a ser apreendida, e com dificuldade, mas não se pode apreendê-la sem concluir que ela é a causa de tudo o que de reto e belo existe em todas as coisas; no mundo visível, ela engendrou a luz; no mundo inteligível, é ela que é soberana e dispensa a verdade e a inteligência; e é preciso vê-la para se comportar com sabedoria na vida particular e na vida pública.

Glauco - Concordo com a tua opinião, até onde posso compreendê-la.

(Platão, A República, v. II p. 105 a 109)
 
Interpretação da alegoria

Platão referia-se aos seus contemporâneos, com suas crenças e superstições. O filósofo era qual um fugitivo capaz de fugir das amarras que prendem o homem comum às suas falsas crenças e, partindo na busca da verdade, consegue apreender um mundo mais amplo. Ao falar destas verdades para os homens afeitos às suas impressões, não seria compreendido e seria como tomado por mentiroso, um corruptor da ordem vigente.

O mito da caverna é uma metáfora da condição humana perante o mundo, no que diz respeito à importância do conhecimento filosófico e à educação como forma de superação da ignorância,
 isto é, a passagem gradativa do senso comum enquanto visão de mundo e explicação da realidade para o conhecimento filosófico, que é racional, sistemático e organizado, que busca as respostas não no acaso, mas na causalidade.

Segundo a metáfora de Platão, o processo para a obtenção da consciência abrange dois domínios: o domínio das coisas sensíveis (eikasia e pístis) e o domínio das idéias (diánoia e nóesis).
 Para o filósofo, a realidade está no mundo das idéias e a maioria da humanidade vive na condição da ignorância, no mundo ilusório das coisas sensíveis, no grau da apreensão de imagens (eikasia), as quais são mutáveis, corruptiveis, não são funcionais e, por isso, não são objetos de conhecimento.

 Exemplos

Este tema é comentado durante a história por muitos filósofos e outros autores, como Calderón de la Barca com A vida é um sonho.

Exemplos mais modernos podem ser o livro Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley, 1932), o filme Matrix (Irmãos Wachowski, 1999) e também A Ilha de Michael Bay de 2005. Outro autor que utilizou, paródicamente, essa parábola platônica foi o autor José Saramago, em seu livro A Caverna.

Referências

* CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo, Editora Ática, 2003;
* SPINELLI, Miguel. Questões Fundamentais da Filosofia Grega. São Paulo. Loyola, 2006, p. 278ss.

Extraído de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mito_da_caverna
Fonte: WIKIPÉDIA