quarta-feira, fevereiro 29, 2012


Celebrar é preciso
Do carnaval ao réveillon - a origem das suas festas preferidas
Do nascimento à morte, de um trio elétrico de Salvador a Meca, do Réveillon ao seu aniversário. Ninguém vive sem rituais. Mas nem sempre se sabe a origem deles - histórias que se cruzaram no tempo e influenciaram povos do mundo todo
por André Bernardo

Ilustração: Marcelo Cipis
O Natal é mais velho que o cristianismo. Bem, pelo menos a festa que originou o feriado de 25 de dezembro. Na Roma antiga, o dia mais curto do ano era comemorado com uma festa em que se cultuava o Sol. E, 3 séculos depois de morto, o nascimento de Jesus passou a ser celebrado justamente no dia do antigo culto dos romanos - logo Roma, que perseguiu os primeiros seguidores da então seita revolucionária. Ironia histórica. "Ritual não é algo fossilizado, imutável e definitivo", diz Mariza Peirano, doutora em antropologia pela Universidade de Harvard. Dois milênios mais tarde, as pessoas ainda cultivam antigos rituais. E criaram outros. Bebês católicos são batizados, judeus são circuncidados. E brasileiros, bem, às vezes já nascem com a camisa do time do pai exposta no quarto do hospital. "Quando e onde quer que nos deparemos com um grupo humano em sociedade, encontraremos práticas rituais", lembra Maria Ângela Vilhena, doutora em ciências sociais pela PUC-SP. Desde que surgem, rituais são adaptados ao longo do tempo, de acordo com os povos que os adotam. Os que mostramos aqui foram divididos de acordo com a origem: astronômicos ou agrícolas, além de ritos pessoais de passagem. Porque, mesmo que eles mudem de forma com os séculos, as motivações continuam semelhantes. Queremos entender a passagem do tempo. Ter o que comer todo dia. Ser felizes.
ANIVERSÁRIO
A comemoração evoluiu ao longo do tempo, assimilando costumes de vários povos.
Egito Antigo, 3200 a.C.

No Egito antigo, só o faraó comemorava aniversário. Mas o hábito pegou. Na Grécia, surgiu o costume do bolo. No 6º dia de cada mês, com a chegada da lua cheia, os gregos faziam bolos de mel em homenagem à deusa Artêmis e, sobre eles, colocavam velas para representar o luar. Séculos depois, em Roma, o ato de comemorar o nascimento de alguém ganhou o nome de "aniversário",palavra do latim anniversarius, que quer dizer "aquilo que volta todos os anos". Os cristãos só começaram a festejar a data no século 4, quando o nascimento do próprio Jesus foi oficializado. Antes, achavam que era um costume pagão.
Rituais astronômicos
A resposta de muitas coisas está no céu. Inclusive a que explica por que bolo de aniversário tem vela.
RAMADÃ
Arábia Saudita, 623

A origem está atrelada ao calendário islâmico, que é baseado nos ciclos lunares. Ramadã é o 9º mês do Islã e representa a viagem que Maomé fez de Meca a Medina. O feito determina o início da contagem dos anos na religião, que hoje está em 1433. No Ramadã, adultos não comem, não bebem nem fumam durante o dia.
NATAL 
Roma, 336

Do latim "Natale", significa "dia do nascimento". No caso, de Jesus. Em 336, o imperador romano Constantino I determinou que Jesus nascera em 25 de dezembro. Não foi aleatório. Nessa época ocorre o solstício de inverno no hemisfério norte, quando os romanos comemoravam o Natalis Solis Invict ("Natal do Sol Invencível"). Constantino usou a popular festa para impulsionar o cristianismo, recém-legalizado em Roma.
Rituais agrícolas
Homenagear mortos, pular Carnaval, acender fogueira. Tudo para ter comida à mesa.
RÉVEILLON
Nem sempre 1º de janeiro foi o dia de ano novo.
Mesopotâmia, 2000 a.C.

Povos da Mesopotâmia celebravam o ano novo há cerca de 4 mil anos. Normalmente, a passagem era determinada pelas fases da lua ou pelas mudanças das estações. Não em 1º de janeiro, que só virou dia do ano novo em 1582, com a introdução do calendário gregoriano no Ocidente. Até então, o Réveillon era festejado em 23 de março, coincidindo com o início da primavera no hemisfério norte, época em que as novas safras são plantadas. Daí a ideia de "recomeço". Não por acaso, réveiller, em francês, quer dizer "acordar". No Brasil, o branco virou padrão por simbolizar luz e bondade. Mas os hábitos variam muito de país para país. Por exemplo, dinamarqueses sobem em cadeiras para pular à meia-noite (preparar-se para os desafios) e peruanos arrumam malas e dão uma volta no quarteirão (para realizar o sonho de viajar).
FINADOS
Europa, entre 1024 e 1033

A Igreja instituiu o dia de Finados no século 11. Mas na Antiguidade os mortos já eram homenageados em banquetes para pedir proteção para as colheitas. No catolicismo, a data é celebrada em 2 de novembro. Uma das mais populares festas acontece no México. O Dia das Caveiras é um sincretismo entre a festa católica e um rito indígena. Reza a tradição que, ao longo do dia, os mortos vêm visitar parentes e amigos.
DIVALI
Índia, 1000 a.C.

"Festival das Luzes" é celebrado por 4 dias de outono na Índia. Hindus usam roupas novas, acendem lamparinas e soltam fogos de artifício para simbolizar a vitória do bem. Uma das histórias da origem do Divali (ou Diwali) são as bodas dos deuses Vishnu e Lakshmi, que levam prosperidade às colheitas.
CARNAVAL
Há 3 mil anos a maior de todas as festas.
Roma antiga, 1000 a.C.

Para homenagear Saturno, deus da agricultura, os romanos faziam a Saturnália. Durante a festa, escolas não abriam, escravos eram soltos e o povo ia às ruas, onde um carro alegórico em forma de navio abria caminho na multidão fantasiada. Na Idade Média, o Carnaval era chamado de "festa dos loucos". No Renascimento, ganhou força na Itália, França e Portugal, países onde surgiram o pierrô, a colombina, o confete e a serpentina.
FESTA JUNINA
Europa, séc. 4

Na Europa medieval, o início das colheitas era comemorado em junho, quando as pessoas faziam fogueiras para espantar maus espíritos. Os festejos aconteciam na mesma época que as solenidades joaninas, em homenagem ao dia de são João. Com o tempo, os eventos se fundiram. No Brasil, a festa junina chegou no século 16, trazida pelos jesuítas.
Ritos pessoais de passagem
Pouco importa se a pessoa é religiosa ou não. A vida sempre é marcada por passagens de fases.
CASAMENTO
Juntar as escovas de dentes é um costume bastante globalizado.
Diversas origens

A cerimônia é herança dos romanos, mas a aliança é contribuição dos egípcios. Para eles, o anel, por não ter começo nem fim, simboliza a eternidade.
 Já o costume de jogar arroz é chinês e significa desejo de fartura. O buquê é grego e, reza a tradição, protegia as noivas do mau-olhado das solteironas.
 Durante muito tempo, as noivas se casavam de vermelho, cor do amor. Só no século 19 o branco foi adotado. A rainha Vitória, do Império Britânico, escolheu se casar de branco, por ser a cor da pureza. Outra moda lançada por ela foi a Marcha Nupcial, de Felix Mendelssohn.
BAILE DE DEBUTANTES
França, séc. 18

O termo début designava atores que estreavam na carreira. Com o tempo, o termo passou a ser usado para se referir a moças que entravam na vida social. Famílias ricas da França faziam festas em que apresentavam as filhas à sociedade. A partir de então elas estavam aptas para frequentar eventos.
CIRCUNCISÃO
Israel, 1300 a.C.

A circuncisão é um sinal visível da aliança invisível entre Deus e a humanidade. Há divergências quanto à origem, mas historiadores especulam que os hebreus teriam se inspirado nos egípcios ou nos etíopes ao adotar a prática. A remoção do prepúcio do bebê é um preceito judaico seguido até hoje.
BATISMO
Israel, 4000 a.C.

A imersão em água como sinal de purificação está presente em várias culturas. Judeus cumpriam o rito para admitir aqueles que abandonavam suas crenças para abraçar o judaísmo. Hindus usam até hoje o rio Ganges, na Índia, para se purificar. E muçulmanos fazem ablução (lavagem sagrada) antes de rezar. No catolicismo, além do batismo, água benta é usada como sinal de fé.
TROTE
França, 1342

O primeiro trote de que se tem notícia foi em 1342, na Universidade de Paris. Na época, calouros não frequentavam as mesmas salas que os veteranos e, por isso, tinham que assistir às aulas dos vestiários. Em 1491, na Universidade de Heidelberg, na Alemanha, os novatos tinham o cabelo raspado e ainda bebiam vinho com urina. O termo "trote" se refere ao andar do cavalo, ritmo entre a marcha lenta e o galope. Assim como o cavalo aprende a trotar, o calouro deve aprender a se comportar na universidade.

Fontes
 Ahmad Mazloum (xeique do Centro Islâmico de Foz do Iguaçu); Antônio Zuin, educador da UFSCar; Carlos Engemann, historiador da UFRJ; Daniel Justi, teólogo da PUC-Rio; Fernando Loureiro, historiador da USP; Joachim Andrade, antropólogo da PUC-SP; José Carlos Rodrigues, antropólogo da PUC-Rio); Maria Laura Cavalcanti, antropóloga da UFRJ; Michel Schlesinger (rabino da Congregação Israelita Paulista); Paulo Fraga, educador da Unifal-MG; Pedro Funari, arqueólogo da Unicamp; Ricardo Sayeg, historiador da USP.

terça-feira, fevereiro 28, 2012


Eros e Thânatos: o casamento como violência simbólica e estratégia de representação feminina na Atenas Clássica 
Sandra Ferreira dos Santos

Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) 
Orientadora: Profa. Dra. Marta Mega de Andrade 

1. Introdução
Ao realizar pesquisas sobre a Grécia Antiga, sempre me senti intrigada com as semelhanças entre os rituais de casamento e  de funeral e com a confluência das imagens 
destes rituais com as imagens de rapto. Sempre me pareceu estranho que o casamento fosse semelhante à morte ou a um ato de violência e, para compreender esta ligação, 
foi necessário não somente analisar os vasos que contém estas imagens, mas também entender um pouco da mentalidade dos gregos antigos, com grande auxílio da mitologia 
e da filosofia. A presença das estórias de rapto na mitologia grega é constante e a sua exploração pela imagética do século V sugere a presença de um topos recorrente do imaginário.  
O rapto tem sua base em um fenômeno de paixão unilateral, vinculado à violação e ao poder do mais forte, que na sociedade grega corresponde ao homem. Se, como afirma Gras 
(2006, p.71), todos os mitos levam implícito um simbolismo, é necessário questionar se, no caso do rapto, ele carrega uma violência simbólica implícita, uma vez que as estórias de 
deuses e heróis circulavam, formavam consciências, cristalizavam paradigmas e determinavam normas de conduta dirigidas à sociedade. 
A sociedade grega antiga era uma sociedade em que os homens possuíam maiores possibilidades de expressão e  de representação do que as mulheres e, é possível, que justamente 
por este motivo, as mulheres aceitassem algum tipo de submissão para que através do papel social que assumiam após o casamento, pudessem adquirir um espaço de ação dentro 
da sociedade poliade. 
O casamento na Grécia Antiga era uma instituição que pretendia “domar” os instintos selvagens das mulheres e incorporá-las no mundo da cultura, utilizando-se de diversas formas 
de violência simbólica com o intuito de enquadrá-las no modelo considerado ideal para uma esposa grega. Sua incorporação a este papel, no entanto, também lhe conferia formas de 
resistir a este esquema social e à sua suposta inferioridade. 
                                                
1
Mestranda do Programa de Pós‐Graduação em História Comparada da UFRJ (PPGHC‐UFRJ)

sábado, fevereiro 25, 2012

BENHUR 2010 filme completo

FILME REALIZADO EM FORMA DE SÉRIE.  ( Neste vídeo estão as duas séries )





Em um desfile magnífico militar usada pelo povo conquistador, Valerio Graco governador da província, majestoso acenando de seu carro, Ben Hur assistiu a partir do terraço de sua casa com sua irmã família hebraico Tirza, muito jovem, apenas para curiosidade, quando o jovem quer meter um pouco, mas revelam uma China do telhado de sua casa, ferindo o governador Graco, a multidão vê isso como um ato de rebeldia contra os invasores e os ataques com o que você tem na mão, formando uma batalha , que logo foi reduzida pela força poderosa do império, entrar na casa demolindo tudo em busca da causa rebelde do ataque, um soldado do império Messala, um amigo de infância, acreditando Ben Hur encontrar lá para proteger um amigo, ele que implora para que ele, foi um acidente infeliz, Messala insulta-lo, levá-lo preso, condenado por toda a vida para servir como um remador nas galeras de guerra romana é transportada para o local onde ele iria cumprir sua sentença, um grupo de nazarenos que beberam por acaso de um poço ele viu o desfile passar fatídico, quando Ben Hur amarrado a um trote do cavalo não poderia deixar de ser arrastada para a queda, Nazareno surpreendentemente simples vem em seu socorro dando-lhe um gole de água antes de os soldados abatidos, bem como, uma vez que no chão olhou em seus olhos sentir irmãos de infortúnio, que foi suficiente para os jovens conforto Ben Hur, ninguém sequer sabia que Jesus, mas Ben Hur, sentiu a grandeza da sua humanidade e continuou com a fé renovada, entre para as galeras comandada pelo capitão Quintus Arrius que, por força de seus esforços viu remador gentilmente permitir a mudança de fases da esquerda para a direita e vice-versa, de modo que seu corpo não está deformado pelo exercício constante uma posição. Três anos desde que o nobre Ben Hur foi condenado às galeras, entretanto uma feroz batalha foi travada no oceano, a tempestade do mar e abalou o barco no meio da batalha de nave espacial Quintus Arrius foi separada do resto da equipe e enterrado pela Marinha do inimigo, fazendo cair alguns escravos para evitar q todos morreram por afogamento, Ben Hur consegue ver através da água ao seu mestre e, em um ato de humanidade a subir acima de uma mesa, Ário pediu para deixá-lo afundar, a derrota do Frota faz digno de morte, no entanto Hur se recusa a sair e, de repente no horizonte vislumbrar navios sem identidade, o jovem Arius Hur dá o seu selo, selo de seu poder, nomeando-o seu herdeiro legítimo, mas para surpresa são os navios do império levou todas as naves inimigas que não foram destruídos, Arius é carregado para um dos seus navios e Young Hur é agora tratado como um herói, por meio de uma cerimônia para a tribuna foi aprovada, e assim ele pai adotivo pede sua ajuda para encontrar sua família, uma olhada em casa, quer para localizar a sua casa e família, viajando incógnito descobre um velho criado que é cego que ajudou em suas ações pela sua bela filha, o casal descobre administra a antiga família vienense com grande ordem e honestidade, apresentando-se como o herdeiro da família e depois de convencer sua antiga identidade, propõe-se a encontrar o lugar onde sua mãe e irmã foram presos, ele quer que recorrer a mas o orgulhoso romano Messala desafios dele sem conhecê-lo para uma corrida de cavalos com charretes, Hur aceita e com a ajuda de um cavalo árabe recebe um espírito, quando eles competem em seguida, uma corrida emocionante em que Messala depois de tentar fazer isso bater em uma manobra inteligente Hur, vamos sair para impactar gravemente ferido, vencedor da corrida com o dinheiro que ganhou participação, Hur ir para a enfermaria para pagá-lo e dizer-lhe se você souber de sua querida mãe e irmã, cheia de ódio, após conhecer a identidade do vencedor, diz que eles estão em um lugar imundo em que vivem entre os leprosos, que estão infectadas com a doença vergonhosa, a filha de sua escrava fiel e Freedman, que leva à local e ela sempre levou os suprimentos necessários para a sua sobrevivência cruel. Oblivious ser pego, o lança novos Hur em abraços e beijos a audiência, os doentes que Jesus é trazido forma milagrosa de sua crucificação tem a intenção de seu amado de encontro para os sãos, mas é na situação lamentável Carregando a cruz pesada, quando ele cai sob o peso da sua cruz, Hur corre para ajudá-lo, e consegue dar um pequeno gole de vida-dando água, reconhece nos olhos do homem que dava apoio quando ele era o prisioneiro, você para onde as mulheres faltas por doença e para encontrá-los entre os trapos sou bonita, limpa, mais saudável do que a pele de uma criança, seguiu as pisadas da multidão, não podia fazer nada, mas chorar de tristeza, e sentiu no seu alma todo o poder do fervor religioso. 

Por José Cantos Lopes Filho

terça-feira, fevereiro 21, 2012


Filosofia da vida

As teorias sobre a origem da vida não se encontram nos limites do conhecimento, mas sim nos limites da filosofia. O significado e conceito da vida é o desafio mais difícil e direto que se pode colocar a qualquer corrente filosófica.
Quando pensei na explicação da Teoria Geral da Evolução Condicionada da Vida com maior detalhe pensei, ao princípio, em não entrar em temas filosóficos, porque não era o objetivo principal. Contudo, mudei de opinião, pelo menos em parte, porque poderia ficar um pouco no ar a concepção global da teoria evolutiva e porque, no fundo, é um prazer e é difícil resistir quando o guião o requer. E a filosofia da vida e as teorias da origem da vida são um tema apaixonante.
No tema da filosofia da vida, cabem, pelo menos, duas aproximações complementares de caráter filosófico: a lógica e a metafísica ou mística.
A primeira é a utilização da lógica a partir da definição de vida do dicionário e a análise do seu conteúdo e a sua relação com o ser humano e os seres vivos; tratando de procurar a origem da vida ou o que se poderia chamar a essência da vida ou Vida com maiúsculas.
É interessante recordar que as teorias sobre a origem da vida e a própria definição de vida, do ponto de vista da ciência, foram mudando com o desenvolvimento da mesma e, portanto, convém distanciar-se um pouco do momento científico concreto para chegar a um conceito mais permanente no tempo.
Depois, uma aproximação direta, desde o interior de si mesmo, onde as palavras não contam, onde o pensamento é tão rápido que o percebemos só como sentimentos, aqueles sentimentos puros que não necessitam da lógica porque são coerentes em si mesmos.
 

II.2.a) Aproximação lógica e conceito amplo da vida  

Dicionário Geral da Língua Portuguesa proporciona-nos numerosas acepções da palavra vida, em justa correspondência com os múltiplos usos da mesma. Seria excessivo comentá-las todas, pelo que nos ficaremos pelas mais relevantes:
  1.  f. Força interna substancial mediante a qual obra o ser que a possui.
  2. Caráter que distingue os animais e os vegetais dos restantes seres e se manifesta pelo metabolismo, crescimento e adaptação ao meio ambiente.
  3. União da alma e do corpo.
  4. Existência da alma depois da morte.
Dado que a palavra ser aparece nas duas definições, em seguida apontam-se as duas principias acepções da mesma:
  1.  m. Essência ou natureza.
  2. Ente (que existe).
A primeira definição de vida, como o próprio dicionário indica, é de caráter filosófico e parece-nos praticamente perfeita. Deste ponto de vista, como não se pode saber a ciência certa que seres têm essa força interna e que seres não têm, limita-se a assinalar “... o ser que a possui”.

Na segunda, desde a óptica da ciência, o conceito restringe-se a animais e plantas, estes são os únicos seres que o homem conhece pela sua percepção, tanto direta como através de instrumentos, que possuem essa força. A ciência, se não tem provas, restringe os conceitos; pelo contrário, a filosofia necessita de provas para poder reduzi-los.

Esta segunda acepção do dicionário mostra-nos a clássica definição de “Caráter que distingue os animais e os vegetais... e adaptação ao meio ambiente”, na qual voltamos a encontrar a influência da teoria da seleção natural. No fim de contas, se não estamos já, acabaremos por estar super adaptados!

Esta filosofia da adaptação “como verdade científica” da evolução da vida é verdadeiramente muito conveniente para o Sistema; em definitivo, o que têm que fazer os indivíduos é adaptar-se ao mesmo, não faz sentido tentar mudá-lo. Mais ainda, as outras correntes de pensamento sobre a evolução genética são acusadas de se sustentarem em ideologias pouco menos que detestáveis: racistas, xenófobas, etc. Realmente, é difícil fazê-lo melhor do ponto de vista de um sistema estabelecido!

Talvez fosse mais bonito e acertado é dizer, simplesmente, que “os animais e as plantas se desenvolvem e tentam melhorar”. Neste desenvolvimento e tentativa de melhoria estariam implícitas as ideias de “... em função do meio ambiente...” e a de “... para ampliar a independência em relação às restrições do meio ambiente”.
Se se examina este ponto com atenção, num primeiro momento parece que “evolução por adaptação ao meio ambiente” e “evolução condicionada” -pelo meio ambiente- são equivalentes. Apesar da aparência, a diferença é importante, ainda que tenham elementos em comum, a primeira incide na adaptação para sobreviver, e essa é a causa da evolução; pelo contrário, a segunda incide em viver e melhorar para ser independente de ou reduzir e superar as restrições que impõe o meio ambiente. Além disso, a segunda refere-se também a outro tipo de condicionamentos lógicos.
 

"Descoberta uma colônia de micróbios que vivem sem carbono.
...vivem a 200 metros de profundidade em águas termais, é o primeiro exemplo encontrado na Terra do que poderia ser a vida sob a superfície de outros planetas, em ambientes totalmente inóspitos, aonde não chega a luz solar nem existe carbono orgânico
"

El País 2001 Nature.
Por outro lado, penso que se poderia delimitar mais o conceito mediante a enumeração de características associadas à Vida como condições necessárias e suficientes da sua existência. Estas, segundo todas as teorias da origem da vida, deveriam estar presentes na origem da vida.

As definições terceira e quarta falam-nos dos conceitos relativos à vida neste mundo “corpo e alma” e a vida do mais além “Existência da alma depois da morte” Sendo, portanto, de caráter religioso. Agora, a vida manifesta-se em animais e plantas mas não conseguimos localizá-la materialmente neles.

Seria muito mais plausível que tenha uma natureza semelhante à força, à energia e, como sabemos, a energia também se encontra em lugares diferentes aos animais e plantas. E a destruição do corpo não significa a destruição da energia que tinha!
Esta última consideração da vida como energia corresponde ao conceito amplo da vida. Consequentemente, é uma consideração de tipo filosófico porque não pode fornecer provas, em certa medida, partilhe a consideraçãoreligiosa, mas o seu suporte fundamental è científico porque, do ponto de vista estritamente lógico, parece-me o mais provável.
 

II.2.b) Metafísica e filosofia do amor 

A segunda aproximação ao conceito de vida e às teorias sobre a origem da vida é dada pela filosofia e pelas reflexões de carácter pessoal.
Quando nos perguntamos O que somos? Damo-nos conta de que não temos palavras adequadas porque as palavras como alma, espírito, etc. têm conotações externas de diversa índole, entram no campo da metafísica e da filosofia do amor. De fato, ao seria uma pergunta interior se fossem outros a responder. Então vamos aprendendo pouco a pouco no que pensa e no que escreve até que, por fim, de forma natural, surgem palavras, palavras que são só palavras mas sim poesia. Significando unicamente o que alguém sente nesse momento.
Assim, começamos a devagar, a sentir a proximidade dos que viajam conosco no espaço e no tempo.. e tenta imaginar a Vida sem essas memórias, e dá-se conta que não teria sentido; a Vida sem inteligência e comprova que não teria sentido. A vida sem Amor ou sem esperança de Amor, e volta a sentir a falta de lógica.
Todas elas, pois, parecem condições internas, necessárias e suficientes para a Vida e, portanto, qualquer teoria sobre a origem da vida deveria ter em conta que esses elementos ou características estarão presentes desde o início.
Por outro lado, a origem de todas as características citadas escapam à explicação científica e recordam-nos isso a que se chama metafísica e filosofia, especialmente a filosofia do amor.
Incluiu a memória porque a memória sem um sistema interno que permita recuperar a informação não é memória mas sim arquivo. A inteligência porque é precisamente esse sistema interno que opera, entre outros, com conceitos arquivados na memória interior. E o Amor porque...
... características necessárias e suficientes como a existência do espaço, do tempo... Em qualquer caso, cada uma delas implica as outras, mas sempre me volta a aparecer outra, refiro-me à liberdade interna, à Liberdade.
É um tema típico de metafísica, mas isso não significa que não se possa argumentar e aproximar-nos dos conceitos. Para poder exercitar a Liberdade é necessário dispor de opções, estas opções têm de estar retidas na memória e deve dispor-se de um sistema de decisão, finalmente, decidir sem Amor...
A Liberdade e o Amor estão a um nível poético superior ao da memória e da inteligência, o Amor, sendo o principal, soa demasiado poético para uma caracterização da vida. Por isso prefiro resumir o conceito como: “A característica essencial da Vida é a Liberdade.”
Não obstante, da perspectiva da metafísica e da filosofia do amor, ou melhor, de um ponto de vista poético poderia dizer: “O primeiro conceito incluído na informação genética é o Amor”.
porque não? Fazendo um pouco de poesia científica ou de metafísica pura dizer que “estivemos a falar da existência científica da Alma”.

Beau Geste
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segunda-feira, fevereiro 20, 2012


COMO INVOCAR OS ELEMENTAIS DA NATUREZA


QUEM SÃO OS ELEMENTAIS?
Os Elementais são os protetores da natureza e ajudam os homens e animais. Eles possuem a missão de estimular as forças do Universo, pois governam os 4 Elementos: Terra, Ar, Fogo e Água. O reino dos Elementais é responsável pela paisagem da Terra e por toda vida existente. Eles são conhecidos em todos os lugares do mundo, sob diferentes formas e nomes. Os egípcios os chamavam de Afrits; em alguns países da África eles são os Yawahu, em outros os Ghoddis; os persas chamavam-nos de Daevas; entre os povos da Ásia ele eram chamados de Phiyes; entre os gregos eles eram os Daemons e no Japão são conhecidos por Oni.
Geoffrey Hodson afirma, em diversos livros seus, publicados sobre os elementais, que durante a época em que as sementes plantadas estão germinando, os Espíritos da Natureza surgem de seu mundo e cuidam, com
todo carinho, da nova planta. Então eles cantam e dançam, imitando os seres humanos e, nessa época, os seres encantados podem
ser facilmente vistos.
Eles estão sempre trabalhando para que a natureza funcione mecanicamente e, quando isto ocorre, assumem seu aspecto real, aparecem como pontos luminosos ou pequenos focos de luzes coloridas pelo ar. Os Elementais podem assumir qualquer forma, num piscar de olhos, mas ao se fazerem visíveis, geralmente assumem as formas e padrões humanos de camponeses medievais, por causa da egrégora que se criou em torno deles. Na realidade, eles ficam felizes em assumir uma forma que já exista, assim como uma criança gosta de se fantasiar com um disfarce de um super herói. Eles podem carregar cinturões, bastões, grinaldas, ferramentas ou aparecerem de calça jeans e boné. Isso só vai depender da imaginação da pessoa que os visualiza.
Os povos da Europa costumavam fazer oferendas ao Elemental que protegia o lar. Algumas pessoas chegavam ao ponto de separar pratos e lugar na mesa para Eles na hora das refeições. Os Elementais protegem toda a fauna e flora da Terra, são inimigos dos agressores dos mares, rios e florestas. Para eles, nada na natureza é insignificante e tudo nela é insubstituível.
O Reino dos Elementais tem uma imensa quantidade de formas e tipos, mas são divididos genéricamente em 4 categorias:
TERRA: Gnomos
AR: Silfos
FOGO: Salamandras
ÁGUA: Ondinas
ELEMENTAIS DA TERRA.
Os Elementais da Terra são genéricamente chamados de Gnomos. São em geral muito pequenos, mas muito ativos e energéticos. Executam sempre seus trabalhos com muita graça e amor. Eles podem viver sob a Terra ou na aura de sua superfície. Ao contrário dos Gnomos que vivem na terra, com famílias e em comunidades, os Gnomos que moram na aura da Terra são quase sempre solitários. Embora possuam massa corpórea, não são vistos com frequência pelos humanos, pois preferem se esconder nos bosques e nos lugares escuros de nossa casa. Muitos deles ficam embaixo da terra, são esforçados e gostam muito de trabalhar. Dizem que dentro de cada cristal existe um Gnomo, que dá brilho e cor ao mesmo. Os Gnomos costumam fazer travessuras e se divertem com as peças que nos pregam. É muito comum eles jogarem jatos de energia sobre determinados objetos, com a finalidade de torná-los invisíveis aos olhos humanos. Tudo isso só para se divertirem, pois eles acham engraçado procurarmos objetos que, às vezes, estão ao nosso lado e não podemos ver.
A categoria dos Elementais da Terra é genéricamente chamada de Gnomos, mas eles possuem diferentes tipos de classificação, com diferentes nomes e funções. Nas florestas, temos as Hamadríades, de cabelos compridos e luminosos. Elas possuem uma coloração verde ou amarelo-esverdeado e trabalham diretamente nas árvores. As Hamadríades ou Dríades, como também são chamadas, são os espíritos que protegem as árvores. Vivem em bandos e possuem aspectos tipicamente femininos.Andam lentamente pelas florestas, na qual entram em determinadas árvores e reaparecem em outras. Cuidam delas com muito carinho e tornam-se amigas inseparáveis das pessoas que as plantam. Os povos da Idade Média acreditavam que eram as Hamadríades que se transformavam nos monstros que assustavam os lenhadores nas florestas.
Existem também os Duendes. Entre todos os Elementais eles são os mais conhecidos. Quase sempre aparecem com casacos marrom, botas verdes e pontudas, calças verdes com joelheiras marrons. Possuem olhos vivos e redondos. São muito comunicativos e, segundo alguns relatos de pessoas que entraram em contato com estes seres, eles falam muito rápido, possuem uma voz estridente, quase insuportável.
Os Elfos são considerados Elementais tanto do elemento terra, quanto do ar. Eles são considerados os espíritos crianças das florestas. São eles que cuidam das flores, dando cor e aroma às mesmas. Os povos antigos acreditavam que eles se reuniam em volta de fogueiras nas noites de Lua cheia, onde dançavam e cantavam até clarear.
odim.

INVOCAÇÃO DOS ELEMENTAIS
É preciso lembrar que, antes de mais nada, nós precisamos respeitar a energia da natureza. Faça uso somente para pedidos e obras grandes com dignidade, coração puro e sem sentimentos negativos como o egoísmo.
Salamandras: Invoque as salamandras com uma vela acesa, qualquer coisa que tenha chama. Invocar durante a luz do dia, de preferência às luzes do sol. Invocação às Salamandras traz mais força de vontade, vigor, entusiasmo e coragem.
Gnomos: Invoque os gnomos estando com os pés descalços. É importante estar descalço para entrar em contato com a terra. Invocação aos gnomos ajuda na aquisição de riquezas e bens materiais. Lembre-se não só de pedir essas riquezas para você mas para o mundo, para o próximo também senão eles podem vir completamente ao contrário para você.
Silfos: Antes de fazer o pedido, se inspire profundamente naquilo que você deseja e de preferência escolha um lugar calmo, sem nenhum tipo de interrupção. Invocação aos Silfos atua na condução de pensamentos em uma determinada pessoa, negócios e situação preocupantes.
Ondinas: Invoque as ondinas estando com os pés descalços e tenha junto com você uma vasilha com água cristalina. Invocação às Ondinas ajuda no amor e na intuição. É importante estar virado para o norte quando fizer sua invocação.

Quando for invocar os elementais da natureza, se concentre e invoque com muito respeito. Ao fazer a invocação, direcione ao pai dos elementais da natureza, Metatron. Enquanto faz a invocação, pronuncie em voz alta e vibrante.

- Invocação aos GNOMOS:
"Eu vos saúdo, Gnomos, que constituís a representação do elemento Terra, vós que constituís a base e fortaleza da terra, ajudai-me a transformar, a construir todas as estruturas materiais, assim como uma raiz fortifica a árvore frondosa.
Gnomos, possuidores dos segredos ocultos, fazei-me perfeito e nobre, digno do vosso auxílio.
Mestres da Terra, eu vos saúdo fraternalmente. Amém!"

- Invocação às ONDINAS:
"Eu vos saúdo, Ondinas, que consituís a representação do elemento água, conservai a pureza da minha alma, como o elemento mais precioso, da minha vida e do meu organismo. Fazei-me pleno de sua criação fecunda, e dai-me sempre intuição de forma nobre e correta.
Mestres da água, eu vos saúdo fraternalmente. Amém!"

- Invocação aos SILFOS:
"Eu vos saúdo, Silfos, que constituís a representação do ar e dos ventos, portadores das mensagens para toda a terra, eu deposito em vós a minha imensa confiança, pois meus pensamentos são sempre positivos, voltados para o amor de todas as coisas existentes. Fazei de mim a imagem do esplendor da luz. Fazei deste pensamento meu milagre!
Mestres do ar, eu vos saúdo, fraternalmente. Amém!"

- Invocação às SALAMANDRAS:
"Eu vos saúdo, Salamandras, que constituís a representação do elemento fogo, peço que, com vosso trabalho, fornecei a mim poder para resolver tudo, de acordo com vossa vontade, alimentando meu fogo interno, aumentando minha chama trina do coração, e assim formar um novo universo.
Mestres do fogo, eu vos saúdo, fraternalmente. Amém!"
Beau Geste

domingo, fevereiro 19, 2012

A Maçonaria de hoje por um maçom nascido maçom.

As afirmações que mais ouço são: 
A Maçonaria mudou muito.
Deixaram entrar muita gente ruim.
Fundaram muitas lojas,
Os irmãos não são unidos como deveriam ser.

Vamos então analisar a verdade da primeira afirmação.
A Maçonaria mudou muito.
Na realidade ela mudou muito sim, hoje não estamos mais em templos 
improvisados e escondidos, somos mais livres, participamos muito mais 
do dia a dia de nossa sociedade, temos representantes dentro da cada 
instituição, nossas sementes germinaram e se multiplicaram, somos 
universalmente mais livres.
Deixaram entrar muita gente ruim.
Cada um de nós é reflexo do meio, somos todos responsáveis por cada 
batida no desbastar da pedra bruta.
Não é justo ficarmos criticando somente, é nosso dever guiar a mão 
daqueles que estão ao nosso lado procurando a luz.
A participação de cada irmão na luta pelo combate a ignorância é 
fundamental para que nossa ordem seja respeitada e levada a sério.
Além de procuramos auxiliar quem precisa, precisamos também aprender 
a fugir de nossas vaidades..
Pensar simplesmente que somos melhor que o outro é o nosso maior erro.

Fundaram muitas lojas
Somos pedreiros livres, e como tal devemos continuar.
Porque não milhões de lojas? O importante não é a quantidade e sim a 
qualidade dos irmãos.
Podemos ter somente 10 lojas cheias de irmãos mas vazias em seus 
dogmas. 
O mais importante é que cumpramos o nosso dever.

Os irmão não são unidos como deveriam ser.
Esta afirmação é a mais ignorante de todas, pois os verdadeiros 
irmãos são plenamente unidos e preocupados em unir.
Quantos de nós estamos por todo canto pregando a nossa filosofia?
Somos aos milhares que nada cobram e muito doam.
Quem não ouviu falar dos irmãos do Bodes do Asfalto e das lojas 
Cavaleiros de Aço?
Estes irmãos estão criando velozmente uma ordem mais ativa e 
praticante da fraternidade do GADU.
Estes irmãos defendem a união e praticam a verdadeira irmandade, 
contaminando de alegria os corações por onde passam.
Não só de filantropia vivemos, a nossa pedra bruta tem sido polida a 
cada segundo e a responsabilidade tem sido de todos.
A afirmação de que não somos unidos como deveriamos ser, sai somente 
da boca daquele que esta apenas assistindo, quando deveria na 
realidade, estar participando junto com todos os obreiros vivos de 
nossa moderna maçonaria.
Existem milhares de lojas e irmãos lutando por todo canto, mas existe 
também milhares de irmãos sentados criticando.
Aos sentados o meu desejo que se levantem e venham participar junto 
com a gente deste momento maravilhoso que vivemos.
Crescemos muito sim.
abraços
Chafi Nader
VM da Loja Cavaleiros de Aço 655 
Ribeirão Preto SP.

sábado, fevereiro 18, 2012

ENTENDENDO O HINO DA MAÇONARIA

Da luz que de si difunde
Sagrada Filosofia
Surgiu no mundo assombrado
A pura Maçonaria

A Idade Média é considerada a “idade das trevas”, os “mil anos de escuridão”, pois a Igreja Católica impedia a evolução da ciência e controlava a educação, promovendo a submissão da razão em nome da fé. Após o fim da Idade Média, tem-se a Idade Moderna, na qual surgiram o Iluminismo e a Maçonaria. A Maçonaria é considerada, junto de outras instituições, a responsável pela difusão do ideal de livre busca da verdade.

Maçons, alerta! 
Tendes firmeza          Refrão
Vingais direitos 
Da natureza      

Os “direitos da natureza” são os direitos naturais, defendidos pelos jusnaturalistas. Trata-se dos direitos considerados próprios do ser humano, independente de época e lugar. Entre esses direitos, destaca-se os direitos a vida, a liberdade, a resistência à opressão, e a busca da felicidade. Esses direitos foram, em outras épocas, tomados do homem através da tirania e do fanatismo. E cada maçom deve defendê-los.

Da razão parto sublime
Sacros cultos merecia
Altos heróis adoraram
A pura Maçonaria

A alegoria da caverna, de Platão, mostra o homem cego e acorrentado pelas amarras da ignorância, e ensina que a descoberta do mundo deve se dar de forma gradativa. O homem ao sair da caverna sofre como um recém-nascido quando do parto, mas ambos ganham um mundo novo. Após os anos de “mundo assombrado”, a humanidade assiste o nascimento da Maçonaria, uma Ordem cujos ritos cultuam a razão, retirando homens da caverna da ignorância e dando-lhes a luz de uma nova vida. Talvez por isso da Maçonaria ser berço de tantos heróis e libertadores.

(Refrão)

Da razão suntuoso Templo
Um grande Rei erigia
Foi então instituída
A pura Maçonaria

O grande Rei erigindo um suntuoso Templo da razão é o Rei Salomão, tido como possuidor de toda a sabedoria. E é da construção de seu templo que alegoricamente foi instituída a Maçonaria, visto ter na lenda dessa construção o terreno fértil para a transmissão de muitos de seus ensinamentos.  

(Refrão)

Nobres inventos não morrem
Vencem do tempo a porfia
Há de séculos afrontar
A pura Maçonaria

“Porfia” significa “disputa”. Apenas as ideias nobres vencem a disputa contra o tempo. A Maçonaria, por sua nobreza de ideais, tem sobrevivido ao passar dos séculos, ao contrário de muitas outras instituições que sucumbiram diante do tempo, sempre implacável.

(Refrão)

Humanos sacros direitos
Que calcara a tirania
Vai ufana restaurando
A pura Maçonaria

“Calcar” significa “pisotear”, “esmagar”, enquanto que “ufana” significa “orgulhosa”, “triunfante”. Em outras palavras, a estrofe diz que: a pura Maçonaria vai triunfante restaurando os sagrados direitos humanos que foram pisoteados pela tirania.

(Refrão)

Da luz depósito augusto
Recatando a hipocrisia
Guarda em si com o zelo santo
A pura Maçonaria
A Maçonaria guarda em si, com o devido cuidado, a luz da razão. Em seu interior, a hipocrisia é “recatada” (quieta, tímida, envergonhada), enquanto que a verdade é exaltada. A razão, duas vezes citada no hino, está diretamente ligada à verdade, esta o oposto da hipocrisia, pois não existe razão sem verdade, assim como a verdade só é encontrada com a razão. 
(Refrão)

Cautelosa esconde e nega
À profana gente ímpia
Seus Mistérios majestosos
A pura Maçonaria

A Maçonaria mantém seu caráter sigiloso e grupo seleto em proteção de seus augustos mistérios, para que aquelas pessoas ofensivas ao que é digno não possam alcançá-los.

(Refrão)

Do mundo o Grande Arquiteto
Que o mesmo mundo alumia
Propício, protege e ampara
A pura Maçonaria

E por fim, a Maçonaria é posta como instituição sagrada, da qual o próprio Grande Arquiteto do Universo é favorável, e por isso a protege.

(Refrão)


COMENTÁRIOS FINAIS:
Questão interessante sobre esse Hino, que recebeu o nome genérico de “Hino da Maçonaria” por não ter sido originalmente nomeado, é quanto a sua autoria. Várias fontes maçônicas o colocam como sendo letra e música de D. Pedro I. Não há documento algum que corrobore com essa teoria. Outras tantas fontes, inclusive o GOB, apontam o autor como sendo Otaviano Bastos, o que é impossível. O próprio Otaviano escreveu em sua obra “Pequena Enciclopédia Maçônica” que a música é de D. Pedro I, mas a letra é de autor desconhecido.
Há ainda outra questão relacionada ao hino e que merece atenção. Alguns escritores que se propuseram a interpretar o hino, ao se depararem com o termo “recatando a hipocrisia”, não compreendendo seu real significado, cometeram o gravíssimo erro de modificar a letra do hino para “recatada da hipocrisia”, de forma que o hino pudesse se encaixar devidamente aos seus entendimentos, em vez do contrário. Ora, imagine modificar a letra de um hino musicado por D. Pedro I, cujo valor histórico e maçônico é incalculável, para se alcançar a interpretação desejada... é o que podemos chamar de “estupro da história”.

CONSULTAS:
GUIMARÃES, José Maurício: Dissecando o Hino da Maçonaria. Portal “Formadores de Opinião” e Portal “Samaúma”.
RIBEIRO, João Guilherme da C.: O Livro dos Dias 2012. 16a Edição. Infinity.
RUP, Rodolfo: O Hino Maçônico Brasileiro. Portal Maçônico “Samaúma”.