quinta-feira, novembro 29, 2012


Coronel Fawcett e os subterrâneos da Serra do Roncador


 

O Coronel Percy Harrison Fawcett (1867 – 1925) foi um famoso arqueólogo e explorador britânico que desapareceu ao organizar uma expedição para procurar por uma civilização perdida na Serra do Roncador, Brasil. Fawcett nasceu em 1867 na cidade de Devon, Inglaterra. Em 1886 entrou para a Royal Artillery e acabou escalado para trabalhar no Ceilão, onde conheceu sua esposa. Depois trabalhou como agente secreto britânico na África Meridional e aprendeu técnicas de sobrevivência na selva. Acabou por fazer amizade com os escritores H. Rider Haggard e Arthur Conan Doyle, que mais tarde utilizaram suas histórias como base para escreverem a obra "Lost World". Suas histórias também serviram de inspiração para a criação de aventuras envolvendo o personagem Indiana Jones. A primeira expedição de Fawcett na América do Sul ocorreu em 1906 quando ele viajou ao Brasil para mapear a amazônia em um trabalho organizado pela Royal Geographical Society.
Ele atravessou a selva, chegando em La Paz, na Bolívia em junho desse mesmo ano.
Fawcett realizou sete expedições entre 1906 e 1924. Ele tinha a habilidade de conquistar os povos que habitavam os locais explorados dando-lhes presentes. Ele retornou a Inglaterra para servir ao exército britânico durante a Primeira Guerra Mundial, mas logo após o fim da guerra retornou ao Brasil para estudar a fauna e arqueologia local.

 


 



AS EXPEDIÇÕES
 

A saga do Coronel Fawcett Não deixa de conter elementos de sabor colonialista. No começo do século, no oriente, ele foi funcionário do serviço secreto britânico ( Inteligente Service) . Tratava-se de um desses militares nascidos nas colônias, e durante grande parte de sua vida foi tratado por sahib. Enfronhou-se também nas técnicas de construção naval . Estudou topografia, o que finalmente lhe criou a oportunidade de vir à América do Sul. Ele vinha sonhando com isso há tempos, convencido como se declarava, de que no continente sul-americano, particularmente no Brasil, descobriria os vestígios de uma civilização pré-histórica que traria luz sobre um vasto período desconhecido da História e permitiria à humanidade conhecer-se melhor e mais profundamente .A descoberta de Macchu-Picchu por Hiran Birgham, em 1911, viria emprestar mais força a essa convicção.
 

Coronel Fawcett
 

O protagonista da saga Fawcett, não é no entanto ele próprio, mas seu filho Jack , que caminharia junto ao pai nas expedições exploratórias . Nos depoimentos da Sra. Fawcett e o outro filho do casal, Brian , uma história muito intrigante e misteriosa aconteceu no Ceilão , muitos anos antes, quando Percy Fawcett (o pai) trabalhava para o serviço secreto britânico . Fizeram contato com misteriosos personagens denominados "os seis sábios da ïndia". Neste encontro foram profetizados fatos extraordinários relacionados a Jack .
 
O estudo da topografia, lhe valeu a vinda para a América do Sul: o governo boliviano precisava fazer demarcações de fronteiras e solicitou ao Foreign Service ( Ministério de Relações Exteriores do Reino Unido) a indicação de um técnico . o indicado foi Percy Fawcett , que veio então à esta região do mundo no ano de 1906.


Como topógrafo, membro da "comunidade de informações e homem de espírito aventureiro, amante dos mistérios, o coronel Fawcett credenciava-se para a missão que lhe foi atribuída . Um agente de informações é um profissional treinado para entender guardar segredos, preparado para identificar outros agentes e guardar a sua própria identidade . Naturalmente ele alardeou a todos que viria à América do sul à procura de uma antiqüíssima civilização ( de origem atlante ). Nestas andanças ele veio também à Bahia , em busca da cidade perdida avistada por bandeirantes há cerca de três séculos , e encontrou vestígios superficiais que indicavam a existência de uma abertura para os mundos interiores .
 
Nas suas memórias, Percy Fawcett soube nas suas andanças pelos Andes bolivianos, por volta de 1911, pela boca do povo, da existência de uma cidade antiga, muito mais imponente que Macchu-Picchu, que permanecia invisível diante dos olhos dos curiosos, dos ambiciosos e maliciosos;estes não viam ali mais do que neves eternas .


Fawcett andou pelos Andes e pela Amazônia Boliviana nas expedições de 1906/1907; 1910; 1911 e 1913 . Na expedição de 1914 , partindo de San Inácio , na Bolívia , penetrou em território brasileiro . No antigo Guaporé (hoje Rondônia) presenciou os funerais de um índio na parte oeste da Serra dos Parecis, e segundo seus relatos teria visto algo o espírito do morto .
 

Uma das expedições de Fawcett
 

O Coronel Percy Fawcett desapareceu misteriosamente nas terras brasileiras . A última mensagem do explorador à sua mulher Nina , antes do sumiço , foi um bilhete escrito no Campo do Cavalo Morto e trazido pelos peões que ali se desligaram da expedição . Fawcett dá a localização exata do Campo : 11 graus e 43 minutos de latitude sul e 54 graus e 35 minutos de longitude oeste .
 

A última foto da expedição
 

Descreve os sofrimentos e dificuldades dele , do filho Jack e do jovem Raleigh, que tinha uma perna machucada . Os peões , exaustos , queriam voltar dali , como realmente fizeram . Mas o coronel manifestava a firme decisão de prosseguir . Estava ao que parece certo de que sua expedição ( a quarta nos sertões do Brasil) em busca da Misteriosa Z alcançaria seus objetivos . Terminava o bilhete a Nina Fawcett dizendo-lhe : - Você não deve recear fracasso algum ... . Era 29 de maio de 1925 .
 
O que aconteceu a partir daí é dado por mensagens telepáticas recebidas por membros da família Fawcett e por amigos . Segundo o sobrinho neto do Coronel Fawcett ,Timothi Patterson - em seu livro ( Il templo di Ibez) , os três aventureiros , após terem partido do acampamento do Cavalo Morto, entraram em contato com um comitê de recepção encabeçado pelo sumo sacerdote do Templo . Este personagem, trajado solenemente para a ocasião, fez a Fawcett um discurso revestido de formalidade . Saudou-o como sendo o fundador de um novo povo, o inaugurador de um novo estado de consciência para toda a Humanidade. Destacou sua persistência . Assim , o sumo sacerdote franqueou-lhes o acesso a Ibez, onde afirma Paterson , Fawcett viveu e trabalhou fisicamente dos 58 aos 90 anos de idade , tendo passado para outra dimensão .


UMA ESTRANHA ESTATUETA
 

Nas suas memórias, Fawcett não se declara um místico ; mas percebe-se um hermetista . O primeiro livro , compilado por seu filho Brian , intitula-se O Continente do Espanto - referindo-se à América do Sul, naturalmente. As indicações para a localização da misteriosa Z , ponto do interior do Brasil , onde se encontraria o acesso à Cidade Encoberta , foi obtida com base em uma singular e antiqüíssima estatueta de basalto negro , que lhe fora presenteado por Sir H. Rider Haggard.
 

A enigmática Estatueta
 


O que pouca gente sabe é que este escritor britânico (autor do romance mágico-esotérico Ella a Feiticeira) morou muito tempo no Brasil. Sobre o ídolo de pedra , Fawcett costumava dizer : - Estou firmemente convencido de que provém de uma das cidades perdidas. (Ele admitia a existência de várias) .
 
Tendo pedido a peritos do Museu Britânico que a examinasse, veio o veredicto : - Se não é falsa, escapa completamente ao nosso conhecimento ! . Ninguém soube explicar por que a estatueta transmitia uma inegável sensação de choque elétrico . Fawcett argumentou que as antiguidades falsas são produzidas por quem tem a intenção de vendê-las , e que nenhum falsificador confeccionaria, com essa finalidade, uma obra de arte impossível de ser situada no quadro de conhecimento consagrado .


Persistente como de costume, fez com que a peça fosse examinada por diferentes sensitivos hábeis na arte da psicometria , pois todo objeto material emite vibrações psíquicas capazes de revelar sua origem. Cada sensitivo requisitado , descrevia as sensações obtidas .
 


No seu livro de memórias , transcreve um destes testes . Nele, a psicômetra descreve o continente da Atlântida estendendo-se do norte da África à América do Sul e o cataclisma que o destruiu quase completamente. Os habitantes, na sua maioria morreram afogados , ou foram vítimas dos terremotos . A psicômetra descreve a existência de muitos templos na região, vendo uma cena em especial : o sumo sacerdote atlante entregando a estatueta , que parecia ser a sua imagem , a um outro sacerdote, que durante a destruição, foge da cidade para esconder-se nas terras altas , prosseguindo viagem em direção leste . Na oportunidade o sacerdote grita : "O julgamento da Atlântida será o destino de todos os que pretendem assumir o poder divino ! " . A sensitiva não pode prever a data da catástrofe . 


Fontes: http://www.geocities.com/CollegePark/Field/8825/fawcett.htm
            http://www.brasiloeste.com.br/noticia/1242/coronel-fawcett
            http://www.sobrenatural.org/materia/detalhar/4279/a_estatueta_negra/
 


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REGRAS GERAIS DE 1723 -XXX


Após esta conversa, os Mestres, Vigilantes e todos os Irmãos podem conversar livremente, ou entreterem-se juntos, até que o jantar seja servido, devendo cada Irmão tomar o seu lugar à mesa. 

Esta singela Regra aparenta ser desnecessária, ou mesmo sem dignidade suficiente para ser incluída no conjunto das Regras Gerais da Fraternidade. Com efeito, nada de especial, aparentemente, consigna.

Mas se a considerarmos com um pouco mais de atenção, não é tão  inútil ou fútil como aparenta, porquanto, ao inocentemente referir que, entre a reunião preparatória da Assembleia anual e a deliberação sobre a continuidade, ou não, do Grão-Mestre em funções e o Jantar Festivo, a que se seguirá a reunião pública da Grande Loja,  haverá um período de descontração, de convívio livre entre Irmãos, está também a referir o que não se pode fazer! E o que não se pode fazer é prosseguir na discussão ou comentário dos assuntos tratados na reunião preparatória ou relativos à deliberação de recondução, ou não, do Grão-Mestre em exercício.

A Maçonaria, desde a sua transformação na atual vertente especulativa que se assume como um espaço e método de aperfeiçoamento pessoal dos seus membros, incluindo-se neste conceito também a noção de escola e prática de Valores morais e correspondentes e adequados comportamentos sociais.

No seu processo de autoaperfeiçoamento, o maçom necessariamente que tem de olhar para o interior de si mesmo, de se conhecer a si próprio, mas, em simultâneo deve manter presente que o Homem é um animal social, que cada um verdadeiramente é o que é, não apenas em si e por si, mas também enquanto elemento enquadrado socialmente e socialmente interagindo. Por isso o maçom, em bom rigor, não declara ser maçom, afirma que os seus Irmãos como tal o reconhecem. O Homem não é uma ilha, não basta Ser perante si próprio apenas; o seu Ser só adquire pleno significado enquanto ator social.

Esta noção implica que o maçom permanentemente deve agir sobre si perante si, mas também perante todos aqueles com quem se relaciona. Pouco importará se alguém cultiva um coração de ouro, uma exemplar tolerância, se, por outro lado, permanece um intratável bicho-do-mato, incapaz de agir de forma a que os demais possam entrever o seu dourado coração e beneficiar da sua estimável tolerância...

A aquisição destes conceitos e, sobretudo, o adequado trabalho, em equilíbrio, nestas duas vertentes diversas, o Eu perante mim e o Eu perante os outros, não é fácil, não é algo intuitivo, inevitavelmente gera erros, recuos, hesitações, sobretudo na fase inicial de aprendizagem desse trabalho que perpetuamente se deve efetuar. Daí a absoluta necessidade do período de silêncio a que os Aprendizes e Companheiros são sujeitos - e cuja utilidade, por vezes, demora a ser entendida...

Esta singela e aparentemente inútil Regra é um afloramento de princípios de conduta social que são de evidente utilidade, não só para os maçons, como para todos os que se inserem civilizadamente na sociedade: há tempo e lugar adequados para tudo; não se deve misturar o que não deve ser misturado; os assuntos tratam-se nos lugares e momentos próprios para serem tratados.

A preparação das deliberações a assumir na Assembleia Anual tem lugar na reunião prévia. É aí que se tem de discutir o que se tiver de discutir, esclarecer o que houver para esclarecer, opinar o que cada um entenda por bem opinar. Uma vez saídos dessa reunião, não é útil, não é produtivo, não é acertado, não é socialmente adequado, continuar a discutir ou comentar, fora de local, fora de tempo, porventura na presença de quem não teve assento na reunião, os assuntos que a esta dizem respeito.

Esta atenção que os maçons cultivam, no sentido de não tratar os seus assuntos fora do local onde devem ser tratados, do tempo adequado para o fazer e apenas com a presença dos que os devem tratar, é, pelos detratores da Maçonaria, considerada como ultrajante e perigoso sigilo conspirativo. Coitados! Perdoai-lhes, senhores leitores, pois não sabem do que falam, nem sequer se apercebem de que se trata de um puro princípio de boa educação e de prática de conduta social que todos deveriam aprender e praticar desde criancinhas: que há tempos e locais próprios e adequados para tratar de tudo e que falar fora de tempo e do lugar adequado e perante quem não tem nada que ver com o assunto é, além do mais, demonstrativo de falta de educação e de desconhecimento de como as pessoas se devem comportar em Sociedade! Nem sequer se trata de sigilo versus coscuvilhice: é simplesmente boa-educação versus rudeza...

Ora vejam lá onde nos levou uma mais atenta reflexão sobre uma aparentemente insignificante Regra...

Fonte:

Constituição de Anderson, 1723, Introdução, Comentário e Notas de Cipriano de Oliveira, Edições Cosmos, 2011, página 143. 

sexta-feira, novembro 23, 2012



Depois de todos esses assuntos discutidos, o Grão-Mestre e seu Vice Grão-Mestre, os Grandes-Vigilantes, ou seus representantes, o Secretário, o Tesoureiro, os Funcionários, e todas as pessoas, devem retirar-se e deixar só os Mestres e Vigilantes das Lojas para que possam discutir amigavelmente sobre a eleição do novo Grão-Mestre ou a continuidade do atual se não o tiverem feito no dia anterior. Se forem unânimes sobre a continuidade do atual Grão-Mestre, este deverá ser chamado e humildemente convidado a que honre a Fraternidade, dirigindo-a no ano seguinte. Mas só após o jantar será conhecida a decisão, pois tal só pode ser revelado como resultado do ato eleitoral. 

Esta regra regulava a tomada de decisão sobre a continuidade ou substituição do Grão-Mestre em funções. O mandato do Grão-Mestre era anual, podendo haver, sem limite, recondução do titular em exercício.

A regra da duração anual do mandato do Grão-Mestre permanece na maioria, se não na totalidade, das Grandes Lojas dos Estados Unidos da América. Na Europa e na América do Sul, os mandatos têm normalmente uma maior duração, podendo ou não haver recondução do titular e, quando a mesma é possível, podendo ou não haver limite ao número de reconduções possíveis. 

Aquando da fundação da GLLP/GLRP (então apenas GLRP), a duração do mandato  do Grão-Mestre era de cinco anos, sem possibilidade de recondução. Foi essa a duração dos mandatos do Grão-Mestre Fundador, Fernando Teixeira, e do seu sucessor, Luís Nandin de Carvalho. A partir do terceiro Grão-Mestre, a duração do mandato passou para quatro anos, também sem possibilidade de recondução. Assim se processaram os mandatos dos terceiro e quarto Grão-Mestres, José Manuel Anes e Alberto Trovão do Rosário. Logo no início da mandato do quinto Grão-Mestre, Mário Martin Guia, e muito por persuasão deste, foi alterada de novo a duração do mandato do Grão-Mestre, passando este a ser de dois anos, mas sendo permitida uma recondução. Sempre prudente e cauteloso, entendia Martin Guia - e obteve vencimento nesse seu entendimento - que assim se possibilitava a avaliação do desempenho do Grão-Mestre ao fim de dois anos. Se esse desempenho fosse bom, o mais natural e provável é que fosse reconduzido. Se fosse insatisfatório, seria eleito um outro Grão-Mestre e o abreviado período de exercício de funções com menos felicidade ou acerto não causaria grande mossa ou, pelo menos, causaria menor dano do que se um mandato menos bem conseguido perdurasse por quatro anos. Mário Martin Guia reduziu assim o seu mandato a dois anos, findos os quais foi reconduzido para um segundo mandato, que abreviaria em alguns meses, por vontade própria. O atual, e sexto, Grão-Mestre, José Moreno, cumpre agora o seu segundo mandato bianual.

Voltando à regra XXIX, é interessante notar como a mesma traduz bem o equilíbrio entre o poder (originário) das Lojas e o poder do Grão-Mestre. Finda a reunião preparatória sob a direção do Grão-Mestre, ele e todos os Grandes Oficiais e, mesmo, os funcionários da Obediência, retiravam-se, ficando a reunião restrita aos representantes das Lojas (Mestres - hoje, Veneráveis Mestres - e Vigilantes). Era nessa configuração restrita, e obviamente livre de pressões e constrangimentos, que era tomada a deliberação de reconduzir, ou não, o Grão-Mestre em exercício. A deliberação de recondução tinha de ser unânime. Era a manifestação do poder originário das Lojas em todo o seu esplendor! Mas, havendo deliberação unânime de recondução do Grão-Mestre em funções, este era chamado ehumildemente convidado a que honrasse a Fraternidade, acedendo a dirigi-la por mais um ano. O poder originário das Lojas, uma vez escolhido por estas o dirigente máximo da Obediência, era-lhe de imediato transmitido, ao ponto de a própria solicitação de permanência em funções ser humildemente apresentada e de ser considerada uma honra para a Fraternidade que o Grão-Mestre acedesse a continuar em exercício...

Este extraordinário equilíbrio entre o Poder originário e o Poder delegado ou conferido é uma marca da Maçonaria Especulativa desde o seu início. As Lojas são, e assumem-se como tal, a fonte do Poder na Obediência. Mas, uma vez escolhido um dirigente para a Obediência, e enquanto durar o seu mandato, esse Poder é-lhe transmitido sem reservas, sendo tal evidente no próprio comportamento de absoluto respeito assumido perante o escolhido.

Fonte:

Constituição de Anderson, 1723, Introdução, Comentário e Notas de Cipriano de Oliveira, Edições Cosmos, 2011, página 143. 

quinta-feira, novembro 22, 2012


MAÇONARIA: EUDescrição: https://feedads.g.doubleclick.net/~a/AQIMmGA_78W6xzws-8hrkWhYDwE/U5UjkZOkz1DGYSOdi8K8_TdXVIM/0/pi ACEITO O DEBATE.
Descrição: https://feedads.g.doubleclick.net/~a/AQIMmGA_78W6xzws-8hrkWhYDwE/U5UjkZOkz1DGYSOdi8K8_TdXVIM/1/pi

Os símbolos e os ritos sempre foram recursos para as diversas formas que o homem encontrou para organizar-se. Vejam-se os rituais dentro de uma igreja, dentro de um tribunal, no sistema de colação de grau de formandos, de união entre casais, o significado da cruz para alguns cristãos, etc. Para cada caso um sentimento, emoção ou sentido é associado e tem com isso funções específicas de causar impressões e respostas de nossa consciência. A Maçonaria preserva em seus ritos e símbolos a bagagem dos séculos de aprendizado do ser humano e para que não sejam profanados e perdidos, seu sentido deve ser interiorizado. Ou seja, para cada texto que pretende revelar algum dos segredos da Maçonaria apenas se cria mais confusão e se afasta de seu real significado.

A Maçonaria é uma organização mundial e, portanto, compreende diversas crenças de diversos povos. É por esta razão que aceitam diversos nomes para Deus, conforme a crença predominante, embora prefiram chamá-lo de "Grande Arquiteto do Universo" (G.A.D.U. - forma única para representar o nome escolhido de cada religião), nome pelo qual se refere, na Maçonaria, para cada caso ou país onde se encontra,  Allah, Brahma, Jeová, etc..., partindo do pressuposto de que se trata do mesmo deus com o nome variando conforme o povo. Pra ficar mais claro, uma Loja Maçônica muçulmana teria por denominação o nome utilizado por seus integrantes, ou seja,  Allah. Isto fica evidenciado pelo fato de que em outros países se adotam outros livros considerados sagrados para abrir as sessões. Conforme a crença da região em questão, o livro adotado pode ser o Alcorão, a Tripitaka, os Vedas, O Livro de Mórmon, etc.

Mito
Há grande confusão de conceitos para se definir quem é o deus da Maçonaria, alegando que o problema está mais na falta de espiritualidade do homem que no nome de Deus em si. Repete-se em livros e sites que "no grau do Real Arco do Rito de York, o maçom tem a lição de que o verdadeiro nome de Deus é Jabulon, onde cada sílaba da palavra representaria um deus. Já teve até quem associou ao nome da bola usada na copa da África: Jo'bulani que é uma palavra do idioma Bantu. Segundo Henry Wilson Coil (Coil's Masonic Encyclopedia, pág. 516), seria uma associação de Javeh, Baal ou Bel e Om (Osíris, o deus-sol do Egito). Ja, representa Javé; Bul ou Baal representa o antigo deus cananita, deus nacional dos fenícios, terra de Hirão, rei de Tiro (conf. II Rs 1:2-4); On representaria Osíris, o misterioso deus egípcio. Nesse mesmo grau a Maçonaria uniria Yahweh, nome que consta na Bíblia, com divindades pagãs como Baal, On e Osíris, que, segundo a própria Bíblia, tratam-se de abominações pagãs repudiadas totalmente por Deus". É falso! A palavra Jahbulon apareceu pela primeira vez na literatura maçônica em 1700 e referia-se a lenda do explorador que teria encontrado uma placa de ouro no templo de Salomão, contendo gravado, o nome de Deus. Ainda assim, trata-se de uma simbologia como as demais lendas que os iniciados devem refletir e meditar.

Não cabe aqui discutir interpretações e traduções equivocadas de textos sagrados ou não. Mas uma explicação ao equívoco da trindade é pertinente. Muito da simbologia maçônica remete-se a geometria e o número três tem seu próprio significado, assim como os demais. Na literatura maçônica existem várias lendas, ritos e símbolos para que o iniciado contemple os significados desses sinais. Nada de mal ou anticristão há nisso como desejam alguns que amam as supostas conspirações! Os judeus foram sábios em não grafar o nome de Deus, referindo-se a ele de maneira sempre a exaltar sua presença e não seu nome. Preferiam formas como Adonai, ou AltíssimoSenhor. O Tetragrama formado pelas letras hebraicas YOD-HEY-VAV-HEY, se pronunciado fosse, em acordo com a fonética hebraica, seria "Iaurrú", presente em quase todos os sobrenomes de judeus e nomes bíblicos alterados para maior conforto de nossas línguas:  Benjamin NetanYAOHU (Primeiro Ministro de Israel), ULYAOHU (Elias), YARMIYAOHU (Jeremias), YASHUAYAOHU (Izaías), e assim por diante. Se houve, no passado, intenções para distorcer o nome, isso ocorreu devido a influências do paganismo na época e nomes foram alterados para se aproximarem da cultura romana.

Inúmeras obras antimaçônicas foram escritas no passado. Algumas com consequências mortais, instigando a perseguição de parte dos fundamentalistas políticos e religiosos. São exemplos: a perseguição na Alemanha, por Adolf Hitler; na Espanha, Francisco Franco; diversos papas católicos e líderes de outras miríades de religiões fundamentalistas. Milhares de maçons foram assassinados em consequência destas obras escritas apenas para público profano desejoso de conhecer os "terríveis segredos da Maçonaria". Outros tinham por alvo disseminar mentira e instigar à discriminação racial, guerras ideológicas e sanguinárias, como no caso de "Os Protocolos dos Sábios de Sião".

Existem também obras de autores maçons que causaram danos graves porque foram escritas por pessoas de pouco ou nenhum conhecimento técnico e histórico. Inventaram estórias e dados inconsistentes que, de tanto serem replicadas, alcançaram o status de verdade e acabaram alimentando os caluniadores. Existem casos onde os fatos relatados têm mínima chance diante de uma pesquisa superficial porque são pura ficção de pouco ou nenhum suporte. Nestes casos um leitor deduz que os piores inimigos estão dentro da Maçonaria, constituída de "irmãos" oportunistas e astutos na preparação de ardis revelando sórdidos objetivos comerciais. Estes textos, sim, expuseram a Maçonaria a ridículo e perigo, mas que à luz de uma justa pesquisa não prosperam.

"Apenas,  um ano após a aparição da primeira constituição maçônica, quando, em 1724, foi escrito o Livro das Constituições de James Anderson, surgiu em Londres, de autor anônimo e edição de Willian Wilmont, um pequeno impresso com o título "Revelado o Grande Mistério dos Maçons". Tudo leva a crer que o autor foi um covarde maçom, cujo único objetivo foi vender informações maçônicas ao maior número de pessoas. Depois surgiu "Toda a Instituição Maçônica", revelando até sinais e palavras. Foram muitos os textos que surgiram na época, alguns até plágio dos primeiros, mas todos com o objetivo de fazer dinheiro à custa da curiosidade profana. A partir de 1730 surgiram obras antimaçônicas de vulto e impacto: "A Maçonaria Dissecada" de Samuel Prichard. Em 1744, o abade Perau publicou o livro: "A Ordem dos Franco-maçons Traída e Seus Segredos Revelados". Neste mesmo ano, Luiz Traveno publicou diversos livros versando sobre Maçonaria, sempre expondo assuntos internos, no claro objetivo de apenas vender livros e fazer dinheiro. Em 1760 foi editado um livro de autor desconhecido, "As Três Batidas Distintas". Em 1762 apareceu o livro "Jaquim e Boaz". Depois surgiu "Memórias do Jacobismo", do padre Augustinho Barruel, o qual é considerado, de fato, o pai da antimaçonaria, pois sua criatividade criou fábulas tão verossímeis que estas ainda hoje prejudicam os maçons.

De todos estes autores podemos aceitar até motivação por ódio e oportunismo comercial contra a Maçonaria, pois não eram maçons. Entretanto, o maior mestre do engodo, de todos os tempos, foi o aprendiz maçom Leo Taxil, este causou estragos terríveis à ordem maçônica. Depois deste "irmão" surgiu frei Boaventura em seu livro "A Maçonaria no Brasil", também pretendia contar os "segredos" dos homens que se reuniam a portas fechadas em confrarias fraternas.

O supremo campeão é sem dúvidas:  "Os Protocolos dos Sábios de Sião", obra ficcional na qual foram baseadas as invenções de alguns detratores e principalmente de parte do padre Barruel, dando conta de uma suposta "Conspiração Maçônica", e onde foram dramatizadas situações sem fundamento que muitos males causaram aos maçons ao longo do tempo; nem as dramatizações de Leo Taxil e todos os anteriores ao padre Barruel causaram tanto mal. Mesmo escrevendo diversos livros dos dramas e problemas proporcionados, não se esgota o assunto da antimaçonaria".

Pior! Os que se dedicam a criar tais teorias conspiratórias (alguns porque rendem muito dinheiro!), ainda afirmam o absurdo de que são conhecedores de um segredo que só seria revelado aos que atingiram um último grau na ordem! Vi centenas de sites que se proclamam reveladores detalhando os "mistérios" e os "sinais" utilizados pelos maçons. Outro mito perverso! Inventam até justificativas sobre os rituais que os maçons não forneceram!

A maioria do que se lê contra a Maçonaria é oriunda destes livros como plataforma da calúnia e raciocínio falso. Felizmente a instituição maçônica provê abertura para debate de amplo leque. Maçonaria não se faz com templos, livros, grandes lojas, grandes orientes, sinais, palavras de passe ou palavras sagradas! Estas são apenas ferramentas, utensílios que facilitam o raciocínio, abrem o entendimento. Maçonaria se faz dentro da mente e no coração! Todo o resto é ilusão! Tentar revelar os "segredos" da ordem maçônica é seguramente um vão esforço dos caluniadores de alcançarem o vento na corrida! Grandes pensadores já intuíram em tempos remotos que, onde existirem pessoas que se tratam como irmãos e demonstram profundo amor entre si, com certeza ali estará o espírito do Grande Arquiteto do Universo e se pratica a verdadeira Maçonaria; independente se as pessoas forem ou não iniciadas. A iniciação verdadeira ocorre no coração. É dádiva divina! Resultado de sã racionalidade, lógica e espiritualidade, equilibrados.

O maçom sequer discute ou gera Deuses à sua imagem e semelhança, porque seres desta magnitude não cabem dentro da lógica e isso apenas gera separação e ranger de dentes, daí usar apenas o conceito de um Princípio Criador, ao qual se denomina Grande Arquiteto do Universo. É a razão da paz encontrada entre as colunas das lojas dos maçons em todos os países. Aliás, em minha cidade é grande o número de maçons evangélicos, inclusive de altíssimos graus, que entendem que nada há de verdade nessas teorias.

Na cidade de Birigui houve muitas manifestações porque se supõe que um dos candidatos seria maçom, mas ignoravam que do outro lado também havia. Qual o problema? Então numa democracia, maçons não podem concorrer a um cargo público como qualquer outro? Pegam tanto no pé da Maçonaria porque é uma organização reservada e evita se expor em demasia, mas não entendo a perseguição a ela, sobretudo por cristãos que sabem muito bem o que é ser perseguido e estigmatizado. Estou convicto de que há na ordem maus maçons como nos mais diversos meios de organização em grupo do ser humano, mas, atribuir a Maçonaria as milhares de teorias de conspiração que existem no globo e são repetidas a exaustão por puro medo daquilo que desconhecem não me parece correto e justo. Ainda mais, quando partindo de pessoas muito comprometidas e dedicadas a uma obra justa e perfeita que é a aproximação do ser com seu criador.

Fato: se religião é o ato de religar o ser a seu princípio criador, então a Maçonaria trabalha para que todas as religiões obtenham sucesso nesse objetivo. Não sendo a Maçonaria uma religião, mas tendo entre suas colunas irmãos de todas as correntes religiosas e primando pela evolução do indivíduo para que alcance sua plenitude, ela não é religiosa, mas dotada de religiosidade e ajuda na causa das religiões, desde que sem fanatismo.

Para quem deseja entender melhor de que se trata a Maçonaria, pergunte a um Maçom,  visite uma sessão branca, investigue diretamente na Ordem, não recorra a especulações. Não há nada de misterioso na Maçonaria e nada de absolutamente secreto, salvo e de direito, a maneira como os maçons se reconhecem. É perfeitamente compreensível que seja deste modo, pois equivaleria ao ato de emprestar um cartão de crédito com as senhas e o saldo informado.

Perguntas e respostas

O que é a Maçonaria? - A Maçonaria é uma instituição essencialmente filosófica, filantrópica, educativa e progressista.

Por que é Filosófica? - É filosófica porque em seus atos e cerimônias ela trata da essência, propriedades e efeitos das causas naturais. Investiga as leis da natureza e relaciona as primeiras bases da moral e da ética pura.

Por que é Filantrópica? - É filantrópica porque não está constituída para obter lucro pessoal de nenhuma classe, senão, pelo contrário, suas arrecadações e seus recursos se destinam ao bem-estar do gênero humano, sem distinção de nacionalidade, sexo, religião ou raça. Procura conseguir a felicidade dos homens por meio da elevação espiritual e pela tranquilidade da consciência.

Por que é Progressista? - É progressista porque partindo do princípio da imortalidade e da crença em um princípio criador regular e infinito, não se aferra a dogmas, prevenções ou superstições. E não põe nenhum obstáculo ao esforço dos seres humanos na busca da verdade, nem reconhece outro limite nessa busca senão o da razão com base na ciência.

Quais são os seus princípios? - A liberdade dos indivíduos e dos grupos humanos, sejam eles instituições, raças, nações; a igualdade de direitos e obrigações dos seres e grupos sem distinguir a religião, a raça ou nacionalidade; a fraternidade de todos os homens, já que somos todos filhos do mesmo CRIADOR e, portanto, humanos e como consequência, a fraternidade entre todas as nações.

Qual o seu lema? - Ciência - Justiça - Trabalho: Ciência, para esclarecer os espíritos e elevá-los; Justiça, para equilibrar e enaltecer as relações humanas; e Trabalho por meio do qual os homens se dignificam e se tornam independentes economicamente. Em uma palavra, a Maçonaria trabalha para o melhoramento intelectual, moral e social da humanidade.

Qual é seu objetivo? - Seu objetivo é a investigação da verdade, o exame da moral e a prática das virtudes.

O que entende a Maçonaria por moral? - Moral é para a Maçonaria uma ciência com base no entendimento humano. É a lei natural e universal que rege todos os seres racionais e livres. É a demonstração científica da consciência. E essa maravilhosa ciência nos ensina nossos deveres e a razão do uso dos nossos direitos. Ao penetrar a moral no mais profundo da nossa alma sentimos o triunfo da verdade e da justiça.

O que entende a Maçonaria por virtude? - A Maçonaria entende que virtude é a força de fazer o bem em seu mais amplo sentido; é o cumprimento de nossos deveres para com a sociedade e para com a nossa família sem interesse pessoal. Em resumo: a virtude não retrocede nem ante o sacrifício e nem mesmo ante a morte, quando se trata do cumprimento do dever.

O que entende a Maçonaria por dever? - A Maçonaria entende por dever o respeito e os direitos dos indivíduos e da sociedade. Porém não basta respeitar a propriedade apenas, mas, também, devemos proteger e servir aos nossos semelhantes. A Maçonaria resume o dever do homem assim: "Respeito a Deus, amor ao próximo e dedicação à família". Em verdade, essa é a maior síntese da fraternidade universal.

A Maçonaria é religiosa? - Sim, é religiosa, porque reconhece a existência de um único princípio criador, regulador, absoluto, supremo e infinito ao qual se dá, o nome de GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO, porque é uma entidade espiritualista em contra posição ao predomínio do materialismo. Estes fatores que são essenciais e indispensáveis para a interpretação verdadeiramente religiosa e lógica do UNIVERSO, formam a base de sustentação e as grandes diretrizes de toda ideologia e atividade maçônicas.

A Maçonaria é uma religião? - Não. A Maçonaria não é uma religião. É uma sociedade que tem por objetivo unir os homens entre si. União recíproca  no sentido mais amplo e elevado do termo. E nesse seu esforço de união dos homens, admite em seu seio pessoas de todos os credos religiosos sem nenhuma distinção.

Para ser Maçom é necessário renunciar à religião a qual se pertence? - Não, porque a Maçonaria abriga em seu seio homens de qualquer religião, desde que acredite em um só Criador, o GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO, que é Deus. Geralmente existe essa crença entre os católicos, mas ilustres prelados têm pertencido à Ordem Maçônica; entre outros, o Cura Hidalgo, Paladino da Liberdade Mexicana; o Padre Calvo, fundador da Maçonaria na América Central; o Arcebispo da Venezuela, Don Ramon Ignácio Mendez; Padre Diogo Antonio Feijó; Cônegos Luiz Vieira, José da Silva de Oliveira Rolin, da Inconfidência Mineira, Frei Miguelino, Frei Caneca e muitos outros.

Quais outros homens ilustres que foram Maçons? - Filósofos como Voltaire, Goethe e Lessing; Músicos como Beethoven, Haydn e Mozart; Militares como Frederico o Grande, Napoleão e Garibaldi; Poetas como Byron, Lamartine e Hugo; Escritores como Castellar, Mazzini e Espling.

Somente na Europa houve Maçons ilustres? - Não. Também na América existiram. Os libertadores da América foram todos maçons. Washington nos Estados Unidos; Miranda, o Padre da Liberdade sul-americana; San Martin e O'Higgins, na Argentina; Bolivar, no Norte da América do Sul; Marti, em Cuba; Benito Juarez, no México e o Imperador Dom Pedro I no Brasil.

Quais os nomes de destaque no Brasil que foram Maçons? - D. Pedro I, José Bonifácio, Gonçalves Ledo, Luis Alves de Lima e Silva (Duque de Caxias), Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto, Prudente de Morais, Campos Salles, Rodrigues Alves, Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca, Wenceslau Braz, Washington Luiz, Rui Barbosa e muitos outros.

Então a Maçonaria é tolerante? - A Maçonaria é eminentemente tolerante e exige dos seus membros a mais ampla tolerância. Respeita as Opiniões políticas e crenças religiosas de todos os homens, reconhecendo que todas as religiões e ideais políticos são igualmente respeitáveis e rechaça toda pretensão de outorgar situações de privilégio a qualquer uma delas em particular.

O que a Maçonaria combate? - A ignorância, a superstição, o fanatismo. O orgulho, a intemperança, o vício, a discórdia, a dominação e os privilégios.

A Maçonaria é uma sociedade secreta? - Não, pela simples razão de que sua existência é amplamente conhecida. As autoridades de vários países lhe concedem personalidade jurídica. Seus fins são amplamente difundidos em dicionários, enciclopédias, livros de história etc. O único segredo que existe e não se conhece senão por meio do ingresso na instituição, são os meios para se reconhecer os maçons entre si, em qualquer parte do mundo e o modo de interpretar seus símbolos e os ensinamentos neles contidos.

Quais as principais obras da Maçonaria no Brasil? - A Independência, a Abolição e a República. Isto para citar somente os três maiores feitos da nossa história, em que os maçons tomaram parte ativa.

Quais as condições individuais indispensáveis para poder pertencer a Maçonaria? - Crer na existência de um princípio Criador; ser homem livre e de bons costumes; ser consciente de seus deveres para com a Pátria, seus semelhantes e consigo mesmo; ter uma profissão ou ofício lícito e honrado que lhe permita prover suas necessidades pessoais e de sua família e a sustentação das obras da Instituição.

O que se exige dos Maçons? - Em princípio, tudo aquilo que se exige ao ingresso em qualquer outra instituição: respeito aos seus estatutos, regulamentos e acatamento às resoluções da maioria, tomadas de acordo com os princípios que as regem; amor à Pátria; respeito aos governos legalmente constituídos; acatamento às leis do país em que viva, etc. E em particular: a guarda do sigilo dos rituais maçônicos; conduta correta e digna dentro e fora da Maçonaria; a dedicação de parte do seu tempo para assistir às reuniões maçônicas; a prática da moral, da igualdade e da solidariedade humana e da justiça em toda a sua plenitude. Ademais, se proíbe terminantemente dentro da instituição, as discussões políticas e religiosas, porque prefere uma ampla base de entendimento entre os homens a fim de evitar que sejam divididos por pequenas questões da vida civil.

O que é um Templo Maçônico? - É um lugar onde se reúnem os maçons periodicamente para praticar as cerimônias ritualísticas que lhes são permitidas, em um ambiente fraternal e propício para concentrar sua atenção e esforços,  para melhorar seu caráter, sua vida espiritual e desenvolver seu sentimento de responsabilidade, fazendo-lhes meditar tranquilamente sobre a missão do homem na vida, recordando-lhes constantemente os valores eternos cujo cultivo lhes possibilitará acercar-se da verdade.

O que se obtêm sendo Maçom? - A possibilidade de aperfeiçoar-se, de instruir-se, de disciplinar-se, de conviver com pessoas que, por suas palavras, por suas obras, podem constituir-se em exemplos; encontrar afetos fraternais em qualquer lugar em que se esteja dentro ou fora do país. Finalmente, a enorme satisfação de haver contribuído, mesmo em pequena parcela, para a obra moral e grandiosa levada a efeito pelos homens. A Maçonaria não considera possível o progresso senão na base de respeito à personalidade, à justiça social e a mais estreita solidariedade entre os homens. Ostenta o seu lema "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" com a abstenção das bandeiras políticas e religiosas. O segredo maçônico, que de má fé e caluniosamente tem se servido os seus inimigos para fazê-la suspeita entre os espíritos cândidos ou em decadência. Não é um dogma senão um procedimento, uma garantia, uma defesa necessária e legítima, porém como inevitavelmente tem sucedido com todo direito e seu dever correlativo, o preceito das reservas maçônicas já tem experimentado sua evolução nos tempos e segundo os países. A Maçonaria não tem preconceito de poderes, e nem admite em seu seio, pessoas que não tenham um mínimo de cultura que lhes permitam praticar os seus sentimentos e tenham uma profissão ou renda com que possam atender às necessidades dos seus familiares, fazer face às despesas da sociedade e socorros aos necessitados.

Biografia:

Augustin Barruel ou Abbé Augustin Barruel, jesuita francês. Nasceu em 2 de outubro de 1741. Faleceu, em 5 de outubro de 1820, com 78 anos de idade. Escreveu que a revolução francesa foi planejada e executada por sociedades secretas;
Francisco Franco ou Francisco Bahamonde Franco, escultor, militar e político espanhol e português. Nasceu em El Ferrol, Galícia em 4 de dezembro de 1892. Faleceu em Lisboa, em 20 de novembro de 1975, com 82 anos de idade. Caudilho do povo espanhol;
Hitler ou Adolf Hitler, estadista, militar e político alemão. Nasceu em Braunau, Áustria em 20 de abril de 1889. Faleceu em Berlim, Alemanha, em 30 de abril de 1945, com 56 anos de idade, suicídio. Fundador do Partido Nacional Socialista Alemão;
James Anderson, escritor, maçom e ministro religioso inglês. Nasceu em Aberdeen, Escócia em 1679. Faleceu, em 1739, com 59 anos de idade. Conhecido pela autoria da Constitutição dos Maçons Livres ou a Constituição de Anderson;
Luiz Travenol, escritor e maçom francês. Também conhecido por Leonardo Gabanon. Em 1743, Publicação de Catechismes des Franc-maçons, revelando segredos, de autoria de Travenol;
Marie Joseph Gabriel Antoine Jogand-Pagès, falsário francês. Também conhecido por Léo Taxil. Nasceu em 21 de março de 1854. Faleceu, em 31 de março de 1907, com 53 anos de idade;
PRICHARD, Samuel escritor e maçom inglês. Em 1730, Publicação do livro Maçonaria Dissecada de Samuel Prichard, que divulgou Segredos Maçônicos e provocou alterações nos Rituais dos Modernos. Inglaterra. Em 1738, Publicação de Recepção Misteriosa, tradução mal feita de Maçonaria Dissecada de Samuel Prichard.
BAYARD, Jean-Pierre, A Espiritualidade na Maçonaria, Da Ordem Iniciática Tradicional às Obediências, tradução: Julia Vidili, ISBN 85-7374-790-0, primeira edição, Madras Editora Ltda., 368 páginas, São Paulo, 2004;
BOUCHER, Jules, A Simbólica Maçônica, Editora Pensamento, 1979;
CARVALHO, Francisco de Assis, O Avental Maçônico e Outros Estudos, Nº 6, primeira edição, Editora Maçônica a Trolha Ltda., 160 páginas, Londrina, 1989;
FIGUEIREDO, Joaquim Gervásio de, Dicionário de Maçonaria, Seus Mistérios, seus Ritos, sua Filosofia, sua História, quarta edição, Editora Pensamento Cultrix Ltda., 550 páginas, São Paulo, 1989;
PROBER, Kurt, História do Supremo Conselho do Grau 33 do Brasil, Volume 1, 1832 a 1927, primeira edição, Kosmos, 405 páginas, Rio de Janeiro, 1981;
WESTCOTT, William Wynn, Maçonaria e Magia, título original: Tha Magical Mason, tradução: Joaquim Palácios, ISBN 85-315-0384-1, primeira edição, Editora Pensamento Cultrix Ltda., 240 páginas, São Paulo, 1983.
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quarta-feira, novembro 21, 2012



O Trabalho Mental do Maçom

Maçonaria não é religião e suas Lojas não são igrejas. Embora proclame a prevalência do espírito sobre a matéria, pugna também pela investigação constante da verdade, segundo está expresso na Constituição do Grande Oriente do Brasil. Apenas espera que cada maçom tenha a sua religião e não admite em seu seio ateu ou materialista..
Por isso, a Ordem não exige a qualquer de seus membros a obrigação de acreditar em tudo o que ouve no interior de nossas colunas, em qualquer coisa que se lhes transmita como ensinamento. Não sendo portadora de qualquer mensagem divina, tem, porém, entre seus postulados universais a existência de um princípio criador: o Grande Arquiteto do Universo.
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Todos os maçons são convidados, isto sim, a pensar em tudo o que ouvirem ou virem dentro dos templos maçônicos, guardiões dos mistérios da vida e da morte e por onde transitaram grandes gênios e benfeitores da humanidade com Voltaire, Goethe e George Washington, e mártires do nosso povo, como Padre Roma e Frei Caneca.
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Em seus esforços de aperfeiçoamento pessoal, os maçons têm muito a ganhar na meditação perseverante sobre as sublimes lições contidas nos rituais dos diversos graus. Ali estão concentrados o conhecimento, a sabedoria e a experiência de grandes almas do passado, hoje no Oriente Eterno, que tanto se dedicaram à elevação dos maçons de hoje.
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As ricas tradições da Maçonaria inseridas nos antigos usos e costumes da nossa querida Instituição, os quais todos nos comprometemos a sustentar e respeitar, é outra fonte de enriquecimento intelectual e compreensão psíquica do que seja a verdadeira Iniciação, que, através de ritos, mitos e lendas, faz o coração do Maçom despertar para as verdades eternas.
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Essa é a responsabilidade da Ordem perante seus filiados, a partir dos primeiros ano da vivência maçônica. Esse é o modo como, em Maçonaria, o homem aprende a discernir a coisa virtuosa da viciosa, isto é, a separar o que contribui para a evolução humana do que a prejudica ou atrasa.
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Marcos José da Silva
Grão-Mestre Geral

PILULA MAÇÔNICA Nº  123

Rosa – Cruz e a Maçonaria

O pessoal mais antigo da Maçonaria é frequentemente questionado pelos maçons mais jovens, sobre a ligação entre a Maçonaria e o Rosacrucianismo.
A pergunta mais freqüente é se a Rosa-Cruz nasceu na Maçonaria, ou vice versa. Se têm muita coisa em comum, etc.
Na verdade elas são instituições totalmente diferentes, com origens diferentes.
É difícil dizer que não tem nada em comum, pois a Maçonaria tem uma parte "mística", apesar da Maçonaria Especulativa, atual, ser uma construtora social, atuando no terreno político-social. Por sua vez, a Rosa-Cruz é uma instituição muito "mística", num sincretismo de diversas correntes filosófico-religiosas: desde alquimia, gnosticismo cristão, cabalismo judaico até o hermetismo egípcio (Castellani).
Sobre a origem da Maçonaria já foi falado em diversas Pílulas anteriores.
Quanto a origem do Rosa-Cruz, apesar de alguns escritores ufanistas, dizerem que essa Instituição nasceu no Egito antigo, escritores sérios, com documentos concretos, como Frederico Guilherme Costa, demonstram que, na verdade, ela nasceu na Idade Média.
No livro "Maçonaria Dissecada" o escritor citado, nos diz que a primeira menção histórica da Rosa-Cruz, data de 1614, quando apareceu o documento "Fama Fraternitatis", relatando as fantásticas viagens pela Arábia, Egito, Marrocos feitas pelo germânico Christian RosenKreuz.
Nesses países, adquiriu seus conhecimentos místicos e que foram, posteriormente, espalhados pelos quatro cantos do mundo, através de seus seguidores.

 

M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto


segunda-feira, novembro 19, 2012






            A maçonaria ministra a sua filosofia por meio de símbolos e alegorias, para desta forma manter seus mistérios em segredo para os prof.:, desvendando-os somente para os que ingressam na Arte Real. A maçonaria não é uma camisa de força, mas uma organização “familiar”, ou seja, onde a franqueza, a sinceridade e a confiança, são apanágios de valor. Partindo-se dessa premissa podemos concluir que os simbolismos apresentam diferentes significados não só em relação ao cargo que o Ir.: ocupa mas também de acordo com a fase da vida  em que se encontra.
            A pedra bruta, tosca, plena de arestas é ornamentação obrigatória em toda loja maçônica, ao pé do Trono do Pr.: Vig.: a representar o neófito, que nos primeiros três golpes de Maço começa a desbastar e esquadrejá-la para dela criar uma peça indispensável á construção, o alicerce. Com seu aspecto rústico, rígido e estático pode passar desapercebida, mesmo em grandes blocos, mas é fundamental para a estabilidade e durabilidade de qualquer construção. Para tal fim é necessário o maço, cinzel e evidentemente uma régua para marcar os locais a esquadrejar. A pedra de ornamentação deve ser, preferencialmente de granito, por ser dura, pesada e própria para a construção. A pedra figurativa deve ser um homem livre e de bons costumes para não estar mas ser um maçom.
            A pedra também representa o interior da terra, as pedras brutas dos Templos Maçônicos provém, simbolicamente do interior da caverna, ou seja, da câmara das reflexões, essas pedras saem na forma de seres humanos, para num processo filosófico e especulativo, atingirem a forma cúbica e polida para a edificação do Templo.Vemos nessa figura o trabalho final do Comp.:
            Esquadrejada e burilada ela também pode servir de adorno, diz a história que Michelangelo, planejava esculpir a grande estátua de Davi. Escolheu uma pedra grande, ideal para sua escultura.Transportada a pedra para seu atelier, após o desenho preliminar da escultura, nas primeiras marteladas o mármore, sem forma, começa a ceder ao trabalho do artista, subitamente a pedra lasca onde não deveria.Michelangelo redesenha a estátua para poder aproveitar a mesma pedra. Reinicia o trabalho. Outras marteladas e a pedra vai tomando forma. Após alguns meses de trabalho,outra lasca em lugar indesejável. Nova mudança no projeto original e novo começo do trabalho. Outra lascada. Sem condições de corrigir sua obra, Michelangelo abandona, frustrado, aquela pedra. Diversas experiências se sucedem e fracassam como a primeira. Mas, o artista não desanima. Por fim, encontra uma pedra que parece não possuir as qualidades necessárias para aquela obra. O trabalho vai avançando, sem sustos, de acordo com o primeiro desenho. Da pedra bruta vão surgindo as formas de Davi. Os veios da pedra colaboram com o artista. Daquela pedra bruta surge uma das obras de arte mais belas da humanidade.
            Partindo da premissa que ferramentas são os métodos, P.:B.: os Ap.: , artista os MM.:, atelier o ambiente, e desenho a utopia, podemos dizer que o Cinz.:, de corpo longo o suficiente para que o Obr.: o segure com firmeza, tendo a certeza de que o mesmo, com seu gume inflexível, toca apenas o ponto que se deseja de fato arrebentar, e em ângulo tal que contenha em sua linha central toda a violência do impacto do maço, sob pena de que se perca a P.:, inutilizando o trabalho anterior, ou se quebre a mão, inutilizando a chance laboriosa do resto da vida.
            Simbolicamente, o maço representa a força de nossos espíritos, disposta de tal foma que possa ser utilizada para algum objetivo útil, percutida em uma ação decidida, como manifestação da vontade. Já a P.:B.:, em sua inutilidade para os fins de construção, representa os nossos caráteres de pprof.:, ao ingressarmos ao serviço, ainda cheios de arestas. Do paralelo, torna-se bastante óbvio que o esquadrejamento da P.:B.: não resultará milagres. De tal fato, ainda que por uma imperfeição do processo (humano) de admissão, em se tendo admitido aos AAug.:MMist.: um indivíduo com alguma deformação profunda de caráter, o processo de desbaste será longo, difícil e trabalhoso, e resultará em uma P.:C.: pequena, tão pequena quanto tenham sido profundas as imperfeições retiradas. Isso no caso de a P.:B.:, ao ser analisada com vagar, não tenha causado a repulsa dos OObr.:, e sido jogada de volta à vida inútil. (Não se julgue aqui o erro, pois só quem pode fazê-lo a contento é o GADU)
            Sendo o Espírito o autor, e o Caráter o resultado, é o Cinz.: a representação do trabalho de reconhecimento das imperfeições, o símbolo do pensamento lúcido, educado no L.:L.: e nos sábios conselhos dos IIr.:Vig.:, que guia a energia da vontade de reformar-se, de sua fonte, no coração agora desperto para o Bem, para sua meta, que é a remoção dos vícios e a edificação de virtudes. Deve o mesmo, com seu alto poder de focalização da energia, e de destruição, ser usado com extremo critério, quanto mais se aproxime o Obr.: da Arte Real de sua meta, que é a P.:C.:, ou caráter puro e elevado, retirado das sendas pprof.: e conduzido à glória do GADU.  Não deve o mesmo ser usada para fazer de nosso caráter arma afiada ou contundente (e tem o poder para fazê-lo), sob pena de ter de prestar contas ao Arq.:ou ao Dono da Obr.:, e, sob a vergonha do mais vil perjúrio, ter seus restos hediondos lançados onde as ondas o conduzirão do sacrilégio onde se encontra às profundezas do esquecimento.
            Termino este trabalho com conselhos contidos em uma mensagem anônima encontrada na igreja de Saint Paul em 1692: Vá plácido entre o barulho e a pressa e lembre-se da paz que pode haver no silêncio. Tanto quanto possível, esteja de bem com todas as pessoas. Fale a verdade calma e claramente, e escute os outros, mesmo os estúpidos e ignorantes, eles também tem sua história. Evite pessoas barulhentas e agressivas, elas são o tormento para o espírito. Evite se comparar aos outros, pode se tornar vaidoso e amargo, porque sempre haverá pessoas superiores e inferiores á você. Desfrute suas conquistas assim como seus planos. Mantenha-se interessado em sua própria carreira, ainda que humilde, é o que realmente se possui na hora incerta dos tempos. Exercite a cautela nos negócios, pois o mundo é cheio de artifícios, mas não deixe que isso o torne cego ás virtudes que existem. Seja você mesmo, principalmente não finja afeição, nem seja cínico sobre o amor porque em face de toda aridez e desencanto, ele é perene como a grama. Cultive a força do espírito para proteger-se num infortúnio inesperado. Mas não se desgaste com temores imaginários, muitos medos nascem da fadiga e da solidão. Acima de uma benéfica disciplina seja bondoso consigo mesmo. Você é filho do universo, não menos que as arvores e as estrelas, você tem o direito de estar aqui. E quer seja claro ou não para você, sem dúvida o universo se desenrola como deveria, portanto esteja em paz com Deus, qualquer que seja sua forma de conhecê-lo, e sejam quais forem as sua lida e aspirações, na barulhenta confusão da vida, mantenha-se em paz com sua alma. Com todos os enganos, penas e sonhos desfeitos, este ainda é um mundo maravilhoso. Esteja atento.

fonte web
Ir.´. José Aparecido dos Santos




A tolerância, é a capacidade inerente de cada um de nos aceitar o outro como ele é. É aceitar as características ou limitações de cada um, sem cobranças, censuras, menosprezo ou qualquer outro tipo de imposição. Se fôssemos todos iguais, certamente faltaria harmonia entre nós. Nada é igual na imensidão do Universo. Cada um de nós somos únicos. E é nessa característica de ser único que está a perfeição do Universo, porque assim um depende do outro; um completa o outro; um supre o outro com o que lhe falta; um ampara o outro; enfim todos andamos de mão dadas.

Não tratamos aqui de tolerância com atos ou atitudes decorrentes de falta de escrúpulos, desrespeito, brutalidade, truculência, crime, corrupção etc... etc.. Esses atos ou atitudes devem ser combatidos com pulsos firmes, empregando toda a energia necessária.

Devemos seguir o exemplo do Universo, observar a convivência pacífica dos astros entre si. Vejamos qu
e o Sol nunca se rebelou contra a terra e os demais astros, pelo fato de fornecer-lhes a energia necessária ao equilibrio de cada um. A Terra nunca se indignou com a Lua pelo fato desta girar em torno dela. E isso acontece com todos os astros na imensidão do Universo! Isso é perfeição! E o Universo é tão perfeito que deixa até mesmo renomados cientistas na mão.
Não foi por acaso que o Sábio e Iluminado Rei Salomão erigiu o primeiro Templo Maçônico à semelhança do Universo. Que perfeição a abóbada, o silêncio, a harmonia, as diferenças entre os corpos celestes. Imaginemos como seria se não reinasse a tolerância entre eles! Ai está a razão pelo qual o Rei Salomão edificou o primeiro Templo como uma réplica do Universo! Com certeza ele pretendia com isso que a Irmandade seguisse esse exemplo de harmonia e perfeição que é a majestosa obra do Grande Arquiteto do Universo! É por isso que a Maçonaria é a mais perfeita e a mais respeitada de todas as Instituições do Mundo. Somos o próprio UNIVERSO!

quinta-feira, novembro 15, 2012



Todos os Membros da Grande Loja devem apresentar-se bastante antes do Jantar, incluindo o Grão-Mestre, ou o seu Vice Grão-Mestre, para reunirem, dirigidos por este, a fim de: 
1 - Receber qualquer Apelo devidamente apresentado, como atrás regulamentado, para que o queixoso seja ouvido, e para que o assunto seja amigavelmente decidido antes do jantar, se possível; mas se assim não for possível, deve ser adiado até que o novo Grão-Mestre seja eleito; e se não puder ser decidido após o jantar, a decisão deve ser adiada e o caso entregue a um comité especial, que deve resolver o mesmo em harmonia, relatando o resultado na Reunião Trimestral seguinte; para que o amor fraternal seja preservado. 
2 - Prevenir que qualquer querela ou diferença ocorra nesse Dia; para que nada perturbe a harmonia e o prazer dessa Grande Festa. 
3 - Analisar tudo o que diga respeito à decência e decoro dessa Grande Assembleia, para evitar qualquer indecência, mau comportamento ou promiscuidade. 
4 - Receber e considerar qualquer moção, ou matéria importante e oportuna, trazida pelos representantes das Lojas, ou seja, Mestres e Vigilantes.

No século XVIII, o que ocorria pelo S. João era a Festa Anual dos maçons de Londres e Westminster. O ponto alto, o essencial da mesma, era o Jantar de Confraternização. Antes dele, havia a reunião preparatória do mesmo. Depois dele ocorria então a Grande Assembleia formal.

A reunião preparatória do jantar anual destinava-se, como claramente resulta do texto da regra, a prevenir, tratar e resolver quaisquer pontos de conflito que tivessem surgido ou se previsse que podiam surgir, de forma a que nada ensombrasse a festividade e a preparação da mesma. Só residualmente se previa o tratamento de qualquer questão que fosse colocada pelo representante de qualquer Loja. 

Com efeito, a Festa Anual era isso mesmo, uma festividade. Os assuntos substantivos que devessem ser decididos pela Grande Loja deviam ser, preferentemente, tratados nas assembleias trimestrais.

Presentemente, as formais Assembleias de Grande Loja são essencialmente cerimoniais e festivas, reduzindo-se a atividade administrativa ao mínimo, seja a breve apresentação dos relatórios de atividade, seja a ratificação de deliberações tomadas na sessão administrativa. Para tanto, em regra as Sessões de Assembleia de Grande Loja formais são precedidas de assembleias administrativas, onde têm assento os representantes das Lojas, que, sem formalismos rituais, analisam os assuntos pendentes e tomam as deliberações pertinentes. 

Na GLLP/GLRP é também habitual fazer-se preceder as assembleias administrativas de uma sessão do Conselho dos Veneráveis, onde têm assento os Veneráveis Mestres de todas as Lojas e que, como o próprio nome indica, tem competências consultivas do Grão-Mestre. Dessa forma, o Grão-Mestre pode auscultar o sentimento dos Veneráveis Mestres das Lojas e assim preparar a assembleia administrativa tendo em conta esse sentimento, de forma a permitir uma mais rápida e eficaz deliberação dos assuntos da agenda.

Após a sessão formal de Grande Loja, por regra segue-se um ágape, sempre branco e em honra das Senhoras.

Não sendo uma regra, há a tendência de as Assembleias de Grande Loja dos solstícios terem um pendor mais cerimonial e festivo e as dos equinócios serem mais dedicadas á resolução das questões administrativas.
 
As sessões formais de Grande Loja efetuam-se em ritual de Grande Loja, sendo admitidos a participar nelas todos os maçons da Obediência, incluindo os Aprendizes e Companheiros, além dos Visitantes de outras Grandes Lojas e Grandes Orientes e representantes dos Corpos de Altos Graus. No entanto, essa participação tem essencialmente um caráter de assistência. O uso da palavra é reservado aos representantes das Lojas, aos Grandes Oficiais e aos Visitantes. O direito de voto incumbe exclusivamente aos representantes das lojas.

Mas deve ter-se presente que, se há aspeto em que a diversidade das práticas entre Obediências é mais patente, é precisamente este, da preparação e realização de Assembleias de Grande Loja. Cada Obediência, como entidade maçónica soberana que é, tem as suas regras e práticas, por vezes decorrentes de longa Tradição, que, como é evidente, são totalmente respeitadas pelas demais. Assim, os Visitantes das Grandes Lojas com quem a Obediência mantém relações fraternais, comportam-se segundo as indicações que resultam da prática da Obediência visitada.

Num aspeto, porém, verifica-se uma tendência para a homogeneidade: a entrada ritual dos Visitantes, quando ela se processe. Por regra, os Grandes Oficiais das Obediências com quem se mantém relações fraternais dão entrada na sala da sessão por ordem inversa da antiguidade da Obediência, sendo, portanto, sempre o representante da Grande Loja Unida de Inglaterra, quando presente, o último a entrar.

Fonte:

Constituição de Anderson, 1723, Introdução, Comentário e Notas de Cipriano de Oliveira, Edições Cosmos, 2011, página 143.