quarta-feira, abril 30, 2014

MAÇONARIA: COWAN - (GOTEIRA)
  
     
 
"COWAN" é uma palavra desconhecida para uma boa parte da população maçônica, principalmente da nossa região. "Goteira", porém, muda um pouco de figura, sendo um termo nosso conhecido e o personagem considerado perigoso entre os Maçons.
Na Inglaterra também tem o significado de Goteira e de Profano; porém o termo Covan não figurou na maçonaria Inglesa até ser introduzido como que oficialmente, pelo Escocês Dr. James Anderson, em seu segundo "Livro das Constituições", em 1738 (quando da sua reforma).
Se derivado do Grego o termo Cowan significa "CÃO" – devido aos curiosos e asquerosos hábitos daquele animal. Queriam eles dizer que cães e porcos estão sempre associados à sujeira.
Um dicionário de linguagem francesa, de Jeiniesom, diz que Cowan é derivado da palavra francesa "COION" (um companheiro covarde) um (miserável covarde), sendo para alguns escritores um disparate, esta colocação.
As pesquisas dos Irmãos Assis Carvalho e Xico Trolha, apontam como "Covan", um maçom que construía "muro seco" – isto é, muros ou paredes sem o uso de cimento ou argamassa. Entendemos que os Maçons da época queriam dizer que aqueles homens (os Covans) não tinham o principal elemento cultural para ligar, convenientemente (com argamassa = atributos), as pedras preparadas com o uso do "Maço" e do "Cinzel", (ferramentas usadas pelos "Canteiros ou fazedores de cantos em pedras da época); então, construíam, amontoando e aprumando simplesmente as pedras preparadas".
Diz-se ainda que o termo Covan foi extraído de um documento maçônico, em 1730, portanto, antes da Reforma da Constituição de Anderson em 1738, quando Samuel Prichard introduziu a referida palavra num diálogo existente no seu livro "MASONRY DISSECTED":
P. – Onde se assenta o Aprendiz?
R. – No Norte.
P. – Qual a sua ocupação?
R. – Afastar os "COVANS" (curiosos) e bisbilhoteiros.
P. – Se um bisbilhoteiro for apanhado, como deve ser castigado?
R. –Deve ser colocado sob o beiral da casa até que as Goteiras da chuva, a escorrer pelos seus ombros, saiam pelos sapatos.
Como podemos ver, em 1930, duas palavras conhecidas nossas nos dias de hoje aparecem no referido livro Inglês.
Levantou-se ainda que a Ata N° 0, da Loja Mãe do Mundo "KILWINNING", de 1707, antes ainda de 1730, registrou que nenhum Maçom deve empregar um "Cowan" (Maçom sem a Palavra), para trabalhar. Isto significa que naquela época quem não tinha uma certa palavra, convencional, não podia trabalhar para os maçons regulares ou junto com eles. Assim como nos nossos dias não podemos ter ingresso às Lojas sem a P. ´. Sem.´., sabendo, inclusive, como transmiti-la;
A palavra Cowan aparece freqüentemente nos textos Escoceses, significando: espião, abelhudo, bisbilhoteiro etc., embora seu significado na Maçonaria não era só isso, podendo dar significação a um Pedreiro que, após trabalhar determinado tempo e ao final, não conseguisse renovar o seu contrato, mesmo que trabalhasse sete anos, este Aprendiz de Pedreiro, somente por este tempo de serviço, poderia não entrar para a "Fraternidade" (grupo organizado de homens do Maço, Maçons), passando a ser considerado um Cowan (bisbilhoteiro), um estranho, um Goteira nos assuntos de Maçonaria.
Seria o mesmo, nos dias de hoje, que um Aprendiz ou Companheiro, ao final do seu Interstício não conseguisse, por algum motivo, ser Elevado ou Exaltado, sendo desligado do Quadro e não tendo mais acesso aos trabalhos e ainda mais, sua aproximação sendo considerada a partir daí, um ato de curiosidade.
Como dissemos, o termo COWAN entrou oficialmente para a Maçonaria em 1738, significando profano, embora se saiba que esta designação, fora da Maçonaria signifique uma pessoa estranha às coisas religiosas, um ignorante às coisas sagradas, etc.
O nosso Irmão Assis Carvalho informa, inclusive, que o cargo de Cobridor Externo (Tyler em inglês), originou-se devido a presença do Covan (Goteira), que se aproximava para observar os trabalhos da Loja e ouvir o que os Maçons falavam ou faziam.
Quando um Cowan (Goteira) se aproximava da Loja ou de um grupo de Maçons, eles diziam: CHOVE, GOTEIRA; se era uma mulher que se aproximava, diziam: NEVA, ESTÁ NEVANDO. E imediatamente todos paravam de falar, pelo menos em assuntos da Maçonaria.
O termo Goteira ou (Cowan em outro idioma) nos chama a atenção até mesmo na C.´. de Ref.´.: "Se a curiosidade aqui te conduz, retira-te". O curioso sempre foi mal visto pelos Maçons.
No passado, na Maçonaria Operativa, o tratamento dado aos Cowans (Goteiras) era o seguinte: quando se pegava alguém espionando os trabalhos da Loja, que na verdade funcionavam em tavernas (tabernas), aplicavam-lhe uma tremenda surra e o colocavam embaixo das goteiras da chuva para molhar-se todo. Se fosse tempo seco, davam-lhe um bom banho, isto depois de uma boa surra.
Finalmente, depois de contarmos todos o milagres pesquisados no Livro "Símbolos Maçônicos" dos Irmãos Assis Carvalho e Xico Trolha, vamos contar (conforme entendemos), a origem do termo ora estudado, o nosso famoso "Goteira".
Consta nos velhos escritos ingleses que, durante as reuniões de Pedreiros alguns curiosos subiam nos telhados das tavernas (tabernas), penduravam-se nas calhas ou nos beirais, deitavam-se nos telhados e com as cabeças penduradas como se fossem goteiras da chuva, tentavam ouvir e ver o que falavam ou faziam os Maçons durante as reuniões.
Quando eram pegos, acontecia tudo aquilo que dissemos anteriormente. Apanhavam e eram colocados sob a goteira da chuva já que gostavam de assim se comportarem. Daí a menção dos escritores de que a presença de um irmão armado de espada fora dos Templos (Cobridor Externo) originou-se da necessidade dos Maçons se protegerem dos "Goteiras" daquela época.
O escritor se posiciona em mais de uma vez em sua pesquisa, quanto a necessidade de termos uma única Pal.´. Sem.´. entre as Potências, desde que regulares.

Do livro
"Símbolos Maçônicos"
 

terça-feira, abril 22, 2014


Maçonaria, Uma Faculdade na Escola da Vida.
 
A vida é uma escola. Desde a concepção no útero materno, estamos a aprender. Após o nascimento, o aprendizado se intensifica. Aprendemos a andar, a falar, somos alfabetizados, educados e vivemos em sociedade.
 
As leis dos homens regulam nossas condutas sociais. O uso e os costumes, a moral e as leis, traçam nosso comportamento. Dentro dessa escola da vida, alguns homens tem o privilégio de ingressarem numa faculdade, que se chama Maçonaria. Alguns terminarão o curso e receberão o diploma. Outros, desistem no início, no meio ou no fim. Outros ainda, são reprovados e perdem a oportunidade. São, o livre arbítrio e as regras do curso. A faculdade começa na iniciação e termina na diplomação, que é a comunhão total e final, cuja banca examinadora é o Tribunal de nossa consciência e a misericórdia do Grande Arquiteto do Universo.
 
A Maçonaria é uma faculdade na vida, que incentiva a pesquisa da verdade, o exercício do amor e da tolerância. Que recomenda o respeito às leis, aos costumes, às autoridades e, sobretudo, à opção religiosa de cada um. A Maçonaria não se preocupa em retribuir as ofensas injustas recebidas pelos que não a conhecem, mas, devemos nos defender mostrando aos nossos algozes o que é a Maçonaria. Filosófica, moral e espiritualista é a Maçonaria. Filosófica, porque leva o homem a se ajudar na busca da verdade que ele procura, a vencer suas paixões e submeter sua vontade à verdadeira razão. É moral, porque só aceita homens de bons costumes, que comem o pão com o suor de seus rostos. É espiritualista, por não admitir ateus em suas fileiras. Aliás, nossa Sublime Ordem é a única organização que transforma em irmãos pessoas de crenças religiosas diferentes, pois nela convivem harmoniosamente católicos, espíritas, protestantes, budistas, maometanos, judeus, etc…
 
Alguns apressados poderiam pensar que isso significa que os maçons sejam transformados em seres absolutamente passivos, submissos, sem o menor interesse pelo que se passa na sociedade, em nosso país e no mundo. Outra inverdade, pois os maçons se preocupam com tudo o que acontece, a Maçonaria é universal. Se os maçons têm como compromisso maior a busca incessante da verdade, é claro que precisam exercitar continuadamente o direito de pensar em soluções que possam eliminar o mal, sem destruir o homem. Ela tem seus métodos próprios de ação, conhecidos pelos verdadeiros maçons, os quais são agentes da paz e chamam os conflitos armados de a estupidez da guerra, da guerrilha, do terrorismo, do radicalismo e da ignorância.
 
A Maçonaria sempre se colocou a favor da liberdade, contrária a qualquer tipo de opressão que sonegue ao ser humano o direito de pensar. Jamais pode ser radical, pois a virtude mora no meio, no bom senso, na equidade e isonomia. Mas, como exige de seus adeptos uma vida de constante exercício de cavar masmorras aos vícios e erguer templos às virtudes, ela sabe que o maior ensinamento que os maçons possam oferecer reside no exemplo oferecido por cada pedreiro livre, que não se esquece do polimento da pedra bruta que somos e da necessidade de erigirmos nosso templo interior. É aí que valorizamos o entendimento de Cícero: Sou livre porque sou escravo da lei! “Andar na lei” é difícil, fácil é andar fora dela. O maçom sabe que uma vida digna equivale a um templo erguido à virtude e que somente terá vencido suas paixões quando houver aprendido a respeitar e a amar cada ser humano, nunca se acovardando quando tiver de exigir de qualquer um o cumprimento da lei. Principalmente diante da covardia de maiorias que procuram esmagar impiedosamente as minorias, ou fanáticos que usam métodos covardes para valerem suas condutas.
 
A Maçonaria combate a hipocrisia, o fanatismo, a intolerância. E combate esses males procurando conduzir os homens ao entendimento, única forma de se conseguir a paz permanente, pregando a misericórdia para com os vencidos. Para nossa Ordem, o vencedor deve ser sempre a humanidade. Portanto, todos os maçons são concitados a uma conduta de vida capaz de levar consolo a quem sofre, a comida a quem tem fome, o agasalho a quem tem frio, uma toalha macia para enxugar as lágrimas de nossos semelhantes, a levar o conhecimento a quem o deseja. Sabe a nossa Instituição que quanto mais se propagar a luz, menor será a ser o espaço a ser ocupado pela trevas. Com isso poderemos nos guiar mais seguramente na direção do GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO, luz irradiante que será o próprio caminho do amor, da fraternidade e da tolerância per omnia secula seculorum!
 
Não somos – e estamos longe de sermos – uma confraria de anjos, arcanjos ou querubins. Simplesmente homens buscando a prática do bem sem olhar a quem, sem alarde, sem soar a trombeta. Uma faculdade na escola da vida, onde temos o privilégio de podermos conhecer a fé, a esperança e a caridade, sem necessidade de apegarmos a alguma religião ou seita. Conseguimos o que muitos acham impossível, ou seja, a reunião de homens de todas as crenças, unidos pelo laço da irmandade, pelo pensamento uníssono de que pela boa obra, se conhece o bom pedreiro. Enquanto algumas religiões se dizem donas da verdade, nós estamos à busca dela sem querermos ser seu dono. Não nos interessa a transmutação dos metais, não nos interessa interferirmos na fé alheia. O que nos interessa é o exercício da caridade, pois sabemos que sem ela não há salvação. Não existe fé sem caridade, sem esperança e sem amor. A fé nos põe em contato com o criador, na sintonia de emissor e receptor. Somente palavras ou pensamentos não nos põe em sintonia com Ele, pois se assim fosse, os fariseus que praticavam com grande pontualidade os ritos prescritos e a grande importância aos estudos das Escrituras, não teriam sido convidados a deixarem o templo, mencionados pelos Evangelhos como hipócritas e orgulhosos.
 
Podemos concluir sem medo de errar, que só a maldade e a desinformação são capazes de rotular a Maçonaria como contrária a fé. O comportamento digno que nossa Ordem impõem a seus membros honrará, certamente, a qualquer profissão de fé religiosa, pois cada um de nós tem o direito de professar e praticar sua religião no mundo profano. Garante a Constituição brasileira que é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de cultos e as suas liturgias. Em Templo Maçônico deixamos do lado de fora as diferenças religiosas e passamos à pratica comum da igualdade, liberdade e fraternidade. Oh! Como é bom agradável viverem unidos os irmãos.
 
Os rótulos nem sempre garantem o conteúdo. Por isso, nosso Templo Interior é que deve permanecer sempre limpo, livre da sujeira que as iniqüidades provocam, iluminado pelo verdadeiro amor, sempre nos permitindo lembrar que o nosso conhecimento é apenas uma gota diante de um oceano de coisas que ignoramos. Ensina-nos a Maçonaria que o GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO é uma fonte perene de amor, sempre pronto a permitir o soerguimento de qualquer um que queira se levantar. Como Ele saberá, a qualquer tempo, separar o joio do trigo, nós, os maçons, somos sempre recomendados a produzir mais trigo, mais trigo, mais trigo…
 Fonte: Revista Universo Maçônico

segunda-feira, abril 21, 2014




A L \ G \ \ D G \ A \ D \ U \
MAÇONARIA e Arquitetura \ RELAÇÕES DE ORIGEM -
Gabriel Dávila Mejía
Resp
 \ Log \ d Arquitetos e La Amistad NO. 10
Ou
 \ Bogotá. 
Maçonaria e arquitetura, apesar de ser tão diferentes, são tão relacionados que tudo é exemplo prático de uma lei moral. Essa é a tese defendida em John Ruskin sete lâmpadas da arquitetura, onde ele afirma que as leis de arquitetura são as leis morais se aplicam igualmente a formação do caráter, que a construção de catedrais. Para ele, essas leis são Sacrifício, verdade, poder, beleza, vida, memória e Obediência. Ruskin compreendeu que o homem alcança a liberdade só quando ele obedece as leis da vida, verdade e beleza.
Com isso Ruskin tem como objetivo demonstrar como a violação das leis morais degrada a beleza da arquitetura, sullies sua utilidade e torna-se instável. Ruskin acreditavam que a beleza é uma imitação consciente ou inconsciente de formas naturais e revela as qualidades nobres ou ignóbeis do construtor alma.
Esta memória arquitetônica, ocorre geralmente obras monumentais que se dividem em duas grandes categorias: uma é caracterizada por um chefe de preciosidade e delicadeza, a que voltaremos com um sentimento de admiração afetuoso; ea outra, uma majestade grave e, em muitos casos, misterioso, nos lembramos com reverência, como nos sentimos na presença e na ação de grande poder espiritual. Estes são "os dois principais Lâmpadas intelectuais de Arquitetura; Uma delas é justo e humilde veneração para as obras de Deus na terra; por outro, sobre a compreensão do domínio sobre as obras que o homem foi dotado " [1] .
Esse sentimento levou à majestade da arquitetura, e conseguiu nas idéias povos antigos santidade, sacrifício ritualístico, retidão, a estabilidade mágica, imitação do universo, da perfeição da forma e proporção. No homem primitivo adoravam arquitetura pedregulhos, primeiros europeus adoraram colunas como deuses, este homem que experimenta prazer em erigir colunas nascidos sentimento naturalista para representar os arvoredos florestais.
As revelações parecem invenções primitivos, e não é de admirar que os assistentes de negócios experientes ir através das artes. Portanto, não é surpreendente que a descoberta da praça foi um grande evento para os primeiros habitantes do Nilo e logo transformou-se no símbolo místico de verdade, justiça e retidão, conotação ainda na Maçonaria tempo moderno, mas muito tem decorrido.
Joseph Fort Newton em sua obra "Os Arquitetos" acredita que os egípcios construíram seus templos imitando a forma, segundo eles, tinha a terra. Para eles a terra era por meio de uma grande pedra, mais do que o grande plano, e do céu um teto ou abóbada sustentada por quatro colunas. O pavimento representou a terra; os quatro cantos eram as colunas e teto correspondia ao céu. Os templos construídos frente para o leste e tinha uma pequena câmera obscura oculta, que é alcançado através de uma série de pátios e salas. Tais eram os santuários da antiga religião solar orientados para que, em um determinado dia os raios do sol nascente ou uma estrela brilhante que o precederam, cruzando todo o navio que ia para iluminar o altar [2] .
Os fundamentos morais e materiais da maçonaria mentira no calor para o amor ideal e luz. Sob estas razões reside a sensação de que a casa terrestre deve estar relacionado com o seu templo celestial correspondente do mundo, para quem o homem na terra imita a morada do céu que não foi construído por qualquer lado. O homem erguido templos para representar a imagem da terra; pirâmides erguidas modelado montanhas, catedrais construídas mais tarde, cujos artística tiras cercam a coroa de folhagem capitais ea proximidade das colunas nos lembram o interior da floresta, como em igrejas góticas. Parece lógico que os instrumentos utilizados pelos arquitetos para expressar sua fé e seus sonhos acabaram se tornando emblemático de seus pensamentos, mas não só os seus instrumentos, mas também pedras esculpidas veio a ser constituído como símbolos sagrados.
Vimos que a arquitetura estava intimamente relacionada com a religião desde os tempos primitivos; Observamos, também, que os votos que os construtores são servidos representado verdades morais. As sociedades secretas, nascidas das necessidades e natureza dos homens, que já existiam desde o início da história.
Também pode-se argumentar que os primeiros arquitetos formados ordens secretas, mas a história mantém vago das primeiras ordens de arquitetos de dados, porém foram mantidos em segredo verdades religiosas e filosóficas e fatos científicos e as regras da arte, contando apenas um grupo de eleitos. Isto ocorreu em todos os povos antigos, por isso podemos esperar a mesma coisa aconteceu com a arquitetura e que seus membros foram iniciados. Assim, o conhecimento arquitetônico zelosamente guardado por necessidade.
Se nos lembrarmos das leis secretas da arquitetura, e santidade que foram consideradas as ciências e as artes, podemos entender as histórias que surgem em torno do templo de Salomão. Alguns destes são improvável hoje, mas não devemos nos surpreender que existe essa tradição, como o templo de Jerusalém foi um evento de grande importância, não só para os judeus, mas para outras nações, especialmente a fenícia.
Como dissemos antes, e se hipoteticamente verdadeiras leis da arquitetura eram segredos conhecidos apenas aos iniciados, em seguida, os construtores do templo de Salomão pertencia a uma ordem secreta. Embora a história não pode verificar esse fato, o fato é que a tradição nos transmitiu, sobrevivendo através dos séculos.
Afinal, não parece tradição tão fantástico que a Maçonaria nasceu durante a construção do templo de Jerusalém.Krause quem primeiro observou que a antiga ordem de arquitetos foram os antecessores da Maçonaria moderna, seguindo seus passos através da fraternidade dionisíaco Tiro e Roman Collegia para arquitetos e pedreiros da Idade Média.
A maior parte da Colegia tornou instituições ou funeral de caridade, em que as pessoas comuns foi salva da escuridão sem esperança de vida plebeu ou ainda mais sombrio e sem esperança perspectiva da morte. Cada Collegium realizada funerais para os seus mortos, usando uma linguagem com grande simbolismo conotação semiótica, apontando para a sua sepultura com os emblemas de seu comércio: Se era um padeiro com pão; se um pedreiro, com um quadrado, um nível e uma bússola.
Escolas romanas eram muito parecidas com a sua forma, emblemas e títulos de lojas maçônicas modernas. Nenhuma escola deve consistir de menos de três pessoas, cada escola foi presidida por um professor, com dois ou vigilantes decuriones [3] , foi um secretário, um tesoureiro e arquivista suas cerimônias de iniciação pode ignorar; mas parece que eles tinham um caráter religioso, já que cada escola tinha o seu deus patrono adorava a maioria de seus membros.
Após a dissolução da associação desses arquitetos e ser expulso de Roma, chega um momento em que é extremamente difícil de seguir os seus passos. Até hoje tem havido uma lacuna na história da arquitetura da arte clássica romana eo nascimento do gótico. Da mesma forma existe uma outra lacuna entre collegias Roma e os construtores de catedrais.Líder Scott [4] é a proposição de que o elo que faltava na história maçônica deve ser no Masters Comacini, arquitetosGilda, quando o Império Romano entrou em colapso, ele fugiu para Comacina [5] , onde as tradições da arte clássica foram mantidos durante os tempos de superstição e ignorância. Apesar de não garantir que Comacine foram precursores de hoje Maçonaria, disse a formar um vínculo que une o Colegia Classics com artístico Gildas meia-idade.
O Comacine eram arquitetos, escultores, pintores e decoradores. Se aceitarmos como prova a afinidade de seus trabalhos e obras de pedra, pode-se dizer que as mudanças sofridas pela arquitetura na Europa durante a construção das catedrais são devidos a eles.
O Comacine começaram suas migrações durante o reinado de Carlos Magno [6] , seguindo os missionários da Igreja para locais remotos que vão desde a Sicília para a Grã-Bretanha e construção de igrejas em todos os lugares. Houve um tempo em que os estudiosos não sabem como explicar o surgimento simultâneo na Europa de mudar estilos arquitetônicos. Hoje é explicado através do estudo da força e do desenvolvimento dessa ordem famoso. A existência dessa instituição também explica que os nomes dos arquitetos que projetaram as catedrais são mantidas, uma vez que não são devidos aos artistas isolados, mas uma ordem que o projectado, construído e decorado. Em 1355 dissolveu a Aliança dos pintores em Siena e, mais tarde, dos maçons alemães, começando a aparecer artistas independentes que se destacaram individualmente, como eles não faziam mais parte das Guildas e segredos construtivas já não eram propriedade privada, mas A humanidade, a arquitetura tinha socializado; mas até então a Ordem detinha o poder supremo. Ecott Líder nesta Ordem Criar encontrar os descendentes dos construtores do templo de Salomão. Seja como for, o fato é que o nome do rei hebreu boca correu os arquitetos da era da ignorância e da superstição.
"A inscrição em pedra que datam do 712, mostra que Comacina Aliança foi organizada em Magistri e Disipuli, que obedecia a um Gastaldo ou Grão-Mestre, palavras usadas em nossas Lojas. Também deu o nome de Lodge a lugares que conheci ", o autor citando uma longa lista deles, dando os nomes das pessoas em altos cargos. Eles também tinham seus juramentos, sinais e senhas toques, e usavam aventais e luvas brancas " [7] .
A ordem maçónica caiu em pé de igualdade com a arte gótica, mas não pára por aí, continuando sua tradição simbólica entre grandes dificuldades, até 1717, quando a fraternidade foi reorganizada por alegorias e símbolos como a conhecemos hoje.
S \ F \ U \


[1]   John Ruskin, as sete lâmpadas da Arquitetura, A potência da lâmpada Capitilo III.
[2]   Lockyear, Norman. Dawn of astronomia.
[3]   Neuton, Joseph. Arquitetos.
[4] Neuton, Joseph. Arquitetos. Scott, líder. The Estori de um grande Maçônica Aliança. "Os construtores de catedrais"
[5] ilha fortificada do Lago Como
[6] Makey, RW maçom Simbolismo, "Viajar maçons de Medeia Age" Cap. VIII
[7] Neuton, Joseph. arquitetos.


__._, _.___
Para quem ainda acredita que a GLRRS é invisível no mundo Maçônico Brasileiro e Internacional:

http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Masonic_Grand_Lodges#SOGLIA

quarta-feira, abril 16, 2014




Pedro Espanhol, 2009, óleo sobre tela, 90 x 120 cm
Reprodução publicada pelo autor em Masonic Art

Antes do mais, sê muito bem-vindo entre nós. Estás aqui por teus méritos e, sobretudo, por tuas potencialidades. A ti, e só a ti, deves a admissão no seio dos obreiros desta Oficina da Augusta Ordem da Maçonaria. Nós, os que vos acolhemos, limitámo-nos a reconhecer em ti a capacidade e a vontade de efetuar o longo – direi mesmo: interminável -, trabalhoso – acrescentarei: permanente – e minucioso – precisarei: rendilhado – processo de transformação de um Homem Bom num Homem Melhor.

Esta frase, que de tantas vezes dita soa já como um lugar-comum, é, acredita-me, muito mais simples de dizer do que de levar à prática. Passar de um simples e comum Homem Bom – aquilo que nós, maçons, costumamos designar por homem livre e de bons costumes – para se ser um Homem Melhor é tarefa, mais do que diária, de todos os instantes, verdadeiramente permanente, que necessita de ser executada ao longo de toda a vida – e que só faz sentido se for permanentemente executada ao longo de toda a vida.

É uma tarefa interminável, porque é de sua natureza sê-lo: o homem bom de hoje que se transforma amanhã num homem um pouco melhor, em bom rigor, ao fim do dia de amanhã não será mais do que um pouco melhor homem bom que poderá e deverá, no dia seguinte, melhorar um pouco mais. E assim sucessivamente até ao momento em que a nossa tarefa neste plano de existência terminar.

A Arte Real é um guia para esse trabalho. O método que propõe e coloca à disposição de todos os seus obreiros é o estudo, compreensão e interiorização dos significados – quantas vezes vários, ou mesmo múltiplos – dos muitos símbolos com que nos deparamos.

Admito que, hoje, aqui e agora, não tiveste ainda tempo para te aperceberes de que tudo o que nos rodeia tem carga simbólica. Como certamente ainda não assimilaste convenientemente o significado do que se passou, do que viveste, desde o instante em que entraste neste edifício até agora. Não te preocupes com isso. É normal, é natural, é previsível, é até desejável que assim seja. Tivemos o cuidado de nada de substancial te informar sobre o que irias viver neste dia. Porque é necessário sem conhecimento prévio viver, sentir, a passagem que acabaste de efetuar para depois melhor compreender o seu significado.

Não esqueças nunca: a Razão complementa, completa, domina e interpreta a Emoção. O que vale por dizer que a Emoção é forte alicerce da Razão, que o mero conhecimento racional pode ser muito e vasto, mas é fraco e pouco consistente se não estiver ancorado, se não tiver sido adquirido com a Inteligência Emocional que integra também a nossa capacidade para estarmos, orientarmo-nos e compreendermos o mundo em que vivemos. Se assim não fosse, não precisávamos de viajar – bastava ler livros e ver filmes de viagens...

A tua primeira tarefa é também um labor permanente e será, afinal, o teu último trabalho: conhecer-te a ti mesmo. Isso é essencial. Porque tu és o centro, a origem, o início e o fim do teu mundo. Portanto, o mínimo que te é exigível é que te conheças verdadeiramente a ti mesmo. Não a imagem que tens ou dás de ti, mas o que está por detrás dela, em tudo o que ali está e o que foi, que é causa do que é e base para o que será. O que tem de agradável e luminoso, mas também o que é mais sombrio e com que nos custa a deparar.

Esta a base, o ponto de partida. Já há milhares de anos estava escrito no Templo de Delfos: “Conhece-te a ti mesmo e conhecerás todo o Universo e os deuses, porque se o que procuras não achares primeiro dentro de ti mesmo, não acharás em lugar algum”.

Esta asserção é, desde a mais remota Antiguidade, a base de toda a busca e jornada iniciática. Não precisamos de inventar nada, não é necessário inventar o que já está inventado.

Devo-te esclarecer o significado da Arte Real. Como o poderei fazer, se há mais de vinte anos que o busco e ainda não o determinei completamente? Talvez a melhor resposta seja esta: a Arte Real é um método de busca que tem princípio em ti mesmo, como guia os símbolos, como rota a melhoria individual, como objetivo a perfeição e como meta todo o Universo e o que mais haja.

Sei bem que esta definição que acabei de te propor hoje, aqui e agora não é mais do que um conjunto de palavras que se juntam a uma enorme quantidade de informação que hoje recebeste e de sensações que experimentaste e que, portanto, agora de pouco te vale. Não te preocupes tu com isso, que eu também não estou nada preocupado. Tens à tua frente muito tempo para ordenar, para assimilar, para compreender tudo o que hoje viveste, viste e ouviste. E tudo, a seu tempo, te fará sentido. Até este arrazoado que tiveste a paciência de ouvir...

Mas isso fica para depois. Agora o tempo que chega é de celebrar, de conviver, de nos alegrarmos por estarmos juntos e sermos mais a estar juntos. Amanhã começarás o teu trabalho!

quinta-feira, abril 03, 2014



Os maçons prezam a Harmonia na Loja. 

Esta frase é consensual. Mas será que todos dão o mesmo significado à palavra Harmonia? Em que consiste realmente a Harmonia da Loja? Quando se pode dizer que uma Loja está em Harmonia? 

A Harmonia da Loja não é unanimidade. Nem sequer consenso (estes dois conceitos não são sinônimos; o consenso resulta sempre de uma concertação de posições, à partida, necessariamente com algumas diferenças; a unanimidade não resulta necessariamente desse esforço; a unanimidade pode surgir sem que se faça nada por ela; o consenso resulta sempre de  trabalho, busca). Pode - e é comum que isso suceda - haver divergências, desacordos, sem que se quebre a Harmonia da Loja. Tudo depende de como as posições diferentes são expostas, encaradas e, sobretudo, trabalhadas pelo grupo. Superar desacordos, integrar diferenças, compatibilizar divergências reforça a Harmonia da Loja. Assim sendo, há mais Harmonia numa Loja em que as divergências se expõem, se aceitam e se trabalham no sentido da superação do que noutra em que o unanimismo impere sempre. Mesmo que na primeira por vezes subsistam divergências, embora porventura atenuadas ou, pelo menos, globalmente compreendidas na sua origem e motivos. Direi mesmo que a Loja em que impere o unanimismo tende a estiolar. Porque o unanimismo não é natural em nenhuma sociedade humana. Porque a sua persistente existência revela afinal medo da assunção de diferenças. Pelo contrário, a Loja que se habitua a conviver naturalmente com as diferenças, divergências desacordos, a tolerar (é o termo!) a sua existência e a trabalhar na sua superação, na medida do possível, essa sim, trabalha em Harmonia. Porque ali se cultiva o respeito pelo pensamento do outro - sempre. Porque ali a diferença não gera confronto, luta, azedume. Conduz à cooperação ente iguais com entendimentos diferentes, no sentido de discernir semelhanças e diferenças, lobrigar o que é essencial e o que é meramente acessório na posição de cada um, verificar como é possível compatibilizar pontos de vista diferentes. E chegar à melhor solução possível para todos. Porque ali se trabalham as diferentes razões individuais na busca da Razão Coletiva. E de cada vez que se consegue fica-se mais forte. E quando não se consegue não é por isso que se fica mais fraco.

A Harmonia da Loja não é ausência de discussão. É discussão, debate, sérios, honestos, respeitadores das posições e da dignidade de cada um e de todos.

A Harmonia da Loja não é a obediência cega e acrítica a quem manda. Também não é o questionamento sistemático das decisões de quem viu confiado pelo coletivo, mais do que o poder, o encargo - por vezes, o fardo - de decidir. A Harmonia da Loja resulta do debate de tudo até se decidir com o contributo de todos e implica o respeito do decidido por todos. Não são todos obrigados a executar o decidido, pois há que respeitar os desacordos não superados. Mas todos necessariamente renunciam a obstaculizar o que se decidiu. Em termos simples, quem discorda pode não fazer. Mas não deve fazer diferente ou o contrário.

Tal como na música a Harmonia não está nem na ausência de som, nem no mesmo som, está na compatibilização de forma agradável de sons diferentes, também a Harmonia da Loja não resulta da ausência de divergências, na renúncia ou impossibilidade de discussão. Resulta da tolerância das diferenças, da cooperação na integração das divergências, da superação participada dos desacordos.

Portanto, que nunca se pense que discordar quebra a Harmonia da Loja. O que quebra a Harmonia da Loja é o impedimento da expressão das discordâncias. Porque só mediante essa expressão, só perante a aceitação do direito de discordar, só mediante a naturalidade da análise das divergências é possível construir, avançar, fortalecer a Loja.

Nas Lojas, tudo se debate, todas as discordâncias são expressas e analisadas e trabalhadas, no processo permanente de chegar às melhores soluções possíveis. Por vezes, o debate é aceso, os confrontos são duros. Mas o que se acendem são as opiniões de Irmãos, o que se confrontam são as suas ideias. No final de cada debate, tomada a decisão, por muito que se tenha discutido, debatido, cada um fica com as suas ideias (quantas vezes modificadas, melhoradas, evoluídas, na sequência do debate e do confronto com as outras e diferentes ideias!) - mas todos ficam com a conclusão a que se chegar como sendo a melhor possível para o coletivo naquele momento e naquelas condições. E todos se juntam em descontraída conversa e agradável ágape. Todos sabendo que porventura em ocasião próxima haverá outro debate, em que não raro os que naquele dia se confrontaram com ideias diferentes se baterão juntos pela mesma posição...

É assim que hoje superamos as dificuldades que surgem. Com muito debate, franco, leal, aberto, duro, sempre que necessário, esteja quem estiver connosco na ocasião. Sem vergonhas e sem cuidados com a imagem. E se alguém menos avisado alguma vez tentar aproveitar o que possa julgar ser fratura de alguma divergência, rapidamente ficará desenganado! Porque as nossas "fraturas" são muito "móveis", de consolidação extremamente rápida e de cicatrização fácil e sem deixar marcas! Afinal de contas estamos tão habituados a discutir e debater uns com os outros que estou em crer que se aborrecia de morte quem saísse daqui!!!!

Nas Lojas não deve existir nunca unanimismo e a unanimidade só aparece por acaso. O que persistentemente se busca e frequentemente se atinge são consensos! Às vezes após discussões épicas. Sempre tolerando a existência de diferenças e divergências. Sempre sabendo que o acordo, para existir, necessita de prévio desacordo e persistente debate na sua superação. 

E isto, meus caros, isto é que é verdadeiramente uma Loja em Harmonia!