domingo, junho 29, 2014





Biografia de São Pedro:

São Pedro (1a.C-67) foi apóstolo de Cristo. É tido como o fundador da Igreja Cristã em Roma. É considerado pela Igreja Católica como seu primeiro papa. As principais fontes que relatam a vida de São Pedro são os quatro Evangelhos Canônicos, pertencentes ao novo testamento. Escritos originalmente em grego, em diferentes épocas, pelos discípulos Mateus, Marcos, João e Lucas, Pedro aparece com destaque em todas as narrativas evangélicas.
São Pedro (1a.C-67) nasceu na Betsaida, na Galileia. Filho de Jonas e irmão do apóstolo André, seu nome de nascimento era Simão. Pescador, trabalhava com o irmão e o pai. Por indicação de João Batista, foi levado por seu irmão André, para conhecer Jesus Cristo. No primeiro encontro Jesus o chamou de Kepha, que em aramaico significava pedra, e traduzido para o grego Petros, determinando ser ele o apóstolo escolhido para liderar os primeiros pregadores da fé cristã pelo mundo. Nessa época de seu encontro com Cristo, Pedro morava em Cafarnaum, com a família de sua mulher.
Pedro foi escolhido como o chefe da cristandade aqui na terra: "E eu te digo: Tu és pedra e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares sobre a terra, será ligado também nos céus". Convertido, despontou como líder dos doze apóstolos, foi o primeiro a perceber em Jesus o filho de Deus.
Junto com seu irmão e os irmãos Tiago e João Evangelista, Pedro fez parte do círculo íntimo de Jesus entre os doze apóstolos. Participou dos mais importante milagres do Mestre sobre a terra. Foi o primeiro apóstolo a ver Cristo após a Ascensão. Presidiu a assembléia dos apóstolos que escolheu Matias para substituir Judas Iscariotes. Fez seu primeiro sermão no dia de Pentecostes e peregrinou por várias cidades.
Encontrou-se com São Paulo em Jerusalém, e apoiou a iniciativa deste, de incluir os não judeus na fé cristã, sem obrigá-los a participarem dos rituais de iniciação judaica. Após esse encontro foi preso por ordem do rei Agripa I. Foi encaminhado à Roma durante o reinado de Nero, onde passou a viver. Ali fundou e presidiu a comunidade cristã, base da Igreja Católica Romana, e por isso segundo a tradição, foi executado por ordem de Nero. Conta-se também que pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, por se julgar indigno de morrer na mesma posição de Cristo.
Seu túmulo se encontra sob a catedral de S. Pedro, no Vaticano, e é autenticado por muitos historiadores. É festejado no dia 29 de junho, um dia de importantes manifestações folclóricas, principalmente no Nordeste brasileiro

Curiosidades sobre Festa Junina no Brasil
Principais curiosidades sobre Festa Juninano Brasil,  dados e fatos curiosos, informações curiosas
curiosidades sobre a festa junina
Festa Junina: fogueira é um dos principais símbolos
Principais curiosidades sobre Festa Junina no Brasil
- A Festa Junina tem suas origens na cultura europeia da época da Idade Média. Foi trazida para o Brasil pelos colonizadores portugueses, porém sofreu várias adaptações em nosso território, onde foram incorporadas tradições brasileiras. 
- Para cada santo há um tipo de fogueira diferente. Na fogueira de São João as madeiras são colocadas em formato de cone. Na fogueira de Santo Antônio, as madeiras são colocadas em formato de quadrado. Já na fogueira de São Pedro, as madeiras ficam na posição de triângulo.
- Há muitos anos atrás, em Portugal, a Festa Junina era chamada de "Festa Joanina", em homenagem a São João Batista.
- As canções de Luiz Gonzaga ("o rei do Baião") são as mais tocadas nas Festas Juninas brasileiras.
- A Festa Junina é a segunda mais importante festa popular brasileira da cultura brasileira (fica atrás somente do Carnaval).
- O milho é a base de muitas comidas da Festa Junina, pois é neste mês que ocorre a colheita dele. 
- A região Nordeste do Brasil é a que mais comemora a Festa Junina. 
- A quadrilha é um dos destaques da Festa Junina no Brasil. Esta dança surgiu como uma forma de agradecimento aos três santos católicos (São João, São Pedro e Santo Antônio) pela colheita realizada.
- A maior Festa Junina do Brasil ocorre na cidade paraibana de Campina Grande, reunindo milhares de pessoas todos os anos. 
- Antigamente, imagens dos três santos católicos da Festa Junina eram pintadas em bandeiras e espalhadas pelos locais da festa. Com o tempo , estas bandeiras foram transformadas em bandeirinhas, que até hoje são usadas para decorar os ambientes da festa.
- As roupas típicas da Festa Junina estão relacionadas ao modo de se vestir dos habitantes da zona rural de décadas atrás. 
- A fogueira, símbolo marcante das festas juninas, é uma tradição de origem pagã, que servia para comemorar o solstício de verão no hemisfério norte. 
- Os instrumentos musicais mais utilizados para acompanhar as músicas das festas juninas são: violão, viola, triângulo, sanfona, zabumba, pandeiro e cavaquinho. 

segunda-feira, junho 23, 2014

São João Batista   (O Patrono da Maçonaria????)


      São João Batista
Dia 24 de junho História: O arcanjo Gabriel, apresentou-se diante de Zacarias na Igreja que cuidava e disse-lhe que suas orações haviam sido ouvidas e em conseqüência, sua mulher, que era estéril e de idade avançada, ia a conceber e lhe daria um filho. (Lucas 1) (Mateus 11). E agregou: “Tu lhe darás o nome de João e será para ti objeto de júbilo e alegria; muitos se regozijarão por seu nascimento posto que será grande diante do Senhor”.
Mas Zacarias duvidou e assim perdeu a voz. Quando o porta-voz da redenção nasceu, e Zacarias escreveu num tabuinha: “Seu nome é João”, o sacerdote recuperou imediatamente a fala e entoou o esplêndido hino de amor e agradecimento conhecido como “Benedictus”, que a Igreja repete diariamente em seu ofício. São João Batista, embora concebido no Pecado Original, foi dele purificado antes de nascer, quando sua mãe, Santa Isabel, foi visitada pela Santíssima Virgem, que por sua vez portava no seio o Salvador.
Por isso, São João Batista é o único santo cujo nascimento se comemora na Liturgia – além da própria Virgem Maria, que já foi concebida isenta de todo pecado. Dele é difícil dizer coisa melhor do que aquela que os Evangelhos referiram. A religiosidade popular lhe consagra cantos, danças folclóricas e fogueiras. Isso desde o século IV. Por quê tanta devoção?
Seu nascimento é uma espécie de Natal antecipado. E sua vida de pregador prepara a chegada de Cristo. Profeta mais vigoroso que ele, jamais surgirá na terra. Mas ele mesmo se chama de “amigo do Esposo”, quer dizer, do Cristo Redentor. “Este é o Elias que estava para vir”, disse Jesus, referindo-se a São João Batista.
São Agostinho faz a observação de que a Igreja celebra a festa dos santos na dia de sua morte, porém que no caso de São João Batista, faz uma exceção e lhe comemora o dia de seu nascimento, porque foi santificado na ventre sua mãe. É dele que o Messias dá testemunho: “É mais que um profeta. É dele que está escrito: eis que envio o meu mensageiro à tua frente: ele preparará o teu caminho diante de ti”. João Batista pregava fortemente contra a imoralidade e a hipocrisia. Por dizer a Herodes que não era certo “dormir” com a cunhada, foi preso apedido de Herodíades. Depois, morreu decapitado, a mando também de Herodíades, sua cunhada e amante, após a dança de Salomé, sobrinha de Herodes (Mt 14).
Oração: Deus, nosso Pai, celebramos hoje o nascimento de São João Batista. Pela força da vossa Palavra, convertei os nossos corações: “Doce, sonoro, ressoe o canto, minha garganta faça o pregão. Solta-me a língua, lava a culpa, ó São João! Anjo no templo, do céu descendo, teu nascimento ao pai comunica, de tua vida preclara fala, teu nome explica. Súbito mudo teu pai se torna, pois da promessa, incréu, ducida: apenas nasces, renascer fazes a voz perdida. Da mãe no seio, calado ainda, o Rei pressentes num outro vulto. E à mãe revelas o alto mistério de Deus oculto. Louvor ao Pai, ao Filho unigênito, e a vós, Espírito, honra também: dos dois provindes, com eles sois um Deus. Amém
São João
O Patrono da Maçonaria
Ao Iniciarmos os trabalhos em loja invocamos a proteção do G.’. A.’. D.’. U.’. e abre-se a loja,  -“em homenagem a São João, nosso patrono. Mas quem é este São João, e porque titulo distintivo?
Para responder a esta pergunta nós precisamos ainda mais nos aprofundar um pouco em textos, lendas e histórias, para descobrirmos quem foi São João de Jerusalém e porque nossas lojas são dedicadas a ele.
Comecemos por fazer algumas distinções. O primeiro São João de que ouvimos falar e o qual é sem duvida um dos mais famosos personagens da bíblia é sem dúvida, São João Batista, que batizou Jesus e teve sua cabeça decepada por ser fiel aos seus princípios. Este Santo tem seu dia de comemoração também associado aos mistérios celestes, pois se comemora exatamente no dia do equinócio de inverno, ou seja, o dia mais curto do ano. A maçonaria, por sua vez, associou este dia como contemplação a esta transição do sol, e a reverencia em suas lojas com associações a sua doutrina. Erroneamente alguns historiadores associaram este São João como patrono da maçonaria, talvez por ser o mais famoso e conhecido, mas isso é um erro comum entre os que levianamente estudam a maçonaria por obrigação.
O outro São João de que se tem noticia, e também associado à maçonaria, é o São João Evangelista. Sua data de comemoração é associada ao solstício de verão, que ocorre em dezembro. Nesta data eram eleitas as gestões das lojas, e neste solstício a maçonaria também realizava comemorações pela passagem do sol. Porém, também erroneamente, este São João foi associado como patrono da maçonaria; principalmente por aqueles que não se dão ao trabalho de ler, e gostam muito de citar grandes nomes do passado não testando e investigando sua veracidade; meramente copiando e transcrevendo seus dizeres e se esquecendo que a verdade é a mola que nos impulsiona. Então, surgem as perguntas: Se nenhum deles é o patrono da maçonaria, quem o é? Se não são estes dois importantes santos, a quem abrimos nossas lojas e trabalhamos sobre sua proteção?
No ano de 550 da era cristã, após a vinda de Jesus, nasceu um menino na ilha de Chipre ao sul da Itália, motivado por sua formação cristã e caridosa, o mesmo se encaminha a Jerusalém, com a intenção de montar um hospital que atendesse aos peregrinos que viajavam à Terra Santa, visitar o Santo Sepulcro.
Nesta ocasião ocorriam as Sagradas Cruzadas, lideradas pelos cavaleiros Templários, ao qual este menino se inspirou em seus métodos e conduta. O garoto faleceu no ano de 619, na cidade de Amatonto, na ilha de Chipre.
Após a sua morte, o Papa  em reconhecimento ao seu desprendimento e amor incondicional, o canonizou com o nome, São João Esmoleiro, que ficou mais conhecido como São João de Jerusalém.
A História certamente terminaria aqui, mas, se fossemos meros profanos. Mas para nós, maçons iniciados na Arte Real, livres pensadores e perseguidores da verdade, não! Ainda nos restam as pergunta: Porque dedicar as lojas a ele? O que ele fez em Jerusalém? Porque voltou a sua pátria?
Atentai, amados IIr.’., que a resposta esta diante de vossos olhos. Ao sair de sua terra natal, o garoto levou o quinhão da fortuna de seu pai, que lhe era de direito. Ao invés de viver uma vida sossegada, ele deslocou-se para Jerusalém, onde construiu com enorme dificuldade, um hospital para socorrer os enfermos. Porém, a época era das Cruzadas, e os povos viviam em guerra. Baseado nos princípios da Cavalaria Templária, ele fundou a Ordem dos Cavaleiros Hospitalares, que tinha por principal função, defender os hospitais e prestar socorro à quem se achava enfermo. Ele mesmo foi amigo, irmão e confidente de muitos enfermos, e deu a eles mais do que os seus recursos financeiros. Doou a cada um deles, sua saúde e atenção. Nunca fez distinções entre feridos de guerra e leprosos; todos que buscavam ajuda neste período de caos encontravam, sem dúvida, uma mão estendida nos Cavaleiros Hospitalares e em São João.
A Ordem dos Cavaleiros Hospitalares logo foi transformada na Ordem dos Cavaleiros de Jerusalém, que agora não só tomavam conta dos hospitais, mas corriam em socorro dos doentes e dos necessitados, onde quer que se encontrassem. Esta Ordem sobreviveu durante anos, e ganhou enorme respeito dos Templários da época. O seu fundador foi eleito e sagrado Grão-Mestre dos Cavaleiros de Jerusalém, recebendo as mais altas honrarias Templárias, pois estes o reconheciam como um puro e fiel Cavaleiro, seguidor dos antigos valores. São João retornaria a sua pátria, na Ilha de Chipre, por saber que a mesma estava à mercê de invasão dos Turcos, e o seu povo necessitava de ajuda. Para isso, ele contou com sua experiência em Jerusalém, e fundou a Ordem dos Cavaleiros de Malta, que tinha a dupla função: Proteger os hospitais, ajudar os enfermos e feridos, e lutar pela manutenção da paz e preservação da independência de sua pátria.
A Ordem prosperou na parte da Hospitalaria, mas a sua força armada não foi suficiente para deter a invasão Turca, que dominou e destruiu grande parte da Ilha. Gostaríamos de dizer que tudo foi fácil e belo, mas esta não é a verdade. Muito sangue foi derramado para que os Cavaleiros pudessem prosseguir em sua jornada, e mantivessem a chama acesa, no intuito de ajudar os feridos e vitimas de doenças.
Os Cavaleiros de Malta foram conhecidos por seus atos como, grandes defensores dos oprimidos e daqueles que precisavam de ajuda, assim como já eram os Cavaleiros de Jerusalém. Após a morte de São João, e sua posterior canonização, a Ordem de Cavalaria Templária associaría, fortemente, São João de Jerusalém como seu patrono, e ao se postarem no campo, para as batalhas, sempre se colocavam sobre a proteção do mesmo.
A Maçonaria copiou grande parte de seus ensinamentos e do modo de agir dos Templários, além de associar São João como seu padroeiro, pois os ideais deste nobre homem, que foi elevado a condição de Santo, combinavam com a doutrina maçônica de amor incondicional ao próximo, e sua elevada determinação em lutar pela liberdade. A partir deste momento, em que a maçonaria se colocava a campo para lutar pela liberdade da humanidade, clamava a esta grande figura, que a partir deste momento, sería conhecido por todos os maçons como: São João de Jerusalém nosso Patrono.
Por isso todas as lojas são abertas e dedicadas a sua homenagem, e até hoje nós somos lojas de São João. O amor dele nos contagia, e em sua homenagem é que trabalhamos para socorrer os necessitados, como ele o fez, e levar a luz do conhecimento e da verdade a toda a Humanidade.

Comemora-se no dia 23 de janeiro o dia de São João Smoler, para nós, São João de Jerusalém, Patrono da Maçonaria.
 
Eu aprendi que para se crescer como pessoa e preciso me cercar de gente mais inteligente do que eu.

terça-feira, junho 17, 2014

RECONHECIMENTO_E_REGULARIDADE_MAÇONICA
Elias Mansur Neto
Past Master Imediato da Loja Maçônica Cavaleiros Templários e
Membro Efetivo da Loja Maçônica Cel José Persilva.
RECONHECIMENTO E REGULARIDADE
MAÇÔNICA
INTRODUÇÃO
A Loja Maçônica Cel. José Persilva, por ser uma Loja de Pesquisa, dedica-se à produção de artigos que visam contribuir para o esclarecimento de temas importantes, os quais vêm preocupando a comunidade maçônica em geral.
Devido à grande quantidade de lojas e potências maçônicas espalhadas pelo planeta, estabeleceu-se uma discussão sobre quem dispunha de autoridade para reconhecer uma loja ou potência maçônica como regular. Este é um tema realmente importante, que deve ser esclarecido, face as sucessivas divergências que costumam ocorrer entre as diversas Lojas e potências: Quem é regular e quem pode ser considerado maçom?
Estudos neste sentido vêm sendo realizados, e contam com a valorosa contribuição dos irmãos: José Vicente Menezes, Hiroito Torres Lage, Alceny José Mendes, José Wyllen Fontes e Elias Mansur Neto, que elaboraram trabalhos sobre o tema, com palestras apresentadas em reuniões da Loja Maçônica José Persilva.
Com o propósito de apresentar uma contribuição ainda mais efetiva, recorremos a outras fontes, que se encontram listadas na relação de autores consultados, ao final deste artigo.
OBJETIVO
    Fornecer informações sobre Reconhecimento e Regularidade maçônica, de modo a permitir que cada membro possa avaliar sua a real importância.
DESENVOLVIMENTO
   O mundo maçônico está dividido em dois blocos. De um lado, estão as potências Regulares, ou seja, aquelas que possuem a chancela da Grande Loja Unida da Inglaterra (GLUI) e, do outro, as Irregulares, potências que não reconhecem a GLUI como instituição reguladora da Maçonaria Universal.
  Dentre as regras de regularidade e reconhecimento que a GLUI tenta impor, algumas têm origem na maçonaria operativa, mas outras foram criadas após 1717, e tinham por objetivo submeter as potências da maçonaria mundial sob a tutela daquela instituição. O critério que a GLUI utiliza para reconhecer uma potência maçônica é complexo e, por vezes, até incoerente. As contradições são muitas. Segundo as palavras do ir:. Bartlomeu M. dos Santos, MI, da ARLS Cavaleiros e Antares:
   A Grande Loja Unida da Inglaterra vê-se hoje obrigada a aceitar que a ponderosa Maçonaria Norte Americana emita Warrants (certificados) de “regularidade”, por tabela. E tem mais: em situação recente, a Inglaterra retirou o reconhecimento do Grande Oriente da Itália (dirigido por Virgilio Gaito), e os EUA ( 1994 ) o manteve. Situação semelhante ocorreu na Grécia.
   Tal balbúrdia nos obriga a buscar respostas para as seguintes perguntas: a) o que é Reconhecimento e Regularidade? b) Quais documentos maçônicos abordam este tema, e quais autorizam uma instituição maçônica a reconhecer outras? c) Será que os critérios de reconhecimento e regularidade estão baseados nos Landmarks?
   Ao explorarmos este tão polêmico tema, tentaremos responder a estas e a outras questões, analisando com profundidade o porquê desta divisão imposta pela GLUI, de modo a nos certificarmos de sua validade.
    Definição de regularidade e reconhecimento 1) Regularidade: os dicionários fornecem as seguintes designações para este verbete: “que e ou que age conforme as regras, normas, as leis, as praxes; relativo a regra”. 2) Reconhecimento: também segundo o vernáculo: “declarar (um governo) reconhecido legitimamente; admitir como bom, verdadeiro ou legitimo; admitir como certo; admitir como legal.”
   Para a GLUI, Regularidade e Reconhecimento são condições distintas: uma potência pode ser regular e não ser reconhecida. Em contrapartida, se uma potência não for regular, ela não poderá ser reconhecida. Desta forma, segundo aquela instituição, a primeira providência para o reconhecimento de uma potência é certificar-se de sua regularidade.
   Documentos históricos – Os documentos datados de 1248 a 1782 (Estatuto de Bolonha, Manuscrito Regius, Manuscritos de Cook, etc.) tratam de assuntos importantes, tais como comportamento dos maçons no trabalho e no convívio social, processos e prazos de admissão e permanência como aprendiz, tratamento das viúvas, eleições, assembléias, etc. No entanto, nenhum deles nomeia qualquer loja ou instituição que tenha a incumbência de reconhecer uma potência como Regular. É importante ressaltar que “somente após 1782 é que existem atas e documentos dos quais se tem conhecimento e certeza de data ou ocasião, autor, objetivo e público alvo”, e que em nenhum desses documentos há registros sobre qualquer acordo entre lojas ou potências, informando que uma determinada potência possa ter autoridade para reconhecer outra.
   Reconhecimento e regularidade nos dias de hoje - Para um melhor entendimento desta questão, tomaremos como referência a Grande Loja da Inglaterra (GLI). Estabelecida em 1717, e considerada como a responsável pelo aparecimento da Maçonaria Especulativa, a GLI se julgava no direito de controlar a maçonaria em todo o mundo. Aquela instituição, conhecida na época como Grande Loja dos Modernos, e que fundiu-se com a Grande Loja dos Antigos em 1813, tendo recebido o nome de Grande Loja Unida da Inglaterra(GLUI), determinou que o primeiro requisito para o Reconhecimento de uma potência maçônica é que esta seja Regular. Desta forma, em 4 de setembro de 1929, a GLUI declarou os seguintes Princípios de Regularidade:
1 - A crença num DEUS revelado; o Grande Arquiteto do Universo.
2  - Fazer juramentos sobre o Livro da Lei.
3  - Trabalhar somente na presença das três grandes luzes: o Livro Sagrado, o Esquadro e o Compasso.
4  - Abster-se de discussões políticas e religiosas em Loja.
5  - Somente admitir membros do sexo masculino.
6  - Ser soberana no exercício de sua autoridade sobre as Lojas Azuis e seus graus (aprendiz, companheiro e mestre).
7  - Respeitar as tradições. Ou seja, fazer com que em sua obediência sejam respeitados os Landmarks, os antigos regulamentos e os usos e costumes praticados pela Franco-maçonaria.
8  - Ser regular em sua origem, o que pressupõe ter sido obrigatoriamente fundada por uma potência já constituída, que possua pelo menos três lojas regularmente consagradas por uma Potência Regular.
   E quanto ao reconhecimento? Quais são os critérios? Parece que não existem critérios estabelecidos para se reconhecer uma loja ou potência. Se existem, não foram divulgados; e se não foram divulgados, não devem ser transparentes.

   Potências maçônicas não reconhecidas pela GLUI – A maioria das potências regulares do mundo não é reconhecida pela GLUI. Por exemplo, no Brasil somente são reconhecidas o Grande Oriente do Brasil e a Grande Loja dos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro. As demais Grandes Lojas do Brasil não são reconhecidas pela GLUI. Também não o são todos os Grandes Orientes estaduais da COMAB no Brasil. A França possui atualmente treze potências maçônicas, das quais somente uma é reconhecida pelo GLUI. Detemo-nos por aqui, pois a lista é interminável.
   Cabe ainda salientar que os critérios estabelecidos pela GLUI são também muito complexos, o que torna quase impossível a sua aplicação. Como exemplo desta complexidade, tomemos o princípio da territorialidade, o qual determina que somente uma potência por país pode ser reconhecida. Sua aplicação, na prática é tão controversa que, no território francês, somente a Grande Loja Nacional da França (GLNF) foi reconhecida, ao passo que nos EUA são reconhecidas mais de cinqüenta potências estaduais. Diante de tal fato, é inevitável questionar: por que somente a GLNF foi reconhecida na França? Existiria alguma regra especial para os americanos, velhos aliados da Inglaterra?
  Os Landmarks – O Ir. Michael A. Botelho, grau 33, presidente do Conselho de Kadosh de Arkansas, EUA, afirmou em artigo recente que “saber o que é e o que não é importante nos Landmarks é uma das questões mais debatidas atualmente.” Segundo ele, o termo “Landmarks” foi criado por Albert Mackey, em 1865, quando o eminente escritor declarou: “os antigos e universais costumes da Ordem, aprovados e implantados pela autoridade competente, vêm de uma época tão distante que não foi possível localizar registros escritos a seu respeito ao longo da história”.
   Assim, Mackey definiu três requisitos básicos dos Landmarks, os quais continuam a ser adotados até hoje: 1) universalidade; 2) irrevogabilidade; 3) existência desde tempos
imemoriais.
   Ainda, segundo o ir: Michael Botelho, em 1856, o Dr. Albert Gallatin Mackey, grau 33, tentou implantar os atuais Landmarks conforme a ótica de sua época, definindo um total de vinte e cinco Landmarks. Sete anos mais tarde, em 1863, George Oliver publicou o livro Freemason’s Treasury, no qual listou quarenta Landmarks. No século passado, algumas Grandes Lojas americanas se lançaram na difícil tarefa de quantificá-los, o que gerou o seguinte resultado: As Lojas do Estado da Virgínia Ocidental definiram sete; as Lojas de Nova Jersey a Nevada, dez; e as do Kentuck encontraram cinqüenta e quatro.
   O ir: Joseph Fort Newton, em seu livro The Builders, tentou definir os landmarks com uma simples declaração: “ A certeza de que Deus é pai, a irmandade dos homens, a lei moral, a regra de ouro, e a esperança da vida eterna”. Dentro de uma linha de raciocínio semelhante, encontramos os seis Landmarks listados por Roscoe Pound:
1- A crença num ente supremo.
2- A crença na imortalidade da alma.
3- A obrigatoriedade de se manter o Livro da Lei no altar da Loja.
4- A manutenção da Lenda de Iran no terceiro grau.
5- A manutenção do simbolismo herdado da maçonaria operativa.
6- O maçom tem de ser livre e de bons costumes.

   Como é possível observar pelo acima exposto, não se sabe com certeza quantos e quais são os verdadeiros Landmarks, ficando, por conseguinte, muito difícil adotá-los como referência para se estabelecer critérios de Reconhecimento e Regularidade.
   O componente político do problema - Algum tempo depois do nascimento da maçonaria especulativa, a antiga e bem conhecida rivalidade política entre a França e a Inglaterra veio à tona. O Grande Oriente da França (GOF), seguindo as tradições progressistas de seu país, e sob a alegação de que não queria discriminar os homens livres e de bons costumes, retirou de sua Constituição a obrigatoriedade de se crer em Deus para que um candidato pudesse ser feito maçom. Como conseqüência, o GOF foi excomungado pela GLUI.
   Segundo as palavras do ir:. Bartlomeu M. dos Santos, da ARLS Cavaleiros e Antares, “a citação da Bíblia como Livro Sagrado foi um dos obstáculos históricos que provocaram o cisma entre a Maçonaria Francesa e a Maçonaria Inglesa”. Oswald Wirth complementa-o dizendo que “ os anglo-saxões, ao exigirem a Bíblia, e somente a Bíblia, negam a universalidade da Maçonaria e, se encararmos o problema desse ponto de vista, a ‘irregularidade’ está do lado deles, e não do nosso”. Wirth afirmava ainda:
“Somos obrigados a nos inclinar diante dos fatos. Os anglo-saxões querem ter sua Maçonaria particular e renunciam ao universalismo proclamado em 1723”.
   A maçonaria, não sendo propriedade de ninguém, não pode ser controlada por um poder central mundial. A esse respeito, Morivaldo C. Fagundes ressalta:
   Embora a maçonaria seja universal no sentido filosófico e doutrinário, não o é administrativamente, pois não possui uma organização mundial única. Nessas condições, em cada país e muitas vezes, em cada estado membro ela se organizou soberanamente, com ampla e total autonomia administrativa. O fato ensejou, como não poderia deixar de acontecer, o aparecimento do fenômeno político dos reconhecimentos ou tratados de amizade interpotências, em conseqüência do qual surgiu o discutido e discutível conceito de regularidade maçônica.
   Voltando à questão do Princípio da Regularidade, analisemos então a sua legitimidade, segundo o estabelecido pela GLUI:
   Os Princípios 1, 2, 3, 4 e 5, anteriormente mencionados, parecem ser oriundos da Maçonaria operativa; são universais e compatíveis com o que se entende por Maçonaria Universal. O Princípio 7, que exige respeito às tradições, parece ter sido baseado nos chamados Old Charges, e o Princípio 6 trata de uma questão administrativa.
   Conforme os critérios unilateralmente estabelecidos pela GLUI, todas as lojas e potências do Brasil, que não aceitam mulheres e atuam em conformidade com os oito princípios estabelecidos por aquela instituição, são regulares. Logo, a pergunta que precisa ser respondida é: Porque a COMAB (GOMG e demais orientes estaduais), a GLMMG e tantas outras entidades não são reconhecidas? .
   Nos documentos da maçonaria operativa não se encontra nenhum registro onde qualquer loja ou instituição tenha autoridade para reconhecer outras como regulares. Esta conclusão também é válida para os documentos produzidos pela maçonaria especulativa.
   Finalmente, vale ressaltar que a GLUI, ao exigir a adoção da Bíblia como condição indispensável para que uma Loja ou potência possa ser reconhecida, nega a universalidade da Maçonaria. De acordo com a tradição maçônica, é a presença, não somente da Bíblia mas também do Alcorão, ou de qualquer outro Livro Sagrado, que garante a universalidade da maçonaria. Se consideramos a questão por este lado, chegaremos à conclusão de que quem é irregular é a GLUI.
CONCLUSÕES
   Em nenhum dos documentos históricos da maçonaria há registros sobre qualquer acordo entre lojas ou potências, informando que uma determinada potência possa ter autoridade para reconhecer outra. Não sabe com certeza quantos e quais são os verdadeiros Landmarks, ficando, por conseguinte, muito difícil adotá-los como referência para se estabelecer critérios de Reconhecimento e Regularidade.
   A maçonaria não é propriedade de ninguém, não pode, portanto, ser controlada por um poder central mundial.
   Uma vez que nem a GLUI e nem qualquer outra potência tem autoridade para exercer o Reconhecimento, o fato de ser ou não ser reconhecido por ela ou por qualquer outra potência do planeta não é significante. O que importa é que cada loja ou potência esteja ciente de sua idoneidade e espírito maçônico, de forma a poder reconhecer a si mesma como membro da Maçonaria Universal.
   O restante vem por acréscimo.
Elias Mansur Neto
Past Master Imediato da Loja Maçônica Cavaleiros Templários e membro efetivo da
Loja Maçônica Cel José Persilva.
LITERATURA CONSULTADA
1. DA SILVA, José Vicente Menezes. Regularidade e Reconhecimento Maçônico – Trabalho apresentado em Loja
2. LAGE, Hiroito Torres. A Regularidade e o Reconhecimento Maçônicos - Trabalho apresentado em Loja.
3. MENDES, Alceny José. Reconhecimento e Regularidade: reconhecendo a certeza da dúvida - Trabalho apresentado em Loja em 17/10/06.
4.  FONTES, Wyllen José – Da Regularização e do Reconhecimento Maçônico, de acordo com as Normas da Maçonaria Universal - Trabalho apresentado em Loja.
5. BOTELHO, Michael A., gr 32, K.C.C.H., Os Landmarks DOS SANTOS.
6- Bartlomeu Martins. Irregularidade, um aspecto meramente político.