quinta-feira, outubro 29, 2015


O Cromeleque de Calçoende é uma misteriosa estrutura de pedra encontrada há alguns anos no Amapá. Segundo o que foi diagnosticado pelos arqueólogos é que seus padrões são os mesmos encontrados em construções europeias, incluindo a icônica Stonehenge.

O que se acredita é que estas pedras - tanto os Cromeleques como a própria Stonehenge - fariam parte de uma antiga civilização que viveu em 3.000 A.C no território europeu, a chamada Megalítica.

Mas quem seriam eles, e por que até hoje não há maiores informações?

Cientistas comprovam a reencarnação humana

 
Cientistas comprovam a reencarnação humana
Desde que o mundo é mundo discutimos e tentamos descobrir o que existe além da morte.
Desta vez a ciência quântica explica e comprova que existe sim vida (não física) após a morte de qualquer ser humano.
Um livro intitulado “O biocentrismo: Como a vida e a consciência são as chaves para entender a natureza do Universo” “causou” na Internet, porque continha uma noção de que a vida não acaba quando o corpo morre e que pode durar para sempre. O autor desta publicação o cientista Dr. Robert Lanza, eleito o terceiro mais importante cientista vivo pelo NY Times, não tem dúvidas de que isso é possível.
Além do tempo e do espaço
Lanza é um especialista em medicina regenerativa e diretor científico da Advanced Cell Technology Company. No passado ficou conhecido por sua extensa pesquisa com células-tronco e também por várias experiências bem sucedidas sobre clonagem de espécies animais ameaçadas de extinção.
Mas não há muito tempo, o cientista se envolveu com física, mecânica quântica e astrofísica. Esta mistura explosiva deu à luz a nova teoria do biocentrismo que vem pregando desde então. O biocentrismo ensina que a vida e a consciência são fundamentais para o universo.
É a consciência que cria o universo material e não o contrário.
Lanza aponta para a estrutura do próprio universo e diz que as leis, forças e constantes variações do universo parecem ser afinadas para a vida, ou seja, a inteligência que existia antes importa muito. Ele também afirma que o espaço e o tempo não são objetos ou coisas mas sim ferramentas de nosso entendimento animal. Lanza diz que carregamos o espaço e o tempo em torno de nós “como tartarugas”, o que significa que quando a casca sai, espaço e tempo ainda existem.
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A teoria sugere que a morte da consciência simplesmente não existe. Ele só existe como um pensamento porque as pessoas se identificam com o seu corpo. Eles acreditam que o corpo vai morrer mais cedo ou mais tarde, pensando que a sua consciência vai desaparecer também. Se o corpo gera a consciência então a consciência morre quando o corpo morre. Mas se o corpo recebe a consciência da mesma forma que uma caixa de tv a cabo recebe sinais de satélite então é claro que a consciência não termina com a morte do veículo físico. Na verdade a consciência existe fora das restrições de tempo e espaço. Ele é capaz de estar em qualquer lugar: no corpo humano e no exterior de si mesma. Em outras palavras é não-local, no mesmo sentido que os objetos quânticos são não-local.
Lanza também acredita que múltiplos universos podem existir simultaneamente. Em um universo o corpo pode estar morto e em outro continua a existir, absorvendo consciência que migraram para este universo. Isto significa que uma pessoa morta enquanto viaja através do mesmo túnel acaba não no inferno ou no céu, mas em um mundo semelhante a ele ou ela que foi habitado, mas desta vez vivo. E assim por diante, infinitamente, quase como um efeito cósmico vida após a morte.
Vários mundos
Não são apenas meros mortais que querem viver para sempre mas também alguns cientistas de renome têm a mesma opinião de Lanza. São os físicos e astrofísicos que tendem a concordar com a existência de mundos paralelos e que sugerem a possibilidade de múltiplos universos. Multiverso (multi-universo) é o conceito científico da teoria que eles defendem. Eles acreditam que não existem leis físicas que proibiriam a existência de mundos paralelos.
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O primeiro a falar sobre isto foi o escritor de ficção científica HG Wells em 1895 com o livro “The Door in the Wall“. Após 62 anos essa ideia foi desenvolvida pelo Dr. Hugh Everett em sua tese de pós-graduação na Universidade de Princeton. Basicamente postula que, em determinado momento o universo se divide em inúmeros casos semelhantes e no momento seguinte, esses universos “recém-nascidos” dividem-se de forma semelhante. Então em alguns desses mundos que podemos estar presentes, lendo este artigo em um universo e assistir TV em outro.
Na década de 1980 Andrei Linde cientista do Instituto de Física da Lebedev, desenvolveu a teoria de múltiplos universos. Agora como professor da Universidade de Stanford, Linde explicou: o espaço consiste em muitas esferas de insuflar que dão origem a esferas semelhantes, e aqueles, por sua vez, produzem esferas em números ainda maiores e assim por diante até o infinito. No universo eles são separados. Eles não estão cientes da existência do outro mas eles representam partes de um mesmo universo físico.
A física Laura Mersini Houghton da Universidade da Carolina do Norte com seus colegas argumentam: as anomalias do fundo do cosmos existe devido ao fato de que o nosso universo é influenciado por outros universos existentes nas proximidades e que buracos e falhas são um resultado direto de ataques contra nós por universos vizinhos.
Alma
Assim, há abundância de lugares ou outros universos onde a nossa alma poderia migrar após a morte, de acordo com a teoria de neo biocentrismo.
Mas será que a alma existe? Existe alguma teoria científica da consciência que poderia acomodar tal afirmação? Segundo o Dr. Stuart Hameroff uma experiência de quase morte acontece quando a informação quântica que habita o sistema nervoso deixa o corpo e se dissipa no universo. Ao contrário do que defendem os materialistas Dr. Hameroff oferece uma explicação alternativa da consciência que pode, talvez, apelar para a mente científica racional e intuições pessoais.
A consciência reside, de acordo com Stuart e o físico britânico Sir Roger Penrose, nos microtúbulos das células cerebrais que são os sítios primários de processamento quântico. Após a morte esta informação é liberada de seu corpo, o que significa que a sua consciência vai com ele. Eles argumentaram que a nossa experiência da consciência é o resultado de efeitos da gravidade quântica nesses microtúbulos, uma teoria que eles batizaram Redução Objetiva Orquestrada.
Consciência ou pelo menos proto consciência é teorizada por eles para ser uma propriedade fundamental do universo, presente até mesmo no primeiro momento do universo durante o Big Bang. “Em uma dessas experiências conscientes comprova-se que o proto esquema é uma propriedade básica da realidade física acessível a um processo quântico associado com atividade cerebral.”
Nossas almas estão de fato construídas a partir da própria estrutura do universo e pode ter existido desde o início dos tempos. Nossos cérebros são apenas receptores e amplificadores para a proto-consciência que é intrínseca ao tecido do espaço-tempo. Então, há realmente uma parte de sua consciência que é não material e vai viver após a morte de seu corpo físico.
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Dr. Hameroff disse ao Canal Science através do documentário Wormhole: “Vamos dizer que o coração pare de bater, o sangue pare de fluir e os microtúbulos percam seu estado quântico. A informação quântica dentro dos microtúbulos não é destruída, não pode ser destruída, ele só distribui e se dissipa com o universo como um todo.” Robert Lanza acrescenta aqui que não só existem em um único universo, ela existe talvez, em outro universo.
Se o paciente é ressuscitado, esta informação quântica pode voltar para os microtúbulos e o paciente diz: “Eu tive uma experiência de quase morte”.
Ele acrescenta: “Se ele não reviveu e o paciente morre é possível que esta informação quântica possa existir fora do corpo talvez indefinidamente, como uma alma.”
Esta conta de consciência quântica explica coisas como experiências de quase morte, projeção astral, experiências fora do corpo e até mesmo a reencarnação sem a necessidade de recorrer a ideologia religiosa. A energia de sua consciência potencialmente é reciclada de volta em um corpo diferente em algum momento e nesse meio tempo ela existe fora do corpo físico em algum outro nível de realidade e possivelmente, em outro universo.
E você o que acha? Concorda com Lanza?
Grande abraço!
Indicação: Pedro Lopes Martins
Artigo publicado originalmente em inglês no site SPIRIT SCIENCE AND METAPHYSICS.

terça-feira, outubro 13, 2015


Os  estilos de Maçons:
O que lamentamos profundamente é que o “mundo exterior” não reflita a Maçonaria. A Humanidade seria mais justa e feliz.
Como se constata não há diferenças entre os de profanos e os possíveis tipos de Maçons.
E porque deveria haver?
Como em todas as Organizações, podemos afirmar que também na Maçonaria não somos todos iguais.
Existem, informalmente, diversos tipos de maçons que se caracterizam pelos seus comportamentos. De conformidade com as suas maneiras de se comportarem em relação à Instituição, o vamos evidenciar.
A massa é a mesma, portanto a Maçonaria só pode refletir o mundo exterior, desejavelmente para muito melhor.
A imagem propagada no país e no mundo, é que o maçom é uma pessoa grave e gestos solenes, conversa, transcendental e meio maligno. Velhinhos de terno e gravata, sérios incapazes de fazer alguma coisa.
Um tópico pouco freqüente de se encontrar na Literatura Maçônica o constitui, que o acompanha não só nos alegres Ágapes da Ordem, mas também nas cerimônias solenes que inesperadamente se vem assaltadas por uma anotação jocosa.
Alguns maçons praticam todas as formas de arte, desde o inocente comentário festivo, até o vicioso e cruel humor negro, passando pelo fino e duplo sentido e humor irreverente, para não mencionar o temido sarcasmo. Tudo é comemorado com boa disposição de animo e dentro de um arraigado espírito de tolerância e fraternidade.
O paradoxo do caso, é que os Maçons, com todo o formal pelo que se lhes toma, e imersos em uma associação que conta com uma grande quantidade de solenidades, são capazes de fazer o seu trabalho a sério, enquanto vê o lado mais frívolo, permanentemente brincando sobre si, ou sobre o que estão fazendo.
Parece que fosse uma questão simples. Não entanto, não é. Na Maçonaria não segue tendências, e isso acontece algo de semelhante no que diz respeito às anedotas provenientes de distantes contextos culturais.
O que divide os Maçons tem muito mais a ver com os graves problemas dia-a-dia.
Qualquer dúvida de que os maçons estão muito criativos. As definições são reais, cujos personagens continuam na Ordem.
Esta é uma pequena lista de definições de Maçons, anotando que em alguma dessas devemos estar incluídos:

O SUPER MAÇOM - Este é o que conhecemos, geralmente, como um figurão. Como sempre, amável e educado. Na vida profana ocupa posições de relevo; talvez por isso não tenha tempo nem se sinta obrigado a frequentar os nossos trabalhos. A Tesouraria quase sempre está em dificuldades com ele; entretanto, sempre tem os seus defensores devido à posição de destaque que ocupa no mundo profano.

O MAÇOM SATÉLITE - Também não é amigo da freqüência, mas é prestimoso, amável, contribui sempre e generosamente quando solicitado. Não emite opiniões, não vive a vida da Loja, não procura criar casos.
Embora prime pela ausência, os Responsáveis nunca estão dispostas a enquadrá-lo porque no fim das contas é um bom sujeito, sempre disposto a colaborar, sempre pronto a ajudar um Irmão.

O MAÇOM ENCOSTO - Também conhecido como irmão coitado, é carinhoso, chegado, gosta de se fazer de vítima, para ter apoio ou conseguir favores, que às vezes nem necessitaria realmente, aluga a Loja, mas na hora em que se precisa do retorno, ainda não retornou.

O MAÇOM ‘NÃO SEI PORQUE’ - ‘Não sei porque ele ainda é maçom; nem você, e talvez nem ele saiba’. Não comparece; não colabora; dá trabalho ao Tesoureiro; critica o que se faz e o que deixou de ser feito; ninguém sabe por que ele entrou e como conseguiu galgar os diversos graus; porque ali permanece e porque demoram em eliminá-lo.

O MAÇOM ‘PASTOR’ - É aquele que se acha a última reencarnação de Crística, quando começa a falar não pára mais, deveria fundar uma seita e não pertencer a Maçonaria; não aceita contradições, ‘conhece tudo’, ‘sabe tudo’ ou já ‘viveu isso’, quer que os irmãos pensem que existem duas maçonarias, antes e depois de sua iniciação, fala pelos cotovelos e não diz nada, poderia ser chamado de Maçom Enche Saco!

O MAÇOM DA SEGUNDA-FEIRA - Também poderia ser chamado de Maçom Standart. Comparece pontualmente a todas as reuniões. Maçonaria para ele se resume nisso: fica no seu lugar, não quer encargos, comissões, enfim não quer trabalhar.
Não apresenta propostas; não entra em debates, discussões; nunca apresenta trabalho de cunho maçônico. Participa das votações porque é obrigado. O único serviço que presta à Loja é ser pontual com a tesouraria e dar boa referência às reuniões.

O MAÇOM CIFRÃO - Também conhecido como Maçom Comercial, é aquele que está na Maçonaria apenas para vender o seu peixe, os irmãos não passam de clientes, comparece pontualmente a tesouraria para mostrar que está bem, não conhece nada de maçonaria, não lê nada, não faz nada que não venha a render alguma medalha cunhada.

O MAÇOM BUFÃO - É aquele que não leva ninguém a sério, muito menos a Maçonaria, é alegre, de conhecimento profundo, só piadas, seria um excelente irmão se vivêssemos apenas de ágapes.

O MAÇOM DONO DA BOLA - Donos da Loja ou Cardeais. Onde antiguidade e cargo. Geralmente ocupam cargos temporariamente ou ex-veneráveis forçados, não conseguem deixar o cargo e não larga o pé do atual Venerável Mestre, e quando possível fazem questão de dizer que na sua gestão era assim ou assado.
Melhores que eles para dirigirem a Loja, ninguém. Acham-se donos da Loja, não admitem que se faça nada sem sua autorização ou consulta, e se isso acontecer, ficam contra o projeto. Irmãos de verdade para eles, somente aqueles que os apoiam.

O MAÇOM P.’.A.’.D.’.U.’. - Por ser intempestivo, arrogante, vaidoso e com um ego hipertrofiado, ao ponto de não reconhecer seus próprios erros. Este com toda sua soberbia  se acha: O Poderoso Arquiteto DUniverso.

O MAÇOM COMUM - São a maioria, é aquele Maçom que comparece, ajuda, estuda, realiza na vida profana e familiar, esta sempre a disposição quando solicitado, não se envolve em confusões, nem as cria, é o verdadeiro obreiro, um ótimo espelho para os outros.

O MAÇOM DEDICADO - Finalmente o Maçom com ‘M’ maiúsculo, sem subtítulos. Comparece às reuniões, vive os problemas da Loja, procura trabalho.
Não rejeita encargos nem tarefas, aponta erros, aplaude êxitos. Assume responsabilidades, faz filantropia, sem segundas intenções. Não procura impor as suas opiniões. Muitas vezes se aborrece se desilude, mas, na próxima sessão, lá está de novo incansável.
‘É o que carrega a Loja às costas’. Procura estudar os rituais, o simbolismo, a filosofia maçônica. Não vive para exaltar os seus feitos para chamar atenção, nem a criticar os outros. O que seria da Loja e da Maçonaria se não existisse esta consciência?

Mais uma listinha a de definições de Maçons, em alguma dessas devemos estar incluídos:

domingo, outubro 04, 2015

Os interesseiros dentro da maçonaria e suas preferências interesseiras por certos irmãos

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Não importa o que uma pessoa seja por dentro, todas as pessoas no planeta Terra sempre levarão em conta a sua aparência física e a sua condição financeira para valorá-la. Todas as pessoas, à exceção dos mestres encarnados que desenvolvem objetivamente o seu trabalho espiritual na Terra desde a infância, inclusive aquelas que de uma forma ou de outra se dedicam a qualquer atividade de estudo ou prática espiritual, sempre considerarão a aparência física e a condição financeira do próximo. Essa é uma das regras da civilização humana no plano material do planeta Terra e negá-la é tolice. Tal regra é aceita, aprendendo-se a conviver com isso o tempo todo e em relação a todas as pessoas, ou deixa-se de viver no mundo real dos humanos e a vida deixa de fluir. O sentido da vida da civilização humana no plano material do planeta Terra é ditado pela consciência da civilização humana como um todo e tal regra está em consonância com o nível de consciência da civilização humana do planeta Terra.
A maçonaria que se tem hoje não é maçonaria, ela pode parecer maçonaria pela simples sistemática de como são as coisas estabelecidas no plano material em relação à ordem, mas não tem coisa alguma a ver com o que verdadeiramente é a maçonaria no plano espiritual. Aqueles que hoje ingressam na maçonaria não são pares daqueles que vieram à Terra para instrumentalizar a maçonaria no plano material. Em tempos antigos os maçons eram homens que faziam a diferença na humanidade porque eram seres diferentes porque seus espíritos eram mais elevados e evoluídos e suas consciências mais despertas; hoje não há mais diferença entre um membro da maçonaria e aqueles que não fazem parte dela. A única “diferença” que se exige de um homem para ser maçom é que esse tenha a ficha limpa na sociedade, não importando se o mesmo é integralmente desprovido de virtudes, consumido e escravizado pelo Ego e desinteressado no próprio Supremo Arquiteto do Universo e na sua Grande Obra.
O propósito da maçonaria é instrumentalizar e efetivar os mecanismos de criação e evolução dos quais determinados seres fazem parte. Não existe maçonaria sem mudança. Se a maçonaria não consegue efetiva, objetiva e verdadeiramente mudar coisa alguma no mundo ela não é maçonaria. Entretanto, esquece-se o mundo que para que um grupo de pessoas seja capaz de mudar algo na sociedade é necessário que tal grupo seja diferente e para tal grupo ser diferente é necessário que seus membros sejam espiritualmente diferentes. Apesar disto não há qualquer preocupação da maçonaria em que seus membros sejam efetiva, objetiva e verdadeiramente seres diferentes no que se refere ao espiritual. É motivo de orgulho na maçonaria a necessidade da ficha limpa para o ingresso na ordem como se ter a ficha limpa deixasse de ser a obrigação de toda pessoa. Hoje para ser considerado apto ao ingresso na maçonaria bastar ter a ficha limpa na sociedade, a questão espiritual é irrelevante.
Se a maçonaria deve fazer a diferença ela deve ter membros que verdadeiramente sejam diferentes ao ponto de poderem enxergar as pessoas como elas verdadeiramente são por dentro. A maçonaria atual pode ter como requisito para o ingresso na ordem que uma pessoa não tenha seu nome inscrito em órgãos de proteção ao crédito, mas a maçonaria verdadeira tem como requisito para o ingresso que uma pessoa não valore outra por sua aparência física e por sua condição financeira. A maçonaria atual pode ter como requisito para o ingresso na ordem que uma pessoa não tenha antecedentes criminais, mas a maçonaria verdadeira tem como requisito para o ingresso na ordem o estado de Iniciado à realidade interna, o estado de consciência desperta. Aqueles que hoje fazem parte da maçonaria jamais fariam parte desta nos tempos da maçonaria verdadeira, a maçonaria destinada aos Iniciados que estavam na Terra para tornar o mundo um lugar verdadeiramente melhor.
Não adianta para a maçonaria ter entre seus membros pessoas que não têm seus nomes inscritos em órgãos de proteção ao crédito e não têm antecedentes criminais enquanto está lotada de pessoas que valoram os outros pela aparência física e pelas condições financeiras e cujos reflexos de tal nível de consciência se refletem em toda a existência da Loja. A maçonaria verdadeira era uma ordem de Iniciados que se agregavam para o trabalho de evolução do planeta Terra e hoje a maçonaria se tornou um meio de pessoas que têm como propósito a busca pela convivência com pessoas de nível social mais elevado com quem terão uma relação mais leve, pacífica e fraterna para poder comer uma boa carne, beber uma boa cerveja e poder sair em casais. Aquilo que era para ser a parte mais importante na maçonaria – a espiritualidade presente na ritualística – agora é tratado como acessório e secundário. Não há preocupação em faltar à ritualística desde que se possa comparecer aos comes e bebes.
Os que não são maçons costumam parabenizar-se por questões relacionadas ao corpo físico e à condição financeira, mas pessoa alguma consegue ver o que parabenizar em outra por essa ter “simplesmente” aprendido algo. Ao falar de um meio onde as pessoas apenas tratam das questões relacionadas ao corpo físico e à condição financeira poder-se-ia dizer que tal meio é profano, mas o maçônico é assim. As congratulações entre os irmãos dizem respeito às questões relacionadas ao Eu Exterior. Irmãos se parabenizam pela ampliação dos negócios, pelo grande contrato feito, pela promoção profissional, pela aprovação em um concurso público e por questões relacionadas à situação financeira em geral, mas assuntos relacionados à espiritualidade não se criam na maçonaria. Prefere-se discutir com o outro que fez um grande contrato para aprender a ganhar dinheiro do que tratar sobre algo relacionado à espiritualidade. Os maçons preferem aprender a ganhar dinheiro do que aprender a ler a mente.
Entre os maçons também há a valoração do próximo em razão da condição financeira, o que obviamente caracteriza cegueira. Os maçons que percebem na maçonaria um meio para ter um círculo social mais “elevado” e “polido” para poderem sair com suas esposas também possuem tal cegueira, pois a maçonaria não foi criada para homens terem um meio social mais “elevado” e “polido” para poderem sair com suas esposas. Há homens que desejam ter uma vida social com suas esposas e anseiam por um meio de pessoas mais respeitosas, confiáveis e sem vícios e a maçonaria lhes serve a isso, pois os requisitos para o ingresso na maçonaria e o ideal de fraternidade lhes disponibilizam um meio confortável para que possam sair com suas esposas entre amigos. Há problema quando se junta a valoração do próximo em razão da condição financeira, o desejo ardente por construir patrimônio, a carência de um meio social adequado para poder sair com a esposa, o Ego e a involução espiritual.
O verdadeiro ideal da fraternidade na maçonaria jamais será compreendido pelos maçons atuais. Os maçons não são irmãos para poderem ficar mais ricos e poderem ter laços fraternais para poderem sair com suas esposas sem qualquer receio de passar por qualquer situação desconfortável, os maçons são irmãos para fazer o trabalho da espiritualidade na Terra e em uma fraternidade assim não há lugar para acepção de pessoas. Em uma Loja maçônica não pode haver, de forma alguma e em hipótese alguma, qualquer valoração de qualquer irmão em razão de sua aparência física, de sua condição financeira e do seu estado civil. Um irmão não deve preferir um irmão porque esse tem uma aparência física que causa menos estranheza aos outros, tem mais condições financeiras, é profissionalmente mais bem sucedido ou é casado e assim tem uma esposa legal e ambos farão uma companhia agradável para poderem sair em casais sábado à noite para comer pizza. A maçonaria não existe para isso.
Para que a maçonaria seja maçonaria e possua recursos humanos necessários para a mudança que deve fazer no mundo é necessário que os irmãos da Loja sejam verdadeiramente irmãos e não há real irmandade quando um irmão prefere outro porque esse é menos feio, mais rico ou porque tem esposa para poderem sair em casais depois. Coisa alguma no mundo pode viver de passado e o passado grandioso da maçonaria não poderá ocultar o seu atual estado de mediocridade. Para que a maçonaria volte a ser grande é preciso que os maçons sejam grandes e a grandeza de uma pessoa não está em sua aparência física, em suas condições financeiras, em seu sucesso profissional ou na conivência do seu estado civil; a grandeza de uma pessoa sempre estará naquilo que ela tem por dentro. Para que a maçonaria volte a ser grande é preciso que os maçons sejam verdadeiramente irmãos de forma que não haja qualquer tipo de acepção de membros entre os membros da Loja e para isso é necessário deixar a cegueira e a ignorância.
Não basta que um maçom trate igualmente um irmão como trata todos os outros irmãos, é preciso que ele verdadeiramente sinta que todos os membros de sua Loja são iguais. Uma Loja maçônica forma um corpo só e como tal cada membro tem sua função dentro da Loja de forma que todos devem ser tratados de forma verdadeiramente igual, pois todos estão juntos em um trabalho só: a Loja. Quando um maçom prefere certos irmãos pelo que esses podem lhe favorecer da forma que for tal maçom está usando a maçonaria para anseios pessoais fulcrados no Ego e na matéria e a maçonaria não existe para satisfazer anseios pessoais fulcrados no Ego e na matéria. Pessoa alguma se torna maçom para si, mas para os outros. A maçonaria não existe para alguém ser favorecido, mas para que se possa ajudar os outros. Pessoas que preferem pessoas por conveniência e pelo que essas podem lhes ser úteis não devem fazer parte da maçonaria, primeiramente por não saberem o que ela é.