domingo, março 27, 2016

Objetivo e Princípios da maçonaria.:
                O principal objetivo da maçonaria é ajudar o homem a reforçar seu caráter, melhorar sua visão moral e espiritual, alargando seu horizonte mental. Simbolicamente, o maçom se vê a si mesmo como uma pedra bruta que tem de ser trabalhada coma s ferramentas alegóricas adequadas para convertê-la num cubo perfeito, podendo, assim, se encaixar perfeitamente na estrutura do Templo do Grande Arquiteto do Universo
                                      
                                    Princípios
                                  Os ensinamentos maçônicos orientam seus membros a se dedicar à felicidade de seus semelhantes, não só porque a razão e a moral lhes impõem tal obrigação, mas também porque esse sentimento de solidariedade os faz irmãos, com base nos seguintes princípios: A Maçonaria proclama, a existência de um Princípio Criador, ao qual, em respeito a todas religiões denomina-se Grande Arquiteto do Universo;                                 
                                  A Maçonaria não impõe limites à investigação da verdade e, para garantir essa liberdade, exige dos iniciados a maior tolerância. A Maçonaria é uma instituição essencialmente iniciática, filosófica, filantrópica, progressistas e evolucionista. Proclama a prevalência do espírito sobre a matéria. Pugna pelo aperfeiçoamento moral, intelectual e social da humanidade, por meio do cumprimento inflexível do dever, da prática desinteressada da beneficência e da investigação constante da verdade. Seus fins supremos são: LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE.



sexta-feira, março 25, 2016

REFERÊNCIA HISTÓRICA AO MESTRE SAINT-GERMAIN

Uma referência interessante a Saint-Germain no Jornal London Chronicle, de 31 de maio a 3 de junho, 1760, sob o título "Histórias de um misterioso estrangeiro":
 "Da Alemanha ele levou para a França a reputação de grande e poderoso alquimista, que possuía o pó secreto e, por consequência, o remédio universal. Corriam rumores de que o estrangeiro sabia fabricar ouro. A forma dispendiosa na qual vivia parecia confirmar esse relato, mas o ministro da época, a quem o assunto fora confidenciado como importante, respondeu sorrindo que o resolveria rapidamente. Ele ordenou um inquérito para determinar de onde vinham as remessas que ele (Saint-Germain) recebia, e disse àqueles que o procuraram que logo lhes mostraria quais eram as riquezas produzidas pela pedra deste filósofo. Os meios que aquele homem ilustre utilizou para explicar o mistério, embora muito sensatos, só serviram para aumentá-lo. Não se sabe se o estrangeiro tomou conhecimento do inquérito que foi ordenado e encontrou meios de burlá-lo, ou por quaisquer outros motivos desconhecidos, o fato é que no espaço de dois anos, enquanto era observado, ele viveu como de costume, pagando tudo em dinheiro vivo e, no entanto, não entrou no reino nenhuma remessa que lhe fosse destinada."
 (Reimpresso nas páginas 95-96, Secret Societies and the French Revolution [Sociedades Secretas e a Revolução Francesa], de Una Birch.)

terça-feira, março 22, 2016



Sempre que em maçonês se fala em "qualidades maçônicas", não se está a abordar nenhum adjetivo em concreto mas antes funções e cargos ocupados por membros dos quadros de obreiros das lojas maçônicas.

Para erigir e fazer funcionar uma Loja é necessária uma determinada quantidade Mestres, para fundar uma Loja são necessários 7 mestres e para o seu funcionamento pelo menos 5 mestres, sendo o ideal existir um mínimo de 7 mestres presentes numa sessão maçônica.
Estes mestres ocuparão cargos e funções necessárias ao normal e regular funcionamento de uma Loja. E dado que uma loja maçônica é uma estrutura similar a uma qualquer associação, necessita de ter quem a dirija e de quem se ocupe de outros cargos que são necessários existirem para que esta associação/"Loja" funcione em pleno; ou seja, de forma justa e perfeita.

Normalmente a quantidade  de cargos a serem preenchidos pelos obreiros de uma Loja (designados por Oficiais) depende quase sempre do tipo de Rito executado nas sessões dessa mesma Loja. E digo "quase sempre" porque a ocupação dos cargos de uma Loja devem ser efetuados por Mestres, mas tal nem sempre é possível por vários fatores, sejam o tamanho do "Quadro da Loja" (número de obreiros) seja pela assiduidade dos mesmos.

Existem funções que podem em caso de recurso extremo ser ocupadas e executadas por Companheiros e/ou Aprendizes. Estando vedado a estes membros qualquer cargo de "direção" de Loja ou de certa ritualidade que os impeça de tal fazer.

No caso em concreto da Respeitável Loja Mestre Affonso Domingues nº5, o Rito executado sempre nas suas sessões é o "Rito Escocês Antigo e Aceito", vulgo "REAA", e que conta com sete oficiais "principais"/"obrigatórios"; a saber:
  • Venerável Mestre: o Mestre que dirige a Loja.
  • 1ºVigilante: Auxilia na direção da Loja e é responsável pela formação de Companheiros e "Coluna do Sul".
  • 2ªVigilante: Auxilia na direção da Loja e é responsável pela formação dos Aprendizes e "Coluna do Norte".
  • Secretário: Ocupa-se dos habituais "trabalhos de secretaria" (correspondência, registo de presenças, elaboração de Atas...)
  • Orador: Certifica-se que os trabalhos de Loja decorrem de forma correta e regulamentar.
  • Tesoureiro: Gere as "economias & finanças" da Loja.
  • Mestre de Cerimônias: Cargo Ritual.
Os Ofícios acima designados são os que tornam uma Loja justa e perfeita e que são necessários ao normal funcionamento da Loja, mas existem outros que também têm a sua relevância na estrutura da Loja, a saber:
  • Experto: Cargo Ritual.
  • Hospitaleiro: Cargo Ritual e responsável pela gestão do Tronco da Viúva".
  • Organista: Responsável pelas sonoridades ambientes e rituais da Loja. É o chamado "DJ de serviço".
  • Guarda Interno: Certifica-se da cobertura da Loja; isto é, pela sua "segurança".
  • Arquivista: Responsável pela gestão do Arquivo da Loja.
  • Mestre Instalado: Mestres que ocuparam a direção de Loja no passado.  Pode-se considerar que são "conselheiros" do Venerável Mestre, por assim dizer.
    Alguns destes últimos ofícios não são de execução obrigatória por Mestres apesar de preferencialmente serem efetuados por esses membros da Loja.
    No entanto, é natural que existam outras "qualidades" na Maçonaria e que são referentes ao Grão-Mestrado (ocupadas pelo governo da Obediência Maçônica), sendo esta uma estrutura do tipo federativo, congregando o Grão-Mestre, os Grandes Oficiais e os seus respetivos Assistentes.

    Contudo, algo que não pode nem deve ser confundido entre si são os "Graus" e as "Qualidades", uma vez que executar um cargo/ofício não é o mesmo que deter determinado grau.
    Um "grau" é a posição/nível de conhecimento que um maçom tem e que ocupa na "hierarquia" da Maçonaria; a "qualidade" como referi anteriormente, são os cargos que se ocupam. E para ocupar determinados Ofícios é necessário ter sido atingido determinado grau, quase sempre o de Mestre Maçom ou inclusive o de "Venerável Mestre".
    Já para obter um Grau, o cargo desempenhado na Loja pouco ou quase nada será relevante, pois o conhecimento ritual obtido e a boa assiduidade geralmente é que são determinantes para tal.


    Espero que com esta pequena explicação, escrita de forma simples e ligeira, possa ter retirado algumas das dúvidas que alguns profanos têm acerca do funcionamento de uma Loja Maçônica no que a "qualidades" (cargos) diz respeito.

    terça-feira, março 08, 2016



    Começo o título do texto de hoje com a palavra "assombrações" porque de tempos em tempos surgem notícias que assombram o mundo maçônico
    Algumas vezes são verídicas e factuais, outras nem tanto, mas a maioria totalmente falsas. Contudo, as notícias que me suscitam alguma preocupação na verdade, são aquelas que são mesmo verdadeiras e que focam algo que foi feito ou envolveu de forma negativa algum membro da Ordem Maçônica.

    Quando algum maçom transgride as regras da "civilização", seja através de condutas marginais ou por comportamentos ditos desviantes, e por isso mesmo passiveis de críticas por ultrapassarem qualquer tipo de razoabilidade, não será apenas o maçom em questão que sofre as consequências, mas a Maçonaria na generalidade; até porque a opinião pública irá sempre condenar a Maçonaria no seu todo e não apenas quem foi o causador da notícia ou situação em apreço.

    Quando ocorrem esse tipo de situações, por norma, são sempre desenvolvidas novas teorias face às existentes bem como outras são usualmente relembradas, sejam elas verdadeiras ou falsas -para o comum dos mortais o que importa é falar, mesmo que não saiba do quê!- e são sempre lançados para a "fogueira" nomes de eventuais maçons, tenham essas pessoas ligações à Maçonaria ou não, acarretando sérios prejuízos para essas personalidades.

    Naturalmente que todos os maçons condenam quem não sabe viver em sociedade, principalmente aqueles que se assumem como sendo "pessoas livres e de boa conduta", porque esses devem ter sempre algum cuidado e parcimônia nas suas ações, uma vez que estão sempre debaixo do escrutínio permanente do mundo profano.

    Algo que os maçons deverão ter atenção é que devem nas suas práticas mundanas ter os mesmos comportamentos que  terão na sua vida privada, ou seja, " fazer à vista de todos o que fariam se ninguém os estivesse a observar". E ter tal noção é uma forma de limitar acontecimentos onde poderão "derrapar" ou que sejam propícias situações impróprias para os maçons, seja a nível pessoal como coletivo.

    O "segredo" que é análogo à Maçonaria também fomenta tais situações, porque pode levar a pensar que a coberto de um certo tipo de secreticidade tudo se possa fazer; o que na realidade é completamente falso!
    A ignorância profana sobre o que se passa no seio das Lojas Maçônicas leva à efabulação sobre o que por lá é tratado. E essa é quiçá uma das condicionantes a que todos os maçons estão sujeitos.

    Normalmente quando a Maçonaria é falada nos círculos mais mundanos é quase sempre referente a teorias que pululam por aí, sobre os rituais possíveis de serem praticados ou pela eventual identificação dos membros de alguma Obediência. Mas quando algum maçom se mete a jeito, tanto pior... A mediatização que envolva um caso que envolva um maçom ou algum alegado maçom é amplamente exponenciada, mesmo que o indivíduo seja inocente ou não. A fome pela obtenção de informação sobre qualquer coisa que envolva ou toque a Maçonaria é sempre enorme.

    Mas quando é tornado público situações que envolvem conflitos de egos, usurpações de poder, ambições desmedidas, projetos pessoais e afins, obviamente que a crítica é forte e incisiva, pois se a Maçonaria se assume como uma Ordem de caráter espiritual, como podem ter lugar tais comportamentos!?
    Mas a verdade é que eles existem e temos de viver com eles, tentando solucioná-los da melhor forma possível e caso a caso. E estes "fantasmas" que vão aparecendo de tempos a tempos e que alimentam o descrédito que a população tem sobre a Maçonaria é sempre alvo de repúdio, inclusive interno no seio das várias Obediências. 

    -Os problemas entre" egos e malhetes" acabam sempre por prejudicar o "esquadro e o compasso"...-

    O que me remete em jeito de conclusão para a seguinte reflexão:
    Farão estas individualidades tanta falta à Maçonaria que ela não subsista sem eles ou eles é que sentem que fazem falta à Maçonaria para que esta Instituição possa progredir?!"


    quinta-feira, março 03, 2016


    Esta questão que usada como título deste post reflete uma questão e afirmação que ouvimos amiúde em alguns círculos profanos. Uns questionam na sua ignorância se a Maçonaria é para "ricos", outros afirmam de forma contundente que ela é feita para "ricos".

    Posso afirmar que nem é uma coisa nem a outra!

    Primeiro porque a Maçonaria é uma Ordem universal. Logo encontrando-se ela em qualquer parte do globo terrestre, seja nos países ditos de "primeira linha" como nos países classificados (injustamente!) como "terceiro-mundistas", a Maçonaria é o espelho da sociedade onde se encontra implantada. O que levará a que nos seus quadros de obreiros se encontrem gente de múltiplas origens, profissões ou de níveis acadêmicos díspares. O que será sintomático da sua heterogeneidade e universalidade.

    Mas apesar disso, é costume se afirmar que a Maçonaria é feita de uma elite de pessoas, mas "elite" essa que nada tem a haver com economia e finanças, mas apenas  uma elite moral e social de pessoas que procuram evoluir e crescer espiritualmente através de uma via iniciática e que também procuram promover o progresso da sociedade, e apenas isso.

    Nas Lojas Maçônicas encontramos gente de todas as idades (maiores de idade), logo pessoas que ainda estudam ou já trabalham ou ambas as situações, e dada a diferença e multitude de profissões que se podem encontrar numa Loja, será natural que se encontre gente mais "abonada" que outras, mas nada que não exista também no mundo profano, o que é natural!

    Mas como é possível encontrar este "tipo" de gente, naturalmente se poderia confundir a Maçonaria com um clube de cavalheiros ou apenas como uma associação benfeitora e nada mais, o que é totalmente errado e que subverte os princípios que consagram a Ordem Maçônica. Evidentemente que a Filantropia, a Caridade e a Solidariedade Social existem, mas são apenas uma consequência da elevada moral que os maçons possam ter e nada mais. Para exercer essas qualidades em exclusivo existem outro tipo de associações com essas preocupações prementes, sejam os Rotários, os Lions ou outras similares.

    Todavia e como este texto versa sobre "metais" (vulgo, dinheiro), posso reafirmar que apesar da Maçonaria não ser exclusiva de gente rica, ela não é uma Ordem barata, ou seja, existem sempre custos associados para quem faça parte dela.

    Existem os custos com a adesão na Ordem, as quotas mensais, as "subidas de grau", os materiais e demais parafernália maçônica, isto é,  os aventais, luvas, colares, livros e outros acessórios e adereços que um maçom necessite para o seu dia-a-dia na Loja da qual que fará parte integrante. E aqui sim, é que se pode dizer profanamente "que a porca torce o rabo", porque regra geral, não são baratos tais materiais.
    Mas também não serão mais caros do que outros relacionados com outras Ordens similares, ou associações civis ou clubes desportivos. - Nada na vida é fácil! -

    E aqui retorno à questão original, " Será a Maçonaria para ricos?!", claramente que não o é!

    Mas não deixa de dar jeito ter algum dinheiro no bolso, nem que seja para auxiliar quem dele necessitar...