segunda-feira, maio 20, 2019

Filhos do Arquiteto ✡




A perseguição da maçonaria pelo nazismo

A Maçonaria foi perseguida, banida e suprimida em muitos lugares ao longo da história. Na Alemanha, com os nazistas querendo o controle total sobre tudo e todos, a Maçonaria não teve espaço. Adolf Hitler tentou de quase tudo para tentar eliminá-la, não só do solo alemão, mas de todos países que foram amordaçados pelo seu totalitarismo.

Hitler secretamente admirava a Maçonaria como uma organização e queria formar seu regime de forma semelhante à instituição da Maçonaria.

“Todas as abominações supostas, os esqueletos e caveiras, os caixões e os mistérios, são coisas simples para as crianças. Mas há um elemento perigoso e que é o elemento que copiei a partir deles (os maçons). Eles formam uma espécie de nobreza sacerdotal. Eles desenvolveram uma doutrina esotérica não apenas formulada, mas transmitida através dos símbolos e mistérios em graus de iniciação. A organização hierárquica e da iniciação através de ritos simbólicos, isto é, sem incomodar o cérebro, mas através do trabalho sobre a imaginação através da magia e dos símbolos de um culto, tudo isso tem um elemento perigoso. Vocês não vêem que o nosso partido tem de ser uma Ordem? Uma Ordem. a Ordem hierárquica de um sacerdócio secular … nós mesmos ou os maçons ou a Igreja – há espaço para um dos três e não mais … Nós somos o mais forte dos três e devemos nos livrar dos outros dois”, (Discurso de Adolf Hitler)


O começo

Assim que Adolf Hitler chegou ao poder e começou a elaborar o “Estado ideal”, ele deu início a uma forte campanha anti-maçônica. Hitler escreveu que a Maçonaria pertencia essencialmente aos judeus, e enquanto o ódio aos judeus estava sendo cultivado na Alemanha, essas afirmações justificavam a perseguição de Hitler aos maçons.

“…A hostilidade natural dos camponeses contra os judeus, e sua hostilidade contra o maçom como um servo do judeu, devem ser trabalhados até um frenesi…” (Guia e Carta de Instrução do Partido Nazista – 1931)

Enquanto alguns maçons eram verdadeiramente judeus, o verdadeiro motivo de Hitler era destruir todas reservas conservadoras da sociedade, tal qual, o medo que tal sociedade discreta, que já havia de fato, conspirado em prol da liberdade em outros países, pudesse agir pelas suas costas. Por essa razão a Maçonaria deveria ser destruída, para que seu regime pudesse ter o controle total. À partir daí, começa uma serie de boicotes e perseguições aos maçons alemães, muitos membros das Lojas que ocupavam cargos públicos foram assediados a cederem à aposentadoria ou demissão “voluntária”, os que estavam na iniciativa privada, foram forçados a escolher entre o ofício e suas carreiras.

The Enabling Act (Ermächtigungsgesetz)

Em 1933, Hitler ascendeu ao poder através do que ficou chamado “Lei de Plenos Poderes”, um ato legal que foi assinado pelo Presidente  Paul von Hindenburg e lhe deu legalmente plenos poderes perante ao Estado, tornando sua ditadura “legal”. Ali começava um longo período de opressão aos Maçons alemães.

1934
– Um decreto do chefe do Tribunal do Partido Nazista decidiu que maçons que não haviam se desligado das suas Lojas antes de 30 de janeiro de 1933 não poderiam filiar-se ao Partido Nazista. No mesmo mês, o Ministro do Interior da Prússia, Hermann Goering, emitiu um decreto para que as Lojas se dissolvessem “voluntariamente”, mas de fato, tal ação só se dava perante uma aprovação e o acompanhamento do Estado, que sindicava os maçons guardando informações para utilização posterior.

– Maio de 1934 – O Ministro da Defesa proibiu a adesão em Lojas a todos soldados ou funcionários públicos civís.

– “Na calada da noite”, diversas Lojas começaram a serem atacadas e saqueadas por unidades da SS e da SA, embora oficialmente, nenhum impedimento houvesse contra elas.

– 28 de Outubro  – O Ministro do Interior do Reich, Wilhelm Frick, emitiu um decreto oficializando todas Lojas como “hostis ao Estado” e, portanto, sujeitas a terem seus bens confiscados.

– Verão de 1934 – Heinrich Himmler e Reinhard Heydrich tomam politicamente a Gestapo, polícia especial dos nazistas, que continuam a saquear as bibliotecas e coleções de objetos maçônicos dos membros das Lojas, objetos estes, que em 1937 apareceram em uma exposição anti-maçônica em Munique, inaugurada pelo Ministro da Propaganda,  Herr Dr. Joseph Goebbels.

A exposição incluía templos completamente mobiliados, com propagandas intimidatórias aos que futuramente pensassem se aproximar da Maçonaria.

1935-1942
Em 17 de agosto de 1935, Frick ordena que todas Grandes Lojas e Lojas restantes fossem dissolvidas e seus bens confiscados.

A propaganda nazista continuou a ligar Maçons e judeus, utilizando-se do forte sentimento anti-judeu que existia na época para combater também os Maçons. A publicação viral de Julius Streicher, o “Der Stürmer” (A tropa de assalto) imprimiu exaustivamente caricaturas que retratavam uma conspiração “judeu-maçônica” contra a Alemanha e o mundo.

Outra edição do Der Stürmer:

Assim como na mídia, a Maçonaria também se tornou uma obsessão particular de Reinhard Heydrich, chefe do Serviço de Segurança (ou SD – Sicherheitsdienst), que catalogou todos maçons, juntamente com judeus e o clero político. Tratou eles como “os inimigos mais implacáveis da raça alemã”. Em 1935 Heydrich argumentou publicamente que “…é necessário erradicar de todos alemães a “influência indireta do espírito judaico”, um resíduo infeccioso judeu, liberal e maçônico, que permanece no inconsciente de muitos, acima de tudo no mundo intelectual e acadêmico..”

Heydrich criou uma sessão especial na SD para lidar com Maçonaria, a “Sessão II / 111”, seu interesse especial era por crer que a Maçonaria exercia poder político real, moldando a opinião pública através da imprensa, que causava subversão e revolução.

Propaganda intitulada “Judeus, Maçonaria e Bolchevismo”, com uma serpente venenosa com presas expostas. Isso era o capítulo 1º de uma serie de palestras conferidas pelo “Der Reichsfuehrer SS, der Chef des Rasse-und Siedlungshauptamtes” (Líder das SS, Chefe do Escritório Principal da Raça e Liquidação), ca. 1936.

Quando os nazistas começaram a preparar-se para a guerra em 1937, o regime aliviou a pressão sobre as Lojas ainda existentes (muito secretamente, claro) e os maçons. Hitler anistia os maçons que haviam deixado suas Lojas em 1938 e com os esforços de guerra, começa a alocá-los novamente no serviço público de acordo com o caso. Conforme a guerra avança, abrem-se mais e mais as portas para os maçons que outrora foram excluídos, principalmente, no setor público, onde começam a integrar novamente as forças armadas (Wehrmacht) e até a SS.

Mesmo assim, quando conquistaram a Europa, dissolveram forçosamente todas organizações maçônicas que encontraram, e aos moldes da Alemanha, confiscaram seus bens e documentos. Os itens apreendidos foram enviados para as agências alemãs especializadas, principalmente dentro da SD e mais tarde o RSHA, a sessão (Seção VII B 1) criada em 1939 no Reich Security Main Office ( Reichssicherheitshauptamt ; Daí RSHA), que incorporou as sessões da SD e da SS que eram dedicadas a Maçonaria.

Como também fizeram na Alemanha, montaram por toda Europa exposições anti-maçônicas, exibindo artefatos e rituais roubados dos Templos, ridicularizando a Maçonaria, diziam que a culpa da Segunda Guerra Mundial era dos judeus e dos Maçons e expunham a maior culpa sobre o Presidente dos EUA, Franklin Roosevelt, que fora identificado como um Maçom.

Alguns aliados alemães do eixo, também decretaram medidas policiais e discriminatórias contra os maçons. Em agosto de 1940, o regime de Vichy France emitiu um decreto declarando que os maçons eram inimigos do estado e autorizavam a vigilância policial sobre eles. As autoridades francesas de guerra ainda criaram um cartão de identificava todos membros do Grande Oriente da França, uma das principais potências maçônicas da França e do mundo. O arquivo dos cartões sobreviveram à guerra e depois foram microfilmados para as explorações dos arquivos do Museu Memorial do Holocausto, nos Estados Unidos.

Em 1942 uma última ofensiva foi autorizada por Hitler. Alfred Rosenberg inicia uma “guerra intelectual” contra os judeus e os maçons. Para este fim, Hitler permite que Rosenberg tenha acesso aos arquivos maçônicos roubados, estude-os, para melhor equipará-lo em informações aos maçons. Os membros da ERR (Departamento do Líder do Reich Rosenberg  – Não tenho certeza sobre a tradução – Einsatzstab Reichsleiter Rosenberg – ERR) recebem apoio do Alto Comando das Forças Armadas Alemãs (Oberkommando der Wehrmacht ; OKW) para o cumprimento dessa missão.

Em 1943 a França estava ocupada pelos nazistas, Hitler não perdeu tempo, utilizou da força e da influência do cinema francês da época para lançar um filme contra a “conspiração judeu-maçônica”, o filme “Forces Occultes” mostrou diversas simulações de rituais maçônicos.

A narrativa do filme envolve-se em um jovem deputado que se juntou ao Grande Oriente da França afim de tornar sua carreira mais influente. Ele então, confrontado com a corrupção e os escândalos políticos do momento, assume o papel de “maçom” (sic), conspirando com judeus e com americanos para colocar a França em guerra contra a Alemanha.

Pós guerra
Após o final da Segunda Guerra Mundial, as vastas coleções de arquivos maçônicos e bibliotecas que foram apreendidas pelas autoridades alemãs foram capturadas, por sua vez, pelas forças aliadas e soviéticas. Por exemplo, um importante arquivo maçônico foi encontrado na Silésia, no leste da Alemanha, por tropas soviéticas nos últimos dias da Segunda Guerra Mundial. As autoridades soviéticas enviaram os registros para Moscou, onde foram mantidos em arquivos secretos. Outros materiais relacionados com Maçônaria da Alemanha foram recuperados na Polônia; Alguns desses materiais foram microfilmados e armazenados no arquivo do Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos. Desde o fim da Guerra Fria, muitas coleções relacionadas com maçonaria foram devolvidas aos países de origem, enquanto outras continuam a ser mantidas em repositórios estrangeiros.

Ainda lembramos de todas atrocidades cometidas pelo regime nazista no mundo, na Maçonaria alemã existe um resquício de medo nos membros em identificarem-se como tal. Um símbolo chamado de “Forget Me Not” foi criado para ajudar os pedreiros a identificarem-se entre si, proclamando secretamente sua afiliação. É usado como um sinal de lembrança daqueles que foram perseguidos, torturados e mortos na Alemanha nazista.
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MAÇONARIA E  A IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA
(Do adventismo à Ciência Cristã) 

Os mórmons viviam um período de grande expansão, porém nem tordos os habitantes da nação americana acreditavam no sonho do Oeste. 

Dentre eles o desconhecido William Miller, que concebeu a ideia de que o fim do mundo devia estar perto e que, por isso mesmo, cabia fazer cálculos sobre a data, razão porque resolveu estudar a Bíblia em busca de consolo.

Ao chegar ao oitavo capítulo do Livro de Daniel, do Antigo Testamento, acreditou ter encontrado uma clara profecia referente não apenas ao fim do mundo como à data em que ocorreria. 

No versículo 14 é feita uma menção a duas mil e trezentas tardes e manhãs, e Miller, sem nenhuma base bíblica, decidiu considerar cada tarde e manhã como um ano. Contando, assim, dois mil e trezentos anos, chegou a conclusão de que o fim de mundo seria em 1843.

Todavia, os argumentos de Miller careciam da mais mínima base na realidade. Mas  o auto-intitulado profeta pregava desta maneira e, posteriormente Ellen G. White, a profetisa dos adventistas, continuou insistindo na veracidade das profecias milheritas, argumentando que um anjo as havia mostrado numa visão.

Miller lançou a profecia do fim do mundo em 1843, tendo convencido certo número de adeptos, que abandonaram seus campos, suas ferramentas, seus negócios e seus postos de trabalho, sacrificaram tudo, acreditaram, mas o fim do mundo não veio em 1843.

Miller fixou nova data para 21 de março de 1844. Novo fracasso e nova data. Agora o fim do mundo viria em 18 de abril de 1844. Depois anunciou uma nova data que seria definitiva, 22 de outubro de 1844. 

Seus adeptos vestiram-se naquela noite com túnicas brancas e decidiram esperar Cristo, que viria pegá-los na passagem do dia. Na manhã seguinte, até o mais fanático dos adeptos deve ter começado a duvidar da capacidade de Miller como profeta de Deus.

 Mas uma vez, a profecia tinha sido falsa.
Porém, um dos dos adeptos chamado Hiram Edson, após a noite de espera, voltando para casa, teria tido uma visão. Cristo aparecia no firmamento e chegava a um altar no céu. Cristo tinha chegado, não na Terra, mas, ao santuário do céu. 

Por essa visão Miller que acertara a data e errara no intinenário de Cristo, voltou ser considerado como profeta de Deus, e uma interpretação desatinada de Daniel 8 tornava-se a pedra ainda mais essencial do edifício doutrinal adventista.

Em 24 de março de 1849 Ellen G. White, aquela que seria a grande profetisa do advrentismo, teve uma visão. Mas como tinha acontecido antes com Miller, a profecia de Ellen tampouco se cumpriria. 

O fim do mundo foi outra vez anunciado para mais datas futuras: 1854 e 1873, entre elas.

Da mesma forma que é impossível compreender os mórmons sem a referência a Joseph Smith, também não se pode compreender o adventismo do Sétimo Dia sem enfocar a figura da sua profetisa Ellen G. White. 

Seus escritos são considerados pela seita totalmente - não só parcialmente - inspirados pelo Espírito Santo de Deus.
Ela teve também a revelação que daria nome à sua seita - adventistas do Sétimo Dia -, já que anunciou que os cristãos não deviam guardar o domingo, mas o sábado judeu, cuja origem hoje se sabe, remonta ao maçom chamado Joseph Bate,  que se uniu a seita adventista.

De maneira significativa - e apesar das referências a visões celestiais que faria depois - Ellen White reconheceu que a origem de sua peculiar doutrina estava na influência do maçom Bate numa carta que escreveu em 1847.

É possível inferir que a profetisa tinha mantido uma relação com alguns maçons que a haviam ajudado em situações delicadas e que, inclusive, um deles tinha inspirado uma das doutrinas mais determinantes de sua seita. 

Mas a relação de Ellen com a maçonaria foi mais além.

N. D.Faulkhead era tesoureiro da gráfica que imprimia as obras adventistas e há anos pertencia à Loja maçônica. Ellen White se encontrou com ele num determinado momento e o saudou fazendo o sinal dos cavaleiros do Templo,  um grau superior de iniciação na maçonaria.

Nos anos seguintes, a carreira de Ellen foi irregular e, embora a seita tenha continuado a crescer, o certo é que surgiram escândalos relacionados com a personalidade da profetisa, principalmente às obras que ela tinha plagiado e que apresentou como inspiradas por Deus.

Um comitê da seita, reunido em 1980 em Glendale para abordar o assunto dos plágios da profetisa, ficou surpreso com os resultados da investigação. A proporção de material plagiado era muito maior do que se suspeitava e alarmante.

Ellen White não foi por certo, a única mulher de sua época que fundou uma seita e que teve alguma influência maçônica nessa empreitada. 

O caso da Mary Baker Eddy, a criadora da Ciência Cristã, é ainda mais revelador. 

Apesar do nome, a seita da Ciência Cristã nega doutrinas essenciais do cristianismo como a divindade de Cristo ou o caráter expiatório de sua morte, e defende teses que são cientificamente questionáveis, como a de não ir a médicos quando se estar doente. 

Na realidade, a Ciência Cristã tem uma cosmovisão empapada de gnosticismo, choca-se frontalmente com o cristianismo e manteve historicamente uma relação bem intensa com a maçonaria.

Mary Baker Eddy era casada com um maçom, manteve relação muito estreita com o coronel Henry Steele Olcott - outro maçom, que, como veremos, junto com madame  Blavatsky criou a Sociedade Teosófica - e publicou uma parte nada desprezível de sua obra religiosa no Freemason's Monthly Magazine. 

De fato, de maneira bem reveladora, a maçonaria é a única sociedade secreta à qual os seguidores da Ciência Cristã podem se filiar, esta, diga-se de passagem, utiliza, além disso,a simbologia  maçônica.

Os presidentes da Ciência Cristã foram maçons de 1922 a 1924, e também foram maçons, dentre outros. 

É possível, inclusive, que Mary Baker Eddy fosse iniciada na maçonaria, uma circunstância que provalmente também tenha ocorrido no caso da adventista Ellen White. No entanto, se no caso de Mary Baker  Eddy e Ellen White a iniciação na maçonaria é só especulação, no de outro fundador de seitas, Charles Taze Russel, é indiscutível.

Autor:  Helio P. Leite
Adaptação e Pesquisa: Ir Daniel Toupitzen  CIM 285520

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Diz uma lenda que o dia em que o bom Deus criou as mães, um mensageiro se acercou Dele e Lhe perguntou o porquê de tanto zelo com aquela criação.

Em quê, afinal de contas, ela era tão especial?

O bondoso e paciente Pai de todos nós lhe explicou que aquela mulher teria o papel de mãe, pelo que merecia especial cuidado.

Ela deveria ter um beijo que tivesse o dom de curar qualquer coisa, desde levesmachucados até namoro terminado.

Deveria ser dotada de mãos hábeis e ligeiras que agissem depressa preparando o lanche do filho, enquanto mexesse nas panelas para que o almoço não queimasse.

Que tivesse noções básicas de enfermagem e fosse catedrática em medicina da alma. Que aplicasse curativos nos ferimentos do corpo e colocasse bálsamo nas chagas da alma ferida e magoada.

Mãos que soubessem acarinhar, mas que fossem firmes para transmitir segurança ao filho de passos vacilantes. Mãos que soubessem transformar um pedaço de tecido, quase insignificante, numa roupa especial para a festinha da escola.

Por ser mãe deveria ser dotada de muitos pares de olhos. Um par para ver através de portas fechadas, para aqueles momentos em que se perguntasse o que é que as crianças estão tramando no quarto fechado.

Outro para ver o que não deveria, mas precisa saber e, naturalmente, olhos normais para fitar com doçura uma criança em apuros e lhe dizer: Eu te compreendo. Não tenhas medo. 

Eu te amo, mesmo sem dizer nenhuma palavra. O modelo de mãe deveria ser dotado ainda da capacidade de convencer uma criança de nove anos a tomar banho, uma de cinco a escovar os dentes e dormir, quando está na hora.

Um modelo delicado, com certeza, mas resistente, capaz de resistir ao vendaval da adversidade e proteger os filhos.

De superar a própria enfermidade em benefício dos seus amados e de alimentar uma família com o pão do amor. Uma mulher com capacidade de pensar e fazer acordos com as mais diversas faixas de idade.

Uma mulher com capacidade de derramar lágrimas de saudade e de dor mas, ainda assim, insistir para que o filho parta em busca do que lhe constitua a felicidade ou signifique seu progresso maior.

Uma mulher com lágrimas especiais para os dias da alegria e os da tristeza, para as horas de desapontamento e de solidão.

Uma mulher de lábios ternos, que soubesse cantar canções de ninar para os bebês e tivesse sempre as palavras certas para o filho arrependido pelas tolices feitas.

Lábios que soubessem falar de Deus, do Universo e do amor. Que cantassem poemas de exaltação à beleza da paisagem e aos encantos da vida.
Uma mulher. Uma mãe.

Ser mãe é missão de graves responsabilidades e de subida honra. É gozar do privilégio de receber nos braços Espíritos do Senhor e conduzi-los ao bem.
Enquanto haja mães na Terra, Deus estará abençoando o homem com a oportunidade de alcançar a meta da perfeição que lhe cabe, porque a mãe é a mão que conduz, o anjo que vela, a mulher que ora, na esperança de que os seus filhos alcancem felicidade e paz.



DEUSA RÉIA GRÉCIA:

Réia era filha de Urano e de Gaia. Irmã e esposa de Cronos, gerou Deméter, Hades, Hera, Hestia, Posseidon e Zeus. 

Por ser mãe de todos deuses do Olimpo, é conhecida como Mãe dos Deuses. É uma deusa relacionada com a fertilidade.

Devido a um oráculo de Urano, que profetizara que Cronos seria destronado por um dos filhos, este passou a engolir todos os filhos assim que nasciam. Réia decidiu que isto não ocorreria com o sexto filho. Assim, quando Zeus nasceu, Reia escondeu-o numa caverna no Monte Ida em Creta ao cuidado dos assistentes curetes posteriormente sacerdotes e, no lugar do filho, deu a Cronos uma pedra enrolada em panos. Cronos engoliu-a, pensando ser o filho. 

Ao atingir a idade adulta, Zeus destronou o pai, forçou-o a vomitar os irmãos e assumiu o Olimpo. Seguindo a ascensão do filho Zeus ao status de rei dos deuses, ela contestou uma parte do mundo e acabou refugiando-se nas montanhas, onde cercou-se de criaturas selvagens. 

Geralmente, é associada a leões ou a uma biga puxada por leões.



A Sabedoria do Rei Salomão na História do Bebê com Duas Mães


O Rei Salomão amava ao Senhor, obedecia aos seus mandamentos e era homem justo diante de Deus.

Certo dia, Deus apareceu em um sonho a Salomão. 
Peça aquilo que você quiser, Salomão!”, disse Deus.

Salomão respondeu: “Quero ter um coração sábio, cheio de compreensão, para que eu possa julgar o povo com justiça, sabendo diferenciar o bem do mal em todas as questões!”

O Senhor Deus se alegrou com o pedido de Salomão. Ele não pediu dinheiro, nem muitos anos de vida e nem desgraça a seus inimigos. Pediu apenas sabedoria para ser justo com o povo. Deus, além de conceder sabedoria jamais vista sobre a face da Terra, deu a ele também muitas riquezas.

Quando acordou do sonho, Salomão foi até a Arca da Aliança e ofereceu holocaustos ao Senhor. Fez também um gostoso banquete e ofereceu a todos os seus servos.

Mas a vida continuava, e o Rei Salomão tinha de julgar as questões e os problemas que surgiam no meio do povo.

Certa ocasião, vieram duas mulheres e se puseram diante do rei. Uma delas contou a seguinte história:

“Nós duas tivemos filhos. Cada uma teve um menino, mas certa noite o menino dessa mulher aí morreu. Ela viu que seu filho estava sem vida e de noite trocou os nossos filhos. Não havia mais ninguém na casa, só nós duas e os bebês. Agora ela diz ser a mãe desse menino que está vivo, quando na verdade eu é que sou a mãe dele.”

O Rei Salomão a tudo escutou. Assim que acabaram de falar, mandou que trouxessem uma espada e mais o menino vivo.

“Cortem a criança ao meio e entreguem cada metade a cada uma das mulheres.”, ordenou o rei, calmamente.

Mais que depressa, uma das mulheres gritou: “Por favor Rei Salomão, não faça isso. Deixe o menino viver. Prefiro que ele fique vivo com aquela mulher a vê-lo morto!” E chorava muito.

O Rei Salomão, muito sábio, pegou o menino e mandou que o dessem à mulher que pedira por clemência. Ela sim era a mãe verdadeira, pois queria que seu filho vivesse, mesmo que longe dela, se fosse o caso. E assim a questão foi sabiamente resolvida.

Nada no mundo se compara ao amor de uma mãe! Os filhos têm de saber disso!




A LUA (DEUSA MÃE) E SUA INFLUENCIA NA VIDA DA MULHER:

Desde a antiguidade, a Lua tem sido venerada como a personificação do princípio divino feminino. Os cultos da Grande Mãe originaram-se na Era de Câncer (8.600 a.C.) e, no decorrer dos milênios, várias culturas e civilizações veneraram Deusas Lunares, conhecidas sob diversos nomes e representações, conforme o país de origem. Os estudos das antigas tradições e mitologias revelam que a interpretação da Grande Mãe como Deusa Tríplice (Donzela, Mãe, Anciã) foi baseada no ciclo das fases da Lua (crescente, cheia, minguante). Desde a antiga Babilônia, três era um número sagrado simbolizando início, meio, fim - nascimento crescimento, morte - infância, idade adulta, velhice - corpo, mente, espírito - pai, mãe, filho.
Como símbolo do princípio feminino, a Lua representa os estados da alma, os valores do inconsciente, as emoções e o psiquismo, a receptividade, sensitividade, fertilidade, inspiração e intuição. As fases lunares caracterizam aspectos psicológicos e estágios de transformação que acompanham a trajetória mensal e anual da vida da mulher.
A Lua influencia o desenvolvimento e o crescimento das plantas, o movimento das marés e dos fluidos corporais, o ciclo menstrual, a concepção, geração e nascimento do todos os seres vivos.
Ao longo da história, a Lua e suas faces mutáveis têm sido o foco central de cultos e rituais, fonte de inspiração para poetas e trovadores, origem primordial dos calendários (baseados nos ciclos menstruais da mulher), marcador do momento certo para atividades agrícolas, considerada um dos luminares da astrologia (juntamente com o Sol) e assunto de inúmeras pesquisas e explorações científicas e tecnológicas atuais.
À medida que as culturas antigas matrifocais centradas na Deusa e nos valores por ela representados foram desaparecendo, sendo substituídas por hierarquias e estruturas patriarcais, o princípio lunar feminino foi sendo sobrepujado pelo princípio solar masculino. A Lua passou a ter conotações sombrias, ligadas aos aspectos instintivos, inconscientes e ocultos do ser humano, um sinônimo de inconstância e instabilidade emocional femininas e das práticas mágicas e atividades ocultas.
No entanto, as últimas décadas do século XX têm trazido uma mudança cada vez mais acentuada nos conceitos e nas escalas de valores da humanidade. Aumentou a busca para o conhecimento e transformação interior, para a integração com a natureza e os seus elementos e seres, para a expansão da consciência e a realização espiritual. Ressurgiram as antigas tradições, práticas e conhecimentos esotéricos e a dimensão mágica e oculta da deusa Lua está sendo reativada no mundo inteiro pelos movimentos esotéricos, ocultistas, feministas e ecológicos.
 A Deusa está se tornando cada vez mais presente no nosso mundo e a conexão com os atributos e significados lunares contribuem para criar um canal de recepção e difusão da Sua energia inspiradora, criadora e transformadora.
Conhecer as características do seu signo lunar facilita compreender a estrutura emocional, reconhecer as motivações subconscientes e evitar as respostas instintivas ou racionais com a ajuda da intuição. 
A Lua rege a intuição, a memória, a relação com a mãe, os comportamentos familiares, os hábitos – tanto bons quanto maus – a expressão da feminilidade e o padrão emocional. Observar as fases lunares e suas influências sobre seu comportamento, saúde, humor, sensibilidade, sexualidade, apetite ou compulsões pode tornar-se um auxiliar precioso para detectar – e evitar – atitudes instintivas, reações exageradas ou hábitos perniciosos. A Lua exerce sobre a mulher uma influência determinante na sua constituição física e emocional, nos seus ciclos biológicos e hormonais, no seu equilíbrio psíquico e mental.
Durante a Lua cheia, a nossa psique se abre mais facilmente para as energias cósmicas e espirituais, amplificadas pelo magnetismo lunar. Ao se reunirem durante a Lua cheia, as mulheres, além de se harmonizarem, criam um cálice luminoso que pode irradiar energias positivas para toda a humanidade e para o próprio planeta. Nos rituais de plenilúnio invoca-se a Deusa no seu aspecto de Mãe, atraem-se as suas bênçãos por meio de invocações, gestos, cânticos e danças, direcionando depois o poder mágico assim criado para benefícios pessoais, coletivos ou globais. 

A energia da Lua cheia é perfeita para manifestar idéias, concretizar objetivos, expandir intenções e contactar a Deusa interior, reafirmando, assim, a ligação ancestral e espiritual com a Lua, eterna governanta do corpo feminino e reflexo prateado do brilho da Mãe Divina.


HOMENAGEM A A TODAS MÃES DO UNIVERSO, OBRIGADO POR ESTA MARAVILHOSA LUZ NO UNIVERSO.

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