segunda-feira, dezembro 14, 2009

O Baphomet

Baphomet é um ídolo, e cuja representação mais conhecida é devida ao ocultista Eliphas Levi. A história em torno do Baphomet foi intimamente relacionada com a da Ordem do Templo, ou Ordem dos Templários, pelo Rei Filipe IV de França e com apoio do Papa Clemente V, ambos com o intuito de desmoralizar a Ordem, pois o primeiro era seu grande devedor e o segundo queria revogar o tratado que isentava os Cavaleiros Templários de pagar taxas a Igreja Católica.

A Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, também conhecida como Ordem do Templo, foi fundada no ano de 1118. O objetivo dos cavaleiros templários era supostamente proteger os peregrinos em seu caminho para a Terra Santa. Eles receberam como área para sua sede o território que corresponde ao Templo de Salomão, em Jerusalém, e daí a origem do nome da Ordem. Segundo a história, os Cavaleiros tornaram-se poderosos e ricos, mais que os soberanos da época. Segundo a lenda, eles teriam encontrado no território que receberam documentos e tesouros que os tornaram poderosos. Segundo alguns, eles ficaram com a tutela do Santo Graal dentre outros tesouros da tradição católica. Em 13 de outubro de 1307, sob as ordens de Felipe, o Belo (homem torpe e grande devedor de dinheiro para a Ordem e favores para o Grão-Mestre Jacques DeMolay, sendo este inclusive padrinho de seu filho) e com o apoio do Papa Clemente V, os cavaleiros foram presos, torturados e condenados à fogueira, acusados de diversas heresias.

A Igreja acusava os templários de adorar o diabo na figura de uma cabeça com chifres que eles chamavam Baphomet (a partir daí criou-se a crença de um demônio chifrudo), de cuspir na cruz, e de praticar rituais de cunho sexual, inclusive práticas homossexuais (embasado no símbolo da Ordem, que era representado por dois Cavaleiros usando o mesmo cavalo). O Baphomet tornou-se o bode expiatório da condenação da Ordem pela Igreja Católica e da matança de templários na fogueira que se seguiu a isto.
Origem da expressão "Baphomet"
A origem da palavra Baphomet ficou perdida, e muitas especulações podem ser feitas, desde uma corruptela de Muhammad (Maomé - o nome do profeta do Islã), até Baph+Metis do grego "Batismo de Sabedoria". Oura teoria nos leva a uma composição do nome de três deuses: Baph, que seria ligado ao deus Baal; Pho, que derivaria do deus Moloc; e Met, advindo de um deus dos egípcios, Set.
A palavra "Baphomet" em hebraico é como segue: Beth-Pe-Vav-Mem-Taf. Aplicando-se a cifra Atbash (método de codificação usado pelos Cabalistas judeus), obtém-se Shin-Vav-Pe-Yod-Aleph, que soletra-se Sophia, palavra grega para "sabedoria".
Todavia ainda existem fontes que afirmam uma outra origem do termo. Segundo alguns, o nome veio da expressão grega Baph-Metra( mãe-Metra ou Meter-submersa; Baph-em sangue. Ou seja, a Mãe de sangue, ou a Mãe sinistra. Grande parte dos historiadores que afirmam essa versão se baseiam no fato que o culto á cabeça esta relacionada com conjurações de entidades femininas.
Significados Possíveis:Baphomet de Eliphas Levi
O símbolo do Baphomet é fálico, haja vista que em uma de suas representações há a presença literal do falo devidamente inserido em um vaso (símbolo claro da vulva). O Baphomet de Levi possui mamas de mulher e o pênis é metaforicamente representado por um Caduceu. Este tipo de simbologia sexual aparece com freqüência na alquimia (o coito do rei e da rainha), com a qual o ocultismo tem relação.
A figura do Baphomet também é relacionada as virgens que apresentavam anomalias em seus bustos. As virgens de 3 mamilos e as virgens de apenas 1 seio era tatuadas com a cabeça do Baphomet para que nenhum homem pudesse tocá-las. Diziam que as mulheres com tais anomalias genéticas eram amaldiçoadas.
Pode ser interpretado em seu aspecto metafísico, onde pode representar o espírito divino que "ligou o céu e a terra", tema recorrente na literatura esotérica. Isto pode ser visto no Baphomet de Eliphas Levi, que aponta com um braço para cima e com o outro para baixo (em uma posição muito semelhante a representações de Shiva na Índia). No ocultismo isto representaria o conceito que diz "assim em cima como embaixo"

A Maçonaria Revelada e o Twitter

Twitter - vermelhor aventalBuenas meus leitores, esta semana aconteceu um fato que me fará, dedicar-me um pouco mais acá…. Este blog está sendo plagiado…então estou me detendo a melhorar o nível e os posts, nada melhor do que começar nesta onde de Twitter, agora o blog tem um próprio, então veremos até onde vai nossa loucura…

Bom… http://twitter.com/blog_maconariar vale a pena dar uma espiadinha….

domingo, dezembro 06, 2009

O Verdadeiro Segredo Maçônico (Fernando Pessoa)

 

Fernando Pessoa

Segredos da Maçonaria, por Fernando PessoaO verdadeiro Segredo Maçônico...
É um segredo de vida
e não de ritual
e do que se lhe relaciona.
Os Graus Maçônicos comunicam àqueles que os recebem,
sabendo como recebe-los,
um certo espírito,
uma certa aceleração da vida
do entendimento
e da intuição,
que atua como uma espécie
de chave mágica dos próprios símbolos,
e dos símbolos
e rituais não maçônicos,
e da própria vida.
É um espírito,
um sopro posto na Alma,
e, por conseguinte,
pela sua natureza,


...incomunicável.


Fernando Pessoa (1888-1935), nascido Fernando António Nogueira Pessoa, foi maçom em Lisboa, sua cidade natal. É tido como um dos maiores poetas que a língua portuguesa produziu, sendo seu valor equiparável ao de Camões.

Carta de Dan Brown à Maçonaria Americana.

 

Dan Brown, autor de “O Código da Vinci” e do recém lançado “O Símbolo Perdido” enviou uma carta à Maçonaria de Washington, capital dos EUA.

A notícia pode parecer publicidade ou lenda, dessas típicas da internet, mas não é. O que confere credibilidade a ela é o fato de que o Pietre-Stones - Fremasons Magazine, um dos mais respeitáveis sites sobre a Maçonaria em todo o mundo, publicou um fac-símile de mencionada correspondência. Nela, Brown justifica sua ausência na reunião para a qual foi convidado, a Sessão Bi-anual do “Ancient Accepted Scottish Rite” (equivalente ao REAA no Brasil), da Jurisdição Sul de Washington.
Recebi a informação por e-mail e, a principio desconfiei, pois em seu mais recente romance, O Símbolo Perdido, Dan Brown coloca os maçons e a maçonaria no centro da trama. Assim sendo, dadas as cifras enormes das vendas de seus livros, a notícia poderia ser um simples golpe de publicidade, não necessariamente do autor, mas de qualquer um envolvido na cadeia editorial.
Veja aqui a cópia da correspondência e a tradução logo abaixo:

(clique na imagem para ampliá-la)

Carta de Dan Brown à Maçonaria Americana
Tradução:

06 de outubro de 2009

Aos Convidados da Jurisdição Sul.


É uma grande honra para mim ser convidado a saudá-los mediante esta carta. Esperava poder estar com vocês esta noite pessoalmente, porém o lançamento do meu livro “O símbolo perdido” me manteve longe de Washington.
Nas últimas semanas, como poderiam imaginar, me preguntaram várias vezes o que me atraiu tanto dos maçons como para fazer deles o ponto central do meu novo livro. Minha resposta é sempre a mesma: “Em um mundo onde os homens batalham a propósito de qual definição de Deus é a mais acertada, não acho palavras para expressar adequadamente o profundo respeito e admiração que sinto por uma organização na qual homens de crenças diferentes são capazes de “partilhar o pão juntos” num laço de fraternidade, amizade e camaradagem."
Por favor, aceitem meus humildes agradecimentos pelo nobre exemplo que constituem para a Humanidade. É o meu sincero desejo de que a comunidade maçônica reconheça “O Símbolo Perdido” como o que na realidade é: um intento honrado de explorar reverentemente a história e a beleza da Filosofia Maçônica.
Sinceramente,
Dan Brown

A Corda de 81 Nós…

corda A Corda de 81 Nós é um dos ornamentos de um Templo Maçônico e é encontrada no alto das paredes, junto ao teto e acima das Colunas Zodiacais (nos Ritos que as possuem).
O nó central dessa corda deve estar sobre a cabeça do Venerável, acima do dossel, se ele for baixo, ou abaixo dele e acima do Delta, se o dossel for alto, tendo de cada lado quarenta nós, que se estendem pelo Norte e pelo Sul; os externos da Corda terminam em ambos os lados da porta Ocidental de entrada, em duas borlas, representando Justiça (ou Equidade) e Prudência (ou Moderação).
A Corda poderá ser natural ou esculpida nas paredes, mas os nós deverão ser eqüidistantes e, sempre em número de oitenta e um, coisa que nem sempre acontece na maioria dos Templos, tirando todo o seu simbolismo.
Há três razões para que A Corda tenha realmente os 81 nós:
O número 81 é o quadrado de 9, que, por sua vez, é o quadrado de 3, Número Perfeito e de alto valor místico, para todas as antigas civilizações:
Três eram os filhos de Noé (Sem; Cam e Jafé - Gênese, 6,10).
Três os varões que apareceram a Abraão (Gênese 18,2).
Três os dias de jejum dos judeus desterrados (Esther, 4,6).
Três as negações de Pedro (Matheus, 26,34).
Três as virtudes teolegais (Fé; Esperança e Amor - Corintos I, 13,13).
Além disso, as tríades divinas sempre existiram, em todas as religiões:
Shamash, Sin e Ichtar, dos Sumérios.
Osiris, Isis, Horus, dos Egípcios.
Brahma, Vishnu e Siva, dos Hindus.
Yang, Ying e Tao, do Taoismo.
Pai; Filho e Espírito Santo, da Trindade Cristã.
O número 40 ( quarenta Nós de cada lado, extraindo-se o nó central) é o número simbólico da Penitência e da Expectativa:
Quarenta foram os dias que durou o Dilúvio (Gênese, 7,4).
Quarenta dias passou Moisés no Sinai (Êxodo, 34,28).
Quarenta dias durou o jejum de Jesus (Mateus, 4,2).
Quarenta dias Jesus esteve na Terra, após a ressurreição (Atos dos Apóstolos, 1,3).
O Nó Central representa o Número UM, a unidade indivisível, o símbolo de Deus, princípio e fundamento do Universo; o número um, desta maneira, é um número sagrado.
Esotericamente, a Corda de 81 Nós simboliza a união fraternal e espiritual, que deve existir, entre todos os Maços do mundo; representa, também, a comunhão de idéias e objetivos da Maçonaria, que evidentemente, devem ser os mesmos, em qualquer parte do planeta.
Embora alguns autores afirmem que a abertura da Corda, em torno da porta de entrada do Templo, com a formação das borlas, simboliza o fato de que a Maçonaria está sempre aberta para acolher novos membros, novos profanos que desejem receber a Luz Maçônica, a realidade é que essa abertura significa que a Ordem Maçônica é dinâmica e progressista, estando portanto, sempre aberta à novas idéias, que possam contribuir para o progresso racional da humanidade, já que não pode ser Maçom aquele que rejeita as idéias novas, em benefício de um conservadorismo rançoso, muitas vezes dogmático e, por isso mesmo, altamente deletério.
BIBLIOGRAFIA PESQUISADA
" O Rito Escocês Antigo e Aceito - História, Doutrina e Prática" , José Castellani

Monumento aos Maçons Imperiais em Porto Alegre


A capital dos gaúchos tem mais um monumento desde 20/08/2009, data em que é comemorado o Dia do Maçom. Por iniciativa do vereador Bernardino Vendruscolo foi destinada área da cidade na esquina da rua Azenha com João Pessoa, próximo à Ponte da Azenha, onde teve início a Revolução Farroupilha para abrigar Monumento à Paz em homenagem aos Maçons Republicanos e Imperiais da Revolução. Como a história registra, a decisão de tomar militarmente a cidade de Porto Alegre e destituição do presidente provincial, que deu início à Revolução Farroupilha, foi tomada em 1835 na Loja Maçônica Filantropia e Liberdade, na Rua Duque de Caxias, sendo grão-mestre o general Bento Gonçalves. Garibaldi, um dos nomes mais importantes da Revolução era maçom, tendo inclusive sido lançado um selo em sua homenagem com símbolo maçonico.

Duas colunas integram o monumento, sendo uma Jonica (Sabedoria) e outra Dórica(Força)
O horário da inauguração foi a partir das 11 horas, quando o sol se encontra em zênite, projetando sua luz sobre todos, sem sombra.

Ao inaugurar a obra, que foi custeada pela iniciativa privada, segundo parâmetros da municipalidade, o prefeito Fogaça ressaltou que “é um orgulho para a cidade inaugurar este monumento. Não há nenhuma palavra que se associe mais à maçonaria que liberdade, vinculada à Revolução Farroupilha e à alma do gaúcho. Que estas colunas sejam permanentemente o símbolo do apego dos gaúchos à liberdade”.

terça-feira, novembro 03, 2009

O CAIXEIRO VIAJANTE

Um rapaz simpático, educado, de bons hábitos e bem sucedido na vida exercendo a profissão de caixeiro viajante, resolveu comemorar o seu noivado num restaurante discreto e aconchegante em uma cidade com as mesmas qualidades. Como já havia viajado muito não foi difícil encontrar a cidade ideal.
O rapaz partiu com sua noiva e a sua mãe em direção a cidade escolhida. Após algumas horas de viagem chegaram a cidade Pedra Dura.
Hospedaram-se e em seguida o rapaz saiu a procura do restaurante ideal. Era cedo, manhã bonita e calma, andou pelas ruas pacatas e encontrou um restaurante à beira de um riacho Restaurante 3 Irmãos. O nome do estabelecimento lhe agradou, deu, na porta do mesmo, três pancadas. Em seguida uma voz respondeu-lhe as batidas:
- Quem vem lá?
- Sou um cliente que deseja tratar um jantar comemorativo. Respondeu o rapaz.
- Pois então entre.
O viajante entrou e um homem simpático e educado o esperava no salão.
- Bom dia ! Cumprimentou o recém chegado e perguntou sois garçom?
- Meus clientes como tal me reconhecem. De onde viestes?
- De uma cidade chamada São João.
- O que fazes na vida?
- Sou caixeiro viajante. Viajo a negócios e visito Lojas.
- Vens muito por aqui?
- Não muito, esta é a minha 3ª viagem.
- O que quereis?
- Um jantar para 3 pessoas em lugar reservado.
- Que tal entre aquelas colunas? É um lugar bem privativo.
- Parece-me bom. Ficaremos entre elas.
- O que beberão na ocasião?
- Para minha mãe e noiva uma taça de bebida doce. Eu prefiro algo amargo como aperitivo.
- Pode ser Whisky?
- Nacional?
- Não, escocês.
- Bem se for antigo eu aceito. Tudo bem, mas gostaria que as mesas fossem bem ornamentadas.
- Podemos ornamenta-las com romãs, ficam bonitas e exóticas.
- E quanto as flores?
- Fique tranqüilo, fazemos arranjos com rosas e espigas de trigo.
- Pois então faça, não poupe nada, quero fartura em abundância. Você estará aqui?
- Sim, trabalho do meio dia a meia noite.
- Bem pela conversa o atendimento é bom. E o preço?
- O preço é justo e o atendimento é perfeito, mas qual é o seu nome?
- Salomão e o seu?
- Iran, sou conhecido como "Iran dos bifes", sou bom em cortar bifes. Meus irmãos também atendem. Um chama-se Emanuel e o outro José. Mas é conhecido por "Zé"
- Você é desta cidade ?
- Não, também fui caixeiro viajante. Gostei tanto desta cidade que na minha 5ª viagem resolvi ficar por aqui. E já se fazem 5 anos, acabei comprando este restaurante. Olha meu Irmão no começo foi difícil. Este estabelecimento era mau visto, pois pertencia a três trapalhões chamados: Gilberto, Juberto e Juberton. Fizeram tantas trapalhadas que acabaram assassinados.
- Olha Iran, coloque a mesa da minha mãe separada para haver mais privacidade.
- E o seu pai não vem?
- Não minha mãe é viúva.
- Coincidência! Eu também sou filho de uma viúva.
- Eu há muito já percebi.
- Como se chama tua mãe? Temos cortesia para ela.
- Minha mãe chama-se Acácia.
- Este nome me é conhecido, tivemos uma ótima cozinheira com este nome.
- Bem eu já vou indo. Logo mais retornarei com elas. Ah! Já ia me esquecendo. Qual é a especialidade da casa?
- Churrasco.
- Ótimo! É macio?
- Sim, tão macio que a carne se desprende dos ossos.
- Ah, Senhor meu Deus! Que maravilha, não posso perder! O Lugar é seguro?
- Sim, temos dois rapazes expertos que cuidam disso. E no salão temos 2 vigilantes.
- Parabéns, o seu restaurante está coberto de qualidades, salve o adorável mestre. Até logo.

La Heresia dos Cataros  por Wayne Purdin 15 Febrero 2014 Este artículo apareció en, New Dawn Nº 113 (marzo-abril 2009) d el Sitio Web NewDaw...