Espaço oportunizado para aquele cuja a mente é inquieta e busca ir mais longe no conhecimento, sem reservas de qualquer natureza. M. Aesculapius
segunda-feira, fevereiro 07, 2011
quinta-feira, fevereiro 03, 2011
Origem do Rito Escocês Antigo e Aceito
Chevalier Ramsay
Andrew Michael Ramsay (1686-1743), também conhecido por Chevalier Ramsay, foi um teólogo e escritor escocês que viveu a maior parte da sua vida adulta em França, como jacobita exilado. Estudou teologia nas Universidades de Glasgow e Edimburgo, tendo-se graduado em 1707. Em 1708, foi viver para Londres, tendo-se relacionado com Isaac Newton, Jean (ou John) Desaguliers e David Hume.
Em 1710, estudou sob a orientação do filósofo místico François Fénelon, tendo-se, por influência deste, convertido ao catolicismo. Após a morte de Fénelon, em 1715, foi viver para Paris, onde se tornou amigo do Príncipe Regente de França, Philippe d'Orléans, que o fez, em 1723, Cavaleiro da Ordem de S.Lázaro de Jerusalém - o que motivou a sua futura designação por Chevalier Ramsay.
Defensor das pretensões jacobitas (de James Stuart) aos tronos de Inglaterra e Escócia, chegou a desempenhar, embora por breve espaço de tempo, as funções de tutor dos filhos de James Stuart, Charles Edward e Henry. Entre 1725 e 1728, viveu como hóspede convidado no Hotel de Sully, sob o patrocínio do Duque de Sully, e frequentou o clube literário parisiense Club de l'Entresol, onde se relacionou, entre outros, com Montesquieu.
Em 1727, publicou as Viagens de Ciro, que foi um grande êxito (um verdadeiro best-seller na época) e o tornou célebre na sociedade (o que, na época, equivalia a dizer: entre a nobreza) francesa.
Desde a introdução em França (através dos exilados jacobitas) da maçonaria que Ramsay nela se integrou.
Em 1737, sendo então Grande Orador em França, escreveu e proferiu, perante uma assembleia de nobres, o seu célebre Discurso pronunciado na receção de Maçons por Monsieur de Ramsay, Grand Orador da Ordem.
Neste discurso, Ramsay efetua uma ligação da Maçonaria às cruzadas. Veio a ser um dos discursos maçónicos mais divulgados e discutidos da História da Maçonaria. Nenhum outro recebeu alguma vez mais atenção. Nenhum outro teve, até agora, maior efeito no desenvolvimento dos eventos relativos à Maçonaria.
No entanto - e tal é hoje pacífico entre os historiadores da maçonaria - o que ele relatou não corresponde à realidade histórica. A Maçonaria não deriva dos Templários nem das Cruzadas e Ramsay sabia-o bem. Na ocasião, o seu propósito foi dar aos recém-iniciados uma razão para terem orgulho na Ordem. A sua Oração, por consequência, não foi um resumo histórico factual, antes uma narrativa alegórica sobre as suas origens. Foi essencialmente o discurso do idealista que ele era.
Em 1710, estudou sob a orientação do filósofo místico François Fénelon, tendo-se, por influência deste, convertido ao catolicismo. Após a morte de Fénelon, em 1715, foi viver para Paris, onde se tornou amigo do Príncipe Regente de França, Philippe d'Orléans, que o fez, em 1723, Cavaleiro da Ordem de S.Lázaro de Jerusalém - o que motivou a sua futura designação por Chevalier Ramsay.
Defensor das pretensões jacobitas (de James Stuart) aos tronos de Inglaterra e Escócia, chegou a desempenhar, embora por breve espaço de tempo, as funções de tutor dos filhos de James Stuart, Charles Edward e Henry. Entre 1725 e 1728, viveu como hóspede convidado no Hotel de Sully, sob o patrocínio do Duque de Sully, e frequentou o clube literário parisiense Club de l'Entresol, onde se relacionou, entre outros, com Montesquieu.
Em 1727, publicou as Viagens de Ciro, que foi um grande êxito (um verdadeiro best-seller na época) e o tornou célebre na sociedade (o que, na época, equivalia a dizer: entre a nobreza) francesa.
Desde a introdução em França (através dos exilados jacobitas) da maçonaria que Ramsay nela se integrou.
Em 1737, sendo então Grande Orador em França, escreveu e proferiu, perante uma assembleia de nobres, o seu célebre Discurso pronunciado na receção de Maçons por Monsieur de Ramsay, Grand Orador da Ordem.
Neste discurso, Ramsay efetua uma ligação da Maçonaria às cruzadas. Veio a ser um dos discursos maçónicos mais divulgados e discutidos da História da Maçonaria. Nenhum outro recebeu alguma vez mais atenção. Nenhum outro teve, até agora, maior efeito no desenvolvimento dos eventos relativos à Maçonaria.
No entanto - e tal é hoje pacífico entre os historiadores da maçonaria - o que ele relatou não corresponde à realidade histórica. A Maçonaria não deriva dos Templários nem das Cruzadas e Ramsay sabia-o bem. Na ocasião, o seu propósito foi dar aos recém-iniciados uma razão para terem orgulho na Ordem. A sua Oração, por consequência, não foi um resumo histórico factual, antes uma narrativa alegórica sobre as suas origens. Foi essencialmente o discurso do idealista que ele era.
Assim, ele falou de uma ligação entre os Cruzados e os Maçons, afirmando que, depois das Cruzadas, o Príncipe Eduardo, filho de Henrique III de Inglaterra, tinha trazido de volta àquele país as suas tropas, que tomaram o nome de... Maçons. Acrescentou que, das Ilhas Britânicas, a Arte Real estava então a passar para França, que iria passar a ser a sede da Ordem (!) e continuou dizendo:
" As obrigações que vos foram impostas pela Ordem são as de proteger os vossos irmãos pela vossa autoridade, de os iluminar pelo vosso conhecimento, de os edificar pelas vossas virtudes, de lhes acudir nas suas necessidades, de renunciar a todo o ressentimento pessoal e de favorecer tudo o que possa contribuir para a paz e a unidade da sociedade."
Ramsay ligou a Maçonaria aos Cruzados, designadamente ingleses. Mas, ao contrário do que é correntemente afirmado, não é exato que tenha feito qualquer referência aos Templários. Este mito sobre um mito nasceu de um erro de Mackey, que tal afirmou na entrada dedicada à "Origem Templária da Maçonaria" na sua Enciclopédia da Maçonaria. Os grandes também se enganam, Mas os erros dos grandes acabam por ser divulgados como verdades...
Em nenhuma passagem do Discurso Ramsay sugeriu a criação de um novo rito, mas dele foi isso que veio a resultar. A Maçonaria tinha sido introduzida em França poucos anos antes, mas a nobreza francesa (o Povo, esse, simplesmente sobrevivia e só com a sua sobrevivência se preocupava), embora de algum forma fascinada, não acreditava que fosse possível que o ideário maçónico fosse originário de trabalhadores comuns, de mãos calejadas pelo trabalho de construção. Ramsay proporcionou-lhe uma resposta a essa desconfiança e um pretexto para que vissem a Maçonaria como digna de si: providenciou-lhe, à Maçonaria, nobres ancestrais!
Quase que de um dia para o outro, a nobreza e a intelectualidade francesa dedicaram-se a esta novidade, reformulando-a a seu gosto: em pouco tempo, mais de 1.100 graus foram inventados, agrupados em mais de cem ritos. A maior parte deles teve uma existência efémera, mas, entre os que sobreviveram, contavam-se os 25 graus do Rito de Perfeição, antecessor direto do Rito Escocês Antigo e Aceite.
O maçom Andrew Michael Ramsay, com o seu famoso Discurso, inadvertidamente mudou o curso da História da Maçonaria, ao inspirar a criação dos Altos Graus, daí vindo a ocorrer uma evolução que veio a culminar no Rito Escocês Antigo e Aceite.
Fontes:
http://www.chevalierramsay.be/chevalier-andrew-ramsay/
http://en.wikipedia.org/wiki/Andrew_Michael_Ramsay
Quase que de um dia para o outro, a nobreza e a intelectualidade francesa dedicaram-se a esta novidade, reformulando-a a seu gosto: em pouco tempo, mais de 1.100 graus foram inventados, agrupados em mais de cem ritos. A maior parte deles teve uma existência efémera, mas, entre os que sobreviveram, contavam-se os 25 graus do Rito de Perfeição, antecessor direto do Rito Escocês Antigo e Aceite.
O maçom Andrew Michael Ramsay, com o seu famoso Discurso, inadvertidamente mudou o curso da História da Maçonaria, ao inspirar a criação dos Altos Graus, daí vindo a ocorrer uma evolução que veio a culminar no Rito Escocês Antigo e Aceite.
Fontes:
http://www.chevalierramsay.be/chevalier-andrew-ramsay/
http://en.wikipedia.org/wiki/Andrew_Michael_Ramsay
quarta-feira, fevereiro 02, 2011
OS ESTRANHOS CONCEITOS DE REGULARIDADE E IRREGULARIDE
OS ESTRANHOS CONCEITOS DE REGULARIDADE E IRREGULARIDADE
--- José Castellani ---
Tem-se a impressão de que existe, em Maçonaria, hoje em dia, uma verdadeira obsessão, por um lado, pela “regularidade” maçônica, e uma verdadeira preocupação, por outro lado, com a “irregularidade”.
Na realidade, o que é regular e quem é regular?
Jean Baylot, em “Dossier Français de la Franc-Maçonnerie Régulière”, Editions Vitiano, Paris – 1965, como membro da Grande Loja Nacional Francesa, aborda a regularidade apenas do ponto de vista metafísico, ou melhor, da obrigatoriedade da crença em Deus, tendo em vista a maçonaria “irregular” francesa, representada pelo Grande Oriente da França, que, em 1877, através de uma grande reforma dogmática , suprimiu a obrigatoriedade da crença em Deus --- mas não a crença --- julgando que os padrões religiosos do ser humano são de foro íntimo e não podem ser impostos, em respeito à mais absoluta liberdade de consciência. Por essa atitude, o Grande Oriente foi anatematizado pela Grande Loja Unida da Inglaterra --- a “Mater” maçônica --- que, depois, criaria a Grande Loja Nacional Francesa, dando, a esta, o seu reconhecimento de regularidade e “condenando” o Grande Oriente da França à irregularidade, embora ele seja a maior Obediência maçônica francesa.
Ora, mas se o conceito de regularidade é a obrigatoriedade da crença em Deus --- de acordo com o deturpação feita, em 1815, no texto original das Constituições de Anderson, de 1723 --- por que a Grande Loja Unida da Inglaterra não reconhece e não dá o cunho de regularidade a dezenas de Obediências que adotam a regra e rezam pelo catecismo inglês? No caso específico do Brasil, por que a “mater” inglesa não dá o cunho de regularidade aos Grandes Orientes Independentes e por que não o deu, até há muito pouco tempo, a todas as Grandes Lojas Estaduais? Por que, se estas Obediências cumprem os demais requisitos expostos nos “Oito Princípios de Regularidade”, emanados da Grande Loja inglesa, embora alguns deles sejam rançosos e caducos?
Mas, em questão de regularidade, a maçonaria inglesa tem uma rival de peso, que também impõe a sua vontade : a maçonaria norte-americana. Assim, existem Obediências e Lojas que são consideradas regulares por uma, mas não pela outra, e vice-versa. E qual é o motivo? Não se sabe, já que o dogmático, comprovadamente, é furado. Nos Estados Unidos é editada, a cada ano, a “List of Lodges”, contendo todas as Lojas regulares --- na visão norte-americana --- do mundo. E, quando algum obreiro, de qualquer parte do mundo, chega, representando uma Loja, se ela não estiver na “List of Lodges”, ele poderá ir passear, porque não entrará em Loja nenhuma do local. Quem deu tal poder à maçonaria norte-americana, de julgar quem é “regular”, ou não? E quem o deu à Inglaterra, a não ser o fato dela ter criado a moderna maçonaria e ter aberto “franchising”, exigindo, dos franquiados, absoluta vassalagem ?
Por aí se pode ver como são estranhos os conceitos de regularidade e de irregularidade, que só servem para dividir, ainda mais, uma maçonaria, que, por definição, deveria ser unida.
RECONHECIMENTO E REGULARIDADE MAÇÔNICA
RECONHECIMENTO E REGULARIDADE MAÇÔNICA
INTRODUÇÃO
A Loja Maçônica Cel. José Persilva, por ser uma Loja de Pesquisa, dedica-se à produção de artigos que visam contribuir para o esclarecimento de temas importantes, os quais vêm preocupando a comunidade maçônica em geral.
Devido à grande quantidade de lojas e potências maçônicas espalhadas pelo planeta, estabeleceu-se uma discussão sobre quem dispunha de autoridade para reconhecer uma loja ou potência maçônica como regular.
Este é um tema realmente importante, que deve ser esclarecido, face as sucessivas divergências que costumam ocorrer entre as diversas Lojas e potências: Quem é regular e quem pode ser considerado maçom?
Estudos neste sentido vêm sendo realizados, e contam com a valorosa contribuição dos irmãos: José Vicente Menezes, Hiroito Torres Lage, Alceny José Mendes, José Wyllen Fontes e Elias Mansur Neto, que elaboraram trabalhos sobre o tema, com palestras apresentadas em reuniões da Loja Maçônica José Persilva.
Com o propósito de apresentar uma contribuição ainda mais efetiva, recorremos a outras fontes, que se encontram listadas na relação de autores consultados, ao final deste artigo.
OBJETIVO
Fornecer informações sobre Reconhecimento e Regularidade maçônica, de modo a permitir que cada membro possa avaliar sua a real importância.
DESENVOLVIMENTO
O mundo maçônico está dividido em dois blocos. De um lado, estão as potências Regulares, ou seja, aquelas que possuem a chancela da Grande Loja Unida da Inglaterra (GLUI) e, do outro, as Irregulares, potências que não reconhecem a GLUI como instituição reguladora da Maçonaria Universal.
Dentre as regras de regularidade e reconhecimento que a GLUI tenta impor, algumas têm origem na maçonaria operativa, mas outras foram criadas após 1717, e tinham por objetivo submeter as potências da maçonaria mundial sob a tutela daquela instituição. O critério que a GLUI utiliza para reconhecer uma potência maçônica é complexo e, por vezes, até incoerente. As contradições são muitas. Segundo as palavras do ir:. Bartlomeu M. dos Santos, MI, da ARLS Cavaleiros e Antares:
A Grande Loja Unida da Inglaterra vê-se hoje obrigada a aceitar que a poderosa Maçonaria Norte Americana emita Warrants (certificados) de “regularidade”, por tabela. E tem mais: em situação recente, a Inglaterra retirou o reconhecimento do Grande Oriente da Itália (dirigido por Virgilio Gaito), e os EUA ( 1994 ) o manteve. Situação semelhante ocorreu na Grécia.
Tal balbúrdia nos obriga a buscar respostas para as seguintes perguntas: a) o que é Reconhecimento e Regularidade? b) Quais documentos maçônicos abordam este tema, 2 e quais autorizam uma instituição maçônica a reconhecer outras? c) Será que os critérios de reconhecimento e regularidade estão baseados nos Landmarks ?
Ao explorarmos este tão polêmico tema, tentaremos responder a estas e a outras questões, analisando com profundidade o porquê desta divisão imposta pela GLUI, de modo a nos certificarmos de sua validade.
Definição de regularidade e reconhecimento – 1) Regularidade: os
dicionários fornecem as seguintes designações para este verbete: “que e ou que age conforme as regras, normas, as leis, as praxes; relativo a regra”. 2) Reconhecimento: também segundo o vernáculo: “declarar (um governo) reconhecido legitimamente; admitir como bom, verdadeiro ou legitimo; admitir como certo; admitir como legal.”
Para a GLUI, Regularidade e Reconhecimento são condições distintas: uma potência pode ser regular e não ser reconhecida. Em contrapartida, se uma potência não for regular, ela não poderá ser reconhecida. Desta forma, segundo aquela instituição, a primeira providência para o reconhecimento de uma potência é certificar-se de sua regularidade.
Documentos históricos – Os documentos datados de 1248 a 1782 (Estatuto de Bolonha, Manuscrito Regius, Manuscritos de Cook, etc.) tratam de assuntos importantes, tais como comportamento dos maçons no trabalho e no convívio social, processos e prazos de admissão e permanência como aprendiz, tratamento das viúvas, eleições, assembléias, etc. No entanto, nenhum deles nomeia qualquer loja ou instituição que tenha a incumbência de reconhecer uma potência como Regular. É importante ressaltar que “somente após 1782 é que existem atas e documentos dos quais se tem conhecimento e certeza de data ou ocasião, autor, objetivo e público alvo”, e que em nenhum desses documentos há registros sobre qualquer acordo entre lojas ou potências, informando que uma determinada potência possa ter autoridade para reconhecer outra.
Reconhecimento e regularidade nos dias de hoje - Para um melhor entendimento desta questão, tomaremos como referência a Grande Loja Unida da Inglaterra (GLUI). Estabelecida em 1717, e considerada como a responsável pelo aparecimento da Maçonaria Especulativa, a GLUI se julga no direito de controlar a maçonaria em todo o mundo. Aquela instituição inglesa determinou que o primeiro requisito para o Reconhecimento de uma potência maçônica é que esta seja Regular.
Desta forma, em 4 de setembro de 1929, a GLUI declarou os seguintes Princípios de Regularidade:
1- A crença num DEUS revelado; o Grande Arquiteto do Universo.
2- Fazer juramentos sobre o Livro da Lei.
3- Trabalhar somente na presença das três grandes luzes: o Livro Sagrado, o Esquadro e o Compasso.
4- Abster-se de discussões políticas e religiosas em Loja.
5- Somente admitir membros do sexo masculino.
6- Ser soberana no exercício de sua autoridade sobre as Lojas Azuis e seus graus (aprendiz, companheiro e mestre). 3
7- Respeitar as tradições. Ou seja, fazer com que em sua obediência sejam respeitados os Landmarks, os antigos regulamentos e os usos e costumes praticados pela Franco-maçonaria.
8- Ser regular em sua origem, o que pressupõe ter sido obrigatoriamente fundada por uma potência já constituída, que possua pelo menos três lojas regularmente consagradas por uma Potência Regular.
E quanto ao reconhecimento? Quais são os critérios? Parece que não existem critérios estabelecidos para se reconhecer uma loja ou potência. Se existem, não foram divulgados; e se não foram divulgados, não devem ser transparentes.
Potências maçônicas não reconhecidas pela GLUI – A maioria das potências regulares do mundo não é reconhecida pela GLUI. Por exemplo, no Brasil somente são reconhecidas o Grande Oriente do Brasil e a Grande Loja dos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro. As demais Grandes Lojas do Brasil não são reconhecidas pela GLUI. Também não o são todos os Grandes Orientes estaduais da COMAB no Brasil. A França possui atualmente treze potências maçônicas, das quais somente uma é reconhecida pelo GLUI. Detemo-nos por aqui, pois a lista é interminável.
Cabe ainda salientar que os critérios estabelecidos pela GLUI são também muito complexos, o que torna quase impossível a sua aplicação. Como exemplo desta complexidade, tomemos o princípio da territorialidade, o qual determina que somente uma potência por país pode ser reconhecida. Sua aplicação, na prática é tão controversa que, no território francês, somente a Grande Loja Nacional da França (GLNF) foi reconhecida, ao passo que nos EUA são reconhecidas mais de cinqüenta potências estaduais. Diante de tal fato, é inevitável questionar: por que somente a GLNF foi reconhecida na França? Existiria alguma regra especial para os americanos, velhos aliados da Inglaterra?
Os Landmarks – O Ir. Michael A. Botelho, grau 33, presidente do Conselho de Kadosh de Arkansas, EUA, afirmou em artigo recente que “saber o que é e o que não é importante nos Landmarks é uma das questões mais debatidas atualmente.” Segundo ele, o termo “Landmarks” foi criado por Albert Mackey, em 1865, quando o eminente escritor declarou: “os antigos e universais costumes da Ordem, aprovados e implantados pela autoridade competente, vêm de uma época tão distante que não foi possível localizar registros escritos a seu respeito ao longo da história”.
Assim, Mackey definiu três requisitos básicos dos Landmarks, os quais continuam a ser adotados até hoje: 1) universalidade; 2) irrevogabilidade; 3) existência desde tempos imemoriais.
Ainda, segundo o ir: Michael Botelho, em 1856, o Dr. Albert Gallatin Mackey, grau 33, tentou implantar os atuais Landmarks conforme a ótica de sua época, definindo um total de vinte e cinco Landmarks. Sete anos mais tarde, em 1863, George Oliver publicou o livro Freemason’s Treasury, no qual listou quarenta Landmarks. No século passado, algumas Grandes Lojas americanas se lançaram na difícil tarefa de quantificá-los, o que gerou o seguinte resultado: As Lojas do Estado da Virgínia Ocidental definiram sete; as Lojas de Nova Jersey a Nevada, dez; e as do Kentuck encontraram cinqüenta e quatro.
4 O ir: Joseph Fort Newton, em seu livro The Builders, tentou definir os landmarks
com uma simples declaração: “ A certeza de que Deus é pai, a irmandade dos homens, a lei moral, a regra de ouro, e a esperança da vida eterna”. Dentro de uma linha de raciocínio semelhante, encontramos os seis Landmarks listados por Roscoe Pound:
1- A crença num ente supremo.
2- A crença na imortalidade da alma.
3- A obrigatoriedade de se manter o Livro da Lei no altar da Loja.
4- A manutenção da Lenda de Iran no terceiro grau.
5- A manutenção do simbolismo herdado da maçonaria operativa.
6- O maçom tem de ser livre e de bons costumes.
Como é possível observar pelo acima exposto, não se sabe com certeza quantos e quais são os verdadeiros Landmarks, ficando, por conseguinte, muito difícil adotá-los como referência para se estabelecer critérios de Reconhecimento e Regularidade O componente político do problema - Algum tempo depois do nascimento da maçonaria especulativa, a antiga e bem conhecida rivalidade política entre a França e a Inglaterra veio à tona. O Grande Oriente da França (GOF), seguindo as tradições progressistas de seu país, e sob a alegação de que não queria discriminar os homens livres e de bons costumes, retirou de sua Constituição a obrigatoriedade de se crer em Deus para que um candidato pudesse ser feito maçom. Como conseqüência, o GOF foi excomungado pela GLUI.
Segundo as palavras do ir:. Bartlomeu M. dos Santos, da ARLS Cavaleiros e
Antares, “a citação da Bíblia como Livro Sagrado foi um dos obstáculos históricos que provocaram o cisma entre a Maçonaria Francesa e a Maçonaria Inglesa”. Oswald Wirth complementa-o dizendo que “ os anglo-saxões, ao exigirem a Bíblia, e somente a Bíblia, negam a universalidade da Maçonaria e, se encararmos o problema desse ponto de vista, a ‘irregularidade’ está do lado deles, e não do nosso”. Wirth afirmava ainda: “Somos obrigados a nos inclinar diante dos fatos. Os anglo-saxões querem ter sua Maçonaria particular e renunciam ao universalismo proclamado em 1723”.
A maçonaria, não sendo propriedade de ninguém, não pode ser controlada por um poder central mundial. A esse respeito, Morivaldo C. Fagundes ressalta:
Embora a maçonaria seja universal no sentido filosófico e doutrinário, não o é administrativamente, pois não possui uma organização mundial única. Nessas condições, em cada país e muitas vezes, em cada estado membro ela se organizou soberanamente, com ampla e total autonomia administrativa. O fato ensejou, como não poderia deixar de acontecer, o aparecimento do fenômeno político dos reconhecimentos ou tratados de amizade interpotências, em conseqüência do qual surgiu o discutido e discutível conceito de regularidade maçônica.
Voltando à questão do Princípio da Regularidade, analisemos então a sua legitimidade, segundo o estabelecido pela GLUI:
Os Princípios 1, 2, 3, 4 e 5, anteriormente mencionados, parecem ser oriundos da Maçonaria operativa; são universais e compatíveis com o que se entende por Maçonaria Universal. O Princípio 7, que exige respeito às tradições, parece ter sido baseado nos chamados Old Charges, e o Princípio 6 trata de uma questão administrativa. 5 Conforme os critérios unilateralmente estabelecidos pela GLUI, todas as lojas e potências do Brasil, que não aceitam mulheres e atuam em conformidade com os oito princípios estabelecidos por aquela instituição, são regulares. Logo, a pergunta que precisa ser respondida é: Porque a COMAB (GOMG e demais orientes estaduais), a GLMMG e tantas outras entidades não são reconhecidas?.
Nos documentos da maçonaria operativa não se encontra nenhum registro onde qualquer loja ou instituição tenha autoridade para reconhecer outras como regulares.
Esta conclusão também é válida para os documentos produzidos pela maçonaria especulativa.
Finalmente, vale ressaltar que a GLUI, ao exigir a adoção da Bíblia como condição indispensável para que uma Loja ou potência possa ser reconhecida, nega a universalidade da Maçonaria. De acordo com a tradição maçônica, é a presença, não somente da Bíblia mas também do Alcorão, ou de qualquer outro Livro Sagrado, que garante a universalidade da maçonaria. Se consideramos a questão por este lado, chegaremos à conclusão de que quem é irregular é a GLUI.
CONCLUSÕES
Em nenhum dos documentos históricos da maçonaria há registros sobre qualquer acordo entre lojas ou potências, informando que uma determinada potência possa ter autoridade para reconhecer outra.
Não sabe com certeza quantos e quais são os verdadeiros Landmarks, ficando, por conseguinte, muito difícil adotá-los como referência para se estabelecer critérios de Reconhecimento e Regularidade.
A maçonaria não é propriedade de ninguém, não pode, portanto, ser controlada por um poder central mundial.
Uma vez que nem a GLUI e nem qualquer outra potência tem autoridade para exercer o Reconhecimento, o fato de ser ou não ser reconhecido por ela ou por qualquer outra potência do planeta não é significante. O que importa é que cada loja ou potência esteja ciente de sua idoneidade e espírito maçônico, de forma a poder reconhecer a si mesma como membro da Maçonaria Universal. O restante vem por acréscimo.
Elias Mansur Neto
Past Master Imediato da Loja Maçônica Cavaleiros Templários e membro efetivo da Loja Maçônica Cel José Persilva.
LITERATURA CONSULTADA 6
1. DA SILVA, José Vicente Menezes. Regularidade e Reconhecimento
Maçônico - Trabalho apresentado em Loja
2. LAGE, Hiroito Torres. A Regularidade e o Reconhecimento
Maçônicos - Trabalho apresentado em Loja.
3. MENDES, Alceny José. Reconhecimento e Regularidade:
reconhecendo a certeza da dúvida - Trabalho apresentado em Loja
em 17/10/06.
4. FONTES, Wyllen José – Da Regularização e do Reconhecimento
Maçônico, de acordo com as Normas da Maçonaria Universal -
Trabalho apresentado em Loja.
5. BOTELHO, Michael A., gr 32, K.C.C.H., Os Landmarks DOS SANTOS,
Bartlomeu Martins. Irregularidade, um aspecto meramente político. (
terça-feira, fevereiro 01, 2011
Iniciação e Ritual - HT
À GLÓRIA DO G.’.A.’.D.’.U.’.
V.’.M.’. e vós todos, meus Irmãos e Irmãs, em vossos graus e qualidades,
Iniciação e Ritual
Leitura do Livro I ― Poimandres ― Hermes Trimegisto
Uma consciência que nos liga operativamente ao divinoIniciar: começar.
Iniciar-se é começar, empreender, ser no presente. Uma presença, uma consciência que nos liga operativamente ao divino.
No centro onde os caminhos se cruzam, onde tudo é UM, lá onde se efetiva na consciência o reencontro com o eixo vertical no plano horizontal.
Iniciar-se é sempre começar e não continuar
... como antes
... para depois
Iniciar-se
... um eterno presente!
Um processo alquímico e íntimo.
Trata-se de um processo alquímico: um processo íntimo e sutil. Para que haja passagem a estados sucessivos, é preciso que efetivamente exista mudança, Iniciação, presença, consciência. É preciso que o processo seja empreendido, que comece verdadeiramente.
E por isso, o papel do processo iniciático faz com que os fenômenos aparentes e figurados pelo Ritual se desdobrem em planos mais sutis.
“Senhor, ainda outra vez eu vos digo, toda cerimônia maçônica se desdobra em planos sutis de realização oculta.”
Nostalgia e Sono
A nostalgia aplica-se ao passado como ao futuro: um passado que não será mais.Um passado que não foi aquilo que teria podido ser.
Um futuro que já
De modo previsível
Não será tal ou qual
... que será, pois, reunido ao passado
...àquele que teria podido ser.
Tantos estados e processos mentais que manifestam a condição humana em seu estado de declínio e encerramento no passado matéria, dual: pode-se dizer em estado de adormecimento!
Mas Deus, que nós amemos este estado!
... “a natureza sorriu de amor, porque ela viu a beleza do homem na água e sua sombra na terra. E ele, percebendo na água o reflexo de sua própria forma, toma-se de amor por esta e deseja possuí-la. A energia acompanha o desejo, e a forma privada de razão foi concebida. A natureza apodera-se de seu amante, envolve-o inteiramente e eles se unem em amor recíproco. Eis por que, de todos os seres que vivem sobre a terra, o homem é duplo, mortal pelo corpo, imortal por sua própria essência. Imortal e soberano de todas as coisas, ele é submisso ao destino que rege aquilo que é mortal; superior à harmonia do mundo, ele é cativo de seus laços; macho e fêmea como seu pai e superior ao sono, ele é dominado pelo sono” (H, 3R)
Sabedoria, Força e Beleza
É pela consciência que somos ligados ao divino.Consciência e Inconsciência só têm sentido no plano operativo.
Não têm sentido no presente.
A presença
O espontâneo
O jorrar
Não têm sentido porque sinalam a participação ou o adormecimento do ser em relação à sua reintegração... Em relação ao seu regresso... Sua ascensão em direção ao divino.
A consciência não tem sentido senão quando ela ultrapassa em Sabedoria, Força e Beleza o encanto da experiência que conduzimos sobre a terra,
Movimento iniciático, estado vibratório.
A manifestação da tomada de consciência sobre os planos da personalidade desdobra-se em planos mais sutis e opera, então, transformações propriamente iniciáticas.
Para manter ou provocar esse movimento iniciático, importa manter um estado vibratório, uma oscilação propícia
... o símbolo, a alegoria permitem provocar a solicitação de diferentes planos do ser; de seus aspectos matéria e daqueles do espírito: inteligência, razão, crença, imaginação.
O símbolo não é nada se não vibra, se não se inicia por um movimento interior que vai manter o movimento iniciático da consciência, no seio da qual vai se suceder indefinidamente a alternância do fixo tornado volátil... tornado fixo por sua vez.
E durante nosso sono
A criação se deslinda muito bem sem nossa consciência e parece nos inscrever de todas as maneiras, de fato, em todas as suas manifestações.
A natureza funciona muito bem, segundo as leis da harmonia que lhe são próprias, a despeito de nossas considerações ou de nossos debates sobre o consciente, o inconsciente... o supra consciente...
Sobre o plano da manifestação “Nada se perde, nada de cria, tudo se transforma”.
As leis da harmonia regem o mundo.
Nosso consumo, nossas produções e nossas poluções se integram, se desintegram, tomam de empréstimo e restituem...
A polução retarda nossa consciência, aniquila-a; é nosso livre arbítrio que ela capitaliza, nossa Iniciação que ela freia, pois que ela nos fixa na negação, cegamente.
“Eis aqui os arcanos da Gnose
...que aqueles que têm olhos
E ouvidos”
Da Manifestação à Essência
O Ritual, se ele for mais ou menos inspirado, é de qualquer sorte transcrito pelo homem em sua condição terrestre, e em muito tomado de empréstimo ao mental, que dispõe principalmente de uma aproximação dual da criação e de um ambiente que ele “personaliza”.Não se deve, todavia, negar ao ser humano, mesmo o dito “profano”, a memória esporádica de um conhecimento das coisas que ressurgem do divino.
O Ritual esforça-se para nos levar da manifestação à essência, entrar novamente em intimidade com aquele do qual é dito
“Tu que a natureza não criou”
Bom! Compreendeste bem que minha concepção de Iniciação, que transcorre velozmente com a primeira revelação de Hermes Trimegisto, nutria-se de um Ritual deísta!Importância do Ritual
Que Ritual para qual Iniciação?A maçonaria deve, sem dúvida, sua parte “universal” ao fato de que ela oferece uma profusão de Ritos que se unem, com algumas poucas exceções, sob a bandeira comum do G.’.A.’.D.’.U.’..
Não vou me deter sobre os fundamentos dos diversos Ritos que serão objeto, neste ano, de uma peça de arquitetura bem detalhada por um de nossos irmãos. Simplesmente parece claro que um Rito induz a um Ritual que suportará uma procura iniciática específica.
E é segundo cada um: escolhe-se o próprio Ritual ou se o descobre uma vez que se o pratica, segundo o grau de consciência na escolha e sua adequação à busca iniciática, sua eficácia mostrando-se então maior ou menor.
O Rito de Misraim
O Rito de Misraim funciona sobre a concepção do criador universal do qual emanam todos os poderes e todas as manifestações. Ele procede igualmente, em sua essência, suas aplicações e suas modalidades, da unidade trina. Ele se relaciona a concepções dos monoteísmos e liga-se diretamente ao hermetismo tal e qual sua expressão “as três revelações de Hermes” e pode prefigurar o Cristianismo.... Quando o incenso se espalha
... Arquiteto de todos os Mundos, tu que disseste: “Eu criei todas as Formas com minha Palavra, quando ainda não havia nem céu nem terra”
… Antes da cadeia de união
Potência eterna e soberana que se invoca sob cem nomes diferentes, Arquiteto Supremo, Ordenador de todos os Mundos, neste Templo e em direção a Ti voltam-se nossos corações em sua fidelidade.
… No testamento filosófico
… Considerando que a Filosofia ensina a conceber, e a observação ensina a admitir a existência provável de uma Inteligência ativa em todo Universo, Inteligência cuja Luz elementar é provavelmente a primeira manifestação tangível, e um agente criador e organizador da Matéria Universal,
O princípio evocado é aquele da eternidade.
Ele não é fixado, porque é ele que fixa e que anima pelo presente, lugar da consciência, perfume de eternidade... Espírito dos seres e das coisas animando a matéria mergulhada no passado e futuro, noções fugidias, incompreensíveis.
O eixo Zênite Nadir é o eterno presente
Ele tenciona passado e futuro ― plano horizontal da manifestação ― e lhes permite então existir em consciência no círculo do Ouroborus, no exato local onde este morde a própria cauda: existir pelo despertar, a memória dolorosa que ressurge.
Iniciar-se é aprender a morrer.
Aprender a morrer
Remontar à origem
Aprender a viver em consciência, lembrando-se de que a vida engloba a passagem terrestre, de que o corpo é um empréstimo tomado à Dama natureza (a natura naturanda) que lhe será restituído
O intelecto divino entra no espírito
O espírito entra na alma
A alma entra no corpo
O fogo toma um invólucro de ar que se insufla na água que penetra a terra
... assim o fogo penetra a terra sem queimá-la
... Morrer
Após havê-la integrado, será preciso desintegrar o corpo que não é mais então animado, entregando seus constituintes à natureza.
A Ascensão em Direção ao Divino
Em tudo se desdobrando em planos mais sutis, as diversas viagens do candidato figuram e dão o ensinamento da morte do corpo e das paixões que se ligam à alma.... Após o sopro do M.’. de Cer.’. nas faces do candidato
Senhor, esta viagem dá continuidade à série de purificações naturais que sofre a Alma humana em sua ascensão ao divino. Despojando sucessivamente os envoltórios sutis que recobrem esta faísca divina que denominamos alma...
… Poimandres à Inteligência
Tu me instruíste de tudo, como eu desejava, ó Inteligência; mas esclarece-me sobre a maneira como se faz a ascensão.
Primeiro, diz Poimandres, a dissolução do corpo material, entregando seus elementos a metamorfoses; a forma visível desaparece; o caráter, perdendo sua força, é entregue ao demônio; os sentidos retornam às suas fontes respectivas e confundem-se às energias (do mundo). As paixões e os desejos entram na natureza irracional; aquilo que permanece eleva-se assim através da harmonia (...)
Assim se justificarão então, talvez, para alguns, todas essas bizarrias, essas alegorias e este simbolismo que, quando não são bem aproximados, conjecturados, sub-ordenados e sinceramente explorados, tornam-se objeto da negligencia e da derrisão... E o Ritual, falto de sentido, podado, despojado, corre então todos os riscos de não mais preencher sua função iniciática.
Iniciar-se é empenhar-se. É escolher.
A pergunta formulada em diversas ocasiões
“Senhor, consentis em morrer para vossa vida passada?”
“Senhor, antes de dar prosseguimento a esta cerimônia, eu vos convido a refletir. Quereis?”
“... não vos arrependereis de nada daquilo que vos será imposto?”
“Aceitais fazer a terceira viagem? Senhor, aceitai?”
Iniciar-se é dissolver-se e ainda renunciar
Bebida do Esquecimento
Lenta, mas seguramente, a egrégora que anima e conduz nossa antiga Sociedade vos penetrará, sua vontade substituirá a vossa e, no próximo aniversário de vossa recepção, nada mais restará do homem que atualmente sois.Purificação pela Água
Vós não sereis mais (...) que “semelhante ao cadáver que a mão do lavador de defuntos remexe como quer”Enquanto sobre o adro
A Iniciação prossegue sobre o adro, no entrechoque entre as ferramentas e o ego!
Martela-se a pedra, o ego, para retirar-lhe as asperezas, suas fraquezas, para torná-lo forte uma vez dominado para que a pedra talhada participe do edifício.
Sobre o adro não se destrói, forma-se e forja-se (com o fogo exterior que não é o fogo alegórico do templo)
Enfim, meus irmãos (e minha irmãs), sobre o domínio da Iniciação que nos prende, e o espírito, o coração, os sentimentos, as emoções, e ainda nos provoca vertigens, mas às vezes nos retira da raiva e do escárnio
... Um pouco de beleza, de força e de sabedoria. O convite à viagem: ....
O 1º Reino é a existência antes da existência
O 2º Reino, reino deste mundo
O 3º Reino é o intervalo que atravessamos após a pequena e a grande morte.
O 4º Reino é a ressurreição sobre a terra que se desperta e o retorno à condição original.
O 5º Reino é o jardim e o fogo.
Saiba que desde que Deus criou os seres humanos e os fez surgir do Nada, eles não cessaram de ser viajantes. Eles não têm nenhum lugar onde repousar de sua viagem, a não ser no jardim e no fogo, e cada jardim e cada fogo é a medida de sua pessoa.
E tenho dito, VM.
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