quarta-feira, fevereiro 12, 2014


Na parede (ou junto ou perto desta) do lado oposto à entrada do espaço de reunião de uma Loja maçónica são visíveis representações do Sol e da Lua, aquele do lado direito de quem entra, esta do lado oposto.

O Sol, estrela sem a qual não seria possível a existência de vida no nosso planeta, desde a mais remota Antiguidade que foi associada pela Humanidade à Vida, à Criação. As religiões primitivas divinizavam o Sol. O mesmo se verificou no Egito, na Suméria e noutras regiões das civilizações da Idade do Cobre e subsequentes, prévias às mais elaboradas crenças greco-romanas e ao Monoteísmo.  

O Sol sempre foi associado ao princípio ativo, ao masculino, ao poder criador.

Por outro lado, a Lua é associada ao princípio passivo, ao feminino, à fecundidade.

A colocação destes símbolos no espaço das reuniões maçónicas não tem nada a ver com crenças pagãs ou religiosidades primitivas, mas insere-se na mesma linha da simbologia do pavimento mosaico: a chamada da atenção para a dualidade, especificamente, no caso, para a polaridade.

O Sol e a Lua simbolizam o dia e a noite, a luz direta e a luz reflexa, a ação e a reflexão, o trabalho ou atividade e o descanso, o dinâmico e o estático, a crueza da forte luz solar e a placidez da suave luz lunar, a ação e a reação. São símbolos que nos recordam que nada é tão simples e direto como possa parecer á primeira vista, que a aparência exterior que brilha como a luz solar encobre a natureza interior que se vislumbra como a pálida luz da Lua. 

Os dois símbolos recordam-nos que há tempo de agir e tempo de refletir. Há tempo de fazer e tempo de descansar. Há tempo de aprender e tempo de ensinar. Há ação e contemplação. Há dia e há noite. Há verso e há reverso. Todas estas dualidades integram a Realidade, afinal constituem a Realidade.

O Sol e a Lua dão-nos a noção do dinamismo da Vida, da Criação, do Real, da interação entre duas polaridades que se atraem e que se repelem, que mutuamente se influenciam. Dois princípios, duas forças, dois elementos, dois fatores, que ambos existem, ambos são reais, mas ambos são incompletos, completando-se apenas mediante a sua mútua influência. Tal como já o Pavimento Mosaico perspetivara, a Criação, a Vida, o Real, não são estáticos, não são simples, não são básicos. São dinâmicos, são complexos, são evolutivos. 

Ao meditar sobre a relação entre estes dois símbolos, o maçom deve adquirir a noção de que se não deve limitar a um único aspeto da realidade, a um único tema de estudos. A espiritualidade é importante, mas não menos importante é a materialidade. Espírito e matéria não se opõem - completam-se. Tal como o Sol e a Lua não se digladiam, repartem entre si o dia e a noite. E um dia completo, um ciclo de vinte e quatro horas, compõe-se de dia e de noite, do reino do Sol e do tempo da Lua. Assim também o Homem completo não dedica apenas a sua atenção aos assuntos do espírito, também se dedica aos negócios da vida real e quotidiana, material. Tão incompleto é aquele que apenas se importa com o material, o dinheiro, o poder social, o ter, ignorando a vida espiritual, o aperfeiçoamento moral, o interior de si mesmo, o ser, como aqueloutro que navega nas regiões etéreas do esoterismo, ignorando, ou fazendo por ignorar, que a Vida é esforço e trabalho e pó e carne e esforço e ação e construção.

O Sol e a Lua simbolizam opostos, mas opostos que mutuamente se influenciam e se completam. Assim deve o maçom gerir a sua vida: estudar mas também aplicar, contemplar sem deixar de trabalhar, imaginar mas também executar, fazer e descansar, ter o que necessita para Ser, mas Ser sempre acima do mero Ter.

quinta-feira, fevereiro 06, 2014


A armadura infalível para vencer o medo de empreender


Finalmente tive medo. Após anos empreendendo e acostumado a assumir

riscos e sair da zona de conforto senti medo. Achei ótima a
oportunidade por estar escrevendo para o projeto Negócio do Zero e ter
que lembrar meu passado distante do início que empreendi. Hoje, 01 de
dezembro de 2013, participarei da minha primeira competição de
jiu-jitsu, arte marcial que comecei a praticar em maio desse ano para
aliviar o estresse e melhorar o condicionamento físico. O convite que
meu professor fez foi para celebrar este ano de vitórias que tive,
competindo em um esporte que eu não imaginava fazer um ano atrás.
Aceito o desafio é hora de encarar o medo.

Quando saí do Rio de Janeiro e vim para Curitiba com pouquíssimo

dinheiro no banco e muitas dívidas tive um medo terrível. Apesar de
ter feito amigos nesta outra cidade, o medo das coisas darem errado
era enorme e eu enfrentei poucas e boas para conseguir passar o
primeiro mês por aqui. Tive que ir andando para o trabalho que acabara
de arranjar (cerca de quatro quilômetros de casa) e não almoçar
durante os primeiros quinze dias até que saísse o vale (adiantamento
de salário) daquele mês. Passados os quinze dias de sacrifícios e os
seis anos que se seguiram reconstruindo a minha vida, é fácil olhar
para trás e diminuir o que passei, mas naquela época o medo era enorme
e eu me vi forçado a tomar uma atitude contra o medo para não voltar
atrás.

O que de pior pode acontecer?

Para encarar o desafio de mudar de cidade na "marra" eu fiz para mim a
seguinte pergunta: "Ok, o que de pior pode acontecer caso em fique sem
dinheiro nenhum?" Bem, raciocinei, eu vou ficar sem comer direito
alguns dias e terei que caminhar mais do que de costume. Terei ainda
casa para morar, já que havia alugado um apartamento com uns amigos, e
só precisarei entrar em pânico depois de vinte dias nessa situação.
Comida eu vou acabar tendo em casa de alguma forma, nem que seja
biscoito por uns tempos, e só. Este era o meu pior cenário. As dívidas
continuarão sem ser pagas e eu só precisarei  ganhar o suficiente para
arcar com a divisão do aluguel, minha comida e outras despesas
básicas. É isso.

A poucas horas de enfrentar meu oponente no campeonato de jiu-jitsu,

fiz para mim a mesma pergunta que fiz no passado, pois o medo do
desconhecido e abalava apesar de eu já estar acostumado a assumir
riscos. Minha resposta foi simples. O máximo que pode acontecer é eu
perder. Entrarei no tatame, darei o meu melhor, farei o que aprendi e
no caso do meu oponente ser melhor que eu, ele aplicará um
estrangulamento ou uma torção e pronto. Eu vou "bater" (pedir para
parar a luta), cumprimentar o oponente, cumprimentar os amigos que
estarão assistindo, entrar no carro e voltar pra casa para
provavelmente assistir um filme mais tarde comendo pipoca com a minha
família.

Torne o desconhecido, conhecido

A maioria dos nossos medos é fruto da nossa própria imaginação
A maioria dos nossos medos é fruto da nossa própria imaginação
Se você parar para pensar por alguns instantes, perceberá que na
maioria das vezes, você sente medo por algo que não conhece, que te
tira da sua zona de conforto. Apesar de querer fazer algo novo, sempre
que chega próximo da hora de tentar, sente medo, pois não conhece o
caminho que está entrando. Estudando neurociência um tempo atrás,
descobri que o nosso cérebro gosta de manter as coisas do jeito que
estão porque somos sobreviventes de um mundo que já acabou várias
vezes. Para estarmos vivos, nossos antepassados, pais, avós, bisavós,
etc., passaram por poucas e boas para manter seus genes vivos até a
nossa geração. Esta é a razão fundamental do porque não gostamos de
fazer algo diferente. Reflita um pouco: se você já conseguiu alimento
e abrigo com o seu emprego ou mesmo morando de favor com os seus pais,
não faz muito sentido para o seu cérebro sair da caverna para
empreender, certo?

No entanto, cada um de nós busca a liberdade, a independência.

Queremos ser livres e viver a vida como imaginamos por mais que
erremos. É por isso que eu estou indo competir. Minha carreira não
depende disso e eu não ganharei um tostão para entrar no tatame.
Porém, o que me leva a ir até lá e competir é treinar o meu corpo a
sair da sua posição de conforto, voltar para casa e fazê-l compreender
que tudo continua bem.

Todos caem mas, apenas os fracos continuam no chão...

Bob Marley
Nosso cérebro quer continuar quietinho no canto fazendo o mínimo de
esforço possível, mas o mundo só caminha pra frente porque seres
humanos ao redor do globo estão todos os dias saindo da sua zona de
conforto há milênios. Cada um deles, de certa forma, sabendo que o
máximo que pode acontecer com eles é nada. N-A-DA! Imagine-se sem
dinheiro nenhum. Nenhum mesmo. Agora imagine-se sem casa e somente com
a roupa do corpo. O que você irá fazer? Provavelmente o que eu ia
fazer caso isso acontecesse comigo. Me ofereceria para limpar uma rua,
vender algo para alguém, ser ajudante de obras, fazer entregas, ser
balconista, qualquer coisa que certamente não me deixaria com fome.
Nem eu ou minha família.

Nós podemos perder tudo. Tudo mesmo. Mas as coisas que trazemos dentro

de nós ninguém pode tirar a não ser nós mesmos. O que faz mendigos
permanecerem nas ruas não é a falta de dinheiro ou família, é a falta
de autoestima. É a falta de capacidade de se olharem e perceber que
podem erguer-se sobre seus próprios pés. Que sempre vai ter alguém
para quem você oferecerá ajuda que irá lhe dar o que comer, um
trocado, algo que lhe permita ir até uma rodoviária tomar um banho,
vestir roupas mais limpas, etc. Se eu ficasse sem nada, utilizaria
minha autoestima e o que sei para me oferecer na solução de um
problema dos outros.

Com o tempo você aprende a cair com classe e a se levantar com orgulho.

Cazuza
Cair não é vergonha nenhuma, principalmente quando você cai para
atingir os objetivos que se determinou. Após inúmeros fracassos
profissionais e pessoais no Rio de Janeiro, decidi mudar de cidade
para construir uma nova vida. Consegui. Tive que ter humildade para
aceitar ajuda de inúmeras pessoas por aqui, aprender a fechar a boca
nos momentos certos e abaixar a cabeça com o foco constante naquilo
que eu queria.

Hoje com duas empresas rodando, estou passando para frente as técnicas

ou "armas" que utilizei durante esses últimos anos para me reconstruir
no projeto Negócio do Zero que para mim é muito mais que um livro
online multimídia interativo, é uma forma de contribuir com a vida de
outros empreendedores que assim como eu sentem medo.

Eu já te falei das coisas que eu tenho medo e gostaria de saber de

você, o que te faz sentir medo. É dinheiro? É reprovação de
familiares? É o fracasso? O que é?
FONTE:
 http://negociodozero.com.br/armadura-infalivel-para-vencer-o-medo-de-empreender/#sthash.9H1Tyckc.dpuf

quarta-feira, fevereiro 05, 2014




Normalmente colocadas sobre os capitéis das duas colunas que marcam a entrada do Templo - do espaço onde ocorre uma sessão ritual maçônica - estão seis romãs, três sobre cada um dos capitéis.

Este número já é uma simplificação. O Templo de Salomão (que muitos dos símbolos maçônicos evocam) teria representadas, sobre as suas colunas de entrada nada mais, nada menos do que quatrocentas romãs! Com efeito, pode ler-se no segundo livro dos Reis, capítulo 7, versículos 18 a 20: "Fez também romãs em duas fileiras por cima de uma das obras de rede para cobrir o capitel no alto da coluna; o mesmo fez com o outro capitel. Os capitéis que estavam no alto das colunas eram de obra de lírios, como na Sala do Trono, e de quatro côvados. Perto do bojo, próximo à obra de rede, os capitéis que estavam no alto das duas colunas tinham duzentas romãs, dispostas em fileiras em redor, sobre um e outro capitel."

E, no segundo livro de Crônicas, capítulo 4, versículo 13, encontramos: "Há quatrocentas romãs para as duas redes, isto é, duas fileiras de romãs para cada rede, para cobrirem os dois globos dos capitéis que estavam no alto da coluna." 

Para além da representação simbólica de elemento decorativo do Templo de Salomão, as romãs simbolizam a união entre os maçons, a igualdade essencial de todos combinada com a individualidade de cada um.

A observação do fruto elucida-nos rapidamente da razão de ser destas representações simbólicas. Uma romã tem uma casca dura e resistente, que representa o espaço físico da Loja: uma e outro abrigam as infrutescências (os obreiros), mantendo-os a coberto de elementos exteriores (pragas; profanos). As infrutescências (as "sementes", "bagas" ou "grãos") representam os obreiros da Loja. Tal como as infrutescências da romã são todas diferentes umas das outras, havendo leves variações de formato e de tamanho, também os obreiros de uma Loja mantêm a sua individualidade própria. Mas, se comermos as infrutescências da romã, verificamos que todas elas têm exatamente o mesmo sabor, o mesmo grau de doçura em função do amadurecimento do fruto, independentemente da forma e do tamanho delas.

Assim também os obreiros de uma Loja, pese embora as inevitáveis diferenças decorrentes da sua individualidade, estão unidos na mesma essencial igualdade.

Tal como as bagas de uma romã estão unidas por uma pele branca, que torna difícil e trabalhoso a sua separação, assim também os obreiros de uma Loja se unem por laços de fraternidade, auxiliando-se mutuamente nas adversidades, cooperando nos seus estudos ou projetos.

Os grãos da romã estão firmemente unidos e apertados uns contra os outros. Se abstrairmos da cor granada (romã em castelhano), assemelham-se a um favo de mel, lembrando as abelhas, que, tal como os maçons, trabalham incessantemente, aquelas colhendo o néctar nos campos para fabricar o mel, estes recolhendo da Loja e de seus Irmãos os ensinamentos, os exemplos, que lhes são úteis para o sempre desejado aperfeiçoamento pessoal.

Enquanto que na Maçonaria latina e no Rito Escocês Antigo e Aceite se utiliza a simbologia da romã, ela não é usada na Maçonaria anglossaxônica, no Rito de York ou no Ritual de Emulação. Estes, pelo contrário, utilizam o símbolo da colmeia.

Uns e outros procuram enfatizar o mesmo: a união entre os maçons. Mas uns fazem-no com recurso à romã, outros através da colmeia.

A meu ver, esta diferença é essencialmente cultural. A sociedade latina, mediterrânica é essencialmente gregária. O gregarismo meridional acentua a importância do estar junto, sendo essa união que gera a força grupal que protege o indivíduo e potencia as suas capacidades. Já as sociedades anglossaxônicas e nórdicas privilegiam a iniciativa, a ação e, assim, enfatizam a organização da colmeia como forma de potenciar as capacidades de cada abelha para o bem comum.

Os símbolos maçônicos não nascem do nada e não são interpretados no limbo. Resultam das sociedades onde os maçons se inserem. Esta diferenciação é exemplo disso, na minha ótica.

Rui Bandeira 

sexta-feira, janeiro 31, 2014



Novos Mestres:

Eis-vos finalmente na Câmara do Meio. Eis-vos merecidamente revestidos da plenitude de todos os direitos de Mestres Maçons. Eis-vos igualmente onerados com a totalidade dos deveres de Mestres Maçons.

Estais na Câmara do Meio iguais entre iguais. Cada um de vós não é menos, não vale menos, do que eu ou qualquer outro Mestre Maçom presente nesta sala – quaisquer que sejam os ofícios por alguns exercidos, quaisquer que sejam as dignidades a alguns outorgadas. Cada um de vós não é mais do que eu ou qualquer outro Mestre Maçom presente nesta sala – quaisquer que sejam os vossos méritos, os vossos títulos académicos ou posições profanas. Cada um de vós é exatamente igual a mim e a qualquer outro Mestre Maçom presente nesta sala – iguais entre iguais na nossa comum pequenez perante o Grande Arquiteto do Universo, perante a nossa comum ignorância do sentido da vida e da existência, perante o nosso comum desejo de ser melhor, saber mais, fazer bem, viver plenamente.

Tendes exatamente os mesmos direitos que cada um dos outros Mestres Maçons presentes nesta sala – e que, afinal, se resumem ao direito de transmitir aos demais as opiniões e os entendimentos de cada um, ao direito de cooperar na tomada das deliberações que hajam de ser tomadas e ao direito de participar organizadamente na administração da Loja.

Recaem sobre vós exatamente os mesmos deveres que recaem sobre cada um dos outros Mestres Maçons presentes nesta sala – todos os deveres inerentes a um homem de honra e de bons costumes, fiel à sua palavra e aos seus compromissos, mais os deveres resultantes do nosso comum compromisso de nos aperfeiçoarmos permanentemente, acrescidos da especial responsabilidade assumida pelos Mestres Maçons: a partir de agora, não sois responsáveis apenas por vós próprios e pela vossa própria melhoria; a partir de agora sois responsáveis também por todos os Aprendizes e Companheiros desta Loja. Responsáveis por os auxiliar na sua jornada, responsáveis pela preparação e evolução de cada um como todos nós nos responsabilizámos pela vossa preparação e evolução. Responsáveis por iguais que um dia também acederão a esta Câmara do Meio no exato mesmo estatuto de que agora vós, como todos os demais Mestres Maçons presentes nesta sala, dispondes.

Compreendeis agora, se não vos tínheis já apercebido antes, que a dureza dos Mestres na apreciação dos vossos trabalhos não era vã exigência, estulto apoucamento ou deslocada manifestação de inexistente superioridade. A nossa meticulosidade no apontar dos mais ínfimos detalhes negativos dos vossos trabalhos, tantas vezes mostrando-os piores e mais significativos do que realmente eram, o nosso hábito de temperar os quantas vezes parcos elogios ao resultado do vosso esforço com a referência ao que podia ser melhor, não se destinaram nunca a desmerecer do vosso trabalho ou alardear inexistentes superioridades. Foram, como tudo o que ritualmente em Loja se processou ao longo de todo o tempo da vossa formação, simples meios, ferramentas, de vos incutir algo que deveis considerar absolutamente inerente à condição de Mestre Maçom: uma absoluta e permanente exigência da melhor qualidade possível em tudo o que somos e fazemos, uma absoluta aspiração à maior aproximação que nos for possível da perfeição.

O vosso percurso teve de ser longo e duro, porque culmina na vossa presente situação de iguais entre iguais, com a inerente consequência de que o direito de vos julgar e de julgar as vossas ações passou a ser em primeiro lugar atribuído aos mais severos dos julgadores: vós próprios! A nossa aparente severidade nunca foi, pois, mais do que mera preparação para a mais rigorosa severidade na vossa apreciação e na apreciação dos vossos atos, a indeclinável e inabalável severidade que um homem de bem, livre e de bons costumes, devidamente preparado e completamente consciente de si próprio deve devotar à sua autoapreciação, como meio de ser e tornar-se sempre, dia a dia, momento a momento, melhor, cada vez melhor, cada vez um poucochinho menos longe da inatingível meta da perfeição.

De vós a Loja pede sempre o mesmo: aquilo que cada um de vós, em cada momento, puder dar. Cada um de vós retirará e receberá da Loja sempre o que lhe aprouver do que a Loja tem. E todos sabemos que a Loja só tem aquilo que nós lhe dermos, pelo que, quanto mais todos lhe dermos, mais poderemos tirar.

Meus Irmãos Mestres Maçons, hoje festejai. A partir de amanhã reiniciai o vosso trabalho, reempunhai as vossas ferramentas, senhores do vosso trabalho, do vosso caminho, da vossa criação. Confiamos todos em que, como até aqui, sereis dignos de vós próprios e das vossas ferramentas até ao momento em que finalmente vos autorizardes a vós mesmos a pousá-las, quando verificardes ter chegado a vossa meia-noite.

Meus Irmãos no vosso grau de Mestres Maçons e na vossa insuperável qualidade de homens livres e de bons costumes, bem-vindos ao vosso lugar, bem-vindos aonde sentíamos a vossa falta, bem-vindos a esta Câmara do Meio!

Rui Bandeira

terça-feira, janeiro 28, 2014

O MAGO

O verdadeiro Mago só pode querer o que o que deve, razoável e justamente, fazer; por isso, impor silêncio aos desejos e ao temor, para escutar a razão.
O Mago é rei natural e espontâneo para as multidões errantes (os mundanos). É por isso, que o objetivo das iniciações se chama indiferentemente de "Arte sacerdotal" ou "Arte Real". As antigas Ordens mágicas eram seminários de Sacerdotes e verdadeiros Magos, e o neófito só podia ser admitido nelas por obras verdadeiramente Sacerdotais e reais, isto é, pondo-se acima de todas as fraquezas da natureza.
A vida é uma guerra em que é preciso dar suas provas para subir em grau.
O Mago age com a intuição, fala com o coração e vê com o sexto sentido.
O Mago conhece os símbolos dos grandes mistérios:
Tem iniciação nos grandes mistérios
Tem domínio das foças em movimento
Tem poder de transmutar e coordenar
Conhece os jogos de opostos
Conhece o mecanismo dos sonhos
Ele é um manancial de sabedoria
Conhece o princípio da unidade materializada, a vontade, e tem poder para comandar
Sabe da manifestação da virtude
Conhece a solução em seu trabalho de concretização
Tem o poder da realização das coisas materiais
Conhece o princípio da luz divina
O mistério do fogo vivente que infunde e difunde
Tem o conhecimento do controle material
Tem o domínio de si mesmo
Conhece toda a manifestação do criador
Sabe controlar as paixões
Controla as forças naturais ao seu bel prazer
Conhece o mistério da causa operante que atua em cada ser
Conhece o funcionamento do instinto
Conhece o dever e o direito de cada um
Não tem religião, mas conhece todas
Conhece o mistério da luz astral como emanação luminosa e incandescente
Sabe que o espírito domina a matéria
Conhece o mistério do plasma Máter em cujo seio dorme a vida
Sabe tocar no absoluto
Sabe agilizar as forças da natureza a seu bel prazer
Sabe quando o ser humano passa pela sua involução e evolução
Conhece a lei da atração e repulsão
Possui discrição, caridade e alto conhecimento
Sabe quando a luz divina lança seu raio nas obras humanas
Conhece a lei da compensação
Conhece a lei da renovação da vida
conhece o processo da gestação
Tem o poder de unir e separar
Conhece o equilíbrio da força vital
Sabe manejar a força do desejo, da vontade individual
Conhece os mecanismos do despertar dos poderes latentes
É amável, caridoso e prestativo
Sempre se encontra no seu laboratório em profundos estudos

ORDEM DOS MAGOS
__._,_.___
DOS DONS E TALENTOS

Apresento a seguir uma lista de dons e talentos mais pertinentes para a psicologia

Sabe-se que as pessoas podem desenvolver um ou mais dons ou talentos, muitos deles são adquiridos a base de treinamento e/ou aperfeiçoamento.
Muitos dos dons já nascem com a pessoa em questão e precisa ser aperfeiçoada.
Muitos não sabem que os referidos dons os acompanham desde seu nascimento até o fim de sua vida, outros sabem, mas possuem fobias quanto à utilização do dom, pois os mesmos não são orientados a isso e, também não procuram se ori-entar. A maior parte da população não sabe que possuem dons oriundos desde de seus nascimentos.
Aqueles que perfeitamente utilizam esses dons são os médiuns e espíritas trei-nados para tal, mas que também não sabem que se utilizam dos dons a eles atri-buídos.
Há milhares de dons que não se tem nem ideia, ou que se imagina que tem.

As pessoas deveriam saber de como utilizar seus dons desde a infância, pois a não utilização dos mesmos acarreta problemas de saúde e de estatus social. O mesmo acontecendo quando um médium largo de vez a sua mediunidade.

Todo aquele que larga a espiritualidade vem a sofrer consequências drásticas em sua vida. Estudos feitos comprovam esse fato.

É necessário começar a compreender a entender que isso não é brincadeira, precisa-se respeitar o que não se sabe. Isso vem a dar com o seguinte problema em que as pessoas fazem o que querem, achando que isso não tem importância em suas vidas, mas têm.

Sobre esse assunto já vi muitos casos que me levaram a escrever este artigo, são casos de relevância gravíssima.
É, pois necessário se tomar cuidado onde se pisa. Perigoso é!

DONS PARANORMAIS

Paranormalidade: Dom e Capacidade.
Em um mundo tão material, onde as pessoas só se importam com seus bens ma-teriais, onde não se acredita muito naquilo que não se pode ver... qual seria o signi-ficado da palavra paranormalidade? dom? Como um mundo tão material como o de hoje vê o significado dessas palavras?
Aos olhos da humanidade, poucas pessoas reconhecem o significado dessas pala-vras. Só conhece mesmo aqueles que sabem, são, ou já presenciaram um fenômeno do tipo.
O que seria uma paranormalidade?
Paranormal é um termo usado para descrever as proposições de uma grande variedade de fenômenos anômalos ou estranhos ao conhecimento da ciência ou dos estudos virados para o mundo material. (Capacidades mentais e espirituais, espíritos e suas aparições)
O que seria uma pessoa paranormal?
Os paranormais podem apresentam um dom qualquer que não pode ser explicado pela ciência, são pessoas com capacidades de causar fenômenos surpreendentes que se tornam muitas vezes uma incógnita ainda maior para aqueles que se aprofundam no caso e não conseguem encontrar nunca uma solução adequada.
Paranormalidade é apenas uma classificação de pessoas que possuem capacidades extraordinárias, no entanto existem diversos casos de paranormalidades, que é o que chamamos de Dom. O dom é uma capacidade paranormal, no entanto quando tratamos da palavra dom, estamos nos referindo a diversas pessoas paranormais, sendo assim cada paranormal com seu poder, cada um com suas capacidades diferenciadas umas das outras tornando assim o ser que as possui, único e especial.
Todo grande poder requer de todos aqueles que o possui muita concentração e treinamento. Ao entrar em uso de uma capacidade espiritual, o cérebro emite ondas de pensamento que fazem as coisas acontecerem, junto disso, o sistema de chakra (Corpo Energético) também trabalha em uso constante de energia para que a tarefa seja executada. Após o uso da capacidade espiritual, parte da energia do usuário vai estar consumida e o desgaste físico pode ser inevitável.
ALGUNS DONS E O SEU SIGNIFICADO:
* Telecinesia - Capacidade de mover fisicamente uma matéria com a força da mente sem precisar do contato físico entre a pessoa e o objeto.


* Pirocinésia - Capacidade de criar com o poder da mente uma incidência concen-trada, causando uma combustão e concentrando em um objeto causando a aparição de fogo.

* Projeção Astral - Capacidade mental de fazer a alma vagar por sua total vontade através do mundo espiritual ou do mundo dos vivos. É possível encontrar pessoas que não conhecemos ou que já tenham desencarnado da matéria, com esse dom em estado de controle alto, é possível vagar por lugares que conhecemos ou que costumamos frequentar e quando acordada a pessoa que possui o dom lembra quase que com perfeição dos lugares por onde passou e o que encontrou no caminho.

* Mediunidade - É o nome dado aqueles que possuem a capacidade de se comu-nicar com espiritos (Ouvi-los, conversar, vê-los, senti-los)

Além desses dons citados acima, existem diversos outros... como por exemplo: incorporação mediúnica, falar em outras línguas, cura, premonição, ETC...
O dom é algo maravilhoso concebido a nós que estamos aqui presos nesse mundo material, todos temos dons surpreendentes, não precisa colocar fogo em nada, nem fazer nada voar, o dom não se resume em apenas isso. Ter um dom é administrar, é ter amor, é ser sábio, é ter conhecimento, é saber usar o que a vida nos fornece de melhor.
Poucos são as pessoas que procuram um dom em si, outras nem mesmo sabem o que é ser dotada de uma grande capacidade. As pessoas precisariam primeiro se valorizar e então usar todo seu conhecimento, seu poder, suas habilidades para fazer bem e encaminhar aqueles que ainda estão perdidos nos caminhos da vida.
O dom está na mente, esta na alma... seja otimista, tenha cabeça firme, pense posi-tivo e faça as coisas acontecerem assim.
Todo o segredo de tudo que fazemos que já fizemos ou que ainda vamos fazer esta guardado em nossa mente, pois o poder da mente é o maior dom, é aquele que controla todos.
Com apenas um pensamento, nosso cérebro emite ondas positivas que carregadas de muita fé, podem fazer a diferença.
* Telepatia – Capacidade de se comunicar através da mente “sentimento remoto”. Envolve ouvir (leitura da mente), ou capacidade de projetar os próprios pensamen-tos.
* Empatia – Ato de sentir a emoção de outra pessoa, ou a dor física e/ou os sinto-mas da outra pessoa. O Exemplo mais fácil e o de alegria ou tristeza que transmitem ao seu redor. Há pessoas que infectam um ambiente com sua alegria, tristeza ou dor.
* Clarisenciência – habilidade de sentir ou ter consciência de coisas que estão além do alcance “normal” da percepção. Cada tipo de “percepção clara” tem um nome.
* Clarividência – Habilidade de ver as coisas que não estão no campo da visão ou não podem ser vistas. O mesmo que ver a distância através da mente. O mesmo que lampejos da mente. Aqui o fator preponderante é o uso da intuição.
* Clariaudiência – Ou audição clara, habilidade de ouvir ou escutar o que está longe, ou que não pode ser normalmente ouvidas.. Também a sensibilidade para captar vozes interiores ou sutis informações auditivas.
* Claricinestesia – Ou toque claro. Habilidade da “sensação” de toque físico a im-pressão de algo que não está presente. Tocar ou ser tocado à distância. No espiri-tismo acontece com mais frequência.
* Clariolfação – Ou “Olfato claro”. Habilidade de sentir odores e perfumes a dis-tância, de forma física ou de outras dimensões.
* Clarigustação – Ou gosto claro. Habilidade de sentir, ou ter a sensação de sabores que não estão presentes de forma física, ou de outras dimensões.
* Psicometria – habilidade de conhecer uma pessoa através de um objeto pessoal por meio de vibração ou toque. Este dom pode ser usado em questões de enfermi-dades colocando-se a mão sobre u m objeto ou roupa do paciente que está longe. O uso da sensibilidade e intuição é fundamental neste caso.
* Precognição – habilidade de antever uma situação. Conhecimento antecipado. Saber ou sentir algo que vai acontecer. Isto pode acontecer através de sonho ou vi-são quando acordados. Chamamos a isto de vislumbre.
* Projeção Astral – viajar fora do corpo. Habilidade de transvecção. Pode ser como um sonho, ou por experiência de sair do corpo e olhar para baixo como acontece com na fase poste-morte. Para se efetuar a viagem astral exige-se um treinamento muito acirrado e lento, não é fácil, e precisa-se estar convicto do que está se rea-lizando.
* Visita a um sonho – entrar no sonho de alguém como um visitante consciente. A pessoa pode ou não ver e se lembrar do visitante.
* Teleporte – Ou transporte remoto. Desaparecer ou aparecer num lugar intanta-neamente. Aqui se usa a desmaterialização ou projeção na linha do tempo.
* Projeção na linha do tempo – A pessoa projeta seu espírito em um determinado lugar, permanecendo ali por alguns segundos, podendo ser ou não visto por outrens.
*Viagem no tempo – projetar sua consciência para o passado ou futuro – geral-mente entrar na mente de alguém. Pode-se viajar no espaço ou em outras galáxias.
*Invisibilidade – habilidade de não ser notado ou visto pelos outros. Outro método é se desviando no espaço. A isto chamamos de bloqueio de estado presente, ou simplesmente se autobloquear.
*A voz – habilidade de receber ou transmitir pela voz interior (endofasia). Os magos e as Sacerdotisas utilizam este método periodicamente, ou em casos de urgência ou necessidade.
*Levitação – levantar a si mesmo ou os outros a uma certa determinada altura sem o meio de aparelhos físicos.
*Possessão – habilidade de entrar na mente de uma pessoa e fazê-la obedecer comandos ou atrapalhar o raciocínio. A entidade humana ou não pode assumir o controle da pessoa a ser comandada. A possessão se dá muito dentro do espiritismo, onde um ser espiritual se apossa de um individuo atrapalhando o bem viver do possesso.
*Dèja vu – ideia do já visto. Determinadas pessoas quando em certos determinados lugares tem a sensação que já estiveram ali numa outra época, geralmente quando se passa pela primeira vez num certo lugar.
*poltergeist – Ato ou efeito de produzir barulho ou bagunça em certo determinado lugar distante. Geralmente são efetuados por seres espirituais para infernizar uma pessoa indesejável. Os Magos negros utilizam desse processo.
*Atos de cura – Habilidade de certos indivíduos de reduzir a dor e inflamação; promover a regeneração de tecidos e outras formas de cura. Geralmente praticada com a imposição das mãos. Utilizado muito por médiuns curadores e, hoje em dia por terapeutas habilitados.
*Canalização – ato ou efeito de possuir outra pessoa através do pensamento, para que essa pessoa haja e fale o que se deseja sem razão de causa. Onde a pessoa diz: “Porque falei isso!”.
*Controle do corpo – Todos nós devemos ter controle de corpo no se alimentar, dormir e se locomover, para isso têm regulamentos e bloqueios mentais. O corpo deve permanecer em ordem, equilíbrio e harmonia sempre.
*Ler a aura de outras pessoas – Ato ou efeito de ver a aura. Este processo exige muito treino, principalmente o olhar. Onde se deve anular o pestanejar (Olhar hipnó-tico da cobra), ou hipnomelogamo. Ver aura.
*Meditação – escolha um lugar calmo e relaxante, que não venhas a ser perturbado. Sente-se comodamente numa poltrona e relaxe, deixe seus pensamentos fluírem. É por aqui que você será capaz de se mover em qualquer direção em corpo e mente. Mantenha o seu estado de corpo e mente em equilíbrio e harmonia perfeita. Efetuar este treinamento periodicamente até que atinja o aperfeiçoamento total
*Fobias – Medo de alguma coisa. Os Magos e Sacerdotisas são autocontrolados a esse respeito, agem naturalmente a qualquer situação indesejável, usam da frieza e bloqueios mentais para isso, não se deixando se envolver em situações delicadas. Para o Mago tudo é normal. Brigas e intrigas não é com ele. Insatisfações ou des-contentamentos, não é com ele. Ver fobias.
Os Magos e Sacerdotisas usam todos esses dons utilizando de palavras-chave (Mantras) específicas.
Há outros dons como a da sabedoria, da inteligência, da ciência muitos outros que aqui não é muito importante para o nosso caso em questão.
Nem todos os Magos e Sacerdotisas usam destes complementos, pois se exige anos de treinamento e qualificação.
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quinta-feira, janeiro 23, 2014



Saber quando parar...


Um dos desafios mais difíceis para um homem ativo é saber parar. Uma das coisas mais descuradas por quem está habituado a assumir responsabilidades é a preparação para a cessação da assunção dessas mesmas responsabilidades. Quem está habituado a fazer tem tendência para alimentar a ilusão de que o seu contributo é imprescindível. Pessoalmente, procuramos combater essa tendência lembrando  frequentemente que o cemitério está cheio de insubstituíveis - e, no entanto, o mundo continua a girar, o Sol continua a nascer todas as manhãs no Oriente e a pôr-se todas as tardes no Ocidente, o mundo e as sociedades prosseguem imperturbavelmente os seus destinos, apesar de os insubstituíveis terem sido substituídos...

Este alerta mental é válido também para uma Loja maçônica. Uma das piores coisas que pode acontecer a uma Loja maçônica é haver irmãos que, qualquer que seja ou tenha sido a sua valia ou importância, se considerem insubstituíveis, necessários, procurando exaustivamente influenciar ou determinar o que na Loja se decide, se projeta, se faz - como se nada se possa  fazer sem que o trigo seja cultivado na sua terra, a farinha moída em seu moinho e o pão cozido no seu forno - embora gostem que haja semeadores para lançar o trigo à sua terra, moleiros para fazer funcionar o seu moinho e padeiros para colocar o seu pão dentro do seu forno e de lá o retirar... Uma Loja subordinada a quem não consegue deixar de nela impor a sua vontade perde inevitavelmente qualidade, capacidade de evolução, criatividade e capacidade de execução.

É por estarmos alerta em relação a isso que , já em conversa de alguns anos, assentamos em que teríamos de estar atentos ao momento em que fosse necessário ir nos discretamente afastando da influência nos destinos da Loja, de modo a não sufocarmos esta na sua evolução, deixando que a nossa contribuição passada seja isso mesmo, Passado, e favorecendo a evolução futura nas mãos de gente tão ou mais bem preparada do que nós.

As circunstâncias têm feito com que, nos últimos três anos, a nossa intenção ainda não pudesse passar disso: num ano fui chamado a desempenhar funções no Quadro de Oficiais, agora  preciso tomar conta prioritariamente da GLRRS, até o fim do mandato. A contribuição nos quadros das  Lojas, como mestre obrigou a que não nos pudéssemos afastar sem auxiliar na reconstituição de uma massa crítica de Mestres, em número e qualidade suficientes para que a Loja funcionasse regularmente. Mas estamos atentos à chegada desse inevitável momento em que devemos iniciar o nosso processo de reforma - para não corrermos o risco de passarmos a ser peso onde antes procuramos ser motor. A influência que vez foi positiva ora resta como um grilhão, segurando a evolução das Oficinas.

Essa foi uma das razões pelas quais no final de uma sessão, propor que seja construída outra Loja, em  outro  endereço, com a finalidade de fomentar a alegria e movimentar as energias estagnadas da Loja.  Tenho ciência que esta ideia traz em si alguma apreensão, pois recomeçar implica em fazer algo sempre diferente do que existia, sem tem a certeza se vai ser melhor ou não. Mas durante muito tempo a administração da GLRRS esteve diretamente ligada com a administração das lojas, tirando autonomia de algumas oficinas e não permitindo que os Veneráveis expressassem seu maior potencial, dadas as influências.  Claro que temos motivos de  satisfação em termos colaborado numa sessão da Loja particularmente bem sucedida, como referi acima. Mas também porque sentimos que o momento em que nos vamos tornar desnecessários está iniludivelmente muito próximo. Não será porventura já para amanhã (pelo menos até ao fim das férias maçônicas e depois até o fim do ano tenho ofício a executar), porém a Loja está a atingir um nível comparável aos seus melhores tempos, reconstituiu (e ainda não terminou o processo) o seu Quadro de Mestres e dispõe agora de um confortável número de jovens e qualificados Mestres, tem as colunas de Aprendizes e Companheiros preenchidas por gente capaz e tem candidatos que bateram à porta e aguardam a sua vez de ser atendidos . Se nada suceder em contrário, se o quadro de obreiros agora se mantiver estabilizado por, pelo menos, dois ou três anos, não tenho dúvidas de que não já  faremos falta nenhuma, como deveremos afastar-nos dos centros de decisão da Loja, de forma a não prejudicar a normal evolução dela com as nossas recordações de tempos passados. A experiência é benéfica, mas para enquadrar a força e o empenho da juventude e a capacidade da maturidade, não para as subjugar ou limitar...  

Parece-me assim que se aproxima a passos largos o momento em que deveremos de vez deixar o exercício de Veneraria em Lojas Ordinárias e também nas Magnas (enfim, uma vez por outra, para substituir alguém, se não houver mais ninguém disponível, pode ser - mas sem abusar...) e, sobretudo, guardarmos para nós as nossas apreciações, para que mais fluidamente se expressem as opiniões e mais livremente se tomem as decisões pela nova geração da Loja. É esta a lei da vida. É assim que os grupos e as sociedades evoluem, cada geração assumindo as rédeas no momento atual.

Então e finalmente nos afastaremos também do Grão-Mestrado e assim poderemos assumir total e completamente o nosso papel de responsável pelo Filosofismo, e,  assistindo ao que se passa do nosso camarote, matutando sobre o que vemos ser feito e resistindo a reconhecer que o que então estiver a ser feito é tão ou mais bem feito do que nós alguma vez fizemos...

Saber a hora de parar é também saber a hora de crescer... Edson Couto -GM 

La Heresia dos Cataros  por Wayne Purdin 15 Febrero 2014 Este artículo apareció en, New Dawn Nº 113 (marzo-abril 2009) d el Sitio Web NewDaw...