sexta-feira, março 13, 2015

sábado, março 07, 2015

O tempo de Companheiro

O tempo de Companheiro é um tempo difícil. O obreiro já não é um Aprendiz rodeado, apoiado, apetece até dizer mimado, por todos os Mestres da Loja. Alcançado o seu aumento de salário, afinal o prémio que obtém é apenas uma mudança do seu lugar na Loja, um pouco de cor no seu avental e... uma sensação de menor apoio.

Após uma Cerimónia de Passagem que é um verdadeiro anti-clímax em relação à sua recordação do que experimentou quando foi iniciado, depara-se com um par de símbolos novos, metem-lhe uns regulamentos e um ritual e catecismo na mão e... parece que se desinteressaram dele, ele que se oriente...

Não é assim, embora pareça que seja assim. E é assim que deve ser.

A Iniciação foi o nascimento para a vida maçónica. O tempo de Aprendiz é a sua infância, em que se é guiado, educado, amparado, mimado. O tempo de Companheiro, esse, é o da adolescência. Já não se admite ser tratado como criança – como Aprendiz – pois já se cresceu – já se evoluiu – mas... sente-se a falta do apoio que se recebia em criança. Já não se quer, mas ainda afinal se tem a nostalgia do apoio do tempo de Aprendiz. O Companheiro, tal como o adolescente, sofre a sua crise de crescimento. É o preço que tem a pagar pelo seu trajeto em direção à idade adulta maçónica, em que será reconhecido como Mestre.

No entanto, só aparentemente o Companheiro é deixado só. Os Mestres permanecem atentos a ele e, de entre eles, em especial o Primeiro Vigilante, responsável pelos Companheiros. Simplesmente já não tomam a iniciativa de sugerir caminhos, orientar trabalhos, avançar explicações, dar opiniões. Porque o Companheiro já não é Aprendiz, tal como o adolescente já não é criança. O tempo é de aprendizagem por si próprio, de exploração segundo os seus interesses. E só se houver grande desorientação no caminho se deve intervir. Tal como em relação ao adolescente é contraproducente pretender-se guiá-lo, impor-lhe caminhos, pois ele ou não aceitará o que considerará indesejável intromissão ou tornar-se-á dependente de uma superproteção que muito dificultará a sua vida adulta, também os Mestres não devem abafar o Companheiro com recomendações, intromissões, solicitudes a destempo. O tempo é de o deixar explorar, ele próprio, o que tiver a explorar. Se errar, aprenderá com o erro. Mas, no final, crescerá até à responsável maturidade da Mestria. É o que se pretende.

No início é – sabemo-lo bem! – confuso. Mas afinal as ferramentas foram fornecidas ao Companheiro logo no primeiro dia, tal como o guia de trabalho lhe foi apresentado. O Companheiro só tem de perceber isso, pegar nas ferramentas e seguir o trilho que, desde o início, lhe foi mostrado. Só não foi levado, empurrado, carregado, até ao seu início. Afinal, já não é criança...

A prancha de proficiência culmina o percurso do Companheiro. Mostra que ele entendeu o que escolheu entender, que trabalhou no que optou por trabalhar. A idade adulta está ao virar da esquina. O que implica virar essa esquina já é outra história...

Rui Bandeira

quarta-feira, março 04, 2015


 

Qual o objetivo do exército da Igreja Universal?

O vídeo de um grupo de jovens em organização militarizada dentro de uma igreja evangélica é preocupante. Coloca em dúvida a laicidade do Estado e a influência que esse tipo de fundamentalismo religioso pode ter na sociedade.
A Igreja Universal do Reino de Deus afirma que o projeto “Gladiadores do Altar” busca resgatar jovens em situação de risco e prepará-los para servir exclusivamente ao ‘Senhor’.

Projeto de recrutamento de jovens faz parte da Igreja Universal do Reino de Deus

Circulam na internet vídeos polêmicos que mostram jovens marchando fardados e em posição de ordem em um templo religioso de uma igreja evangélica. No vídeo, eles recebem comandos de um suposto bispo da igreja, e respondem “o altar” a perguntas como “o que é que vocês querem?”. Até a representação de um ‘escudo militar’ com a sigla G.A (Gladiadores do Altar) é utilizada pelo grupo.
Em um dos vídeos publicados pela própria igreja no Facebook, está um que recebeu mais de 220 mil visualizações até o momento da publicação deste artigo. Nos comentários, é possível notar a preocupação de várias pessoas com o que seria a formação de uma ‘ditadura evangélica’ no Brasil. A semelhança com rituais praticados pelo exército de Hitler na época do Nazismo, ou mais atualmente pelo Estado Islâmico, cujas práticas principais são dominar o mundo com um só pensamento – que consideram o único verdadeiro – e aniquilar quem pensa diferente, também é lembrada. Foi manifestada preocupação com a força que uma alienação religiosa pode levar alguns a fazer em nome de ‘Deus’, como a formação de membros intolerantes como os de grupos que fazem o EI e Al-Qaeda.
Apesar de estarem num país laico, os cristãos estão constantemente envolvidos em problemas com o restante da sociedade no que se refere a restrição da liberdade com coisas que deveriam ser escolha de cada ser humano. Dentre as questões polêmicas está o reconhecimento de família somente como aquela formada entre homem e mulher. Os cristãos, principalmente, procuram evitar que casais homossexuais se casem ou adotem crianças, por exemplo. Mesmo aqueles que decidem não fazer parte de uma religião cristã são afetados pelos dogmas das igrejas, já que a bancada evangélica no congresso nacional pode sugerir a criação de leis para toda uma população com base no que acredita.

Grupo de jovens recrutados para o ‘exército’ do projeto em Fortaleza.

A Igreja Universal do Reino de Deus afirma que o projeto “Gladiadores do Altar” é um projeto que busca resgatar jovens de todas as idades em situação de risco e prepara-los para servir exclusivamente ao ‘Senhor’. A participação no projeto é opcional para aqueles que querem levar o evangelho deixado por Cristo há milhares de anos, em cumprimento ao registrado em Marcos 16:15: “Ide e pregai o evangelho a toda criatura.” A instituição religiosa diz ainda que ao invés de praticar a intolerância “o projeto realiza reuniões semanais com os rapazes que estão dispostos a abrir mão de suas vidas para que outras pessoas sejam ajudadas”.

segunda-feira, março 02, 2015




Feng Shui - O Tao do Rio da Prosperidade

O Rio do Ouro é formado por cinco correntes. Cada uma delas funcio­na como uma série de frequências que podem ser sintonizadas pelos seus pensamentos, suas sensações corporais, suas ações e suas vivências, como se fosse uma corrente de energia fluindo por um grande rio.

Neste texto serão revelados os segredos, os instrumentos e as técni­cas para navegar nessas cinco correntes, em meio aos desafios que a vida apresenta. Pois essas são as habilidades necessárias para você chegar no Rio do Ouro, que o conduzirá ao Oceano da Prosperidade, onde os seus valores mais elevados são honrados.

As cinco correntes do Rio do Ouro são as seguintes:
1.                  Corrente do Feng Shui.
2.                  Corrente das Sensações Corporais.
3.                  Corrente Emocional.
4.                  Corrente Criativa.
5.                  Corrente Racional.

Ao longo de sua vida, estas cinco correntes estão sempre fluindo, mas, quando todas conseguem fluir suave e livremente, acabam criando o Rio do Ouro. Cada uma delas funciona como uma série de frequências que podem ser sintonizadas, caso você necessite de um fluxo determinado de energia.

 É mais ou menos como aquele outro processo que você utiliza quando quer sintonizar uma estação no rádio. Pois você também pode entrar em sintonia com cada uma dessas correntes quando estiver em desarmonia com alguma delas.

Cada corrente pode mudar de posição em relação às outras, colocando-se na superfície ou no fundo do Rio do Ouro, dependendo do grau em que ela é honrada. A maioria das pessoas costuma se concentrar numa só corrente, ignorando todas as outras.

 No entanto, tente se imaginar vivendo com um único dedo numa de suas mãos! Ainda que isto não seja impossível, a vida se torna muito mais fácil quando temos todos os dedos. Vamos falar sobre os segredos necessários para incrementar o fluxo e a harmonia entre as cinco correntes e também as lições para seguir a corrente mais adequada em meio a cada um dos desafios que a vida apresenta.

O feng shui aponta ainda para o vigor da Corrente das Sensações Corporais e para o fluxo da Corrente Emocional. A esta altura talvez você já esteja querendo saber como é que o feng shui pode revelar tantas coisas.

 Ele consegue fazer tudo isso porque caracteri­za as áreas do ambiente onde a energia flui livremente e onde ela está blo­queada, dissipada, vazada ou escorrendo pelo ralo.

De acordo com  o feng shui, os objetos físicos e o espaço ocupado também simbolizam os padrões de sua vida e tudo aquilo que acontece com ela.

Corrente Emocional consegue fluir livremente de uma emoção para outra; no entanto, dependendo da liberdade de expressão concedida às emoções, elas tanto podem atingir o seu objetivo como serem bloqueadas, explodirem detonando amizades, amores,  a vida profissional  no meio do caminho.

Ninguém pode negar que existem distintos níveis sociais; há uma diversidade universal;

“Assim também existem distintos Níveis do Ser. O que internamente somos, esplêndidos ou mesquinhos, generosos ou tacanhos, vio­lentos ou tranquilos, castos ou luxuriosos, atrai as diversas circunstân­cias da vida...

Um luxurioso atrairá sempre cenas, dramas e até tragédias de lascívia, nas quais se envolverá...
O que atrairá o usurário? O egoísta? O Ladrão? O assassino? Quantos problemas, cárce­res, desgraças?

Não obstante, as pessoas amarguradas, cansadas de sofrer, têm ganas de mudar, virar a página de sua história...
Pobres pessoas! Querem mudar e não sabem como; não conhecem o procedimento; estão metidas num beco sem saída...

O que lhes sucedeu ontem lhes sucede hoje e lhes sucederá ama­nhã; repetem sempre os mesmos erros e não aprendem as lições da vida nem a canhonaços.

Todas as coisas se repetem em sua própria vida; dizem as mesmas coisas, fazem as mesmas coisas, lamentam as mesmas coisas... Não saem do lugar tecendo seu destino com suas emoções (raiva, medo, mágoa, desejo de vingança, inveja, ciúme...)

Esta repetição aborrecedora de dramas, comédias e tragédias continuará enquanto carreguemos em nosso interior os elementos indesejá­veis da Ira, Cobiça, Luxúria, Inveja, Orgulho, Preguiça, Gula, etc., etc., etc...   Qual é nosso nível moral? Ou melhor diríamos: Qual é nosso Ní­vel do Ser?

Enquanto o Nível do Ser não mude radicalmente, continuará a repetição de todas as nossas misérias, cenas, desgraças e infortúnios...
Todas as coisas, todas as circunstâncias que sucedem fora de nós, no cenário deste mundo, são exclusivamente o reflexo do que interior­mente levamos.

Com justa razão podemos asseverar, solenemente, que o “exterior é o reflexo do interior”.
Quando alguém muda interiormente e tal mudança é radical, o ex­terior, as circunstâncias, a vida, mudam também.
Estive observando,  um grupo de pessoas que viviam na rua. Ser pobre jamais pode ser delito; mas, o grave não está nisso, senão em seu Nível do Ser...

La Heresia dos Cataros  por Wayne Purdin 15 Febrero 2014 Este artículo apareció en, New Dawn Nº 113 (marzo-abril 2009) d el Sitio Web NewDaw...