terça-feira, março 03, 2020

Fatos Maçônicos para o dia  03 de março:



1753 - IR.'. GEORGE WASHINGTON, herói da independência americana, na Loja No 04 de Frederiksburg recebe a elevação de grau em 03 de março de 1753.
 
 1872 - Desentendimentos entre os poderes secular e religioso ocorreram várias vezes na história brasileira anterior, como o criticado decreto 3073 de 22 de abril de 1863, que interferiu no sistema de ensino dos seminários, ou os protestos do bispos Dom Romualdo de Seixas e Dom Sebastião Dias Laranjeira contra o uso de igrejas para reuniões políticas e realização de eleições, mas em geral tiveram repercussão limitada.A bibliografia considera, pois, como estopim da questão religiosa propriamente dita, um discurso proferidoem 3 de março de 1872 na loja maçônica Gran­de Oriente do Vale do Lavradio, no Rio de Janeiro, quando José Luís de Almeida Martins, padre, festejou o visconde do Rio Branco, na época grão-mestre maçom e presidente do gabinete de Dom Pedro II, pela sua vitória política que resultara na promulgação da Lei do Ventre Livre.
 
1876 – É fundada a GC KT do colorado, EUA.
 
1924 – Falece o Ir.'. NILO PEÇANHA, ex-presidente do Brasil e ex-GM do GO do Brasil.
 
1938 – Ato nº 1519 do GO do Brasil, em 1938, substitui, durante a ditadura de Vargas, a divisa Liberdade, Igualdade e Fraternidade, por Ordem, Fraternidade e Sabedoria.

1950 - Fundação  da ARLS.'. LUZ E VERDADE Nº 1317 - GOB / PR.
 
1955 - Fundação  da ARLS.'. JOÃO PEDRO DE SOUSA Nº 6 Três Lagoas/MS em  03/03/1955.

1968 - Fundação  da ARLS.'. LIBERDADE E JUSTIÇA Nº 3112- GOB / CE.

1993 - Fundação  da ARLS.'. ESTRELA DA PAZ Nº 2692 - GOB / SP.

1998 - Fundação  da ARLS.'. CAMINHO DAS VIRTUDES Nº 1712 - GOB / SP.

2004 - Fundação  da ARLS.'. ACILIO CÂNDIDO VENTURA Nº 3989 - GOB / SP.

2009 - Fundação  da ARLS.'. MONTEIRO LOBATO Nº 3569 - GOB / PR.

2012 - Fundação  da ARLS.'. GUARDIÕES DA VIRTUDE Nº 4198 - GOB / SC.
 
Outros acontecimentos para o dia  03 de março:
 
ANIVERSÁRIO DO CORPO DE INTENDENTES DA MARINHA BRASILEIRA. O Corpo de Fuzileiros Navais nasceu com a chegada da Brigada Real da Marinha ao Rio de Janeiro, em 07 de março de 1808, para proteger a Família Real portuguesa em sua vinda para o Brasil. Já o Corpo de Intendentes, responsável pela coordenação do orçamento da Marinha, foi criado em 03 de março de 1770, para atender às necessidades da colônia e garantir os interesses da Metrópole.
 
DIA DA METEOROLOGIA - A meteorologia é o estudo científico da atmosfera em escala global, dentro de regiões e em localidades específicas, e a formulação de conclusões que permitem o conhecimento sobre os fenômenos atmosféricos e as previsões sobre o tempo. A data de 23 de março foi escolhida como o Dia Mundial do Meteorologista por ser a data de fundação da Organização Mundial de Meteorologia (WMO) da ONU, em 23 de março de 1950. A Organização, que tem sede em Genebra, na Suíça, trabalha como facilitadora mundial, estabelecendo, por exemplo, as bases das contribuições da Meteorologia para a conservação dos recursos hídricos do planeta, para a identificação das causas e para o combate à desertificação, nas causas das mudanças climáticas, no manejo das reservas hídricas das megacidades e regiões agrícolas, alguns dos principais problemas que estão afetando a vida do planeta.
 
 DIA NACIONAL DA BULGÁRIA  - No dia 3 de Março de l878, na pequena cidade de San Estevão, na Costa do Mar de Mármara, firmou-se a paz com a qual o Estado Búlgaro reapareceu no mapa político da Europa. Eis porque o dia 3 de Março permanece no calendário histórico da Bulgária como o Dia da Libertação e é Data Nacional do país. A Bulgária recuperou sua independência em 1878, como um Principado Autônomo e sua independência total foi proclamada em 1908. Pouco tempo depois, nos anos 1912 e 1913, envolveu-se na Guerra dos Balcãs. Durante a Primeira Guerra Mundial e, mais tarde, na Segunda Guerra Mundial, combateu ao lado das nações que vieram a ser derrotadas no conflito. Finalizada a Segunda Guerra Mundial, ficou sob a influência da União Soviética e tornou-se uma república popular em 1946. O governo comunista encerrou-se em 1990, quando o País teve eleições com a participação de diversos partidos. A Bulgária faz parte da OTAN desde 2004 e aderiu à União Européia em 2007.

 Escândalo sexual
No dia 3 de março de 1999, 74 milhões de americanos assistem, pela TV, o depoimento da ex-estagiária da Casa Branca Mônica Lewinsky sobre seu caso com o presidente Bill Clinton.

1431 - Gabriele Condulmer é eleito Papa Eugênio IV.

1707 - Com a morte do imperador mongol, Aurangjeb, na Índia, Bahadur o sucede. 

1755 - Foi criado o Estado do Amazonas.

1848 - Karl Marx é expulso da Bélgica.

1861 - É proclamada a emancipação dos servos na Rússia..

1875 - A ópera Carmem, de Georges Bizet, estréia em Paris.

1878 - Bulgária é libertada de cinco séculos de domínio turco-otomano.

1932 - Forças chinesas são expulsas de Xangai pelos japoneses. 

1933 - Terremoto de 8,3 graus na escala Richter mata quase 3 mil pessoas no Japão.

1944 - Aviões de guerra dos EUA fazem seu primeiro ataque na II Guerra Mundial. 

1974 - Avião turco cai logo após decolar do aeroporto de Paris matando 350 pessoas.

1978 - O corpo de Charles Chaplin é roubado de seu túmulo. Os ladrões seriam presos semanas depois.

1996 - Bomba colocada em um ônibus explode no Centro de Jerusalém matando 19 pessoas.

1997 - Um trem de passageiros descarrila no Paquistão matando 125 pessoas e ferindo mais de 450.
 
2000 - Augusto Pinochet retorna ao Chile como um homem livre, 16 meses depois de ter sido detido no Reino Unido por crimes cometidos durante seu governo. 

2002 - Os cidadãos suíços votam a favor da entrada do país na ONU
  
Curiosidades:

Ano:2020
Década:2010
Século:XXI
Milênio:3º

(03 de Março) é o 62º dia do ano no calendário gregoriano (63º em anos bissextos). Faltam 303 dias para acabar o ano.
 
Calendário maia não termina em 2012  

  
Estudo questiona método de conversão de datas para o calendário gregoriano e afirma que descompasso entre sistemas pode chegar a um séculoMá notícia para os que esperam pelo fim do mundo com base em supostas profecias do calendário maia: nosso planeta não vai entrar em colapso no dia 21 de dezembro de 2012. Pelos menos é o que afirma o pesquisador Gerardo Aldana, da Universidade da Califórnia. Em um estudo recentemente publicado nos Estados Unidos, Aldana aponta falhas no modelo de conversão de datas que nos permite estabelecer paralelos entre os calendários maia e gregoriano. De acordo com Aldana, poderia haver um descompasso de 50 a 100 anos entre os dois sistemas.
O pesquisador afirma que o grande problema está nas fontes utilizadas pelos primeiros estudiosos que tentaram converter as datas. Eles se basearam em documentos do período colonial que, em muitos casos, foram escritos por espanhóis na língua maia ou, pior ainda, em latim. Para Aldana, a transposição dos registros cronológicos para a língua do colonizador pode ter gerado desvios e imprecisões que colocam sob suspeita o sistema de conversão..


As afirmações de Aldana não afetam apenas as profecias do fim do mundo. Esta é apenas a face mais sensacionalista do problema. Se as conclusões do pesquisador estiverem corretas, toda a cronologia da história maia construída a partir desse sistema de conversão serão colocadas sob suspeita, o que pode levar a uma completa revisão do conhecimento que temos sobre uma das mais importantes civilizações da América pré-hispânica. E o pior: Aldana não apresentou nenhum modelo de conversão alternativo.

Calendário maia não termina em 2012 - História - Portal das Curiosidades


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O nosso povo tem o defeito grave de ser muito individualista e por isso em vez de se apaixonar e lutar pelos grandes ideais de “todos juntos”, cada qual cuida de si e vive se lastimando dos seus sacrifícios pessoais. A conclusão, não demora a falar por si: isso é egoísmo e falta de compreensão dos deveres para com Deus, com a Pátria e com sociedade.

quinta-feira, fevereiro 06, 2020

OS MISTÉRIOS DE ELÊUSIS: OS RITOS DE DEMÉTER


Capa do artigo: Os Mistérios de Elêusis: Os ritos de Deméter
A deusa Deméter. Ilustração moderna, artista Daniela Fernandes-Smith.
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Tradução feita a partir de artigo publicado no site Ancient.eu, o texto original pode ser conferido aqui. Ele foi escrito por Joshua J. Mark, um professor de História de Nova York,  e publicado em janeiro de 2012. A bibliografia do artigo foi colocada ao final do texto. Diversas fotos foram adicionadas ao texto para torná-lo mais ilustrativo.

Os Ritos de Elêusis, ou os Mistérios Eleusinos, eram os rituais secretos da escola de mistérios de Elêusis e foram observados regularmente desde cerca de 1600 a.C até 392 d.C. Exatamente o que era esse ritual místico não sabemos; mas por que os antigos gregos participaram dele pode ser entendido pelos testemunhos de alguns iniciados.

Os Mistérios Eleusinos, realizados todos os anos em Elêusis, Grécia, 14 quilômetros a noroeste de Atenas, eram tão importantes para os gregos que, até a chegada dos romanos, o Caminho Sagrado (a estrada de Atenas a Elêusis) era a única estrada, não um caminho de cabras, em toda a Grécia central.

Os mistérios celebravam a história de Deméter e Perséfone, mas como os iniciados juraram sigilo sobre risco de pena de morte quanto aos detalhes do ritual, não sabemos que forma esses rituais tomavam. Sabemos, no entanto, que aqueles que participaram dos mistérios mudaram para sempre para melhor, e que não temiam mais a morte.

Deméter e o rapto de Perséfone

A história de Deméter e Perséfone é um dos mitos mais significativos da Grécia antiga, precisamente por causa de sua influência nesse entendimento.

Enquanto os contos de Homero e Hesíodo nos informam sobre a cultura da época, e as histórias de Héracles eram expressões significativas de valores culturais, a história de Deméter oferecia algo que outros mitos não conseguiam: uma visão da vida eterna e de triunfo sobre a morte.

Deméter, a deusa da natureza, teve uma filha, Kore (que significa "donzela"), que foi sequestrada e, segundo alguns relatos, estuprada por Hades, senhor do submundo.

Deméter procurou por ela por toda o lado em vão, e finalmente foi descansar perto de um poço na cidade de Elêusis. Lá, disfarçada como uma mulher velha, ela cuidou do filho da rainha, batizando-o todas as noites no fogo para que ele fosse imortal.

Quando a rainha, certa noite, encontrou a babá colocando o filho no fogo, ficou compreensivelmente aborrecida - mas não tão zangada quanto a deusa enlutada, que então tirou o disfarce e revelou sua glória e sua ira.
Depois de apaziguada, enquanto as pessoas construíam um templo em Elêusis para ela, Deméter ensinava ao filho da rainha, Triptolemos, a arte da agricultura. Zeus, rei dos deuses, persuadiu Hades a devolver Kore à sua mãe, pois, a dor de Deméter era tão grande que as colheitas estavam morrendo, as pessoas passando fome e os deuses não recebiam suas oferendas costumeiras.


Hades concordou, mas fez com que Kore comesse algumas sementes de romã e, se alguém come na terra dos mortos, precisa permanecer com os mortos.
Como ela havia comido apenas algumas, no entanto, ficou combinado que ela passaria metade do ano com Hades, no submundo, e metade com sua mãe na Terra. Kore emergiu do submundo como Perséfone ("aquela que traz a desgraça") a Rainha dos Mortos e, enquanto ela permanecia na Terra, Deméter fazia o mundo frutificar mas, quando Perséfone estava no submundo, as plantas murchavam e morriam; assim foram explicadas as estações.

Mais importante, no entanto, o mito refletia o conceito de transformação e a natureza cíclica da vida. A existência de uma pessoa não terminava com a morte porque não havia morte; havia apenas a mudança de um estado de ser para outro.

Os Mistérios

Os rituais eram encenados duas vezes por ano. Existiam os Mistérios Menores, que ocorriam na primavera, e os Mistérios Maiores, e que aqueles que haviam sido purificados anteriormente participavam deles quando chegava o mês de setembro. Eles percorriam o Caminho Sagrado de Atenas até Elêusis, chamando por Kore, reencenando a busca de Deméter por sua filha perdida.

Em Elêusis eles descansavam perto do poço em que Deméter se sentara, jejuavam e bebiam uma bebida de cevada e menta chamada Kykeon. Foi sugerido que esta bebida continha o fungo psicotrópico esporão-do-centeio, e isso intensificava a experiência e ajudava a transformar o iniciado.

Depois de beber o Kykeon, os participantes entravam no Telesterion, um "teatro" subterrâneo, onde acontecia o ritual secreto. O mais provável é que os iniciados assistissem a uma reencenação simbólica da "morte" e do renascimento de Perséfone e, talvez, tomassem parte na encenação.

O que quer que tenha acontecido no Telesterion, aqueles que entravam saíam na manhã seguinte radicalmente alterados. Praticamente todos os pensadores e escritores importantes da antiguidade, todos que eram considerados importantes na época, foram iniciados nos Mistérios.

Os depoimentos

Platão, ele mesmo um iniciado (assim como Sócrates fora antes dele) menciona os Mistérios especificamente em seu famoso diálogo sobre a imortalidade da alma, o Fédon: "nossos mistérios tinham um significado muito real: aquele que foi purificado e iniciado habitará com o deuses "(69: d, FJ Church trans).


No Mito de Er, no último capítulo da República de Platão, um guerreiro chamado Er é morto em batalha e vai para a vida após a morte, mas, ao contrário dos outros que o acompanham, não bebe das águas do rio Lethe que o faria esquecer sua vida na terra e avançar para a próxima.
Er, em vez disso, volta à vida no campo de batalha e conta aos seus companheiros sobre o que ele viu no outro mundo e como era a morte. Ele deixa claro que a morte não é o fim da vida, mas apenas o começo de outra parte da jornada.

Interessantemente, Platão nunca introduz essa história como um "mito", como uma ficção, mas a trata como uma explicação factual. A tradução do capítulo como o "mito" de Er tem sido infeliz, já que deve ser entendida como o relato ou a história de Er. O relato de Er é provavelmente um reflexo da visão que os iniciados recebiam dos Mistérios.

Plutarco, escrevendo a sua esposa sobre a morte de sua filha, diz: "por causa daquelas promessas sagradas e fiéis dadas nos mistérios ... nós mantemos firmemente a crença de uma verdade indubitável de que nossa alma é incorruptível e imortal. Vamos nos comportar em conformidade "(Hamilton, p.179).

Além disso, ele diz: "Quando um homem morre, ele é como aqueles que são iniciados nos mistérios. Toda a nossa vida é uma jornada por caminhos tortuosos, sem saída. No momento da luta vêm terrores, tremores de medo, assombro. Então uma luz que se move para encontrá-lo, prados puros te recebem, canções e danças e aparições sagradas "(Hamilton, 179). Esta descrição é bastante semelhante ao relato dado por Er em sua história.

Cícero escreveu: "Nada é mais elevado do que esses mistérios ... eles não apenas nos mostraram como viver alegremente, mas nos ensinaram como morrer com uma esperança melhor", e o historiador do século 20, Will Durant comenta sobre os mistérios:
"Nesse êxtase de revelação ... eles sentiram a unidade de Deus, e a unicidade de Deus e da alma; eles foram levantados da ilusão da individualidade e conheciam a paz da absorção em divindade "(DURANT, p.189).
O historiador Waverly Fitzgerald resume claramente a experiência escrevendo:
"Foi dito daqueles que foram iniciados em Elêusis que eles já não temiam a morte e parece que este mito confirma a visão cíclica da vida central à espiritualidade pagã: que a morte é parte do ciclo da vida e é sempre seguido pelo renascimento "(FITZGERALD, p.2).
Todo testemunho antigo reflete esse mesmo entendimento e todos tem o mesmo tom de libertação iluminada do medo da morte.

Influência Egípcia

Igualmente importante foi o fato de os mistérios darem um novo significado para a vida dos iniciados. Eles reconheceram que suas vidas tinham um propósito eterno e não estavam apenas vivendo para morrer.

A crença na transmigração das almas - reencarnação - parece ter sido central para a visão dos Mistérios e isso proporcionou às pessoas uma sensação de paz na medida em que teriam outra chance, muitas outras chances, de experimentar a vida na Terra em outras formas.

É bem provável que os Mistérios tenham sido influenciados por crenças religiosas egípcias que entendiam a morte como uma transição para outra fase da existência, não como o fim da vida.

É provável que os egípcios tivessem essa crença desde o período dinástico inicial (c. 3150-2613 a.C) e, uma vez que houve contato entre as duas culturas através do comércio, é previsível que esse entendimento egípcio tenha contribuído para a interpretação mais profunda da história de Deméter e Perséfone e da visão dos Mistérios.
Embora a crença egípcia enfatizasse regularmente uma vida no além ideal nos Campos dos Juncos - um paraíso que era uma imagem espelhada da vida da pessoa na Terra - ela também reconhecia a realidade espiritual da reencarnação, como a maioria das religiões pré-cristãs.

O tempo era considerado cíclico, não linear, e era possível reconhecer o padrão do universo através da mudança das estações e entender que, assim como as árvores, a grama e as flores morriam em uma estação e voltavam à vida em outra, os seres humanos também o faziam.

O fim

Os Mistérios Eleusinos diferiam da prática religiosa convencional, pois os iniciados experimentavam em primeira mão o que os outros só ouviam nos templos. A adoração tradicional dos deuses era baseada em histórias contadas sobre como o universo funcionava, qual era a vontade dos deuses e o que esses deuses haviam feito.

A diferença entre esse tipo de experiência religiosa e a dos mistérios seria a mesma que a de atuar em uma peça comparada a experiência de assistir uma apresentação; os atores sempre terão uma experiência muito diferente e mais significativa.

Mesmo assim, não há indicação de que os iniciados desprezassem as práticas religiosas tradicionais ou se considerassem superiores. Platão provavelmente sim, mas só porque ele já achava que ele era melhor do que seus contemporâneos.

Os Mistérios foram encenados por mais de mil anos e, naquele tempo, proporcionaram a inúmeras pessoas uma maior compreensão da vida e do as esperava no além.
Os rituais foram proibidos pelo imperador cristão Teodósio em 392 d.C., quando foram vistos como uma resistência ao cristianismo e à "verdade" de Cristo. À medida que o cristianismo ganhou mais adeptos e poder, os rituais pagãos foram sistematicamente reprimidos, embora os significados centrais, a iconografia e o simbolismo fossem apropriados pela nova fé e transformados para apoiar a crença em Jesus Cristo como o messias.

Os antigos locais de rituais pagãos e de aprendizado foram abandonados, destruídos ou transformados em igrejas durante os séculos 4 e 5 d.C. O templo de Deméter e todo o santuário de Elêusis foi saqueado pelos cristãos arianos de Alarico, rei dos godos, em sua invasão de 396 d.C, deixando apenas ruínas e escombros onde antes as pessoas do mundo antigo se reuniam para experimentar visceralmente as verdades da vida, da morte e da promessa do renascimento.

                        O que era o culto grego secreto, os Mistérios de Elêusis?

Ninguém sabe ao certo os detalhes, pois não há relatos deixados por pessoas que participaram realmente da cerimônia. Os Mistérios de Elêusis eram o mais famoso ritual religioso secreto da Grécia antiga, realizado entre os séculos 6 a.C. e 4 d.C. As primeiras referências a eles são de autores cristãos, que viveram bem depois e que estavam mais interessados em tachar aquilo como coisa de pagão. Além disso, tudo o que ocorria nos Mistérios sempre foi cercado de segredo – os participantes que revelassem algo podiam até ser condenados à morte. Com tantas dificuldades para desvendar esse enigma, os historiadores têm apenas algumas pistas. “Os Mistérios de Elêusis eram cerimônias de iniciação, com algum ritual pessoal a ser executado pelo novo participante. O culto era complexo, desenvolvido em vários dias. Há fragmentos de informações que permitem apenas perceber relances da celebração”, diz a arqueóloga Elaine Veloso Hirata, da Universidade de São Paulo (USP).
A inspiração para os Mistérios de Elêusis está num mito do poema Hino a Deméter, atribuído ao poeta grego Homero. Segundo a lenda, Perséfone – filha do principal deus grego, Zeus, e da deusa da agricultura, Deméter – fora raptada por Hades, rei do mundo subterrâneo, que a forçara a se casar com ele. Desolada, Deméter saiu em busca da filha, esquecendo suas responsabilidades como deusa, o que prejudicou as colheitas e trouxe a fome para os mortais. Em sua jornada, Deméter teria ido a Elêusis, cidade a 23 quilômetros de Atenas, onde se tornou amiga da família que governava o local, que construiu para ela um templo, onde a deusa passou a morar. Quando Deméter, afinal, recuperou a filha, as colheitas voltaram mas, como parte de um acordo entre os deuses, Perséfone seria obrigada a ficar um terço de cada ano ao lado do marido, Hades, sob a terra. Esse mito simbolizava os períodos da agricultura grega.
Os quatro meses que Perséfone passava no reino subterrâneo de Hades representavam o período improdutivo, logo após a colheita e no ápice do verão; o retorno dela marcava o renascimento trazido pelas chuvas de outono, que permitiam a a semeadura da próxima safra. Toda cerimônia dos Mistérios de Elêusis é recheada de referências a essa mitologia. Não havia restrições para quem quisesse participar dos rituais, que reuniam até 3 mil pessoas. Qualquer um que falasse grego, incluindo mulheres e escravos, podia ir no culto. A cerimônia entrou em declínio quando as cidades gregas estavam sob o domínio do Império Romano e o imperador Constantino passou a promover o Cristianismo, no início do século 4. As religiões pagãs foram proibidas e seus templos destruídos. No ano 395, quando os romanos já tinham dificuldades de conter as invasões bárbaras, povos germânicos destruíram Elêusis. O local ficou abandonado até o século 18, quando escavações revelaram um pouco dos mistérios que ainda intrigam os especialistas.
Cenas enigmáticas Ritual tinha procissão, encenações e até efeitos especiais
1 – O culto era em meados de setembro e a preparação incluía sacrifícios de animais e dias de jejum para os candidatos a iniciados, os mystai. O dia da cerimônia começava com uma procissão que partia de Atenas, ao amanhecer, com destino a Elêusis. Com ramos de murta (um arbusto) nas mãos, os mystai caminhavam como se seguissem os passos da deusa Deméter em busca da filha Perséfone. Sacerdotisas carregavam objetos sagrados dentro de cestas sobre a cabeça.
2 – Ao cruzar o rio Kephisos, os mystai assistiam a encenações em que uma mulher, ou um homem em trajes femininos, representava Baubo, ser que simbolizava o divertimento. Segundo a mitologia grega, Deméter, triste pela perda da filha, só teria conseguido sorrir quando Baubo, na forma de uma velha desbocada, contou-lhe piadas, fez gestos maliciosos e levantou a roupa para mostrar a própria genitália.
3 – Em um trecho mais adiante da procissão, os mystai tomavam uma bebida supostamente alucinógena feita para a cerimônia. Sob o efeito desse misterioso líquido, eles carregavam uma estátua de Dioniso – deus grego da fertilidade, do vinho e da embriaguez – e invocavam o nome dele. Ao passarem por um segundo curso d’água, o riacho Rheitoi, os mystai eram reconhecidos como iniciados após repetirem algumas frases que descreviam todo o ritual dos Mistérios.
4 – Ao anoitecer, a procissão chegava a Elêusis para uma cerimônia num templo chamado Telesterion. Essa era a fase final e mais secreta do ritual. Sabe-se que era comandada por um sacerdote, o Hierofante. Acredita-se que a celebração misturava efeitos especiais rudimentares, como luzes misteriosas, com a exibição de falos – representações do pênis, adorado pelos antigos como símbolo da fecundidade da natureza. É possível que houvesse também a dramatização de cenas do Hino a Deméter.
Os participantes dos Mistérios de Elêusis tomavam uma bebida, chamada kykeon, cuja fórmula divide os especialistas. Entre os possíveis ingredientes estariam o poejo (erva aromática levemente alucinógena), o ópio ou, ainda, cravagem (uma infestação de fungos que aparece em cereais). Se essa última hipótese valer, entre os componentes solúveis da bebida estaria a ergotina, matéria-prima do LSD.

segunda-feira, janeiro 20, 2020

Notícias Filhos do Arquiteto ✡


Genericamente, diz-se que alguém é invejoso quando deseja para si igual posição ou benesse que a conquistada por outrem. A inveja não é propriamente um vício ou ato de maldade; ele pode surgir e desaparecer numa fração de segundo. É a reação inesperada que alguém possa ter ao presenciar que um seu conhecido, um próprio irmão, receba um favor ou um destaque. Obviamente, essa atitude é maléfica ao próprio agente que carreia para dentro de si uma porção de "veneno". 

Dentro da maçonaria, constatamos, infelizmente, a presença de invejosos que sofrem quando alguém é eleito para cargo elevado, ou quando um autor lança uma nova obra literária, ou quando um irmão recebe uma condecoração. Quando não satisfeitos tentam as cisões e promovem novas Grandes Lojas. 

Na maçonaria também existem invejosos e com facilidade são reconhecidos, pois os seus atos falam por si, no presente e nos trabalhos futuros. 

Sendo a inveja uma reação negativa, ela deve ser eliminada prontamente. Os atos de desamor ferem a quem não ama. 

A inveja vem sempre acompanhada por outro sentimento menor, como a cobiça, e tudo que é negativo a maçonaria repele e evita. A reação contra o "pensamento invejoso" é o aplauso imediato e o rejúbilo com quem foi agraciado por algo que aspiraríamos para nós. E na defesa das nossas Obediências e Potências, evitemos dar apoio a novas e falsas estruturas que só alimentam o ódio, a desavença, a mentira, a falsidade e tudo o que é repugnante no mundo maçônico e no mundo profano.

Essa atitude negativa não ocorre apenas dentro das lojas maçônicas, mas também no mundo profano. É dentro da loja que exercitamos a reação contra a inveja e o mundo profano há de se beneficiar disso.

Autor: desconhecido

La Heresia dos Cataros  por Wayne Purdin 15 Febrero 2014 Este artículo apareció en, New Dawn Nº 113 (marzo-abril 2009) d el Sitio Web NewDaw...