quinta-feira, julho 19, 2012


 


O CAMINHO DA APRENDIZAGEM MAÇÔNICA. *
 
 
"O MESTRE-MAÇOM É PEÇA-CHAVE PARA AJUDAR O APRENDIZ A SE RECONHECER COMO SUJEITO
INTELECTUALMENTE ATIVO".
 
Meus Gentis Irmãos Todos;
 
 
Perdeu-se a aprendizagem maçônica, quando MESTRES diziam aos APRENDIZES,
"NÃO CHEGOU A TUA HORA", ou "NÃO É DO TEU GRAU".
Demonstrando uma Docência incompetente e insensível, que nos trouxe a este ostracismo intelectual que estamos presenciando na ORDEM. E smj, com raras exceções.
 
É papel do MESTRE ajudar o APRENDIZ a redimensionar a autoconfiança e valorizar mais a reflexão do que cumprir carnê, pensando que é resultado, para que ele logo chegue a MESTRE, assim se livrando da responsabilidade formadora de um INICIADO.
 
Aprender não é fácil. Crescer também não. Exige do APRENDIZ disposição para enfrentar o desconhecido que se apresenta.Que é a ORDEM MAÇÔNICA. E encarar as dificuldades, contradições, dilemas e desafios que de forma natural ou artificial perturbaram nessse novo mundo que esta começando.
 
Talvez, esses desafios assumam contornos de obstáculos à medida que os recursos intelectuais dele não são suficientes para compreendê-los.  O APRENDIZ precisa, então acionar o que sabe. Não cabe mais hoje na maçonaria, dizer o APRENDIZ não sabe nada. Não ele tem e traz um histórico cultural de sua própria trajetória de vida.
 
Somente ao relacionar e colocar em prática seus métodos de assimilação já construídos ele estabelece novas relações para tentar entender o que não sabe. Um novo objeto de conhecimento apresenta resistência e, para conhecê-lo mais de perto, é necessário acionar  conhecimentos prévios e lançar mão de algum ou de muito esforço intelectual.
 
Depois de aproximações sucessivas, ou seja presença nas sessões maçônicas, e reflexões sobre o novo, os APRENDIZES têm condições de passar de um estado de menor para um de maior conhecimento.
Portanto, para compreender algo, é necessário refletir, pensar, estabelecer relações  e resistir mais do que os próprios objetos de conhecimento.
 
Os APRENDIZES que se sentem fortalecidos a enfrentar as tensões propostas nas situações das SESSÕES MAÇÔNICAS se relacionam mais com o conhecimentodo que com o conhecido. Eles estão dispostos a redimensionar a capacidade de autoria em suas produções, e suas motivações para se aprofundar no estudo e são melhores, não se deixando macular pelas ADVERSIDADES. Por outro lado, aqueles que não se sentem encorajados a enfrentar esses dilemas acabam ocupando o lugar do fracasso.
 
Na MAÇONARIA em vez de consolidar a ideia de que muitos APRENDIZES têm dificuldades de aprendizagem, é mais produtivo pensar em meios para ajudá-los a reconhecer suas potencialidades para lidar com as tensões do processo de aprendizagem maçônica. Por isso, se faz necessário o NOVO na MAÇONARIA, na ORDEM, já que os saberes ultrapassados estão atrapalhando e perpetuando o erro.
 
E perpetuar o erro, não é acerto.
 
A percepção da própria capacidade depende da forma como cada um é visto.
A MAÇONARIA não iguala a todos? Sim. Mas, na largada, o mérito de buscar o conhecimento e a verdade
é de cada um e conforme a sua trajetória. E aí cada um precisa ser visto diferentemente.
 
Então, o MESTRE deve ser um facilitador e também um APRENDENTE ao mesmo tempo.
A imagem construída pode ser positiva ou negativa e o reconhecimento das próprias habilidades é determinante para a VIDA MAÇÔNICA.
 
Para avançar, é preciso expor ideias, hipóteses, representações e teorias. Afinal aprendemos, para buscar a VERDADE. Sem autoconfiança, o APRENDIZ não diz o que sabe por medo e por pensar que não é capaz de aprender e de ir além do MESTRE.
 
O MESTRE é peça-chave para o APRENDIZ.
 
Aquele que só fala, mas não faz, não serve.
 
É peça-chave para ajduar o APRENDIZ a se reconhecer como sujeito intelectualmente ativo. Entre as ações que favorecem a relação com o conhecimento estão averiguar o que os APRENDIZES pensam sobre o objeto, ou instrução a ser debatida, estudada e refletida e reconhecer que há um grande esforço intelectual por trás das ideais e representações expostas. À medida que o MESTRE conhece os saberes dos IRMÃOS , como um todo também, tem mais condições de regular o desafio nas propostas de trabalhos nas SESSÕES, atendendo às necessidades desse irmãos.
 
Quando se depara com a diversidade , não pode classificar quem sabe menos como alguém que tem dificuldade de aprendizagem. Essas duas condições não são idênticas ou equivalentes. Ter menos conhecimento do que a maioria apenas indica que o APRENDIZ precisa mais atenção ou de leitura, ou de presença ou mesmo de orientação para buscar em atividades diferenciadas, às respostas para os seus questionamentos.  
 
Cabe ao MESTRE ajudar a impulsionar e a infundir o desejo de enfrentar os dilemas inevitáveis do processo de aprendizagem maçônica. Um bom PONTO DE PARTIDA, é a leitura, a participação em seminários dos mais variados, é estudar HISTÓRIA, FILOSOFIA, SOCIOLOGIA e também PSICOLOGIA, já que a MAÇONARIA é uma instituição humana.
 
Muitos APRENDIZES, que vemos hoje nas LOJAS, tendo dificuldades de compreensão, na verdade estão desencorajados a enfrentar as contradições intrínsecas desse processo de aprendizagem. O MESTRE precisa também ser motivador. Torna-se preciso, ajudá-los a redimensionar a autoconfiança diante dos desafios, legitimando a possibilidade dos erros e valorizando mais a reflexão do que a necessidade de levá-los à MESTRE. Eles precisam ser melhores e mais democráticos MESTRES do que foram os seus.
 
Paa compreender algo novo, é essencial ter uma boa dose de CORAGEM, OUSADIA e PERSEVERANÇA.
 
No mínimo para acabar com LENDAS e GURUS que levam a PASSIVIDADE, para que continuem a mandar e manter a MESMICE. Por medo esses GURUS, atrasam o conhecimento e atrasam a vida dos TALENTOS.
 
Provocando uma só coisa: EVASÃO.
 
APRENDER hoje na MAÇONARIA, só com ensinamentos articulados com o modo de ser e pensar dos APRENDIZES com as estruturas epistemológicas dos conteúdos. A baliza dessas ações em nosso meio, meus irmãos são O COMPROMISSO e COMPROMETIMENTO, o TRABALHO, o AFETO e o RESPEITO, uma HIERARQUIA mais horizontal e a implicação de todos os envolvidos nesse caminho de aprendizagem.
 
Só assim, poderemos tornar a DOCÊNCIA MAÇÔNICA algo relevante e não repetitivo e erudito, só do passado, em um CAMINHO DA APRENDIZAGEM MAÇÔNICO, o NOVO e com INTELIGÊNCIA.
 
Comece melhorando as sessão de sua loja, leve temas relevantes. ÉTICA pode ser um deles.
 
Fraternalmente.
 
"Não só pensar por aí, mas principalmente agir a partir daí".
 
Pare de observar, comece a fazer.
É SEMPRE MELHOR FAZER PARA ENSINAR DEPOIS, DO QUE ENSINAR SEMPRE SEM NUNCA FAZER .

 Ir:. Carlos Augusto G. Pereira da Silva
EX:.V:.M:. LOJA OBREIROS DE SÃO JOÃO Nº 42
PORTO ALEGRE - RS

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