quinta-feira, janeiro 29, 2015


Percebo que muitas vezes há uma confusão generalizada entre os conceitos da Crítica Religiosa e o de Preconceito  ou Discriminação Religiosa. Talvez na teoria todos compreendam bem a diferença, mas noto que na prática muitas vezes ambos se confundem, tendo os que tentam impedir o primeiro e praticar o segundo.

A primeira grande diferença que gostaria de salientar, é que a Crítica Religiosa, não só é permitida como também é amparada por lei. Assim como você tem o direito de crer no que considerar mais conveniente, todos tem o direito de apontar incoerências em sua crença. Não entenda mal, não se sinta ofendido, todos podem criticar sua religião, assim como você pode criticar a religião de qualquer um, mas não confunda criticar, com discriminar.

Criticar significa levantar uma questão que não está clara sob certo aspecto, não é ofender, utilizar termos pejorativos, diminuir ou mesmo condenar o praticante de outra religião. Todos são livres para professar sua crença, ou sua descrença.

Creio que nos dias de hoje os "sem religião" (ateus, agnósticos e afins, condição cada vez mais crescente) sofram maior discriminação do que qualquer religioso no Brasil. Se eu tenho o direito de crer no que eu quiser (por mais absurdo que minha crença possa aparentar) porque outros não tem o direito da descrença? Condenar o ateu não é religiosidade, é preconceito, não confunda os termos.

Já ouvir frases gratuitas do tipo "respeito todas as religiões, mas odeio ateus", e/ou a utilização de frases feitas (que na verdade não tem o menor sentido) do tipo: "Todos tem que creer em algo". Sério? Mas porque isto? Todos tem que crer em algo só porque eu creio? Ou porque eu quero que todos creiam?

Humanos são livres para agir e pensar, nos tempos atuais a constituição nos permite esta liberdade (embora a grande maioria normalmente não a pratique). Todos tem o direito a crença e a descrença, assim como também tem o direito de questionar ambos.

Preconceito religioso é quando eu discrimino, ofendo, excluo, diminuo um individuo por qualquer que seja o aspecto. Se eu prejudicar ou evitar alguém no meu ambiente de trabalho, familiar ou social por causa de sua religião (ou falta dela), é uma prática de discriminação, é ilegal, um crime do qual posso ter que responder judicialmente caso alguém recorra aos tribunais.

Você tem o direito de acreditar ou desacreditar no que quiser, todos tem o dever de respeitar sua decisão, mas não precisam concordar, muito menos validar. Se sua convicção não é forte o suficiente paras as críticas, guarde sua crença para os momentos em que estiver em seu templo, pois lá é o único lugar onde todos (talvez nem todos) irão concordar com a sua opção.

Como diz o famoso ditado popular: Quem sai na chuva, corre o risco de se molhar". 

Nenhum comentário:

Postar um comentário