terça-feira, março 04, 2014


Adoramos nossos heróis, os mitos, os deuses, os santos... e agora no período em que vivemos, os artistas, os ídolos, escritores, pensadores, cientistas, etc. Todos queles seres diferentes capazes de proezas superiores as da maioria, ou pelo menos de maior repercussão.

Os que pensam fora da caixa... os diferentes, exóticos, aqueles que não passam desapercebidos, nunca, são luminosos demais para não se notar. E nós adoramos ver... nem que seja para falar mal, encontrar defeitos, sabotar.

Só tem uma coisa que adoramos mais do que nossos heróis, é vê-los mortos. No geral, nós (pessoas medíocres, comuns, sem nada de especial... a grande maioria) queremos que agonizem, sofram, e morram aos nossos pés... pois não nos basta o fim trágico, queremos assistir a tudo de camarote.

Claro que depois disso passamos a ama-los ainda mais... como se não tivéssemos auxiliado em suas mortes, pois a grande verdade é que somos nós mesmos a assassina-los.

Acho que nos sentimos maiores, ao vê-los sofrer, fracassar... talvez indiretamente estamos dizendo para nós mesmos que o nosso "estilo de vida", nossa conduta no fim era a correta, para que se arriscar numa vida de grandes proezas? Para que brilhar tanto? Para acabar assim? Melhor não fazer nada e durar mais... será?

Os Heróis fracassam, porque são minoria. Eles morrem antes da hora, e nós é quem providenciamos a "vala". Já está pronta, iniciamos o trabalho no momento em que começaram a chamar atenção... estavamos só aguardando o pisar em falso, o momento vulnerável, a chance de extermina-los.

Eles não são invencíveis... mesmo assim os Grandes (aqueles que fazem algo) serão na sua maioria lembrados, e você, será?

CAMOS

"Mas já é hora de nos retirarmos, eu, para morrer, e vocês para viverem. Entre vocês e eu, quem está melhor? Isso é o que ninguém sabe, excepto Zeus" 
Sócrates

Por Charles Boeira.

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