quarta-feira, março 17, 2010

Bode ? Bode SIM !!!

Queridos leitores,
Primeiramente me desculpem pela demora em postar nessa nossa segunda coluna, a questão é que compromissos profissioniais me impediram de sentar com calma e avaliar o material que ia colocar aqui, já que como leitor assíduo de assuntos relativos a Arte Real, gosto de avaliar criteriosamente o material.

Após muito pensar, refletir, sobre que tipo de material colocar opto por nesta segunda coluna transcrever algumas palavras sobre um de nossos símbolos mais difundidos, os BODES.

Bodes, SIM ! Como um de nossos objetivos nessa coluna é desmistificar e explicar esotéricamente, dentro do possivel, alguns conceitos maçônicos. Mas antes gostaria de pedir que você leitor(a) retirasse a correlação entre Bode e o diabo, o coisa ruim, o 7 peles entre outros nomes, Leitor, antes de seguir deixe aqui essa triste relação.

Conheço uma das história contada a mim por outro irmão que o bode era um animal que dizia aos maçons onde teria reuinões, em idos tempos quando a ordem era cruelmente perseguida, mas não entendia o porque do bode, sabia que era um simbolismo, como muitas coisas na maçonaria.

Então pesquisando lendo achei a explicação histórica que tras dentro de sí , para os mais atentos a explicação esotérica, se não vejamos:

Por volta do ano 3 D.C., vários apóstolos saíram pelo mundo, a fim de divulgar o cristianismo. Alguns foram para o lado judaico da Palestina. E lá, curiosamente, notaram que era comum ver um judeu falando ao ouvido de um bode, animal muito comum naquela região. Procurando saber o por quê daquele `monólogo', "foi difícil obter resposta. Ninguém dava informações, com isso aumentava ainda mais a curiosidade dos representantes cristãos, em relação àquele fato. Até que Paulo, o Apóstolo, conversando com rabino de uma aldeia, foi informado de que o ritual era usado para a expiação dos erros. Fazia parte da cultura daquele povo, contar a alguém de sua confiança, quando cometia (mesmo que escondido) suas faltas. Acreditando com isso que se outro soubesse, ficaria aliviado junto a sua consciência, pois estaria dividindo o sentimento ou problema.


Mas por que o BODE?, quis saber Paulo. E por que o bode é o seu confidente? Como o bode não fala, o confesso fica ainda mais seguro de que seu segredo será mantido, respondeu-lhe o rabino.
A Igreja, trinta e seis anos mais tarde, introduziu no seu ritual, o confessionário, juntamente com o voto de silêncio por parte do padre confessor - nesse ponto da história não conta se foi o Apóstolo Paulo que levou a idéia a seus superiores da Igreja. O certo é que ela faz bem à humanidade. Com esse ato, do confessionário, aliado ao voto de silêncio, o povo passou a contar suas faltas. Na atualidade, com a confiança duvidosa, em função de escândalos por parte de alguns padres, diminuíram os confessores e confessionários e aumentou o número de divãs de psicanálise.


Voltemos a 1808, na França de Bonaparte, que após o Golpe de 18 Brumário, se apresentava como o novo líder político daquele país. A Igreja, sempre oportunista, uniu-se a ele e começou a pesquisar todas as instituições que não fossem o Governo e a Igreja. Assim, a Maçonaria, que era um fator pensante, teve seus direitos suspensos e seus Templos fechados: proibida de se reunir. Porém, Irmãos de fibra, na clandestinidade, se reuniram, tentando modificar a situação do país. Neste período, vários maçons foram presos pela Igreja e submetidos a terríveis inquisições. Porém ela nunca encontrou um covarde ou delator entre os maçons. Chegando ao ponto de um dos inquisitores dizer a seguinte frase a seus superiores: "Senhor, este pessoal (maçons) parecem BODES, por mais que eu os flagele, não consigo arrancar-lhes uma palavra".

Essa é a explicação histórica, a explicação esotérica, neste caso, esta clara temos que ter discrição sigilo sobre alguns de nossos mistérios e rituais, então quando ouvir alguem dizer BODE, saiba
que é uma pessoa sigilosa, ciente de sua responsabilidade com seu juramento, nada de seres demonicos viu !?



TFA.´.




Álvaro Sodré

Nenhum comentário:

Postar um comentário