quarta-feira, outubro 10, 2012


IRMÃO HOSPITALÁRIO
       
       
Diploma da loja "Los Amigos Invisibles" Paris, 1809
















O exercício diário da caridade é feita, nas Lojas Maçônicas no final da ritualística simbólica quando o irmão circula tronco da  Caridade ou tronco da Viúva ("os filhos da viúva" como são chamados os maçons na  Maçonaria), onde irmãos depositam recursos a serem utilizados exclusivamente nestes casos, que são entregues ao Hospitalário (uma vez gravado pelo secretário, que registra o valor total recolhido na Ata). O Tronco da Viúva é organizado de modo que cada irmão coloca  sua mão com a oferta de modo que ninguém possa saber quanto foi depositado. (cobrindo o rosto, e colocando o óbulo com a mão direita fechada e retirando da bolsa, a mão aberta)
O Irmão Hospitalário é o Mestre da  Loja responsável por todas as ações de caridade e de alívio. Portanto, coleta e gerencia os recursos para estas funções (independente da administração do Tesoureiro, que tem outra função) e cujos fundos não podem ser usado para outra coisa que não a ajuda e a assistência de alguém em necessidade. Cuida-se, sempre para que  as oficinas façam a gestão ideal, aumentando filantropia, desenvolvendo o apoio a Comissão de Caridade.
A Hospitalaria é o princípio e a finalidade da fraternidade da Ordem, que busca  trabalhar o sentimento de amor ao próximo, tanto em pensamentos quanto em palavras e a atitudes, na forma de um "sacerdócio fraternal". Desta forma se  desenvolve a Loja , contribuindo com o exemplo e os ensinamentos para a instrução dos irmãos de  princípios de amor e fraternidade. Não surpreendentemente, nas Constituições de Anderson de 1723 explica que "... amor fraternal ... que é a pedra fundamental e Mestre da Maçonaria ", e nas Constituições da Grande Loja da França se diz," ... A Maçonaria é uma ordem iniciática fundada na fraternidade tradicional ".
Para o irmão necessitado, a Bolsa de Caridade deve ser o alento para o  sofrimento do homem. A atitude humanitária para com o sofredor,  escuta-lo, consolá-lo e visita-lo frequentemente, quando necessário, ou até mesmo quando um irmão morre, ajudando trazer a paz, são obrigações do irmão Hospitalário. Quanto a visitantes estrangeiros ou irmãos de outras Lojas deve atender a todas as suas necessidades (fornecendo informação de alojamento, em locais de interesse, etc.) Recebe-os na chegada e despede-os na sua partida. Responsável por dirigir e presidir as honras prestados à memória dos irmãos que já morreram.
Mantem o controle de entradas e saídas de contabilidade e registros de dados de pessoas socorrida e auxílios concedidos e a data em que foi concedida. Esse registro só  pode se acessado pelas três luzes menores, a Comissão de Caridade e o revisor  Arquiteto (auditor) nomeado pelo Venerável Mestre.
Quando o Irmão Hospitalário deixa de exercer o cargo, o revisor Arquiteto, após aprovação do balanço apresentado pela Comissão de Caridade, fecha os livros por um decreto selado  nas páginas de últimos registros guardando-os para evitar que as pessoas saibam quem recebeu a caridade. Se faz a Caridade sem se importar com quem é.
  Fonte: Juan Carlos Daza, Dicionário da Maçonaria Akal, Madrid, 2009, p. 205-206.
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