quarta-feira, novembro 21, 2012



O Trabalho Mental do Maçom

Maçonaria não é religião e suas Lojas não são igrejas. Embora proclame a prevalência do espírito sobre a matéria, pugna também pela investigação constante da verdade, segundo está expresso na Constituição do Grande Oriente do Brasil. Apenas espera que cada maçom tenha a sua religião e não admite em seu seio ateu ou materialista..
Por isso, a Ordem não exige a qualquer de seus membros a obrigação de acreditar em tudo o que ouve no interior de nossas colunas, em qualquer coisa que se lhes transmita como ensinamento. Não sendo portadora de qualquer mensagem divina, tem, porém, entre seus postulados universais a existência de um princípio criador: o Grande Arquiteto do Universo.
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Todos os maçons são convidados, isto sim, a pensar em tudo o que ouvirem ou virem dentro dos templos maçônicos, guardiões dos mistérios da vida e da morte e por onde transitaram grandes gênios e benfeitores da humanidade com Voltaire, Goethe e George Washington, e mártires do nosso povo, como Padre Roma e Frei Caneca.
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Em seus esforços de aperfeiçoamento pessoal, os maçons têm muito a ganhar na meditação perseverante sobre as sublimes lições contidas nos rituais dos diversos graus. Ali estão concentrados o conhecimento, a sabedoria e a experiência de grandes almas do passado, hoje no Oriente Eterno, que tanto se dedicaram à elevação dos maçons de hoje.
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As ricas tradições da Maçonaria inseridas nos antigos usos e costumes da nossa querida Instituição, os quais todos nos comprometemos a sustentar e respeitar, é outra fonte de enriquecimento intelectual e compreensão psíquica do que seja a verdadeira Iniciação, que, através de ritos, mitos e lendas, faz o coração do Maçom despertar para as verdades eternas.
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Essa é a responsabilidade da Ordem perante seus filiados, a partir dos primeiros ano da vivência maçônica. Esse é o modo como, em Maçonaria, o homem aprende a discernir a coisa virtuosa da viciosa, isto é, a separar o que contribui para a evolução humana do que a prejudica ou atrasa.
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Marcos José da Silva
Grão-Mestre Geral

PILULA MAÇÔNICA Nº  123

Rosa – Cruz e a Maçonaria

O pessoal mais antigo da Maçonaria é frequentemente questionado pelos maçons mais jovens, sobre a ligação entre a Maçonaria e o Rosacrucianismo.
A pergunta mais freqüente é se a Rosa-Cruz nasceu na Maçonaria, ou vice versa. Se têm muita coisa em comum, etc.
Na verdade elas são instituições totalmente diferentes, com origens diferentes.
É difícil dizer que não tem nada em comum, pois a Maçonaria tem uma parte "mística", apesar da Maçonaria Especulativa, atual, ser uma construtora social, atuando no terreno político-social. Por sua vez, a Rosa-Cruz é uma instituição muito "mística", num sincretismo de diversas correntes filosófico-religiosas: desde alquimia, gnosticismo cristão, cabalismo judaico até o hermetismo egípcio (Castellani).
Sobre a origem da Maçonaria já foi falado em diversas Pílulas anteriores.
Quanto a origem do Rosa-Cruz, apesar de alguns escritores ufanistas, dizerem que essa Instituição nasceu no Egito antigo, escritores sérios, com documentos concretos, como Frederico Guilherme Costa, demonstram que, na verdade, ela nasceu na Idade Média.
No livro "Maçonaria Dissecada" o escritor citado, nos diz que a primeira menção histórica da Rosa-Cruz, data de 1614, quando apareceu o documento "Fama Fraternitatis", relatando as fantásticas viagens pela Arábia, Egito, Marrocos feitas pelo germânico Christian RosenKreuz.
Nesses países, adquiriu seus conhecimentos místicos e que foram, posteriormente, espalhados pelos quatro cantos do mundo, através de seus seguidores.

 

M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto


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